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É preciso que vereadores e deputados entendam a função histórica de dar nome de pessoas a logradouros públicos

Como a representante do partido na capital, vereadora mostra trabalho e pode iniciar construção de trajetória maior que a de dirigente da sigla

Deputada já é vista com respeito por colegas, porque vai se tornando referência na bandeira que escolheu – o combate às agressões a mulheres

Sob o teto da casa da democracia, surgem discursos agressivos que estimulam, nas ruas, atentados propriamente ditos contra instituições e pessoas

Cada político tem seu estilo e não é nenhum demérito, entre eles, ser tachado como “mais impulsivo” ou “muito irônico”. São características bastante válidas, até, no mundo da vida pública – quando bem usadas, se tornam emblemáticas. Único a governar dois Estados – Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro –, Leonel Brizola tinha em seus conhecidos rompantes uma de suas qualidades. Outra figura lendária da política brasileira, o ex-presidente Tancredo Neves (que, eleito pelo Congresso, foi internado às vésperas de assumir o cargo e morreu no mês seguinte, sem tomar posse), era tão moderado quanto ferino.
O problema está no excesso e na forma do uso. E, infelizmente, é o que tem se repetido com recorrência nos últimos anos no Legislativo goiano e goianiense. Vereadores da capital já ganharam a mídia nacional e viralizaram nas redes sociais por abusar dos “recursos”. Há exemplos recentes e outros já ocorridos há mais tempo. Entre eles, não dá para deixar de falar de Sargento Novandir (Avante), que, em fevereiro do ano passado, subiu à tribuna para desancar o então secretário de Finanças de Goiânia, Geraldo Lourenço, dizendo-se enganado por ele em relação às mudanças no valor do IPTU. Tirou o cinto e falou que Lourenço merecia “um couro”, batendo com o acessório no púlpito. Logo depois, pediu para um vereador lhe dar “umas três chibatadas”, porque também merecia “um couro” por ter sido enganado.
O cinto já havia sido usado pelo mesmo vereador em outubro de 2021, para intimidar o colega Geverson Abel (Avante). Da tribuna, disse: “Já bati em moleque na rua e em bandido, quando alguns tentaram me agredir. Mas em você, vereador, vou ser sincero, eu tinha vontade de tirar esse cinto aqui e te dar um couro.” Na semana passada, os dois se envolveram em outra ocorrência, desta vez fora do recinto legislativo. Foi em um evento do prefeito Rogério Cruz (Republicanos), no Residencial Antônio Carlos Pires, região norte da capital. Novandir e Abel discutiram e, no fim das contas, uma assessora do gabinete do segundo registrou boletim de ocorrência por agressão contra Novandir.
Na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais Amauri Ribeiro (UB) e Major Araújo (PL) já protagonizaram cenas lamentáveis entre si, com ampla troca de insultos e ameaças. Curiosamente, disputam o mesmo campo, da chamada direita “conservadora”.
Os parlamentares citados não são os únicos a produzir material midiático nesse sentido, é bem importante ressaltar. Da mesma forma, não são responsáveis apenas por atitudes negativas – seus mandatos são legítimos como os de todos os demais colegas e têm o referendo da população, já que passaram pelo crivo da reeleição no Legislativo. O que parece faltar às Casas legislativas é mais rigor na observação da conduta dos representantes eleitos pelo povo e, caso necessário, abertura de processo e punição por quebra de decoro.

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Uma fala, em plenário, do vereador Ronilson Reis (Podemos), no dia 9, sobre a iminente tramitação do Plano Diretor na Casa levou o colega da oposição Santana Gomes (PRTB) ir à tribuna criticar o colega, em um delay de 15 dias. Confira abaixo a fala dos dois opositores.
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Fala de Ronilson em plenário no dia 9:
“Nós não vamos aprovar o Plano Diretor a toque de caixa. Primeiro, os vereadores precisam ter conhecimento do que está votando porque a população vai cobrar de vocês... Aliás, sugiro que o Plano Diretor comece da estaca zero, porque o projeto, retomado pelo prefeito Iris Rezenze, tem várias emendas de ex-vereadores. Então, há de ter uma discussão ampla com a sociedade, segmentos organizados... Não estamos aqui para fazer graça para empresário, para segmento imobiliário... Eu não fui eleito por empresário. Quem me elegeu foi o povo”.
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Discurso de Santana na tribuna nesta quarta-feira (23):
“Sr. presidente, olha a acusação grave que ele fez contra vereadores. Nós vereadores de primeiro mandato têm que ficar atento porque no projeto há emendas de vereadores e ex-vereadores. Qual o problema?... Nós não estamos aqui para fazer média para empresário. Ele falou que os vereadores que colocaram emenda têm relacionamento com empresário. Inclusive, eu não sabia da relação com empresário. Foi ele que fez esse debate... Como se empresários estivessem manipulando ex-vereadores e atuais vereadores que puseram emendas no projeto. É um desrespeito com essa casa”

O favorito é o ex-prefeito Renato de Castro. Correm por fora Emerson AutoVip e o médico José Machado. Helio de Sousa vai a deputado federal

Cálculo de parlamentares é que a turbulência momentânea pode expor o Paço para investidas dos vereadores

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