Por Redação
Valério Luiz Embora o Brasil inteiro esteja comentando outra decisão judicial neste momento [a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva], não posso me furtar a um comentário sobre outra notícia. Minha solidariedade a Pedro Ivo, bem como a toda a família do advogado Davi Sebba Ramalho, assassinado por policiais militares em 5 de julho de 2012, no estacionamento de um hipermercado em Goiânia. Conheço bem a mentalidade do juiz Antônio Fernandes de Oliveira, que causou diversos transtornos nas audiências do caso do meu pai [Valério Luiz foi morto também em 5 de julho de 2012 e o cartorário Maurício Sampaio aguarda julgamento como mandante do crime]. Sua parcialidade a favor dos réus é assustadora, tanto que o magistrado chegou a sofrer sindicância na Corregedoria-Geral de Justiça do TJGO, a pedido do Ministério Público. Infelizmente, não deu em nada. E não se trata de ser “garantista”. Em maio de 2013, esse magistrado proibia que questionássemos os acusados sobre seus álibis e, mesmo com ameaça de morte de um (Da Silva) contra outro (Marcus Vinícius, o Marquinhos), revogou indiscriminadamente todas as prisões preventivas decretadas pelo magistrado anterior, resultando na conhecida fuga de Marcos Vinícius para Portugal e no atraso do processo em mais de um ano. Em outro caso que acompanhei, presenciei tal magistrado fixar a pena de um homicídio em 4 anos, regime inicial aberto. O réu matara um vizinho de graça, por não ter ido com a cara, e com uma facada no peito. O golpe foi tão forte que o cabo da faca saiu na mão do homicida e a lâmina ficou presa no peito da vítima. Mesmo assim, 4 anos. Aberto. Agora a família de Davi Sebba também foi vítima. Ainda escreverei mais detalhadamente sobre isso, mas entendam que, em crimes de sangue, não está em jogo só a ofensa “à lei” ou à ficção jurídica “Estado”. Existem famílias diretamente envolvidas, que sofrem e esperam uma resposta apropriada. Torço pra que os doutos desembargadores reformem a decisão e enviem todos os réus a júri. Valério Luiz é advogado e presidente do Instituto Valério Luiz.
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Cartaz oficial do Festival Internacional de Cinema de Locarno[/caption]
Rui Martins
Especial para o Jornal Opção
“As Boas Maneiras”, filme de terror rodado em São Paulo, dos cineastas Juliana Rojas e Marco Dutra, coprodução franco-brasileira, foi selecionado para a competição internacional do Festival de Cinema de Locarno, na Suíça. “Severina”, filme do cineasta e diretor de teatro Felipe Hirsch, coproduzido com o Uruguai, estará na competição da mostra Cineastas do Presente.
Para a mostra Sinais de Vida, foi selecionado o filme de Adirley Queirós, “Era Uma Vez Brasília”, uma espécie de ficção científica com preocupações sociais. Falado em português, mas dirigido pelo suíço Samuel Chalard, o filme “Favela Olímpica”, mostrando os prejudicados pelos Jogos Olímpicos do Rio, foi escolhido para a Semana da Crítica.
Filme de dar medo?
“As Boas Maneiras” conta a história de uma babá, responsável por uma criança sobrenatural, mutante, dentro, portanto, do esquema de seres diferentes dos normais, comum nos seriados e grandes produções estadunidenses. Como se trata de estreia em Locarno, só depois de projetado se poderá saber qual o toque nacional explorado nessa história fantástica filmada por um cinegrafista francês, em São Paulo. Em todo caso, os dois realizadores, Juliana Rojas e Marco Dutra, já fizeram um filme de sucesso, “Trabalhar Cansa”, que garante uma abordagem original. O inesperado de situações parece provocar medo ou susto na babá e nos espectadores.
Roubando livros
O filme de Felipe Hirsch, um dos grandes diretores brasileiros de teatro, trata de um amor obsessivo. Existe em “Severina” um mistério sedutor e enigmático. Jovem de nacionalidade desconhecida, Severina rouba livros numa livraria.
A estreia será em Locarno, pouco se sabe do roteiro, além dessa síntese.
Ficção político-científica
O filme do brasiliense Adirley Queirós é uma espécie de ficção político-científica, que se passa no Ano Zero depois do Golpe e mistura a história de um agente intergalático enviado a Brasília para matar o presidente Kubitschek, cuja nave se perde no espaço e no tempo, aterrissando na periferia da capital federal, em Ceilândia. O Congresso Nacional não tem mais deputados e senadores mas é habitado por monstros. Também vai estrear em Locarno.
Inspirado em reportagens?
Não se sabe se o cineasta suíço Samuel Chalard se inspirou nas reportagens do jornalista australiano, que provocou a ira dos cariocas chamando de “Favela Olímpica” as instalações para as olimpíadas. O filme foi feito durante a construção do Parque Olímpico junto à favela de Vila Autódromo. Alguns habitantes da favela, condenados a deixar o local para as obras das olimpíadas, conseguiram adiar sua expulsão, enquanto as obras avançavam nos terrenos antes ocupados pela população pobre.
Rui Martins estará do 2 ao 12 de agosto em Locarno, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.
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