Inaugurado em junho de 2025 pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), o Complexo Oncológico de Referência de Goiás (Cora) completou seu primeiro ano com 420 crianças atendidas para tratamento oncológico na rede pública. Além do público goiano, a unidade também recebeu pacientes do Distrito Federal, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

Ao todo, foram realizadas mais de 5.480 consultas médicas ambulatoriais, sendo 3.896 na área de oncologia pediátrica. A unidade ainda contabilizou 2.433 sessões de quimioterapia e 1.420 procedimentos cirúrgicos, incluindo 242 cirurgias de grande porte.

O balanço foi divulgado pelo governador Daniel Vilela (MDB), ao lado de representantes da instituição mantenedora, entre eles o presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata.

O dirigente estadual defendeu que a estrutura permite que famílias goianas tratem crianças e adolescentes sem a necessidade de se mudarem para outros estados. Ele explicou que, antes, os pacientes enfrentavam uma batalha dupla: a doença e a logística de deixar empregos e lares para buscar tratamento em locais distantes. “A partir do momento em que temos o Cora, que oferece um tratamento de qualidade e mais efetivo no combate à doença, nós modificamos a vida dessas pessoas e minimizamos essa dificuldade vivida por elas”, afirmou.

Daniel Vilela apresentou o balanço de um ano da unidade | Foto: João Reynol / Jornal Opção

O objetivo, segundo Vilela, é garantir o retorno dos mais de 7 mil goianos que fazem tratamentos oncológicos fora do Estado. Para isso, o governo planeja a futura expansão dos serviços, com a criação de uma ala adulta de cerca de 40 mil a 42 mil m². A expectativa é iniciar a construção da nova estrutura entre o fim de 2026 e o início de 2027.

Em paralelo, o governador informou que já foram iniciadas as construções de dois abrigos para receber famílias de outros estados e pessoas de baixa renda que buscam tratamento: a Casa Ronald McDonald e a Casa dos Artistas. As duas unidades serão mantidas por instituições distintas, com apoio do governo estadual, e acompanhadas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).

A unidade também implantou o serviço de transplante de medula óssea (TMO). Até o momento, foram realizados quatro transplantes autólogos, feitos com material colhido do próprio paciente, e o complexo está em processo de preparação para iniciar os transplantes alogênicos, realizados com material de doador compatível.

O Cora conta com oito leitos exclusivos para TMO, com capacidade para até 100 procedimentos anuais após a ampliação do serviço.

Governador anunciou plano de expansão dos serviços do complexo | Foto: João Reynol / Jornal Opção

O presidente da Fundação Pio XII, Dr. Henrique Prata, instituição mantenedora do Cora, afirmou que o processo está sendo feito em etapas, com acompanhamento da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) e do Ministério da Saúde (MS). “É um processo que estamos fazendo em fases, com 10 casos agora, para depois evoluir para outros tipos de transplantes”, afirmou.

Além disso, Prata destacou a importância da parceria para ampliar a oferta dos serviços e manter uma gestão alinhada. “O governador Daniel mandou colocar absolutamente tudo que existe de melhor no tratamento da nova ala adulta, absolutamente tudo que não existe nem na medicina privada”, defendeu.

“Estamos pegando essa parceria, que não é uma parceria política. Não existe política nesse processo: é um processo de coração”, afirmou.

Com essa parceria, a estrutura física do Cora atingiu nota máxima no Net Promoter Score (NPS), índice de avaliação do público feito pela Ouvidoria, enquanto a equipe multiprofissional obteve um índice de 98,6%. Já a equipe médica e a enfermagem pontuaram 95,9% e 91,89%, respectivamente. 

A nota geral do Cora ficou 84,5%, oficialmente classificado como um nível de excelência e fruto de gestão integrada, segundo o secretário de Saúde, Rasível dos Santos. “Temos pessoas capacitadas que fazem o cuidado adequado. Isso é fruto de uma responsabilidade dos nossos gestores.” 

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