Por Marcello Dantas
Tiago Henrique Gomes da Rocha pode ter sido o responsável por 16 dos 18 casos de mortes misteriosas investigadas pela força-tarefa, sendo 15 mulheres e um homem
Vigilante da Fortesul foi detido na residência dele, no Setor Conjunto Vera Cruz. Ele estava com o uniforme da empresa e portava uma arma
O suspeito confessou a participação nos crimes no momento da prisão
Informação é a de que serão anunciadas medidas para solucionar problemas no setor
[relacionadas artigos="18045,18042,18054"] O governador e candidato à reeleição Marconi Perillo (PSDB) confirmou, por meio de uma série de postagens em sua conta no Twitter na manhã desta quarta-feira (15/10), a prisão de um vigilante que confessou ter assassinado 39 pessoas em Goiânia, entre mulheres e moradores de rua. “Recebi, na madrugada, a confirmação da identificação e prisão do assassino responsável pela morte de mulheres e moradores de rua em Goiânia”, afirmou o tucano. O suspeito foi preso pela Polícia Civil por volta das 20h de ontem. Segundo Marconi Perillo, a informação foi confirmada por Joaquim Mesquita, secretário de Segurança Pública (SSP-GO). “Sempre disse que nossa polícia é boa e eficiente e que iria chegar aos criminosos”, relatou o político. Nas publicações, Marconi Perillo disse que ao longo do dia a pasta irá fornecer informações à população e aos familiares das vítimas. Em outra postagem, o governador falou ainda que não tinha dúvidas de que as investigações iriam esclarecer os crimes que “afrontaram a tranquilidade e a integridade das famílias goianas”.
A Polícia Civil vai apresentar às 9h30 desta quarta-feira (15/10) um vigilante suspeito de assassinar 39 pessoas em Goiânia. O suspeito, preso na noite de ontem, confessou crimes praticados contra mulheres e moradores de rua, entre outros. As informações são preliminares e a força-tarefa criada pela Polícia Civil no início de agosto irá apurar a veracidade dos fatos. A corporação, no entanto, não se pronunciou de forma oficial sobre a detenção do homem.
O artista mineiro deve ficar em observação até a noite desta terça-feira. Internação faz parte da sequência de exames que têm sido feitos desde agosto passado
Ex-peemedebista optou pela neutralidade no segundo turno. Nos bastidores, há relatos de que a filiação dela a uma legenda da coligação do governo estadual seria certa
Um dos principais nomes da ala irista se recusa a confirmar voto para a petista. Declaração contradiz aliança firmada entre o PT nacional e Iris Rezende
Professor na Universidade de Toulose, Jean Tirole foi reconhecido pelas análises sobre as falhas de empresas com poder de mercado
Iris Rezende (PMDB): Manhã: Gravação de programas eleitorais 16h: Reunião com sindicalistas 18h45: Entrevista para o Jornal Anhanguera 2ª Edição Marconi Perillo (PSDB): 9h45: Entrevista para a Rádio CBN 11h45: Entrevista para o Balanço Geral, da TV Record 13h: Reunião com lideranças e deputados estaduais eleitos pelo PTB, em Goiânia 20h30: Reunião com pastores da Igreja Assembleia de Deus, em Aparecida de Goiânia
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Iris Rezende e Paulo Garcia: o segundo patrocina a campanha do primeiro com garra e dedicação quase filial. O petista é um “grande” cabo eleitoral | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A tese hegemônica na condução da campanha do PMDB é de Iris Rezende e de Jorcelino Braga (PRP), a eminência parda do marketing do peemedebista-chefe. Iris e Braga se entendem por música. Um irista diz que Braga e o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), são tratados como filhos pelo encanecido político. Iris e Braga concluíram que só há uma maneira de “desidratar” e, portanto, reduzir o favoritismo do governador Marconi Perillo (PSDB). Eles decidiram que vão trabalhar na desconstrução da imagem do governador como gestor, político e indivíduo. “Nós vamos para o tudo ou nada e vamos ‘bater’ sem dó nem piedade em Marconi. Nós só fomos para o segundo turno porque ‘atacamos’ o governador com firmeza. Vamos continuar assim até o fim dos programas na televisão. Como falta dinheiro à campanha, vamos concentrar energia e recursos financeiros nos programas de tevê”, afirma um irista de quatro costados. “Nós vamos também ‘credenciar’ Iris. Estamos dizendo que ele foi ministro duas vezes, ou seja, é um político de estatura nacional. O eleitor goiano respeita quem consolida-se na política nacional.”
O peemedebista afirma que, no primeiro turno, Iris estava profundamente irritado e, assim, ouvia pouco seus aliados. “Chegamos a pensar que estava paranoico. Ele via um ‘espião’ de Marconi em cada esquina, mas, no segundo turno, relaxou e está ouvindo mais. Com a criação do Conselho Político de Avaliação, Iris decidiu escutar mais. Estão no conselho Ronaldo Caiado, Armando Vergílio, Maguito Vilela, Daniel Vilela, Jorcelino Braga, Paulo Garcia, Antônio Gomide, Samuel Belchior, Barbosa Neto e Agenor Mariano.”
As reuniões têm sido consideradas positivas por peemedebistas e aliados. “Das conversas e do novo planejamento saem ideias para os programas eleitorais. Não resta dúvida de que os programas estão melhores e menos engessados. Iris está mais descontraído e menos burocrático.”
Um segundo irista ouvido pelo Jornal Opção se diz realista: “É praticamente impossível derrotar o governador Marconi Perillo, dados a estrutura de campanha que montou e seu enraizamento em todo o Estado. Mas eu disse ‘praticamente”, não sublinhei que é impossível. Com um marketing guerrilheiro, sem os recursos técnicos da campanha do adversário, talvez seja possível fazer com que o eleitorado preste mais atenção nos nossos programas. Nosso objetivo é, colocando Marconi na defensiva, contribuir para aumentar sua rejeição e, deste modo, reduzir sua intenção de voto”.
O peemedebista afirma que Marconi é hábil e explora as brechas dos programas de Iris. “Mas nós vamos trabalhar, com precisão cirúrgica, para aumentar seu desgaste. Vamos atacá-lo em vários flancos, solapando suas defesas. Se não responder nossas críticas, elas podem ‘pegar’. Se responder, estará dentro de nosso jogo.” Ele sugere que o irismo quer retirar o tucano-chefe de sua zona de conforto. “Queremos puxá-lo para o nosso terreno, para a nossa guerra.”
O irista destaca que, com perspicácia, Marconi tem “fugido” da guerra, para não se “contaminar” com as bombas espalhadas pela campanha do PMDB. “Mas ele terá de entrar no jogo. As primeiras pesquisas devem mostrá-lo liderando, mas não muito, quem sabe com 14% ou 15% de frente, uma diferença que, embora pareça, não é intransponível.”
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Iris e seus aliados sabiam, desde o início, que se tratava de outro Jaime. O objetivo era, atingindo Jayme Rincon (foto), agredir Marconi Perillo | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O candidato a governador de Goiás pelo PMDB, Iris Rezende, tem uma história de seriedade. Porém, com receio de perder a eleição para o governador Marconi Perillo, do PSDB, o peemedebista-chefe parece ter perdido o equilíbrio e cedido aos caprichos de uma mente sórdida e destemperada que, no segundo turno, foi acoplada ao seu marketing eleitoral. No primeiro turno, ao saber que uma gravação era falsa, por não envolver Jayme Rincon, e sim Jaime Ferreira, o candidato do PSB, Vanderlan Cardoso, não quis usá-la. Iris, pelo contrário, sem fazer nenhuma checagem, mandou pôr a gravação no ar.
Na gravação, Wladmir Garcêz e Jaime Ferreira aparecem discutindo sobre o valor de pesquisas, em 2011. Ao levar a gravação ao ar, o programa de Iris frisa que se trata do presidente da Agetop, Jayme Rincon. Na verdade, Iris e seus aliados sabiam, desde o início, que se tratava de outro Jaime. O objetivo era, atingindo Jayme Rincon, mais uma vez agredir Marconi. Uma bola fora.
O tiro de Iris pode ter saído pela culatra. Primeiro, porque provavelmente terá de abrir seu programa para Jayme Rincon se defender. Segundo, numa nota enviada à imprensa, Wladmir Garcêz assegura que a conversa de 2011 tinha a ver com um projeto autorizado exatamente por Iris Rezende, e até sem “a observância do que prevê a lei de licitações”. Portanto, frisa Garcêz, “se malfeito havia, este estava sendo tramado pelo candidato Iris Rezende ou por seus prepostos”.
Iris não é um político sórdido. Por isso não deve permitir que um marqueteiro inescrupuloso o use para destilar seu ódio contra Marconi, Jayme Rincon e outras pessoas. Consta que um dos marqueteiros da campanha de Iris não concordou com o uso da gravação, por saber que se tratava de uma farsa, mas venceu o marqueteiro do ódio e a gula de Iris pelo poder.
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Misael Oliveira: Marconi merece continuar modernizando Goiás | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A parte política do grupo de Vanderlan Cardoso, do PSB, optou por apoiar a reeleição do governador Marconi Perillo. Entenda-se por “parte política” aqueles que têm votos e, portanto, experiência eleitoral. São os casos do prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira (PDT), e do presidente do PSC, Joaquim Liminha.
Misael Oliveira, que faz uma gestão aprovada em Senador Canedo, e Joaquim Liminha, ex-presidente da Câmara Municipal de Anápolis, são os principais aliados políticos de Vanderlan Cardoso. E os dois dizem que o tucano-chefe é o nome apropriado para ampliar a modernização da economia de Goiás.
O candidato do PMDB, Iris Rezende, ficou com o apoio tão-somente de Jorcelino Braga, que, embora presidindo o PRP, é mais marqueteiro do que político. Braga nunca disputou eleição e, pressionado por Vanderlan no pleito deste ano, caiu fora, alegando que não era político.
Com Vanderlan apoiando Marconi indiretamente, por meio de seus aliados mais próximos, a situação de Iris Rezende piora na Grande Goiânia. Em Senador Canedo, acredita-se que, com o apoio de Misael Oliveira, Alsueres Mariano (PSB) e Joaquim Liminha, o tucano-chefe deve receber cerca de 80% dos votos. É a estimativa dos vanderlanistas.
A irmã de Vanderlan, Ivanilda Cardoso, também aderiu à campanha de Marconi.
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Jayme Rincon, Vanderlan Cardoso, Humberto Aidar e Sandro Mabel: nomes de peso para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A dois amigos íntimos, o reservado Vanderlan Cardoso confidenciou que planeja mesmo disputar a Prefeitura de Goiânia em 2016. “Vanderlan decidiu não apoiar Marconi Perillo ou Iris Rezende para governador, no segundo turno, porque pretende ser candidato a prefeito da capital no próximo pleito”, afirma um de seus aliados.
Vanderlan raciocinou da seguinte forma: em 2016, mais uma vez, o irismo e o marconismo vão terçar forças em Goiânia. Iris, se derrotado para o governo, pode disputar a prefeitura, para tentar manter o controle do PMDB, ou pode apoiar Agenor Mariano ou Sandro Mabel. O tucano-chefe tende a bancar o presidente da Agetop, Jayme Rincon.
Permanecendo independente, Vanderlan credencia-se como um candidato forte. Pesquisas qualitativas comprovam que o líder do PSB é “pequeno para Goiás”, por não ter apoio de líderes consistentes, mas tem o “tamanho” adequado para Goiânia.
O principal adversário de Vanderlan deve ser Jayme Rincon, credenciado pela quantidade e pela qualidade das obras que executou no Estado e em Goiânia.
O PT, se quiser manter certa independência em relação ao prefeito Paulo Garcia, tende a lançar o deputado estadual Humberto Aidar, do grupo do deputado federal Rubens Otoni e do ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide. Porém, o paulo-garcismo pode endurecer e bancar Adriana Accorsi para prefeita.
O deputado federal Daniel Vilela não entende o empenho do senador eleito Ronaldo Caiado em lançá-lo para prefeito de Goiânia. Um de seus principais conselheiros contra-ataca: “Caiado é um dos melhores nomes do irismo para prefeito da capital. Iris não teria como barrá-lo, até porque teme sua língua viperina. Na verdade, assim como Caiado, Daniel quer disputar o governo de Goiás em 2018”.
O peemedebista Sandro Mabel espalha, nos bastidores, que, para apoiar Iris Rezende — inclusive comprometendo-se a pagar parte do marketing de sua campanha —, conseguiu o compromisso de que ele o “apoiará” para prefeito de Goiânia. Henrique Meirelles, Vanderlan e Júnior Friboi decerto já começaram a rir.

