Após desocupação, direção do Colégio Lyceu denuncia depredação e sumiço de objetos

Vistoria técnica realizada no local constatou o desaparecimento de dois computadores, um microondas, quatro caixas de som e pelo menos 195 colchonetes

Fotos mostram sinais da passagem dos manifestantes no colégio histórico no centro da capital | Reprodução/Seduce

Fotos mostram sinais da passagem dos manifestantes no colégio histórico no centro da capital | Reprodução/Seduce

A direção do Colégio Estadual Lyceu, em Goiânia, constatou sinais de depredação e denunciou o desaparecimento de objetos e equipamentos, na manhã desta quinta-feira (11/2), momentos após a escola ser desocupada por manifestantes contrários à implantação das Organizações Sociais (OSs) na Educação goiana.

A informação foi confirmada pelo diretor do colégio histórico da capital, Edjair Júnior, que definiu como “deplorável” a situação da unidade. “Encontramos a escola com salas arrombadas, paredes pichadas”, informou o educador, em entrevista.

Vistoria técnica realizada no local constatou o desaparecimento de dois computadores, um microondas, quatro caixas de som e pelo menos 195 colchonetes. A direção da unidade também teria encontrado tabuleiros da merenda dos alunos jogados no pátio e a cozinha suja. Um vaso sanitário também foi arrancado do banheiro e deixado no corredor da escola.

Sobre a ocupação, o diretor afirmou que, além de alunos e ex-alunos, outras pessoas que não têm ligação com o Lyceu de Goiânia também ocupavam o colégio. Mesmo preocupado com os sinais de depredação e sumiço de objetos, Edjair afirmou que o maior prejuízo foi a falta de aulas para alunos nesse período de ocupação.

“Pelo menos 20% dos alunos do Lyceu de Goiânia pediram transferência da unidade por causa da ocupação da escola”, completou o diretor.

Desocupação

De forma pacífica, o Colégio Estadual Lyceu de Goiânia foi desocupado na manhã desta quinta-feira. A unidade foi ocupada no último dia 11 de dezembro por manifestantes contrários à implantação das Organizações Sociais (OSs) na rede pública estadual de ensino.

Segundo informações da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Goiás (Seduce), o combinado era que os manifestantes deixassem o Lyceu de Goiânia às 10 horas desta quinta-feira (11/2), mas quando a equipe da pasta chegou ao local, antes do horário combinado, já não havia mais manifestantes na unidade.

Com o Lyceu de Goiânia, já são 21 escolas desocupadas em Goiás. O subsecretário de Educação da Seduce, Marcelo Oliveira, afirma que ainda restam 8 escolas ocupadas, mas garante que as negociações continuam.

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