Por Ton Paulo

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Coronavírus: Centro de Goiânia adapta “novo normal” à sua realidade

Até que ponto as medidas que antes eram vistas como excepcionais e agora são consideradas essenciais integram o nosso cotidiano? [caption id="attachment_262529" align="alignnone" width="620"] Sem máscara, um homem vende máscaras no Centro / Foto: Ton Paulo[/caption] Galerias comerciais lotadas de famílias olhando capinhas para celular, bancas abarrotadas de goiabas graúdas e úmidas pelo borrifador do vendedor, gente indo para lá e para cá, comprando, conversando, parando, oferecendo produtos. O fervor do Centro de Goiânia carrega uma característica mistura de história e modernidade que dá à região um caráter único. Algo a se admirar sem nenhuma preocupação, se não fosse um porém: tudo isso, todo esse calor e movimento, ocorre em meio à pandemia de um vírus que só no Brasil já matou 50 mil pessoas até agora. Com a flexibilização, o goiano parece estar retomando sua rotina, mas nada tem sido como antes. Ele vive agora o chamado “novo normal”. Ou melhor: um normal não tão novo. O primeiro decreto estadual que determinou a restrição do fluxo de pessoas e o fechamento do comércio, mantendo abertos apenas aqueles que exercem as chamadas atividades essenciais, foi publicado em meados de março. Depois dele, outros vieram em períodos quinzenais na intenção de moldar, tanto para a flexibilização quanto para o endurecimento, as normas inicialmente estabelecidas como forma de combater o novo coronavírus, causador da Covid-19. Entretanto, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no dia 15 de abril, que Estados e municípios podem tomar as medidas que acharem necessárias para combater o novo coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições, a Prefeitura de Goiânia assumiu protagonismo no combate ao coronavírus na capital goiana. Na última semana, o prefeito Iris Rezende (MDB) tornou obrigatório o uso de máscara e, por decreto, determinou multa de R$ 627 para quem não usar a proteção em locais públicos da capital. Iris também assinou o decreto que libera a reabertura de shoppings de Goiânia, galerias comerciais, varejistas, atacadistas e espaços onde atuam os profissionais liberais a partir do dia 22 de junho, segunda-feira. Além disso, o documento também libera a realização de celebrações religiosas duas vezes por semana. A decisão representou um alívio para os comerciantes afetados, contudo, uma série de medidas deverão vir acompanhadas da reabertura. Uso contínuo de máscara em locais públicos, higienização constante das mãos, disponibilização de álcool em gel e limitação da entrada de pessoas nos estabelecimentos e distanciamento mínimo: esses são alguns dos quesitos que passaram a fazer parte do cotidiano não só dos goianos, mas de todos aqueles que são impelidos por suas necessidades a seguirem com suas vidas. Entretanto, até que ponto esse “novo normal” está sendo aderido? Até que ponto as medidas que antes eram vistas como excepcionais e agora são consideradas essenciais integram o nosso cotidiano? Aglomerações e contato humano: nenhuma alteração no fuzuê central No Centro de Goiânia, não são muitos os indícios que denotam adesão às medidas sanitárias contra o coronavírus. Pelo contrário: à primeira vista, é como se a pandemia do Sars-CoV-2 fosse algo agora restrito aos noticiários. Num trecho em que a Avenida Anhanguera encontra a Tocantins, próximo ao tradicional Teatro Goiânia – com seus quase 80 anos de história –, a existência de um vírus letal parece não incomodar tanto. Pessoas, com e sem máscara, transitam sem parar entre vendedores ambulantes e compradores carregadores de sacolas. Sentado em um canto, um idoso com um colete amarelo onde se lê “Compra-se ouro” observa o vai e vem de gente. É Jose Armando Pinheiro, de 65 anos. José usa máscara, mas, segundo ele, não é um acessório confiável. “A gente tem que confiar em Deus”, diz. [caption id="attachment_262530" align="alignnone" width="625"] Há seis meses no Centro, José Armando conta que não viu o fluxo de pessoas ser interrompido na pandemia / Foto: Ton Paulo[/caption] Ele conta que trabalha como comprador de ouro no Setor Central há cerca de seis meses. Nesse ínterim, mesmo com a pandemia do coronavírus, não viu diferença significativa no fluxo de transeuntes. “Nunca parou. Está cheio de manhã, quando chego, até o fim da tarde, quando eu vou embora”, relata. Ele é do grupo de risco, porém, a máscara parece ser o único cuidado que o idoso incorporou à rotina. “Eu não tenho problema com isso não. Abraço, pego na mão do pessoal do mesmo jeito. Aqui não tem como. Olha aí”, diz, enquanto aponta para os passantes, “não tem como não encostar, sabe. É assim, não tem jeito”. Na mesma calçada em que José Armando está, um grupo de pessoas se aglomera ao redor de uma banca de meias e cuecas. Dentro de uma galeria comercial ali perto, mais aglomerações, desta vez em bancas de acessórios para celulares. A maioria usa máscara, mas mal sabem elas que o risco de contraírem Covid-19 está mais presente do que nunca. De acordo com a médica infectologista Fernanda Pedrosa Torres, formada pela Universidade de São Paulo (USP), usar máscara e ficar em aglomerações é um esforço totalmente desperdiçado para se prevenir contra o coronavírus. “O uso de máscara não garante 100% que as pessoas não sejam contaminadas. Quando se fala em infecção por coronavírus, ela ocorre por duas formas: por via respiratória e por contato direto com secreções, uma pessoa passa para outra ou uma toca numa superfície contaminada, por exemplo. Então, a partir do momento que você está aglomerando, favorece situações de contágio”, explica Fernanda. [caption id="attachment_262531" align="alignright" width="338"] Para infectologista Fernanda Pedrosa, ninguém está totalmente seguro / Foto: Arquivo pessoal[/caption] A infectologista, que integra o Gabinete de Crise – Covid-19, conta que superior à máscara de tecido, a máscara cirúrgica N95 “é mais eficaz, pois filtra as partículas”, mas mesmo assim não é uma proteção total. “E se uma pessoa não estiver usando a máscara e joga uma partícula no ar, a que está usando poderia se contaminar pela mucosa ocular”, complementa. Frutas ao ar livre: sem grandes diferenças com supermercados Típicas do Setor Central, as bancas de frutas continuam firmes e fortes no “novo normal”. Frutas de várias qualidades atraem compradores de diversas idades com vendedores que gritam na calçada, anunciando seu produto. Com a pandemia, as frutas expostas que sempre fizeram parte do cenário tradicional do Centro passaram a ser motivo de preocupação para alguns. Porém, para a médica infectologista Juliana Dona, a preocupação não tem uma base sólida. Conforme a profissional, “as frutas expostas funcionam da mesma forma que as frutas e verduras do mercado, e a orientação é, como ninguém vai parar de consumir, ao comprar fazer a higienização adequada antes do consumo”. “Quanto ao vendedor, eu acredito que, como a verdura não vem direto da fonte para o consumidor, ela passou por várias mãos. Não faria diferença ele cobrir [as frutas] nesse momento. O ideal é: se esse vendedor tiver condição de fazer uma higienização antes de vender, ótimo. Mas o principal é orientar o comprador que ao comprar aquela fruta higienize bem antes de consumir”, esclarece Juliana. Fluxo nos comércios Em frente a uma grande loja de roupas, uma fila de cinco ou seis pessoas se forma. Usando máscaras, elas aguardam a vez para adentrar o estabelecimento. O espaço entre elas é bem menos que um metro e parece não haver nenhum indicativo de incômodo em se segurarem ou se escorarem nas barreiras colocadas para indicar a orientação da fila. Segundo o gerente da loja, que não quis se identificar, os devidos protocolos sanitários foram adotados para evitar a propagação do coronavírus. Um segurança, colocado na entrada, é o responsável por liberar quem entra. Apenas seis por vez. O gerente explica que a liberação está sendo feita apenas para clientes que desejam pagar uma fatura do cartão da loja ou que já encomendaram suas compras pelo Whatsapp. [caption id="attachment_262532" align="alignnone" width="620"] Apenas seis clientes de cada vez podem entrar nesta loja / Foto: Ton Paulo[/caption] Ainda conforme o funcionário, álcool em gel foi disponibilizado para que os clientes possam higienizar as mãos antes de entrar na loja. E ele garante: sem máscara, não entra. Para a infectologista Juliana Dona, a medida de limitação da entrada de clientes é adequada, uma vez que evita que se formem as aglomerações, prato cheio para a circulação do coronavírus. “Com certeza é uma medida eficaz, justamente porque evita aglomerações, evita contato próximo e proliferação de partículas virais”, pontua a médica. O “novo normal” O engajamento no combate ao coronavírus é variável. Enquanto uns chegam a negar que o vírus exista, os famosos negacionistas, outros consideram que sair de casa é assinar uma sentença de morte. Já outros tentam retomar suas rotinas dentro do que elas veem como o “novo normal”, que é a adesão às medidas de prevenção contra o vírus e o policiamento constante. Para a infectologista Fernanda Pedrosa, um retorno ao que ela chama de “normal normal” seria somente viável com aplicação de “alguma estratégia efetiva de imunidade”. “Seria realmente no contexto da vacina, porque a gente tem duas possibilidades de parar uma doença: toda vez que tem uma pessoa com uma infeção, em geral todas as pessoas expostas a ela têm risco de pegar, a não ser que as pessoas tenham imunidade, que pode ser adquirida por uma exposição prévia, ou por conta da vacina”, avalia. Entretanto, mesmo com o surgimento de uma vacina que possa colocar fim ao temor que tomou conta da população nos últimos meses, vestígios do novo cotidiano das pessoas, criado justamente pelo coronavírus, podem perdurar por um longo tempo. Juliana Dona é partidária de que os protocolos que passaram a ser praticados pelos brasileiros estão longe de serem extintos. “Esse novo normal deve se estender até que surja uma vacina, e eu acredito que culturalmente isso vai ser adaptado na vida diária das pessoas também. Talvez não tão restrito quanto as indicações atuais, mas acredito que as pessoas vão aprender a ter um pouco mais de privacidade e higiene. Acho que pelo menos uma lembrança vai ficar na nossa cultura”, arremata.

A duas semanas para o fim do prazo, 400 mil goianos ainda não enviaram suas declarações de IR

Segundo o auditor e consultor contábil Cássius Pimenta, mesmo que seja necessário o auxílio de um contator, é possível acertar as contas com o leão sem sair de casa [caption id="attachment_261024" align="alignnone" width="620"] Foto: Reprodução[/caption] Mesmo com o prazo prorrogado até o dia 30 de julho devido à pandemia do coronavírus, muita gente em Goiás, ao que tudo indica, optou deixar para a última hora para poder enviar a declaração do Imposto de Renda ano base 2019. Este ano, a Receita Federal espera receber um milhão de declarações. Porém, desse número, cerca de 600 mil goianos acertaram as contas com o leão. Para declarar IR, o cidadão deve ter tido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019, quem recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado e quem obteve, em qualquer mês de 2019, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. Alguns produtores rurais também precisam enviar a declaração. Segundo o auditor e consultor contábil Cássius Pimenta, mesmo que seja necessário o auxílio de um contator, é possível acertar as contas com o leão sem sair de casa. Basta enviar cópias ou imagens dos documentos aos profissionais pelos meios virtuais, como e-mail ou redes sociais. A declaração também pode ser feita sozinho. Ainda conforme o auditor, é possível também importar dados da declaração feita em 2019. A novidade deste ano é a declaração pré-preenchida para quem tem certificado digital. Cássius explica que ela será feita de forma automática pelo programa com base nos dados que a Receita tem sobre o contribuinte. Caso discorde das informações, ele poderá fazer a alteração manualmente no documento.

Multa para os atrasados

O auditor alerta que quem perder a data terá que pagar, no mínimo, R$ 165,74, pelo atraso. O valor máximo corresponde a 20% do imposto devido. De acordo com ele, pode não haver prorrogação no prazo. Vale lembrar que quem enviar a declaração já no início do prazo tem a vantagem de receber a restituição do Imposto de Renda mais cedo. Idosos, portadores de doenças graves e deficientes físicos ou mentais têm prioridade na fila de pagamento. A outra novidade deste ano é a antecipação de pagamento dos lotes de restituição. Até o ano passado, a liberação era feita a partir do dia 15 de junho e se repetia sempre no dia 15 de cada mês até dezembro. O número de lotes também caiu de sete para cinco. As datas de restituição do IR 2020 ficaram assim: • 1º lote: 29 de maio 2020 • 2º lote: 30 de junho 2020 • 3º lote: 31 de julho 2020 • 4º lote: 31 de agosto 2020 • 5º lote: 30 de setembro 2020  

Covid-19: doenças cardiovasculares prevalecem entre comorbidades, mas risco é para todas

Para aqueles que não dão o devido tratamento às enfermidades pré-existentes, a evolução da doença causada pelo coronavírus pode ser ainda pior

Sobreviventes de outras crises, pequenas empresas sucumbem à pandemia do coronavírus

Com uma queda expressiva no faturamento e dificuldade de acesso às linhas de crédito prometidas, pequenos empresários padecem com a pandemia

Prática de home office aumenta em 30%, indica pesquisa

O modelo de trabalho vem sendo uma das principais alternativas para a manutenção dos negócios diante das determinações de isolamento social pelo governo [caption id="attachment_261005" align="alignnone" width="620"] Home office tem sido alternativa viável em tempos de pandemia / Foto: Reprodução[/caption] A pandemia do novo coronavírus obrigou o mercado de trabalho a se reinventar, e esse fenômeno é refletido em números. Um exemplo disso é o home office. Se antes essa prática, definida pelo trabalho remoto realizado em casa, era restrita a apenas a alguns segmentos e público, ela agora tornou-se uma verdadeira febre. A Confederação Nacional do Comércio estima que a alternativa de teletrabalho teve um aumento de cerca de 30%. O modelo de trabalho vem sendo uma das principais alternativas para a manutenção dos negócios diante das determinações de isolamento social pelo governo, de forma a evitar a contaminação entre os colaboradores no ambiente de trabalho. Estudos indicam que a prática de home office, adotada em peso durante o período de pandemia e já regulamentada pela Lei n° 13.467/2017, pode se tornar uma prática cada vez mais comum nas empresas. De acordo com uma pesquisa elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), até abril de 2020, cerca de 59 países já adotaram o home office como uma alternativa ao trabalho presencial. Conforme estudos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o home office poderá ser implementado em aproximadamente 23% das ocupações do país, atingindo cerca de vinte milhões de trabalhadores.

Para dar certo, home office precisa ser bem absorvido pelos trabalhadores

Dados presentes no Google Trends indicam que as buscas por termos como “home office” e “trabalhar em casa” nunca foram tão buscados na internet quanto em 2020, sendo que o pico de buscas se deu em março deste ano. Para Thomas Carlsen, COO da mywork, especializada em controle de ponto online, a alternativa tem se mostrado positiva em muitas empresas que puderam e optaram por não interromper as atividades durante a crise. Segundo ele, para que seja possível fazer o home office do jeito certo, as dinâmicas entre as equipes devem ser muito claras e organizadas, para evitar atrasos em tarefas, descumprimento de horas, excesso de horas extras e outros fatores que devem ser cumpridos, na medida do possível, como se os profissionais estivessem em um ambiente de trabalho tradicional.  

Presidente da Goiás Turismo aponta possíveis saídas para crise do segmento

Fabrício Amaral vê grandes perdas para o setor do Turismo goiano, mas também soluções para amenizar os prejuízos [caption id="attachment_261015" align="alignnone" width="620"] Fabrício Amaral, presidente da Goiás Turismo / Foto: Fábio Costa/Jornal Opção[/caption] Se tem algo que facilita e viabiliza a circulação do coronavírus, causador da Covid-19, é a circulação de pessoas (daí a essencialidade do isolamento social). Nesse cenário, o turismo é uma das áreas, senão "a", mais afetadas pela pandemia. O Estado de Goiás tem sofrido grandes perdas no setor, mas o titular da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, garante apoio para aqueles que estão sendo mais prejudicados pelas paralisações. Em um programa da Agência Brasil Central (ABC) na última sexta-feira (12/6), o presidente da Goiás Turismo falou do cancelamento da tradicional Temporada do Araguaia nos municípios que margeiam o rio, de medidas de amparo às comunidades mais pobres que vivem do turismo do Araguaia e da situação geral do turismo no estado, destacando cidades como Caldas Novas, Pirenópolis e Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. Conforme ele, liberar a Temporada do Araguaia tornou-se uma alternativa inviável, uma vez que a região é muito precária em termos de saúde pública "e o Estado não conseguiria atender, pois o volume de pessoas é muito grande”. Para amenizar os efeitos econômicos sofridos pelas famílias que dependem do turismo na região do Araguaia, Fabrício Amaral informou que o governo de Goiás vai disponibilizar a partir da próxima semana uma linha de crédito subsidiada, com juros baixos (5% ao ano) e carência de 12 meses para começar a pagar. Além disso, há uma proposta em estudo com o Ministério Público do Trabalho para estimular que as pessoas se qualifiquem durante a pandemia, mas recebendo por isso. “Temos R$ 24 milhões do Ministério do Turismo para isso, para ajudar exclusivamente o empresário do turismo goiano, contando com apoio da Goiás Fomento”, informou.

Retomada das atividades

Fabrício Amaral também falou sobre os destinos turísticos mais consolidados no Estado, como as cidades de Pirenópolis, Caldas Novas, Vila Boa e Alto Paraíso, o presidente da Goiás Turismo é mais otimista. Na avaliação do presidente, essas cidades retomarão suas atividades antes mesmo do conjunto do setor, em função de seu nível de organização e apoio das respectivas prefeituras. “Esses municípios, junto com os empresários, possuem um plano focado em todas as rotinas de saúde, com controle de entrada e saída de pessoas e cargas e, sobretudo, porque têm também estruturas melhores de saúde pública”, disse Amaral.

E-commerce: o que você precisa saber para vender pela internet

Além do suporte de Tecnologia da Informação, o segmento empresarial precisa se atentar à necessidade do trabalho jurídico para que as vendas virtuais ocorram dentro da legalidade [caption id="attachment_260985" align="alignnone" width="620"] Em época de pandemia, vendas online imperam / Foto: Reprodução[/caption] Muito antes de vivenciarmos esta difícil época de pandemia e Covid-19, o chamado e-commerce (comércio eletrônico), já fazia parte da rotina de centenas de milhares de negócios no Brasil. Agora, com todas as medidas de restrição de fluxo de pessoas e isolamento social, esse modelo mercadológico passou a ser visto como algo essencial. Entretanto, é preciso saber como usar de maneira sensata tal ferramenta. Além do suporte de Tecnologia da Informação, o segmento empresarial precisa se atentar à necessidade do trabalho jurídico para que as vendas virtuais ocorram dentro da legalidade. Para o advogado especialista em Direito Tributário Jefferson Coelho Lopes, existe uma legislação específica para comércio online. O primeiro a se saber, conforme Lopes, é que dentro do site usado pelo comerciante devem constar uma série de documentos, como o regulamento do site, de privacidade do cliente, o contrato público, que normalmente é registrado em cartório, e uma série de outros regulamentos. Quanto às empresas que desejam trabalhar com marketplace, plataforma em que são vendidos produtos ou serviços de terceiros, os contratos devem ser ainda mais elaborados. Lopes explica que esse contrato definirá quais são as obrigações e os direitos de cada uma das partes, tanto do proprietário da plataforma quanto dos empresários que vão utilizar dessa plataforma para vender seus produtos. Neste contrato deverá conter, pelo menos: - Formas de anúncio e quantos anúncios serão permitidos - Quais anúncios serão disponibilizados na primeira página e quais não serão - Disposição dos produtos na página da internet - Políticas de promoção e de venda dos produtos - Políticas de devolução dos produtos e de arrependimento da compra - Formas de pagamento e de entrega/transporte dos produtos Além disso, os terceiros deverão cumprir uma série de regras, como ter os produtos em estoque, fornecer notas fiscais de todos os produtos, estar em dia com os procedimentos legais, principalmente em relação às questões trabalhistas dos funcionários, entre várias outras. Somando-se a isso, há a questão dos tributos. O marketplace deve pagar o Imposto Sobre Serviços (ISS) ao município e Imposto de Renda à Receita Federal, que já é retido na fonte. Da parte do vendedor dos produtos que utiliza a plataforma, há a obrigatoriedade de pagar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), considerando as variações do tributo em cada unidade da federação, assim como o pagamento de taxa de comissão ao proprietário do site.  

Procura por máscaras e cloroquina dispara na internet

Os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito Federal foram de maior interesse pelo termo máscara. [caption id="attachment_260996" align="alignnone" width="620"] Hidroxicloroquina tem sido campeã de buscas na internet / Foto: Reprodução[/caption] O Google Trends, ferramenta que acompanha as principais tendências relacionadas a uma palavra-chave em um determinado tempo, não deixa margem para dúvidas: as buscas por hidroxicloroquina (ou simplesmente cloroquina) e máscaras de proteção tiveram um aumento expressivo nos últimos meses. Para se ter uma noção, houve crescimento de cerca de 12.700% nas buscas pelo polêmico medicamento no mês de maio, sendo que o maior pico dos acessos foi registrado entre os dias 15 e 21. No mês de abril a palavra máscara teve um aumento nas buscas, de aproximadamente 5.500% comparado a meses anteriores, segundo o Google Trends. Um outro termo que de repente passou a ser um dos mais procurados na internet foi pijamas. No mesmo mês, registrou-se um crescimento de 4.850% nas buscas pela vestimenta de dormir. Os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito Federal foram de maior interesse pelo termo máscara. Nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná, pijama teve mais de 90 acessos diários. Outros produtos mais buscados, segundo a ferramenta, entre os dias 15 de março e 15 de maio:

  • Segmento de comidas e bebidas: gim (tipo de bebida destilada), rodízio mexicano, pizza de frigideira;
  • Casa e bens pessoais: escova secadora, pantufa, celular moto G8 plus, robô aspirador;
  • Saúde e beleza: cloroquina, máscara N95, gummy hair (vitaminas para o cabelo), antisséptico e álcool 70%

MP 936: como fica situação de empresas que suspenderam contratos

Para o advogado trabalhista Fabiano Rodrigues, as alternativas para os donos dessas empresas seriam outras medidas, como antecipação de férias e de feriados e criação de banco de horas [caption id="attachment_259540" align="alignnone" width="620"] Foto: Reprodução[/caption] Na última semana a Medida Provisória 936, que institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, teve sua vigência prorrogada por mais dois meses. Entretanto, as empresas que já utilizaram o prazo máximo de 60 dias de suspensão do contrato de trabalho não podem mais contar com essa possibilidade jurídica. [relacionadas artigos="260212"] Conforme o advogado trabalhista Fabiano Rodrigues, as empresas que se enquadram nessa questão teriam agora, no máximo, a opção de adotar a redução da jornada e do salário de seus trabalhadores, que seria de 30 dias, para os estabelecimentos que utilizaram os 60 dias da suspensão do contrato de trabalho, o que seria um problema para segmentos econômicos que permanecem com as atividades suspensas. Para Fabiano, as alternativas para os donos dessas empresas seriam outras medidas, como antecipação de férias e de feriados e criação de banco de horas. Ele avalia que “o mais dramático é que eles não possuem atividade e não teriam condições sequer de arcar com essas despesas”. O advogado defendeu ser necessário que os parlamentares do Congresso Nacional tenham a sensibilidade de aprovar, com urgência, a prorrogação do prazo das medidas instituídas pela MP. "Também são necessárias medidas para que a economia volte a se erguer, levando em consideração a saúde da população", argumentou.

Perdas no leite e lucro na soja: pandemia tem impacto variado no agro goiano

Segmentos do agronegócio têm se mantido estáveis, mas impactos do coronavírus são inevitáveis [caption id="attachment_259401" align="alignnone" width="620"] Presidente da Aprosoja comemora números de Goiás na safra de soja / Foto: Laura de Paula/Aprosoja-GO[/caption] Pegue um clima favorável, some a investimentos pesados em tecnologia e complete com uma tradição em produção mantida desde os antepassados: pronto, tem-se aí a receita perfeita para um agronegócio de destaque, e é nesse cenário que Goiás se enquadra. O Estado é responsável por boa parte da produção de alimentos do país, produzindo anualmente bilhões de toneladas de grãos, carnes e diversos tipos de alimentos. Para dimensionar a ênfase que Goiás tem no âmbito da agricultura, a maior feira de tecnologia rural do Centro-Oeste é realizada no município de Rio Verde, atraindo milhares de pessoas todos os anos. Todavia, o evento teve sua edição 2020 cancelada. O motivo: a pandemia do coronavírus. E não foi apenas a Tecnoshow Comigo que sofreu os impactos do vírus responsável pela Covid-19. Diversas áreas do setor do agronegócio têm se adaptado para poder continuar produzindo, industrializando, comercializando e exportando a fim de atender às necessidades alimentícias da sociedade. Apesar dos pesares, em uma comparação superficial com o resto do país, pode-se dizer que o agro goiano tem conseguido lidar bem com a crise imposta pelo coronavírus. O setor de bovinos é um exemplo de segmento que teve quedas dentro da curva e se mantém estável até o momento. Goiás tem cerca de 22 milhões de cabeças de gado – o que representa 10,6% do rebanho nacional - e, segundo os números do Agro em Dados divulgados recentemente pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), as exportações têm estado dentro do esperado. No mês de abril, por exemplo, o Estado exportou US$ 70.861.419,00 em carne bovina, o que representa 73,5% do valor nacional das exportações do complexo de carnes. Em relação ao 1º quadrimestre, os números também foram satisfatórios: foram US$ 306.487.659,00 de carne bovina exportada, ou seja, 71,5% do montante nacional. Quanto ao preço, o mercado da pecuária bovina teve uma queda 0,38% na arroba do boi gordo (15kg) em abril em comparação com março. No comparativo com abril de 2019, o aumento real dos preços da arroba é de quase 20%. Os preços altos refletem a demanda do mercado externo, principalmente para a China, atrelada ao dólar valorizado, que pressiona os preços internos.

Queda no abate de bovinos

Mesmo com números majoritariamente positivos, o setor de bovinos também sofreu algumas quedas. Uma delas foi explicitada nos dados de abate de gado do primeiro quadrimestre de 2020, conforme dados preliminares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o órgão, Goiás apresentou queda de 17,9% da quantidade de animais abatidos em comparação com o mesmo período do ano passado, significando uma retração da oferta de animais para abate. Para o titular da Seapa, Antônio Carlos de Souza Lima, os números do Mapa não refletem necessariamente uma retração no mercado de bovinos goiano. Ele explica que redução do número de abates é simplesmente um reflexo do ajuste feito entre oferta e demanda do mercado, o que não representa realmente um prejuízo para o segmento. “Não são dados que apresentam queda, pelo contrário. Pode ter algumas reduções sim, mas tudo é questão de ajustes que estão sendo feitos em relação à oferta e demanda pelo produto. A gente tem a representação é de um crescimento nas exportações de carne bovina. Nada que represente um dano maior ao setor”, diz. [caption id="attachment_259402" align="alignnone" width="472"] Titular da Seapa, Antônio Carlos garante que há sensibilidade da pasta para áreas mais afetadas pela crise / Foto: Seapa[/caption] No mercado doméstico, a retração da renda das famílias, provocada pela crise da Covid-19, pode ter contribuído para a queda no consumo da carne bovina por ter preço mais elevado que as demais proteínas animais. Isso em um cenário em que o preço da carne segue em alta, pressionado pelo mercado externo que segue aquecido. O secretário comemorou ainda a novidade que deixou o os criadores de bovinos em polvorosa. No final de maio deste ano, o Estado de Goiás foi habilitado como um dos cinco Estados que passarão a exportar carne para a Tailândia. Com a autorização, o Frigorífico Minerva, em Palmeiras de Goiás, pode agora mandar carne bovina com osso, carne desossada e miúdos comestíveis para o país asiático. De acordo com Antônio Carlos, o Estado de Goiás “acompanha mais uma vez a força que tem este setor [de bovinos] no desenvolvimento da economia”.

Setor leiteiro pode ter impacto maior, avisa secretário

Entre as áreas do agronegócio goiano que têm sido afetadas pelo coronavírus, a produção de leite é talvez a mais atingida. De acordo com Antônio Carlos, “há uma preocupação maior com o leite pela questão da expectativa de geração de renda da população”, o que pode acarretar uma redução da demanda. Com a retração da demanda de derivados lácteos, provocada pelo recuo da renda nesse período de pandemia, estima-se redução do valor bruto de produção do leite para 2020, em Goiás. Conforme o boletim de mercado do setor lácteo goiano do mês de maio, houve na indústria de laticínios uma redução do preço médio da sua cesta de derivados lácteos, comparado com o mês anterior, em que o preço médio do leite UHT caiu 13,2%. Isso acaba refletindo diretamente no mercado de laticínios, uma vez que tem nos derivados os produtos em que conseguem agregar maior valor. Isso, consequentemente, é repassado ao produtor, que sofre o impacto na produção do leite in natura. [caption id="attachment_259403" align="alignnone" width="620"] Mesmo sendo o quarto maior produtor de leite do Brasil, Goiás pode enfrentar dificuldades com a pandemia / Foto: Seagri[/caption] Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no mês de março, em relação ao preço no varejo, o preço do leite longa vida integral teve alta de 26,4%, em relação ao mês de fevereiro. A alta é explicada pela corrida aos supermercados verificada no início do isolamento social. Em abril, já foi verificado um recuo no preço de 11,7%, em relação ao mês anterior. Goiás é hoje a quarta maior bacia leiteira do Brasil, com uma produção superior a 3 bilhões de litros por ano. A região Sul do Estado corresponde a 46,9% da produção. Todavia, a produtividade média do Estado é baixa, com 1.597,5 litros/vaca/ano, inferior à média brasileira, que é 2.068,8 litros/vaca/ano. O secretário garante que quando a atividade leiteira, presente nos 246 municípios de Goiás, “é abalada dessa forma, pela representatividade que ela tem, surge uma sensibilidade maior” na análise da questão. “Além disso, estamos em um período de entressafra da produção [de leite]. Naturalmente o mercado vai regulando essa relação oferta-demanda. A expectativa é que com o tempo isso se ajuste e os produtores de leite possam superar esses baixos preços recebidos pela matéria-prima”, pontua. Mesmo com a atual conjuntura, num cenário geral os produtores de leite também tiveram boas notícias. No fim de maio, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que a Tailândia, além da carne bovina, também abriu seu mercado para lácteos do Brasil. A ministra afirmou que a abertura de mercados pode contribuir para melhorar a situação dos produtores de lácteos, um dos segmentos mais afetados pela pandemia e que, historicamente, enfrenta problemas de preços.

Soja e milho em alta

Em pleno período de instabilidade dos mercados goianos, o de grãos pode ser visto como o menos afetado pela crise e que mais trouxe motivos para comemoração, principalmente no que se refere aos reflexos na economia do Estado. No último mês, Goiás passou a figurar como o terceiro maior produtor de grãos de todo o país. Foram 27,1 milhões de toneladas de grãos, área cultivada superior a seis milhões de hectares e produtividade de 4.511 quilos por hectare na safra 2019/2020. De acordo com os dados da Conab, houve crescimento de 10% na estimativa de produção goiana, de 6,1% na área de cultivo e de 3,7% em produtividade em relação à safra anterior, com Goiás, agora, representando 10,8% da produção nacional de grãos - atrás apenas do Mato Grosso e Paraná. Entretanto, os produtores goianos só conseguiram chegar a essa marca por causa da má sorte dos rio-grandenses-do-sul, cujo Estado era até então consolidado como o terceiro maior produtor do Brasil. Segundo o presidente da Associação de Produtores de Soja de Goiás (Aprosoja), Adriano Barzotto, Goiás foi beneficiado por um golpe de sorte. [caption id="attachment_259404" align="alignright" width="351"] Para Adriano Barzotto, última safra de soja foi uma das melhores dos últimos anos / Foto: Fredox Carvalho/Faeg[/caption] “Nós temos que entender que chegamos ao terceiro posto de produção por conta de uma infelicidade dos produtores do Rio Grande do Sul, que tiveram uma seca muito forte. Naturalmente, eles ficam em terceiro e a gente em quarto. Mas este ano foi muito bom para nós e conseguimos passar as 3 milhões de toneladas de soja no Estado e eles caíram abaixo de 10. Mas são todos Estados irmãos, que produzem do mesmo produto e temos que ajudar um ao outro”, avaliou Barzotto. Ainda conforme o presidente da Aprosoja, outro golpe de sorte se deu no timing da última safra. Ele explica que há grandes diferenças entre a produção e industrialização da soja e o final dessa primeira coincidiu justamente com o início da pandemia do coronavírus, o que fez com que os produtores não tivessem prejuízo. “Da parte da produção a gente teve muita sorte, porque a pandemia se intensificou justamente quando estávamos terminando a safra. Então o produtor já estava ali embalado na colheita, fez os cuidados necessários pra poder terminar a safra.  Ela aconteceu e foi inclusive uma das melhores safras que nós tivemos nos últimos anos”, disse. Já a parte da industrialização é o que preocupa Barzotto. Segundo ele, é uma fase que no atual contexto de pandemia será delicada, uma vez que as indústrias deverão se atentar ainda mais à forma de trabalho dos funcionários. “A indústria muitas vezes tem lá seus 400, 500 funcionários, e, se ela tiver algum problema nessa questão do coronavírus, pode ser fechada, e a cadeia de produção e industrialização e comercialização fica comprometida”, afirmou. Barzotto conta que no próximo mês começa a colheita do milho e algumas propriedades podem ter restrição de funcionários. Porém, ele esclarece que a Aprosoja “vem orientando e pedindo para que todos os proprietários de fazenda tomem os devidos cuidados”. [caption id="attachment_259405" align="alignnone" width="620"] "Preço vai compensar e o produtor vai conseguir fazer uma renda", diz Barzotto sobre safra de milho deste ano / Foto Wikipedia[/caption] De acordo com ele a produtividade menor de milho neste ano não vai impedir o lucro do produtor. “Tivemos boas chuvas, embora tenhamos plantado uma parte da nossa safra dentro do mês de março, que não é o período ideal de plantio, mas vimos que tinha condição. E a gente acredita que o preço do milho vai se manter aí próximo dos 40 reais [saca], e mesmo tendo um pouquinho menos de produtividade por hectare, o preço vai compensar e o produtor vai conseguir fazer uma renda”, ponderou. Estima-se incremento de safra de milho de 10,9%, ante a safra 2019/2020, segundo a Conab. Já conforme a Agro em Dados, no Brasil, a produção de etanol a partir do milho vem ganhando cada vez mais espaço. Depois de uma variação de 107,4% na safra 2019/20 em relação à safra 2018/19, espera-se uma variação de 61,1% na safra 2020/21 ante a safra 2019/20, atingindo 2.699.808.000 litros. Na relação comercial com o resto do mundo, em virtude da crise do petróleo e também da pandemia, a exportação de milho do Brasil, no primeiro quadrimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2019, apresentou redução de 54,2% nos valores exportados. Em Goiás, também houve declínio, contudo a redução foi menos expressiva, com 15,4%.

Cana-de-açúcar: produção forte de etanol e açúcar

O setor de produção de cana-de-açúcar é outro que pode se gabar de bons números. Para se ter uma noção, na última Safra (2019/2020), a produção brasileira foi recorde. Segundo estatísticas da Agro em Dados, para a safra atual, a expectativa é que a produção siga voltada à fabricação de açúcar, em resposta ao mercado que sinaliza cenário positivo, especialmente para as exportações. Segundo o secretário Antônio Carlos de Souza Lima, apesar de produção de cana-açúcar se voltar mais para o etanol, está havendo uma virada neste ano. “A produção de cana é quase 80% para o etanol e 20% para o açúcar. Mas agora estamos vendo uma virada e a produção de cana para o açúcar pode ter aí um incremento de 15%, chegando a 35%”, disse. No primeiro quadrimestre do ano, as exportações brasileiras do Complexo Sucroalcooleiro atingiram o montante de US$ 1.976.548.053,00 e 6.176.963,8 toneladas, aumento de 32,9% e 30,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. Vale ressaltar que Goiás é o segundo maior produtor do país, atrás apenas de São Paulo, sendo o único entre os maiores produtores a registrar aumento de produção em relação à safra anterior.

Bons ventos para o agronegócio

Presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o deputado Lissauer Vieira (PSB) também é um dos maiores representantes dos produtores rurais no Estado. Otimismo é o que não falta para o parlamentar em relação à área que, segundo ele, “alavanca a economia” do Estado. [caption id="attachment_259407" align="alignleft" width="329"] "Agro alavanca o país", defende Lissauer / Foto: Divulgação[/caption] “Eu tenho certeza que o agro é o setor que vai alavancar a economia do país mais uma vez. Nas maiores crises que o país passou foi o agro que levantou. Goiás é um Estado privilegiado porque é altamente produtor de alimentos. Então em toda a cadeia do setor primário, alimentício, Goiás teve muita produção”, declarou. Para Lissauer, os goianos são beneficiados com “um clima bom, terras férteis, a tecnologia de agricultura para a região Centro-Oeste. “O produtor hoje tem condições de fazer alta produtividade”, concluiu.

Servidores do sistema penitenciário passarão por testagem em massa de Covid-19

A ação é desenvolvida pelo Comitê de Gerenciamento de Crise da DGAP no Enfrentamento ao Coronavírus  [caption id="attachment_259515" align="alignnone" width="620"] Foto: Governo de Goiás[/caption] Promovida pelo Governo de Goiás através da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), teve início na última sexta-feira, 5, a testagem em massa de servidores penitenciários para diagnóstico da Covid-19. A ação é desenvolvida pelo Comitê de Gerenciamento de Crise da DGAP no Enfrentamento ao Coronavírus, o qual é composto por servidores penitenciários das áreas de Reintegração Social, Segurança Penitenciária, Gestão Integrada, é presidido pelo Diretor-geral, coronel Agnaldo Augusto da Cruz. A equipe é constituída por membros do Comitê, além de servidores da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) e da equipe de saúde da unidade prisional. Nesta primeira etapa, o esquema de testagem ocorre no Presídio Estadual de Formosa, para atendimento das equipes administrativas e operacionais da unidade e de servidores da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Formosa e da Unidade Prisional Regional (UPR) local. Em Formosa, cerca de 220 servidores devem ser testados durante os dois dias da ação. O procedimento consiste em uma primeira fase de entrevista com o servidor e preenchimento de formulário para conhecimento do histórico de saúde, presença de sintomas e possíveis contatos com terceiros infectados.

Servidor terá acompanhamento, caso teste positivo

Segundo integrante do Comitê da DGAP, Ana Távora, “depois dessa entrevista, a equipe faz a coleta do material biológico para realização do teste rápido. Caso o resultado aponte positivo para Covid-19, o servidor, de imediato, será encaminhado à quarentena, como determina os protocolos, e junta médica para providências necessárias”, destaca. O Comitê faz acompanhamento diário do servidor, em caso de diagnóstico positivo. Os testes rápidos para detecção da Covid-19 estão sendo disponibilizados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) para serem utilizados nos servidores de todas as forças que compõem a Secretaria de Segurança Pública, pasta conveniada para a execução do procedimento. Conforme o coronel Agnaldo Augusto da Cruz, que coordena toda a ação, a testagem será uma contínua e vai abarcar todos os servidores da pasta, tanto das atividades operacionais quanto da área administrativa.    

Em Goiás, 450 mil pessoas de grupos prioritários ainda não se vacinaram contra gripe

Vale lembrar que a vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus que causa a Covid-19, mas ajuda os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a doença [caption id="attachment_259524" align="alignnone" width="620"] Meta é de 90 de imunizados / Foto: Divulgação[/caption]   Apesar de a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe seguir a pleno vapor, cerca de 450 mil pessoas pertencentes a grupos prioritários em Goiás ainda não se vacinaram para se proteger da doença. A vacinação foi prorrogada até o dia 30 do mês de junho em etapa voltada para indivíduos de grupos como idosos, gestantes de trabalhadores em saúde. Desde que a campanha de vacinação teve início, já foram aplicadas 1.727.480 doses da vacina contra Influenza em Goiás, segundo dados Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, ou seja, 2.186.183 pessoas. A etapa que segue até o fim do mês destina-se aos indivíduos não vacinados dos seguintes grupos: crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, trabalhadores em saúde, puérperas (mulheres de até 45 dias após o parto), idosos, adultos de 55 a 59 anos, pessoas com deficiência, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e condições clínicas especiais, membros das forças de segurança, caminhoneiros e motoristas de transporte coletivo, funcionários do sistema prisional, privados de liberdade, indígenas e professores. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informou que recebeu 2.429.200 doses que foram encaminhadas aos 246 municípios do Estado. A previsão é de receber mais 16 mil doses, ainda esta semana, do Ministério da Saúde. Três grupos já atingiram, inclusive ultrapassando, a meta de 90%: profissionais de saúde, com uma cobertura vacinal de 100%; indígenas, 200%; e idosos, 123%. As coberturas nas outras categorias estão abaixo da meta, como crianças, 45%; gestantes, 69%; puérperas, 73%; e adultos, 39%. Vale lembrar que a vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus que causa a Covid-19, porém, neste momento, irá auxiliar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para a doença, já que os sintomas são parecidos  

Aposta de renovação na Câmara de Goiânia, Tales de Castro ganha apoio de partidos

Apesar de nunca ter exercido mandato, o pré-candidato a vereador tem um histórico de atuação em segmentos e secretarias, e tem chamado a atenção de lideranças do Estado [caption id="attachment_259506" align="alignnone" width="620"] Tales de Castro, pré-candidato à Câmara de Goiânia / Foto: Divulgação[/caption] Visto como uma possibilidade de renovação no parlamento goianiense, o historiador e professor Tales de Castro, do PSB, vem angariando um sólido apoio por parte das legendas políticas. Lideranças como os deputados federais Elias Vaz, do mesmo partido de Tales, e Flávia Morais, do PDT, já sinalizaram que vão bancar o jovem pré-candidato à Câmara Municipal de Goiânia. Além desses, Tales conta com o apoio de outros nomes proeminentes do PDT como o deputado estadual Karlos Cabral e do presidente da sigla, George Morais. O apoio ao pré-candidato também parece estar presente em vários bairros e segmentos sociais, como a classe estudantil. Tales destaca seu envolvimento nas causas políticas desde os 16 anos, quando atuava em "agremiações estudantis na escola e na universidade à vice-presidência da União Nacional dos Estudantes (UNE)”. Hoje com 33, o pré-candidato tem no currículo passagens pelas secretarias de Governo do Distrito Federal e da Prefeitura de Goiânia, secretaria Municipal de Trânsito de Goiânia, Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e Assembleia Legislativa de Goiás. Para ele, um vereador precisa discutir e propor soluções para os problemas do município como um todo. "Precisamos discutir o desenvolvimento da cidade, a expansão urbana, a qualidade dos serviços públicos, que deixa muito a desejar, criar políticas públicas para a educação, incentivo à cultura e ao esporte. Enfim, é preciso olhar para Goiânia e ver o que realmente é necessário fazer para melhorar a vida da população goianiense ou a vida das pessoas em nossa cidade", ressalta.  

Queda nas denúncias de violência contra o idoso pode ser indício de subnotificação

Existem diversas formas de violência praticada contra o idoso, indo da violência física até a medicamentosa [caption id="attachment_259483" align="alignnone" width="620"] Violência contra o idoso ainda é problema cotidiano / Foto: Pixabay[/caption] A Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI) de Goiânia, está lançando neste mês a campanha do Junho Violeta de conscientização contra a violência contra o idoso em suas mais variadas formas e está atenta a esse tipo de crime. O número de denúncias tem caído recentemente, mas ao contrário do que possa parecer, isso pode ser um mau sinal. De acordo com o delegado Alexandre Alvim, titular da DEAI, a campanha neste ano ganha uma importância maior por causa da queda no número de denúncias observada na delegacia. O delegado revela que de uma média de 100 denúncias por mês, os números caíram nos últimos dois meses de isolamento social para 25 em abril e 46 em maio. Para Alvim, isso pode ser um sinal de alerta. “Acreditamos que isso seja um indicativo de subnotificação, por isso a importância da campanha para alertar a todos da necessidade de não deixar de denunciar”, disse. Existem diversas formas de violência praticada contra o idoso, conforme apontado pelo delegado, indo da violência física até a medicamentosa, que é quando o idoso é submetido a medicamentos que não estão em sua rotina de tratamento de saúde, além de violências financeira, psicológica e sexual. A campanha Junho Violeta será feita via internet e ganhará também as ruas, com panfletagem e cartazes fixados em locais públicos.