Cisma na base de Marconi Perillo tem mais a ver com eleição para senador do que para governador

Há um cisma na base do governador Marconi Perillo e a causa principal não é pela escolha do candidato a governador, em 2018. O vice-governador José Eliton, do PSDB, não é o nome de consenso, mas a maioria concorda que, até o momento, é o mais consistente e, sobretudo, o que mais se movimenta e articula. Há quem aposte que a senadora Lúcia Vânia, que ampliou sua base no interior, planeja disputar o governo, sobretudo depois que assumiu o controle de dois partidos, o PSB, que preside, e o PPS, que é dirigido por um sobrinho, o deputado federal Marcos Abrão,

A origem do cisma é muito mais a disputa por uma das vagas para o Senado. Há o consenso de que uma vagas é do governador Marconi Perillo (PSDB), se partir para um projeto político nacional. A segunda vaga é o motivo da batalha, que gera atritos inclusive na disputa pela Prefeitura de Goiânia, este ano. Há, claro, os candidatos de fora da base de Marconi, também arrolados.

1 — Daniel Vilela/PMDB — Quer disputar o governo. Porém, se Ronaldo Caiado for o candidato do PMDB (deixaria o DEM), pode ser vice ou postulante ao Senado;

Deputado federal Daniel Vilela | Foto: André Lima/ Agência Câmara

Deputado federal Daniel Vilela | Foto: André Lima/ Agência Câmara

2 — João Campos/PRB — No comando de um partido e com o apoio de igrejas poderosas, a Assembleia de Deus e a Universal, está cacifado para o Senado;

Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção

Deputado federal João Campos, do PRB | Fernando Leite/Jornal Opção

3 — Jovair Arantes/PTB — Se for eleito presidente da Câmara dos Deputados (difícil mas não impossível), tende a disputar mandato majoritário;

Deputado Jovair Arantes | Foto: Renan Accioly

Deputado Jovair Arantes | Foto: Renan Accioly

4 — Lúcia Vânia/PSB — Há quem acredite que os conflitos dos quais participa tem a ver com tentativa de assegurar sua vaga de senadora;

Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

Foto: Bruna Aidar/ Jornal Opção

5 — Luis Cesar Bueno/PT — Se o desgaste do PT for menor, em 2018, pode disputar vaga no Senado;

Deputado Luis Cesar Bueno | Foto: Marcos Kennedy

Deputado Luis Cesar Bueno | Foto: Marcos Kennedy

6 — Magda Mo­fatto/PR — Com estrutura política e dinheiro, planeja candidatura ao Senado;

Deputada federal Magda Mofatto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Deputada federal Magda Mofatto | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

7 — Maguito Vilela/PMDB — Seu projeto é bancar Daniel Vilela, seu filho, para o governo (mais) ou Senado (menos). É um nome forte e sempre cotado para disputas majoritárias;

Prefeito de Aparecida, Maguito Vilela | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Prefeito de Aparecida, Maguito Vilela | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

8 — Marconi Perillo/PSDB — É o único hors concours;

Divulgação

Divulgação

9 — Pedro Cha­ves/PMDB — Cansou-se da Câmara dos Deputados e aposta que tem chance para o Senado;

Deputado Pedro Chaves durante entrevista ao Jornal Opção, em 2014 | Foto: Renan Accioly

Deputado Pedro Chaves durante entrevista ao Jornal Opção, em 2014 | Foto: Renan Accioly

10 — Roberto Balestra/PP — Discreto, mas tem interesse pelo Senado;

Deputado Roberto Balestra | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Deputado Roberto Balestra | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

11 — Vilmar Ro­cha/PSD — É categórico: quer ser candidato a senador;

Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

12 — Wilder Morais/PP — O senador aceita a suplência de Marconi Perillo? É provável.

Senador Wilder Morais| Foto: Lia de Paulo/Agência Senado

Senador Wilder Morais| Foto: Lia de Paulo/Agência Senado

Todos serão candidatos? Não, é claro. Mas gostariam de ser candidatos. O mais provável é que a base marconista lance de dois a quatro nomes. Se Marconi Perillo sair do páreo, para disputar mandato nacional, aí a disputa cresce.

Lúcia Vânia sabe que todos estão de olho na sua vaga, por isso reage com firmeza. A vaga de Wilder Morais também está em discussão, mas o líder do PP é mais tranquilo e menos contencioso. Tanto que, embora trabalhe para disputar a reeleição, admite, em particular, que aceitará a suplência de Marconi Perillo.

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