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Fotos: Renan Accioly / Jornal Opção[/caption]
Ao sugerir que o deputado federal Giuseppe Vecci, do PSDB, é o candidato chapa-branca, o deputado federal Waldir Delegado Soares, do PSDB, praticamente descarta apoiá-lo, se indicado nas prévias para disputar a Prefeitura de Goiânia. Depois de fazer a crítica, e pertencendo ao mesmo partido, o delegado não terá como pedir votos, nas ruas, para o economista tucano. A crítica é uma declaração, aparentemente sutil, mas, na verdade, explícita e direta, ao principal nome do tucanato para a disputa.
Giuseppe Vecci tem sugerido que está trabalhando para ser candidato, reunindo com os integrantes do partido, apresentando suas ideias e ouvindo-os. Um dos históricos do PSDB em Goiânia, inclusive apoiado por quase todos os históricos do partido, avalia que tem direito de pleitear a possibilidade de disputar a prefeitura da cidade onde mora há vários anos. Não se considera chapa-branca e tampouco devolve à crítica, pois “não ataca companheiros”.
Waldir Soares disse ao Jornal Opção que, depois do Carnaval, vai decidir se se disputa as prévias ou não. “Estou pesquisando os filiados, pois quero saber se é ou não gente do governo. Na zonal 127, dos 400 filiados pelo menos 150 estão ligados ao governo do Estado e à Prefeitura de Goiânia. Anselmo Pereira e Vecci estão há anos no PSDB, então não é fácil enfrentá-los em prévias. Depois, não me agradou saber que o vice-governador José Eliton está pedindo apoio diretamente para Vecci.”
Por enquanto, Waldir Soares diz que não vai dizer duas coisas: que vai sair do PSDB e que vai ser candidato. Suas palavras são ambíguas, mas indicam que, sim, não deve ficar no partido e que deve ser candidato. “Conversei com o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, e com a deputada federal Magda Mofatto. Fui levado a ele pela Magda. Dialoguei com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e com o deputado federal Rogério Rosso. Conversei algumas vezes com Eurípedes Júnior, presidente nacional do Pros. Estive com dirigentes do PRB, inclusive com o deputado Celso Russomanno. Estive com Cássio Cunha Lima, Antonio Imbassahy e Aécio Neves e eles querem a minha permanência no PSDB. Não me filiei ao Partido da Mulher Brasileira (PMB) porque, quando convidado, pretendia ficar no PSDB. Portanto, fui assediado por vários partidos, o que sugere que, politicamente, tenho valor.”
O deputado diz que, mesmo sem estrutura, as pesquisas informam que, da base governista, é o pré-candidato mais cotado para enfrentar Iris Rezende (PMDB), apontado como favorito. “Eu tenho o voto de opinião. O eleitor não vota em mim por causa de pressão política — trata-se de uma escolha pessoal. Tenho 600 mil seguidores nas redes sociais, e por isso todos consideram como um fenômeno.”
Waldir Soares diz que tem conversado com o deputado federal Daniel Vilela, presidente do PMDB, e com o pré-candidato a prefeito do partido em Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha. “As eleições de 2016 estão umbilicalmente vinculadas às eleições de 2018. Há duas vagas para o Senado, uma para o governo, uma vice. Posso, portanto, estabelecer um diálogo mais amplo com Daniel Vilela. Por que não?”
Tucanos de Goiânia esboçaram a seguinte tese: “Com Waldir Soares, o PSDB pode ganhar a eleição para prefeito de Goiânia, mas não leva a Prefeitura”. O que isto quer dizer? Segundo um tucano, o deputado federal “não” é partidário. “Portanto, se for eleito, não governará com os quadros do partido, e sim com uma equipe pessoal. Ele é personalista, não dialoga, não cede e quer submeter o partido à sua vontade. Imagine se for eleito prefeito da capital. Vai se sentir Deus e não dialogará com ninguém do partido.”
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