Por Euler de França Belém

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Três Estrelas lança coletânea de artigos do grande polemista Paulo Francis

1351068-350x360Em termos de jornalismo, quem não leu Paulo Francis bom sujeito tende a não ser. Durante anos, com seu “Diário da Corte”, escrito a partir de Nova York, que grafava Iorque, escreveu sobre política, economia, música, cinema, teatro e literatura. Deu pitacos a respeito de tudo — errando e acertando (nem Deus acerta tudo). Em tempos pré-internet, quando era muito difícil obter publicações estrangeiras, contribuiu para divulgar escritores que nunca haviam sido publicados no Brasil, como a excelente Muriel Spark. Suas colunas, publicadas duas vezes por semana, eram lidíssimas, entre as décadas de 1980 e 1990 — período em que eu comprava a “Folha de S. Paulo” e, depois, o “Estadão” para ler seus textos —, tanto pela direita quanto pela esquerda. A direita para amar suas diatribes — num tempo em que a direita era execrada, não havia quase nenhum espaço para jornalistas e intelectuais que não fossem da esquerda escreverem nos jornais — e a esquerda para odiá-lo. Ninguém ficava indiferente aos petardos. Os artigos eram verdadeiros ensaios, que ele ia desenvolvendo, às vezes, durante semanas. Alguns eram longos, outros mais curtos. Para o deleite dos leitores de Paulo Francis (autor de memórias espantosamente deliciosas, “O Afeto Que Se Encerra”; muito superiores aos seus romances), a Editora Três Estrelas lança uma coletânea de artigos com o título de “A Segunda Profissão Mais Antiga do Mundo”. Ela contém textos sobre jornalismo, política e cultura, publicados entre 1975 e 1990. Curiosamente, a editora, do grupo que edita a “Folha de S. Paulo” — jornal que abriu espaço para desmerecê-lo depois que migrou para o “Estadão” —, o apresenta como o “maior polemista da imprensa brasileira”. Num dos textos, Paulo Francis escreve, com seu velho estilo oracular: “Nunca apoiei governo algum. Acho que é um dever de jornalista adotar o mote dos anarquistas. Hay gobierno, soy contra”. Claro que ele teve sua fase jango-brizolista. Depois, passou a criticar João Goulart (sobretudo) e Leonel Brizola. O título da coletânea resulta de uma frase irônica sobre jornalismo (a primeira profissão do mundo era a prostituição). Segundo a editora, há retratos memoráveis de Carlos Lacerda, o Corvo, Samuel Wainer, Antonio Maria, Stanislaw Ponte Preta, Henfil e Millôr Fernandes (um de seus melhores amigos). Li a primeira coletânea publicada pela Três Estrelas e fiz dois comentários (https://jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/livro-resgata-deboche-de-paulo-francis-sobre-o-pop, texto no qual menciona “O Popular”, e https://jornalopcao.com.br/colunas/imprensa/francis-ressalta-obra-de-jorge-amado-joyce-e-nelson-rodrigues). Avultam três coisas. Primeiro, a qualidade da informação dos textos. Segundo, a prosa bem escrita. Terceiro, os textos permanecem vivos, não estão datados. Costumo dizer que há dois tipos de textos para jornal: os que morrem no mesmo dia e os que sobrevivem. Com a internet, os textos que chamo de “permanentes” continuam obtendo acesso anos depois de publicados. Paulo Francis era uma celebridade antes da internet. Com a rede, teria se tornado um campeão nacional de leitura.

Rita Lee lança biografia e, segundo jornalista, conta tudo com o máximo de honestidade

46360083A cantora Rita Lee é uma das maiores roqueiras brasileiras. Sua história seria mais bem contada por um jornalista independente, como Ruy Castro, ou um historiador da música, como Zuza Homem de Mello. Isto não invalida, de maneira alguma, o livro “Uma Autobiografia” (Globo Livros, 352 páginas), de Rita Lee. Caetano Veloso já havia escrito um excelente livro sobre a Tropicália (e até além dela), em “Verdade Tropical”. O importante é que, com sua obra, a artista lança as bases para, futuramente, algum pesquisador construir sua biografia (a artista continua vivíssima, agora escrevendo livros). O possível autor não vai partir do nada e, por certo, entenderá que a cantora está apresentando a sua versão, que sempre deve ser levada em conta, dos fatos. O jornalista Guilherme Samora escreveu sobre o livro: “Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas — e até decidiu a ordem das imagens —, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas... Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado”.

Morre filho de vice-prefeito de Catalão e líder da Força Sindical. Garoto de 7 anos tinha leucemia

A morte de Rodriguinho Carvelo comoveu a cidade, que o admirava como guerreiro

O humanista Ruy Rodrigues lutou pela educação em Goiás, África, França e Tocantins

Conhecido como Padre Ruy, o intelectual foi secretário da Educação do governo de Mauro Borges e Moisés Avelino, foi reitor da Unitins, trabalhou em Paris e na Guiné-Bissau

Último “Programa do Jô” irá ao ar em dezembro deste ano. Jô Soares diz que não abandona TV

A TV Globo e Jô Soares não definiram qual será o último convidado do programa. Sugiro dois: Sergio Moro e Cármen Lúcia

Traficante capitalista constrói motel com 112 quartos dentro de presídio. Kafka vive no Cerrado

Thiago Topete, por meio do programa “Meu Motel, Minha Grana”, construiu 112 quitinetes em apenas 20 dias. A Odebrecht deveria contratá-lo como engenheiro

Poema de D. H. Lawrence, com tradução de Leonardo Fróes

Nãos  D. H. Lawrence Lute, menino, sua luta de nada, vá à luta e seja homem. Não seja um bom menino, um bom moço, sendo tão bom quanto você pode ser e concordando com todas as matreiras, manhosas verdades que os fingidos encenam para se protegerem e à sua ávida, glutona, gulosa covardia de escolados grosseiros.   Não corresponda à queridinha que acaba por custar sua macheza e te fazendo pagar. Nem à velha mamãezona que orgulhosamente se gaba de que você vai ser um dos que vão chegar.   Não conquiste opiniões valiosas, abalizadas opiniões valendo obrigações do Tesouro, de homens de todo tipo; não fique devendo nada ao rebanho engordado para o matadouro.   Não queira ter meninos bons, bonitinhos, os quais você terá de educar para ganhar a vida; nem meninas gostosas, uns docinhos, que vão achar muito difícil trepar.   Também não queira uma casinha, com os custos que você terá de aguentar ganhando a vida enquanto a vida se perde, e o susto da morte um dia vem te agarrar.   Não se deixe sugar pelo sup-superior, não engula a isca da cultura a chamar, não beba, não vire um cervejado senhor, aprenda, isto sim, a discriminar.   Mantenha-se inteiro e lute atento, empurrando daqui ou empurrando de lá, e tendo à noite o consolador sentimento de que um pouco de ar você fez entrar.   No chiqueiro do dinheiro esse ar renovado você pôs pelo buraco que na prisão pôde abrir, fazendo o pouco que podia, empenhado em que o Cristo ressuscite como forma de agir.   [Do livro “Poemas de D. H. Lawrence”, tradução de Leonardo Fróes. O poema é de 1929]

Cinco prefeitos planejam disputar o comando da AGM. Itamar Leão é um dos nomes mais fortes

Márcio Cecílio é apontado como o que articula mais e pertence ao PSDB. Issy Quinan é uma revelação como gestor. A barreira para Paulinho Sérgio é o DEM Cinco prefeitos vão disputar a presidência da Associação Goiana de Municípios (AGM) em fevereiro de 2017: Issy Quinan, de Vianópolis; Itamar Leão, de Sanclerlândia; Kelson Vilarinho, de Cachoeira Alta; Márcio Cecílio Ceciliano, de São Miguel do Passa Quatro, e Paulinho Sérgio de Rezende, de Hidrolândia. [caption id="attachment_78607" align="aligncenter" width="300"]Issy Quinan; PP Issy Quinan: PP[/caption] 1 — Issy Quinan. É a revelação política do PP goiano. Apontado como gestor competente, recebeu uma prefeitura arrasada, mas conseguiu recuperá-la em quatro anos. Foi tão bem-sucedido que, na disputa deste ano, não apareceu adversário para enfrentá-lo. É bancado pelo senador Wilder Morais, mas o número de prefeitos do partido, 24, é pequeno. [caption id="attachment_78608" align="aligncenter" width="211"]Itamar Leão Itamar Leão: PSDB[/caption] 2 — Itamar Leão. Eleito este ano, foi prefeito há alguns anos, e, considerado como um dos mais criativos, chegou a receber prêmio nacional do Sebrae. Pertence ao PSDB e é ligado ao governador Marconi Perillo. Já foi presidente da AGM. É apontado como um dos mais fortes postulantes. [caption id="attachment_78610" align="aligncenter" width="189"]Kelson Vilarinho Kelson Vilarinho: PSD[/caption] 3 — Kelson Vilarinho. Prefeito reeleito, pertence ao PSD de Vilmar Rocha e Thiago Peixoto. Representa um município de escassa projeção, mas é um político articulado. [caption id="attachment_78612" align="aligncenter" width="300"]Paulinho Sérgio: DEM Paulinho Sérgio: DEM[/caption] 4 — Paulinho Sérgio de Rezende, reeleito prefeito, é mencionado como um político habilidoso (e foi goleiro do São Paulo, reserva de Rogério Ceni durante oito anos, e do Vila Nova). O problema é seu partido, o DEM. O PSDB, o PSD e o PP, para citar apenas três partidos da base aliada, dificilmente apoiarão um candidato do DEM. O PMDB pode apoiá-lo, mas, se o fizer, vai derrotá-lo. [caption id="attachment_78614" align="aligncenter" width="300"]Márcio Ceciliano: PSDB Márcio Ceciliano: PSDB[/caption] 5 — Márcio Cecílio Ceciliano é um dos favoritos. Como ex-presidente da AGM, conhece a maioria dos políticos goianos, articula por música e é bem próximo do governador Marconi Perillo. Pertence ao PSDB, o que é um de seus trunfos. Ressalva Um dos problemas dos prefeitos que assumem a presidência da AGM é que, por vezes, descuidam dos municípios para os quais foram eleitos para administrar. A associação é vista como trampolim para projetar políticos, mas a maioria que a presidiu não cresceu em termos estaduais.

Prefeitos eleitos pelo DEM e pelo PMDB já tentam se aproximar do governador Marconi Perillo

Muitos dos eleitos pelos dois partidos não são adversários do tucanato. Disputaram pela oposição por divergências locais

Cristovam Buarque aponta Marconi Perillo como alternativa para presidente em 2018

Num voo entre Cuiabá e Goiânia, Cristovam Buarque elogiou a gestão competente e enxuta do governador tucano

Boni deve ser o secretário de Cultura de São Paulo

Aos 81 anos, o criador do padrão Globo de qualidade, se assumir, será maior do que o cargo. João Dória quer um secretariado do tipo “calçada da fama”

Carlos Alberto, o Capita, num time de feras, como Pelé e Tostão, conseguiu se destacar

Na final, contra a Itália, a bola passou nos pés de quase todos os jogadores e, no final, Pelé rolou-a para Carlos Alberto, que fez um belíssimo gol

Marconi Perillo pode assumir o comando nacional do PSDB

A missão do governador de Goiás seria pacificar os beligerantes José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves

Cisma na base de Marconi Perillo tem mais a ver com eleição para senador do que para governador

Há um cisma na base do governador Marconi Perillo e a causa principal não é pela escolha do candidato a governador, em 2018. O vice-governador José Eliton, do PSDB, não é o nome de consenso, mas a maioria concorda que, até o momento, é o mais consistente e, sobretudo, o que mais se movimenta e articula. Há quem aposte que a senadora Lúcia Vânia, que ampliou sua base no interior, planeja disputar o governo, sobretudo depois que assumiu o controle de dois partidos, o PSB, que preside, e o PPS, que é dirigido por um sobrinho, o deputado federal Marcos Abrão, A origem do cisma é muito mais a disputa por uma das vagas para o Senado. Há o consenso de que uma vagas é do governador Marconi Perillo (PSDB), se partir para um projeto político nacional. A segunda vaga é o motivo da batalha, que gera atritos inclusive na disputa pela Prefeitura de Goiânia, este ano. Há, claro, os candidatos de fora da base de Marconi, também arrolados. 1 — Daniel Vilela/PMDB — Quer disputar o governo. Porém, se Ronaldo Caiado for o candidato do PMDB (deixaria o DEM), pode ser vice ou postulante ao Senado; [caption id="attachment_70518" align="alignright" width="620"]Deputado federal Daniel Vilela | Foto: André Lima/ Agência Câmara Deputado federal Daniel Vilela | Foto: André Lima/ Agência Câmara[/caption] 2 — João Campos/PRB — No comando de um partido e com o apoio de igrejas poderosas, a Assembleia de Deus e a Universal, está cacifado para o Senado; [caption id="attachment_44064" align="alignright" width="620"]Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] 3 — Jovair Arantes/PTB — Se for eleito presidente da Câmara dos Deputados (difícil mas não impossível), tende a disputar mandato majoritário; [caption id="attachment_64297" align="alignright" width="620"]Deputado Jovair Arantes | Foto: Renan Accioly Deputado Jovair Arantes | Foto: Renan Accioly[/caption] 4 — Lúcia Vânia/PSB — Há quem acredite que os conflitos dos quais participa tem a ver com tentativa de assegurar sua vaga de senadora; [caption id="attachment_76713" align="alignright" width="620"]Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção[/caption] 5 — Luis Cesar Bueno/PT — Se o desgaste do PT for menor, em 2018, pode disputar vaga no Senado; [caption id="attachment_63352" align="alignright" width="620"]Deputado Luis Cesar Bueno | Foto: Marcos Kennedy Deputado Luis Cesar Bueno | Foto: Marcos Kennedy[/caption] 6 — Magda Mo­fatto/PR — Com estrutura política e dinheiro, planeja candidatura ao Senado; [caption id="attachment_48692" align="alignright" width="620"]Deputada federal Magda Mofatto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Deputada federal Magda Mofatto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] 7 — Maguito Vilela/PMDB — Seu projeto é bancar Daniel Vilela, seu filho, para o governo (mais) ou Senado (menos). É um nome forte e sempre cotado para disputas majoritárias; [caption id="attachment_55348" align="alignright" width="620"]Prefeito de Aparecida, Maguito Vilela | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Prefeito de Aparecida, Maguito Vilela | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] 8 — Marconi Perillo/PSDB — É o único hors concours; [caption id="attachment_78010" align="alignright" width="620"]Divulgação Divulgação[/caption] 9 — Pedro Cha­ves/PMDB — Cansou-se da Câmara dos Deputados e aposta que tem chance para o Senado; [caption id="attachment_53903" align="alignright" width="620"]Deputado Pedro Chaves durante entrevista ao Jornal Opção, em 2014 | Foto: Renan Accioly Deputado Pedro Chaves durante entrevista ao Jornal Opção, em 2014 | Foto: Renan Accioly[/caption] 10 — Roberto Balestra/PP — Discreto, mas tem interesse pelo Senado; [caption id="attachment_30053" align="alignright" width="620"]Deputado Roberto Balestra | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção Deputado Roberto Balestra | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption] 11 — Vilmar Ro­cha/PSD — É categórico: quer ser candidato a senador; [caption id="attachment_52263" align="alignright" width="620"]Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] 12 — Wilder Morais/PP — O senador aceita a suplência de Marconi Perillo? É provável. [caption id="attachment_42683" align="alignright" width="620"]Senador Wilder Morais| Foto: Lia de Paulo/Agência Senado Senador Wilder Morais| Foto: Lia de Paulo/Agência Senado[/caption] Todos serão candidatos? Não, é claro. Mas gostariam de ser candidatos. O mais provável é que a base marconista lance de dois a quatro nomes. Se Marconi Perillo sair do páreo, para disputar mandato nacional, aí a disputa cresce. Lúcia Vânia sabe que todos estão de olho na sua vaga, por isso reage com firmeza. A vaga de Wilder Morais também está em discussão, mas o líder do PP é mais tranquilo e menos contencioso. Tanto que, embora trabalhe para disputar a reeleição, admite, em particular, que aceitará a suplência de Marconi Perillo.

Assassinato de Zé Gomes tem a ver com surto psicótico ou alguém induziu Béba a cometer o crime?

O inquérito deve ser divulgado na sexta-feira, 28, um mês depois das mortes do ex-prefeito de Itumbiara e do cabo Vanilson Pereira, da Polícia Militar