A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Daniela Teixeira passou a ser considerada uma das principais possibilidades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores do Palácio do Planalto, interlocutores afirmam que a magistrada teria sido procurada pelo governo após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal.

A movimentação ocorre em meio à necessidade de o governo redesenhar sua estratégia para a Suprema Corte depois da derrota sofrida com a indicação de Jorge Messias. O então advogado-geral da União enfrentou resistência no Senado e acabou não alcançando os votos necessários para aprovação no plenário.

Indicada por Lula ao STJ em 2023, Daniela Teixeira chegou à Corte pelo quinto constitucional da advocacia, mecanismo destinado a representantes da advocacia e do Ministério Público. Antes de assumir o cargo, atuou na advocacia e teve participação em articulações ligadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Nos bastidores, aliados do governo avaliam que Daniela teria um perfil com menor resistência política no Senado, além de já ter passado recentemente pelo processo de sabatina e aprovação parlamentar, o que poderia facilitar eventual indicação ao STF.

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