Por Euler de França Belém
Portaria foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira. A medalha havia sido concedida por Nelson Jobim
O diretor da JBS, Demilton Castro, articulou a operação com o apoio de dois doleiros uruguaios e um de São Paulo
“Se os colaboradores esconderem crimes e esses delitos vierem à tona depois (pela boca de novos colaboradores), eles também perdem os benefícios e o MPF continua podendo usar as provas”
Afastamento tem a ver com a conversa do articulista e Andrea Neves, na qual sugere que reportagem sobre Aécio Neves é nojenta, mas este pode ter sido só o motivo imediato
Cláudio Humberto ainda não se defendeu, mas Ricardo Saud disse que não havia contrato entre a JBS e o jornalista
O poeta, que morreu aos 26, em 1991, teve sua obra (quase) completa reunida em livro
A comentarista da Globo News e colunista do Estadão conta que passou a segunda-feira num pronto-socorro
Um dos profissionais mais respeitados da imprensa de Goiás, Rey morreu de insuficiência respiratória
O jornalista Reynaldo Rocha morreu na segunda-feira, 22, de insuficiência respiratória. Ele tinha 73 anos.
Reynaldo Rocha, que amigos e subordinados chamavam de Rey, foi editor-chefe de O Popular por mais de duas décadas. Na redação, destacava-se por ser um chefe competente e, como jornalista, sempre muito bem informado. Ele é irmão do jornalista Hélio Rocha e Ana Cláudia Rocha, colunista do caderno “Magazine”, de “O Popular”, e filho do poeta Benedito Rocha.
Uma das qualidades de Reynaldo Rocha era a diplomacia — dava-se bem com todo mundo e era respeitado pelas fontes.
Rey era um profissional versátil. Além de ter trabalhado como repórter e editor de “O Popular”, destacou-se como comentaristas da TV Anhanguera, apresentador do programa “Roda de Entrevistas”, da Televisão Brasil Central, e produtor e comentarista da Rádio CBN. Ele escreveu no Jornal Opção.
O jornalista Cyd Ramos assim o define: “Trata-se de um supercraque que sabia fazer tudo em termos de jornalismo, além de ser um gentleman”. O jornalista Paulo Bittencourt corrobora: “Reynaldo Rocha pertencia àquela geração que sabia fazer tudo no jornalismo. Nasceu para a profissão. O jornalismo, o bom jornalismo, aquele é crítico mas não é rancoroso, perdeu um de seus principais expoentes”.
O jornalista Edmar Oliveira trabalhou com Reynaldo Rocha no jornal “O Sucesso”. “Rey era um ótimo colega, sempre gentil. Era inteligente e fazia análises políticas perspicazes e certeiras. Ele vai fazer falta”.
Alberto Nery afirma que a morte de Reynaldo Rocha é “uma grande perda para um jornalismo que carente de bons profissionais”.
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Joesley Batista, Júnior Friboi e Wesley Batista: irmãos que comandaram a ascensçao da JBS; Júnior não integra mais o grupo[/caption]
Controladores da JBS-Friboi e de outras empresas, os Batista — leia-se Joesley, Wesley e Júnior Friboi — romperam com o governador de Goiás, Marconi Perillo, em 2011.
De lá pra cá, alinhando-se às vezes ao PMDB, Júnior Friboi decidiu criticar Marconi Perillo em encontros políticos — tentou ser candidato a governador pelo peemedebismo — e em entrevistas à imprensa. Rasteirado por Iris Rezende, voltou ao mercado de carne, com o frigorífico Mataboi e entrou para o ramo imobiliário, em sociedade com Ilésio Inácio Ferreira, da Construtora Consciente, na edificação do nebuloso megaempreendimento Nexus (conhecido como “Fiascus” por corretores de imóveis).
Talvez devido ao rompimento político — Júnior Friboi filiou-se ao PMDB, na Assembleia Legislativa de Goiás, com a presença ilustre do então presidente do PMDB, Michel Temer —, a JBS-Friboi não doou dinheiro à campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, em 2014. “Nem antes nem depois da campanha.”
Blogs dão opinião em excesso e chupam, de maneira escancarada, aquilo que é publicado na imprensa dita tradicional
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Foto: reprodução[/caption]
Publicada em 2015, a obra "As Lógicas das Provas no Processo: Prova Direta, Indícios e Presunções" (Livraria do Advogado Editora, 362 páginas), de Deltan Martinazzo Dallagnol, procurador do Ministério Público Federal (MPF) e coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato, é de importância seminal. E não apenas para os profissionais da área jurídica, mas também para jornalistas, historiadores, analistas de conjuntura e demais interessados em compreender o modus operandi de investigações sobre crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
A obra, fruto das pesquisas que Deltan desenvolveu na Harvard Law School, para obtenção do título de "master of Laws" (mestre em Direito), tem o propósito, de "contribuir com o preenchimento de uma lacuna do estudo do processo, civil e penal, no Brasil”. A lacuna a que se refere Deltan está na falta de estudo e discussões sobre o que é a prova no âmbito jurídico, e qual é a importância da prova indireta, ou prova indiciária, em um processo. Sobretudo, em processos que julgam crimes complexos, como corrupção e lavagem de dinheiro, nos quais as provas são sempre indiretas e, portanto, extremamente difíceis de serem rastreadas. (Cláudio Ribeiro)
O ex-deputado propõe a renúncia do presidente Michel Temer e diz que a Constituição prevê eleição indireta para substitui-lo
Comenta-se em Brasília que uma prisão de Aécio Neves, um dos “grandões” do PSDB, seria o contrapeso a uma prisão do ex-presidente Lula da Silva, o “grandão” do PT
Ângelo Goulart Villela teria recebido dinheiro do sócio da JBS-Friboi para repassar informações sigilosas da Operação Greenfield
A prisão preventiva de Andrea Neves (sem prazo de soltura) e o afastamento da Aécio Neves podem facilitar as investigações da Lava Jato

