Vigilante apontado como serial killer tenta suicídio

Tiago Henrique Gomes da Rocha pode ter sido o responsável por 16 dos 18 casos de mortes misteriosas investigadas pela força-tarefa, sendo 15 mulheres e um homem

O suspeito de ser o assassino de pelo menos 39 pessoas em Goiânia tentou suicídio na madrugada de quarta-feira (15/10), na Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), no Complexo de Delegacias Especializadas, no Setor Cidade Jardim. O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, cortou os pulsos com o vidro de uma lâmpada. Ele estava detido em uma cela isolada.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada para socorrer o preso. Tiago Gomes da Rocha levou seis pontos nos braços. Estava marcada para a manhã desta quinta-feira (16) a apresentação do suspeito, em que seriam informados detalhes das investigações e da prisão do vigilante.

Ao Jornal Opção Online, a assessoria da Polícia Civil informou que, a princípio, a apresentação ainda deverá acontecer.

Crimes

O preso pode ter sido o responsável por 16 dos 18 casos de mortes misteriosas investigadas pela força-tarefa da Polícia Civil, sendo 15 mulheres e um homem. A informação foi confirmada na quarta-feira (15/10) pelo secretário de Segurança Pública do Estado (SSP-GO), Joaquim Mesquita, e pelo delegado-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski.

Tiago Gomes da Rocha teria cometido também oito crimes contra pessoas em situação de rua, segundo as apurações, oito casos.

Estariam de fora desta lista apenas o registro de tentativa de homicídio contra Daiane Ferreira de Morais e o homicídio de Danielle Garmus, de 23 anos, morta no dia 15 de junho em um bar no Setor Jardim Goiás. Neste caso, dois motociclistas estiveram envolvidos na ação, o que pode ter excluído o envolvimento de Tiago já que, ao que tudo indica, ele agia sozinho.

O homem foi preso na última terça-feira na residência dele, no Setor Conjunto Vera Cruz, na capital. No momento da prisão do vigilante foi encontrada uma arma de calibre desconhecido. Conforme a polícia, existem provas contundentes de que o suspeito realmente tenha sido o autor de todos os crimes apontados.

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