Especialistas alertam para exames regulares contra glaucoma, que afeta 1,7 milhão de brasileiros
15 maio 2026 às 16h12

COMPARTILHAR
O glaucoma pode afetar mais de 1,7 milhão de brasileiros, segundo estimativa do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). A projeção considera que cerca de 2% da população acima dos 40 anos possa desenvolver a doença, faixa etária que reúne aproximadamente 85,9 milhões de pessoas no país.
Considerado uma doença silenciosa, o glaucoma costuma evoluir sem sintomas nas fases iniciais, o que faz com que muitos pacientes descubram o problema apenas em estágios avançados, quando já existe comprometimento da visão.
A doença afeta o nervo óptico, responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro, e está geralmente associada ao aumento da pressão intraocular. Sem diagnóstico e acompanhamento adequados, o quadro pode evoluir progressivamente e causar perda irreversível do campo visual, podendo levar à cegueira.
Segundo o médico Luiz Arthur Franco Beniz, o acompanhamento oftalmológico contínuo é fundamental para identificar a doença precocemente. “Por se tratar de uma doença que evolui de forma silenciosa, muitos pacientes não percebem alterações na visão no início. O acompanhamento oftalmológico regular é essencial para identificar o glaucoma precocemente e iniciar o controle adequado”, explica.
O diagnóstico é realizado por meio de exames oftalmológicos de rotina, como avaliação do nervo óptico e medição da pressão ocular, além de exames complementares como tomografia do nervo óptico e campimetria visual.
Quando detectado precocemente, o glaucoma pode ser controlado com colírios, terapias a laser e procedimentos cirúrgicos, sempre com acompanhamento médico contínuo. “Mesmo na ausência de sintomas, manter consultas periódicas é fundamental, especialmente após os 40 anos, para evitar a progressão da doença”, orienta o especialista.
Durante o Maio Verde, campanha de conscientização sobre o glaucoma, especialistas reforçam que esperar sintomas não é uma estratégia segura. A detecção precoce segue sendo a principal forma de preservar a visão e evitar complicações mais graves.
Leia também



