Justiça mantém prisão de piloto que fez pouso forçado com 300 kg de cocaína em Itarumã
17 julho 2026 às 13h32

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O Tribunal de Justiça manteve preso o piloto do avião que estava carregado com mais de 300 quilos de cocaína e que fez um pouso forçado na zona rural de Itarumã. Henrique Donizeti Ferri passou por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira, 17, e a decisão acatou a pedido do Ministério Público de Goiás (MPGO).
O órgão ministerial sustentou que a prisão fazia-se necessária pela necessidade de garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal. Ao acolher o pedido do MP, o juíz plantonista Gabriel Carneiro Santos Rodrigues apontou indícios de participação em organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, risco concreto de reiteração delitiva e possibilidade de fuga, evidenciada pela tentativa de escapar após o pouso forçado.
O juiz também autorizou a quebra do sigilo de dados telemáticos dos aparelhos apreendidos para aprofundamento das investigações e determinou a destruição da droga, com preservação de amostra para elaboração do laudo definitivo.
O Jornal Opção não conseguiu contato com a defesa do piloto.
Conforme os autos, o piloto conduzia um monomotor que realizou um pouso forçado em uma propriedade rural do município. Após a aterrissagem, ele teria determinado que trabalhadores da fazenda descarregassem a carga de entorpecentes. Em seguida, ao perceber a aproximação das forças de segurança, incendiou a aeronave e fugiu para uma área de mata.
Equipes do Comando de Operações de Divisas (COD) e do 5° Batalhão Rodoviário iniciaram buscas na região e montaram um cerco para localizar o suspeito. Durante a operação, um veículo foi abordado nas proximidades do último local onde havia vestígios da fuga. Os três ocupantes apresentaram versões contraditórias e, posteriormente, informaram que haviam recebido do piloto, por telefone, as coordenadas de seu esconderijo.
Eles conduziram as equipes policiais até o local, onde o suspeito foi preso. No momento da captura, foram apreendidos com o piloto um telefone celular, um telefone via satélite, uma faca e R$ 5.327,00 em espécie.
O investigado também informou às autoridades que havia destruído o GPS da aeronave e descartado, em uma área de mata, anotações contendo coordenadas de pistas de pouso e outras informações relacionadas ao planejamento do voo. Embora o equipamento não tenha sido localizado, foram recolhidos fragmentos de papel com registros compatíveis com rotas de navegação aérea.
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