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O governo deseja isolar a presidente da seleção e, ao mesmo tempo, intervir no futebol

[caption id="attachment_9765" align="alignleft" width="1319"]artigo_scartesini.qxd Crente de que a seleção brasileira iria abafar, Dilma fez divulgar foto pegando carona numa pose à la Neymar[/caption] O marketing da presidente Dilma focou com otimismo no sucesso da Copa e da seleção brasileira, mas não se preparou para um plano alternativo de comunicação. Por isso agora anda sem rumo. A primeira ideia foi aquela de sempre: blindar Dilma contra o fato desagradável, fazer de conta que a presidente não tem nada a ver com insucesso ou pessimismo. Nos protestos de junho do ano passado, o Planalto, para blindar a chefe, tentou atribuir a governadores e prefeitos as insatisfações populares. Não deu certo. Dilma foi forçada a vir ao palco, inclusive com aquele projeto de fazer reforma política a partir de uma constituinte que seria pautada previamente por um plebiscito. Antes que se escrevesse a reforma, o povo deveria ditar o que queria na escrita. Não funcionou. A presidente passou então a responsabilizar a falta de reforma pelos desacertos políticos do governo. Veio até aquela ideia de promover mobilizações sociais à altura do movimento das Diretas Já para exigir do Congresso a reforma política. Não deu certo. Ao longo da semana, a palavra de ordem entre os petistas foi retirar de cena aquele bordão que o marketing criou para a presidente como forma de injetar entusiasmo nos eleitores: a Copa das Copas. Na quarta-feira com expediente no palácio, Dilma recebeu um visitante em audiência e receitou autoajuda contra a crise na Copa: “Temos de ir em frente, temos de motivar o país.” A jogada era blindar a presidente contra a seleção, ao mesmo tempo em que se exaltaria o sucesso da organização do mundial, como se uma coisa não puxasse a outra. O bordão Copa das Copas era exatamente uma simbiose, em que o sucesso do campeonato se aliaria ao brilho da seleção. Era um símbolo de Dilma para atrair votos com o futebol rumo a outubro. Ainda na manhã de terça, antes do jogo contra os alemães, a presidente Dilma mandou o palácio distribuir aquela foto em que a própria imita com os braços o jogador Neymar ao simular a letra T. Poderia ser apenas uma simpática atitude de solidariedade ao atleta machucado, mas também era mais um gesto de identificação com a seleção, cujo fracasso na Copa pegou o governo desarmado. A blindagem é sempre uma atitude defensiva. Se houvesse um plano B para a Copa, poderia ser acionado no caso de fracasso da seleção. Então o Planalto poderia acionar um ataque. Mas atacar a quem? A tradição eleitoral do PT é acusar os tucanos, que desejariam vender estatais ou eliminar programas sociais. O que o PSDB teria a ver com a seleção? A última ideia do governo, porém, está mais para ofensiva do que para defesa: a intervenção no futebol. Há um sabor de chavismo nisso. Como intervir em sociedades privadas? Estatizar o futebol? Apenas o futebol? As outras modalidades desportivas ficariam fora ou a intervenção seria geral? Isso a cinco meses e meio do fim do governo. Se está em fim de governo sem reeleição garantida é algo menor na improvisação do governo num esforço apara conquistar o eleitor indignado com a seleção ou a Copa. “Exportar jogador é não ter a maior atração para os estádios ficarem cheios”, discursou Dilma em defesa da intervenção, como quem também está indignada. A indignação ensaiada não foi produto de discurso em público. Ocorreu num pronunciamento que a assessoria do palácio gravou com a presidente e distribuiu à mídia. Se o Planalto, em seu vai e vem, atravessar este fim de semana fixado na ideia, poderá render um pronunciamento de Dilma, nos próximos dias, em cadeia de televisão e rádio. Não custa nada. Afinal, a presidente prometeu se reunir nesta semana com membros do Bom Senso Futebol Clube, no qual atletas atuais e antigos se integram na defesa de melhores condições de trabalho para jogadores de futebol. Eles levarão ao palácio sugestões de mudança de regras de trabalho, como o rebaixamento para a segunda divisão de clubes que atrasam salários na primeira. Esse aparelhamento do futebol leva outra incoerência marqueteira do governo. A ordem é retirar de cena a lembrança da Copa das Copas. No entanto o governo se encarrega de manter o futebol em cartaz, num vai e vem típico de quem não sabe o que pretende. A intervenção no futebol é mais uma atitude no sentido de levar a política para o mundial.

A melancólica cerimônia do adeus de Joaquim Barbosa no Supremo antes de aposentar

artigo_scartesini.qxd O ministro Joaquim Barbosa quer ir embora do Supremo Tribunal Federal 11 anos antes de atingir a idade limite aos 70, mas quer deixar os seus na presidência. Seria como Barbosa ir, mas não ir. Ele iria cuidar da vida em outro lugar, mas ficariam em seu lugar na presidência do tribunal os 46 funcionários que hoje trabalham com ele em cargos de comissão. Seria a herança de Barbosa para o atual vice-presidente Ricardo Lewandowski, com quem duela desde março de 2006, assim que o colega, antigo morador da paulista São Bernardo do Campo, chegou ao Supremo por indicação da família Lula da Silva com a missão de proteger os mensaleiros que começariam a ser julgados. O novo impasse com Lewan­do­wski começou em maio, quando Barbosa anunciou que sairia do Supremo mais cedo, aos 59 anos. Dede então, duas vezes ele adiou a aposentadoria, sendo que agora diz que sai em agosto depois do recesso de julho. A prorrogação seria para ganhar tempo até garantir a permanência dos seus 46 comissionados com gratificação de confiança. O vice recusa a transação. Lewandowski, como novo presidente, deseja ter na presidência gente de sua confiança, não do desafeto Barbosa. Esperto, o futuro aposentado, sendo ainda presidente, enviou um expediente ao vice comunicando que os 46 “deverão retornar” ao antigo gabinete de Barbosa como ministro assim que ele deixar a presidência – ou seja, ao se aposentar. Com a existência do expediente formal, Lewandowski, se discordar, será forçado a submeter a questão a todos os colegas na volta ao trabalho em agosto. O caso seria discutido numa das reuniões administrativas do Supremo, onde todos discutem problemas internos. Estando por perto, Barbosa poderia conversar com os antigos colegas a respeito de sua atual assessoria. Não leva chance de sucesso com os ministros. O atual presidente sai indisposto com os atuais colegas, dos quais sequer se despediu ao se retirar mais cedo antes do final da última sessão do tribunal antes das férias de julho. Em seu lugar, deixará mais uma polêmica criada na casa por questão pessoal de seu gênio irritadiço. Aposentado, terá mais tempo para discutir o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo como antigo jogador amador. Barbosa poderá, por exemplo, defender a tese de que “técnicos brasileiros substituem mal e tardiamente, sempre”, como comentou a propósito do comportamento de Scolari ao substituir o machucado Neymar por Henrique na seleção brasileira contra a Colômbia. Se dependesse da opinião de Barbosa, a seleção entraria em campo para o trágico jogo contra a Alemanha com os volantes Luiz Gustavo e Fernandinho, mais Paulinho e Ramires (ou Willian) e ainda Hulck e Fred no ataque. O atacante Bernard, que substituiu Neymar, seria uma “arma para o segundo tempo”.

Em campanha por cinco cidades, Marconi faz promessas e busca proximidade com a população

Tucano destacou obras de infraestrutura e garantiu, caso eleito, novos benefícios para Palmelo, Santa Cruz, Cristianópolis, São Miguel do Passa Quatro e Bela Vista

Mesmo com nova derrota, Felipão diz que time merece elogios

Para treinador, time não foi bem no fim do mundial e mesmo assim conquistou classificação para a semi. Brasil levou 14 gols nos dois últimos jogos da Copa do Mundo

Para técnico da Argentina, disputar final no Brasil é feito que orgulha ainda mais

Treinador disse que ele e a equipe estão satisfeitos com melhora da seleção. Sobre presença de Di María na partida, falou que jogador passaria por último teste ainda hoje

Iris e Caiado pedem votos a evangélicos e criticam uso da máquina do Estado

Candidatos ao Palácio das Esmeraldas e à Câmara dos Deputados, políticos estiveram nas duas cidades vizinhas para campanha, em evento religioso e reuniões com militância

Marconi Perillo fala de apoio de prefeitos da oposição em Anicuns

Candidato à reeleição pelo PSDB, o governador ressaltou os investimentos na saúde e infraestrutura realizados de forma “municipalista” para todos os municípios

Brasil perde de 3 para a Holanda e encerra participação de forma melancólica

Seleção brasileira levou dois gols em 20 minutos na partida de disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Na saída de campo, jogadores canarinhos foram vaiados

Ex-presidente Lula passa por exames de rotina no Sírio-Libanês

lula sirio libanesO ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por exames de rotina neste sábado (12/7), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da unidade de saúde. O petista deixou o local por volta das 13h30 e os exames, segundo a unidade de atendimento, apontaram que “está tudo dentro da normalidade”. Os diagnósticos fazem parte de uma rotina para monitoramento de um câncer de laringe, diagnosticado em 2011. Desde então, Lula faz exames periodicamente para detectar se a doença está extinta. Em março passado, o político ficou tonto e passou mal devido a uma crise de labirintite. Segundo a página de Lula no Facebook, o problema foi causado pelo cansaço após uma longa viagem de volta ao Brasil. Naquela ocasião, ele foi atendido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pelo neurologista Milberto Scaff.

Para petistas, primeiro contato de rua de Gomide foi positivo

Candidatos ao Congresso Nacional, Edward Madureira e Marina Sant'Anna relataram que a boa recepção ao cabeça de chapa se deu pelas boas gestões do petista como prefeito

Dilma diz que governo quer modernizar e não comandar o futebol

Na última quinta-feira, a presidente já havia defendido a renovação do futebol brasileiro e o fim da “exportação” de jogadores em entrevista à CNN

Morre ex-baterista e fundador do Ramones, Tommy Rammone

Um dos compositores de “I Wanna Be Your Boyfriend”, o músico participou dos três primeiros álbuns do grupo. Ele sofria de câncer e faleceu em Nova York

Presas 19 pessoas suspeitas de atos violentos em protestos contra a Copa

Dois atos contra a realização do mundial foram marcados para o domingo pelas redes sociais. Entre os detidos está a ativista Elisa Quadros Sanzi, a Sininho

Juiz italiano Nicola Rizzoli vai apitar a final da Copa do Mundo

O italiano Nicola Rizzoli será o árbitro da final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, no próximo domingo (13/7), no Estádio do Maracanã. A escolha foi anunciada em entrevista coletiva no Centro de Mídia do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, pelo chefe de Arbitragem da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Massimo Bussaca. Segundo a Fifa, Nicola Rizzoli será o terceiro árbitro italiano na história das copas do Mundo a atuar em uma final. Antes dele, Sergio Gonella apitou em 1978 e Pierluigi Collina em 2002. Rizzoli será auxiliado pelos também italianos Renato Faverani e Andrea Stefani. O quarto árbitro da partida será Carlos Vera, do Equador, e o quinto, Cristian Lescano, também do Equador. Neste Mundial, Rizzoli apitou os jogos entre Espanha e Holanda e Nigéria e Argentina, pela fase de grupos, e a partida entre Argentina e Bélgica pelas quartas de final. Bussaca, da Fifa, descartou que a Argentina possa ser beneficiada pelo fato de Rizzoli ter sido árbitro em duas partidas daquela seleção e ainda por haver uma presença forte de italianos no país sul-americano. “No caso do árbitro, só pensamos na qualidade. Se você tiver qualidade você apitará os melhores jogos”, disse. Em um vídeo exibido durante a entrevista, Rizzoli disse achar o emocionante estar à frente da partida. “É impossível descrever o que é para um árbitro apitar uma final. E eu vou dedicar tudo, o máximo de mim. São vinte anos que eu trabalho nisso. Eu comecei com 16 anos e estou aqui. Mal posso acreditar”, contou. Para o árbitro, apitar a final é uma forma também de representar seu país no encerramento do Mundial. “Represento a Itália, também neste momento é um orgulho para mim ser italiano. Então eu quero ser um dos melhores e vou ser”. Bussaca disse que as atuações dos árbitros se adaptaram aos jogos e que nesta Copa não houve simulações de jogadores. Ele reconheceu que, em alguns jogos, juízes deixaram de aplicar cartões amarelos. “O que nós pedidos aos árbitros é que entendam de futebol e entendam que tipo de jogo há hoje em dia. E que tentem deixar o jogo rolar sempre que possível. Às vezes, podemos e temos jogos com muitos minutos jogados, mas as vezes não dá. Estamos muito satisfeitos com o trabalho realizado”, avaliou. O chefe de Arbitragem da Fifa disse ainda que nesta competição já há vantagem de 30 gols e mais minutos de bola em jogo, na comparação com a Copa anterior, em 2010. Segundo ele,  o número de lesões diminuiu na mesma comparação. “No Brasil, país do futebol, o futebol venceu”, disse. Para o coordenador-geral da Fifa do Maracanã, Anthony Baffoe, é emocionante trabalhar no estádio que é um símbolo para o futebol mundial. Embora seja ex-jogador de Gana, ele nasceu e cresceu na Alemanha, porque os pais eram diplomatas.  Ele disse que também representou toda a África na função que desempenha neste Mundial. "É uma emoção estar aqui no Maracanã e vai ser uma emoção liderar jogadores como o Lahm e o Messi para o campo", destacou. Animado, Baffoe disse que é fã de Pelé. "Eu continuo sendo um grande fã do Edson Arantes do Nascimento e muitas pessoas dizem 'você torce pelo Fluminense, pelo Flamengo, pelo Botafogo, pelo Vasco da Gama'. Eu digo: 'não, eu torço pelo Santos porque o Edson Arantes do Nascimento jogou lá'. Eu sempre vou lembrar daquela camisa branca do Santos", contou.

MP recomenda proibição de venda e consumo de bebida alcoólica na final da Copa

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) expediu, na última sexta-feira (11/7), recomendação à Secretaria de Ordem Pública (SEOP), à Secretaria de Estado de Segurança Pública  e à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro para que seja intensificada a fiscalização no entorno do Estádio do Maracanã. O objetivo é coibir a venda e o consumo de bebida alcoólica nas imediações do estádio, a partir das 12h20 deste domingo (13/7), duas horas antes do início da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo. De acordo com a recomendação, assinada pela promotora de Justiça Glícia Pessanha Viana Crispim, o Decreto Municipal 30.417/2002 proíbe "toda e qualquer comercialização de bebidas alcoólicas no entorno do Maracanã em dias de jogos, no período compreendido entres duas horas anteriores ao início do evento e duas horas posteriores ao término do evento naquela praça esportiva e o consumo de bebida alcoólica, nas áreas públicas, no mesmo período”. Na semana passada, o MP-RJ e a Coordenação do Grupo Nacional de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) já haviam expedido recomendação para que fossem restringidos o consumo e a venda de bebidas alcoólicas nos jogos da Copa do Mundo, a partir do jogo do dia 4 de julho. Também recomendaram a proibição da venda, o fornecimento, a entrega de garrafas e/ou latas ou o acesso dos torcedores a esses objetos no interior do Maracanã. Essa recomendação permanece válida também para a partida final da Copa do Mundo. As recomendações foram motivadas pelos inúmeros relatos de episódios de violência envolvendo torcedores, em razão do consumo de bebidas alcoólicas, ocorridos no Maracanã durante os jogos da Copa do Mundo, conforme consta nos relatórios do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) da Polícia Militar.