CEIA UFG e Meta lançam programa inédito para desenvolver aplicações para óculos com IA no Brasil
17 julho 2026 às 12h49

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O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), ligado à Universidade Federal de Goiás (UFG), e a Meta lançaram um programa nacional para capacitar desenvolvedores e estimular a criação de aplicações para óculos equipados com inteligência artificial. As inscrições estão abertas até o dia 27 de julho e podem ser feitas por profissionais, pesquisadores, estudantes e empreendedores de todo o país.
Batizada de Programa AI Glasses Brasil, a iniciativa é a primeira ação nacional de treinamento e desenvolvimento realizada pelo CEIA em parceria com a Meta para explorar as possibilidades desses dispositivos. O programa terá atividades virtuais de capacitação, uma maratona de desenvolvimento de ideias, conhecida como Ideathon, e um hackathon presencial na sede da empresa, em São Paulo.
Em entrevista ao Jornal Opção, o diretor do CEIA, Arlindo Galvão, afirmou que a proposta é formar uma comunidade brasileira capaz de desenvolver soluções para uma nova geração de dispositivos vestíveis.
“É a primeira vez no Brasil que vamos realizar essa dinâmica junto com a Meta. A construção passa justamente por acionar toda a comunidade, não apenas cientistas, mas também empreendedores, entusiastas e pessoas que possam ser potenciais usuárias ou desenvolvedoras de soluções utilizando esses óculos”, explicou.

As inscrições devem ser realizadas por equipes formadas por três integrantes. Pelo menos um participante deverá comprovar experiência em desenvolvimento de aplicativos para Android, com a linguagem Kotlin, ou para iOS, com Swift.
O programa é aberto a desenvolvedores, pesquisadores, estudantes, empreendedores e demais profissionais de tecnologia. O edital e o formulário de inscrição estão disponíveis no site aiglassesbrasil.ceia.digital.
Ferramenta de código aberto
Os participantes utilizarão o Meta Wearables Device Access Toolkit, ferramenta oficial que possibilita integrar aplicativos de celulares aos recursos dos óculos inteligentes da empresa. O sistema permite explorar funcionalidades como câmera, microfone, reprodução e captura de áudio e comandos de voz.
A proposta não é apenas utilizar os óculos como uma extensão do celular, mas desenvolver experiências nas quais a inteligência artificial possa interpretar informações captadas pelo dispositivo e responder ao usuário. Entre as possibilidades estão recursos de acessibilidade, identificação de objetos, consulta de informações, assistência em atividades profissionais e ferramentas voltadas à criatividade.
Segundo Galvão, a tecnologia necessária para iniciar o desenvolvimento já está disponível para os programadores, mas o programa oferecerá treinamento oficial, acompanhamento técnico e uma competição para transformar ideias em protótipos.
“A gente vai não apenas treinar essa turma para utilizar as ferramentas, mas também acompanhar o desenvolvimento das soluções. Vamos selecionar os melhores projetos do Brasil e incentivar a abertura dessa porta para a inovação no país”, afirmou.
Programa terá seis temas
Os projetos deverão estar relacionados a pelo menos uma das seis áreas estabelecidas pelo programa: acessibilidade, informação, bem-estar, cultura, produtividade e criatividade.
Na área de acessibilidade, por exemplo, poderão ser apresentadas soluções capazes de auxiliar pessoas com deficiência visual a reconhecer ambientes, objetos e obstáculos. Também poderão ser desenvolvidas aplicações que forneçam informações em tempo real, facilitem tarefas profissionais, registrem atividades ou criem novas formas de interação com conteúdos culturais.
O diretor do CEIA também citou a possibilidade de surgirem propostas relacionadas à saúde e às políticas públicas, desde que sejam compatíveis com as regras e as trilhas definidas no edital.
As equipes selecionadas receberão acompanhamento de pesquisadores do centro durante todo o processo.
“Os nossos pesquisadores mais experientes serão os responsáveis pelos treinamentos, pela formação para o uso das ferramentas e pelo acompanhamento dos times durante toda a jornada até a competição final”, disse Galvão.
Capacitação on-line e etapa em São Paulo
A primeira etapa será uma capacitação técnica on-line sobre o funcionamento dos óculos com inteligência artificial e o desenvolvimento de aplicações para a plataforma. Depois, os participantes selecionados avançarão para um Ideathon, também virtual, com palestras, oficinas e mentorias para aprimorar as propostas.
As equipes finalistas serão convidadas para o hackathon marcado para 18 de setembro. Durante o encontro, terão acesso aos óculos e ao suporte técnico necessário para transformar os projetos em protótipos funcionais. Ao final, as soluções serão apresentadas e avaliadas.
De acordo com o diretor do CEIA, os três projetos mais bem classificados serão premiados, e os vencedores também receberão unidades dos óculos para continuar o desenvolvimento das soluções.
Serviço
- Programa: AI Glasses Brasil
- Inscrições: de 15 a 27 de julho
- Formato das equipes: três integrantes
- Requisito: pelo menos um integrante com experiência em Android/Kotlin ou iOS/Swift
- Hackathon presencial: 18 de setembro
- Local da final: sede da Meta, em São Paulo
- Site: aiglassesbrasil.ceia.digital
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