Em apenas oito dias, segundo caso de agressão contra trabalhadores do Limpa Gyn é registrado durante coleta de lixo em Goiânia
10 junho 2026 às 12h04

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Colaboradores do consórcio LimpaGyn foram agredidos enquanto trabalhavam na manhã de terça-feira, 9, em Goiânia, por um morador que se irritou com a parada momentânea do caminhão de coleta, um procedimento padrão para que os profissionais possam recolher o lixo residencial de porta em porta. Essa é a segunda agressão a trabalhadores da empresa em apenas oito dias.
O caso foi registrado por câmeras de segurança e pelo sistema de monitoramento do caminhão da empresa. As imagens auxiliaram as vítimas durante a realização do boletim de ocorrência e o exame de corpo de delito. Diante da situação, o consórcio Limpa Gyn divulgou uma nota de repúdio e garantiu suporte integral aos funcionários, que foram afetados para se recuperarem.
De acordo com o diretor do consórcio, Renan Andrade, a confusão começou quando o caminhão parou em frente a um portão para fazer a coleta de uma lixeira do próprio condomínio. “O morador chegou querendo entrar e não quis esperar o término da coleta daquela lixeira”, relatou em entrevista ao Jornal Opção.
“Começou uma discussão, ele desceu do carro e xingou os trabalhadores.” O motorista do caminhão LimpaGyn, então, removeu o veículo da frente do portão para dar passagem ao morador. Contudo, logo após o caminhão retornar para terminar o serviço, o homem estacionou o carro na direção do veículo, impossibilitando a manobra, e partiu para cima dos coletores com agressão física.
“Os funcionários falaram para ele parar, davam passos para trás para evitar confusão. E ele veio para cima”, detalhou Renan. Infelizmente, um dos trabalhadores precisou levar sete pontos na cabeça e, atualmente, todos os três envolvidos estão afastados com atestado.
Veja vídeo:
“Tem gente no mundo que não trata e não reconhece, de acordo com o que merecem, os nossos funcionários”, desabafou o diretor. “É totalmente inaceitável uma situação dessa.”
Além disso, Renan revelou que este não é um caso isolado. “Não é a primeira vez, semana passada teve uma ocorrência similar e infelizmente isso é constante.” Por isso, ele pede paciência no trânsito. “A gente clama por um pouco mais de paciência, principalmente quando nós estivermos fazendo a coleta.”
O caso que Renan se refere ocorreu na quarta-feira passada, 3, e trata-se de um perito da Polícia Técnico-Científica que agrediu e ameaçou trabalhadores da limpeza urbana no Setor Negrão de Lima, região Norte de Goiânia. Ele foi identificado como Ricardo Rezende de Morais. O episódio ocorreu quando o caminhão da coleta parou para que os funcionários retirassem resíduos dos containers de um condomínio. O servidor desceu de seu veículo armado, fez ameaças e chegou a atingir dois coletores com tapas.
Na ocasião, a Polícia Científica de Goiás (SPTC-GO) informou que o servidor está afastado de suas funções desde janeiro de 2025 e que, antes disso, já desempenhava apenas atividades administrativas. A instituição destacou também que, desde 2019, o perito não possui porte funcional de arma de fogo, não recebeu armamento institucional e não tem autorização para adquirir armamento de uso restrito.
Em sua nota oficial, o consórcio LimpaGyn afirmou que “repudia mais um ato de agressão sofrido por profissionais da coleta durante a execução de suas atividades”. A empresa reiterou ainda o compromisso com a segurança das equipes e com a valorização desses profissionais que desempenham um serviço essencial para a limpeza urbana e a qualidade de vida da população.
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