Walison Ascânio Tito, de 30 anos, acusado de homicídio e ameaça, passou por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira, 15, em Goiânia. O caso tramita na 1ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri.

Preso nesta quinta-feira, 14, Walison foi apresentado à Justiça no dia seguinte. A audiência foi conduzida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, com participação do promotor de Justiça Spiridon N. Anyfantis e do defensor público Jaime Rosa Borges Júnior, ambos por videoconferência. O custodiado permaneceu algemado durante a sessão por questões de segurança.

Durante a audiência, Walison confirmou que foi informado sobre seus direitos constitucionais, como acesso a advogado, atendimento médico e comunicação com familiares. Ele negou ter sofrido maus-tratos ou tortura no momento da prisão. Também declarou ser dependente químico, fazendo uso de crack e álcool, e informou ter uma filha de cinco anos, que está sob os cuidados da mãe.

O relatório médico apresentado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) apontou que não houve abusos ou excessos na prisão. Tanto a acusação quanto a defesa concordaram com a homologação da detenção. O juiz, então, decidiu manter a prisão preventiva, considerando válido e eficaz o mandado expedido anteriormente.

Walison trabalha com carga e descarga, possui ensino médio completo, mora em casa alugada e estava empregado sob regime CLT. Ele não apresenta doenças graves, não possui deficiência e não está estudando atualmente. A audiência também registrou que não houve apreensão de drogas ou armas de fogo no momento da prisão.

Com a decisão, o processo segue para a 4ª Vara Criminal de Anápolis, onde tramita a ação principal relacionada ao homicídio do estudante. O caso continua em andamento e Walison permanecerá preso até novas deliberações da Justiça.

Em nota ao Jornal Opção, a Defensoria Pública do Estado de Goiás informou que representou o investigado durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não têm condições de pagar por um advogado particular, e que não comentará o caso.

A instituição destacou ainda que, após a audiência de custódia, deverá ser iniciado o processo criminal, sendo concedido prazo para que o acusado constitua sua defesa, que poderá ser realizada pela própria Defensoria Pública ou por um advogado particular.

Relembre o caso

Luciano Milo de Carvalho foi encontrado morto no último domingo, 11, dentro do apartamento onde morava sozinho, no Setor Cidade Jardim, em Goiânia.

Familiares começaram a estranhar a ausência de respostas do estudante ao longo do Dia das Mães. Preocupado, o pai pediu para que uma sobrinha fosse até o condomínio verificar a situação. Ao entrar no imóvel, ela encontrou o jovem já sem sinais vitais sobre a cama.

Os primeiros levantamentos da Polícia Técnico-Científica identificaram marcas de esganadura no pescoço da vítima, o que fez a DIH tratar o caso como homicídio desde o início das investigações.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a polícia a identificar o suspeito. Um morador do condomínio relatou ter visto um homem deixando o prédio carregando um notebook e demonstrando comportamento considerado suspeito.

Três dias após o crime, o investigado foi preso em Trindade. Ele segue à disposição da Justiça.

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