Menino goiano de 6 anos precisa de R$ 400 mil para tratamento de tumor raro no exterior; veja como ajudar
15 maio 2026 às 16h17

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Aos 6 anos, o pequeno Davi enfrenta uma delicada batalha contra um tumor cerebral raro. Após passar por uma cirurgia em São Paulo para a retirada da maior parte da lesão, a família agora busca arrecadar cerca de R$ 400 mil para custear um tratamento complementar de protonterapia no exterior.
A mãe do garoto, Hellen Matos, contou ao Jornal Opção que o tumor foi descoberto após a família procurar ajuda médica devido a um atraso no crescimento da criança.
“Levamos ele até um endocrinologista para entender por que ele não estava crescendo. Dentro do protocolo de exames, ela pediu uma ressonância da cabeça para avaliar a hipófise e as glândulas hormonais. Foi nesse momento que identificou o tumor”, relatou.
Segundo Hellen, a localização da lesão preocupava os médicos por estar próxima de estruturas sensíveis, como o nervo óptico e glândulas hormonais.
“Ele já estava tendo prejuízo no crescimento por conta do tumor. Também começou a impactar um pouquinho a visão do lado direito”, afirmou.
De acordo com a mãe, trata-se de um tumor extremamente raro em crianças.
“É um tumor muito raro. Uma em cada dois milhões de crianças tem”, disse.
Após o diagnóstico, a família decidiu procurar tratamento especializado em São Paulo.
A cirurgia foi realizada no dia 27 de março deste ano. Apesar de o procedimento ter conseguido retirar grande parte do tumor, um remanescente permaneceu devido aos riscos envolvidos.
“O médico tirou até onde dava porque o tumor estava preso a uma artéria vital, a artéria basilar. Se ele tivesse retirado mais, poderia causar complicações sérias relacionadas à fala, coordenação motora e respiração”, explicou Hellen.
Com isso, os médicos recomendaram a realização de protonterapia, modalidade de radioterapia considerada mais precisa e menos agressiva para crianças em fase de desenvolvimento cerebral.
“Até os 8 anos, a radioterapia convencional não é recomendada porque o cérebro ainda está em desenvolvimento. Ela trata o tumor, mas também prejudica os tecidos saudáveis ao redor. A protonterapia traz mais segurança”, afirmou.
Segundo a mãe, o tratamento precisa ser iniciado o quanto antes para evitar que o tumor volte a crescer.
“Se ele voltar, pode trazer novamente todas as complicações hormonais e da visão”, alertou.
A campanha de arrecadação começou recentemente e, segundo Hellen, já mobiliza pessoas de diferentes partes do país.

“Foi surpreendente. Começamos ontem essa campanha e já arrecadamos R$ 32 mil. Um vai compartilhando com o outro e estamos vendo uma boa repercussão”, contou.
Ao final da entrevista, a mãe fez um apelo para que as pessoas continuem ajudando a família.
“Essa é uma chance de qualidade de vida para o Davi, tanto para o desenvolvimento infantil quanto para uma expectativa de vida melhor. A gente pede empatia para olhar para uma criança que tem a oportunidade de fazer o tratamento ideal e conseguir vencer essa luta”, declarou.
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