O PT de Goiás marcou sua convenção partidária para o dia 4 de agosto, uma terça-feira. O evento, ainda sem local definido (o partido avalia promover o ato no diretório municipal ou na Câmara de Goiânia), servirá para oficializar as candidaturas para o pleito deste ano. No entanto, faltando menos de um mês para o evento, o nome que vai representar a sigla na disputa ao Palácio das Esmeraldas ainda não está totalmente acertado.

Hoje, está colocada a pré-candidatura do ex-deputado Luis César Bueno. Ao Jornal Opção, o pré-candidato destacou que teve seu nome homologado pelo Diretório Estadual e pelos partidos da Frente Progressista, composta pelo PT, PSB, Psol, PcdoB, PV, Rede e PDT.

Contudo, Luis César ainda precisa do aval de Brasília para a disputa, o que ainda não aconteceu.

“Apesar de já ter sido homologado aqui em Goiás, a confirmação do nosso nome ainda depende da decisão da Direção Nacional, especialmente do presidente Lula. O GTE [grupo de trabalho] também tem referendado a nossa indicação, por meio de Gilmar Tatto, que representa o Diretório Nacional. Acredito que esse processo tenha se prolongado por uma questão de estratégia do partido, mas esperamos que a decisão seja tomada o quanto antes”, disse.

Ainda conforme o ex-deputado, a expectativa é que o OK definitivo venha ainda nesta semana.

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Segundo apurado pela reportagem, ainda há resistência ao nome de Luis César por parte de uma ala do PT, tanto estadual quanto nacional. Alguns petistas pregam que Lula, que é pré-candidato à reeleição, precisará de um palanque forte em Goiás, o que poderia ser melhor proporcionado pela delegada e deputada federal Adriana Accorsi.

Adriana, no entanto, já descartou a possibilidade de concorrer ao governo de Goiás e reafirmou que é pré-candidata à reeleição. De acordo com Luis César, “não existe nenhuma possibilidade de Adriana Accorsi ser candidata a governadora”.

Outra opção citada por petistas em Brasília e em Goiás é a vereadora e também pré-candidata a deputada federal Aava Santiago, do PSB. Algumas lideranças, inclusive, acreditam que, após o encontro com Lula em Brasília, ela poderia mudar os planos e tentar o Senado.

Aava, porém, nega a possibilidade. À reportagem, a parlamentar disse seguir à disposição “para contribuir com a construção da candidatura do presidente Lula em Goiás, reforçando seu compromisso com o maior líder democraticamente eleito do Sul global”, mas que seu projeto continua o de “ampliar a bancada do PSB na Câmara dos Deputados”.