Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) resultou na prisão preventiva de uma professora de 52 anos, que não teve o nome divulgado e do empresário Fernando Antonio Dorne de 54, em Céu Azul, no oeste do Estado. A investigação aponta que a servidora teria enviado imagens íntimas de bebês do berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) para o empresário, que é conhecido na região como o “Homem do Chapéu” e ex-apresentador de programas de sorteios.

Segundo a polícia, até o momento foram identificadas três crianças vítimas. As imagens teriam sido produzidas durante o horário de trabalho da professora, em momentos de troca de fraldas. A delegada responsável pelo caso, Jéssica Farias, afirmou que ainda não é possível descartar a hipótese de abusos físicos contra os menores.

A investigação começou após denúncias de abuso sexual contra Fernando chegarem à Delegacia da Mulher, em Cascavel. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa e na empresa dele, onde foram encontrados indícios que levaram à ampliação das apurações para Céu Azul. Posteriormente, buscas também foram realizadas contra a professora, resultando na coleta de novas provas e no pedido de prisão preventiva do casal.

Os dois foram detidos na residência onde moravam e encaminhados à delegacia de Matelândia, antes de serem transferidos para a Cadeia Pública de Medianeira. Celulares apreendidos serão periciados pela agência de inteligência da Polícia Civil com o objetivo de recuperar arquivos apagados e verificar se há outras vítimas.

A defesa de Fernando Antonio Dorne divulgou nota em que afirma ter sido surpreendida pela prisão e sustenta sua inocência. O advogado Ruan Cavalaro Belini declarou que não existem provas materiais concretas contra o empresário e que ele seria alvo de um conluio envolvendo cinco pessoas. A defesa reforçou a confiança no Poder Judiciário e espera a revogação da prisão preventiva.

A Prefeitura de Céu Azul também se manifestou, classificando o episódio como um “fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino”. Em nota, o município destacou que acompanha o caso e reafirmou o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, além de garantir que medidas administrativas serão tomadas conforme o avanço das investigações.

O processo corre em segredo de Justiça.

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