O modelo adotado pela Casa do Futuro de Anápolis poderá servir de referência para a expansão dos centros de inovação e robótica em Goiás. A avaliação é do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, que afirmou que o formato implantado no município reúne características capazes de transformar a iniciativa em um caso de sucesso para outras cidades goianas.

Segundo o secretário, a principal inovação está na forma como o espaço foi estruturado. Diferentemente dos laboratórios de robótica do Programa Start, normalmente instalados dentro de escolas e voltados apenas aos estudantes da própria unidade, a Casa do Futuro foi concebida para atender alunos de toda a rede municipal de ensino e, em dias específicos, também a comunidade.

“O modelo da Casa do Futuro de Anápolis nos inspirou a levar essa iniciativa para outras cidades e tem tudo para ser sucesso em Goiás. Foi um pedido do prefeito Márcio Corrêa que fosse aberto para toda a comunidade, e não apenas para uma escola específica”, afirmou José Frederico Lyra Netto.

A mudança de conceito nasceu de um pedido do prefeito Márcio Corrêa, que defendeu a instalação do centro em uma área central da cidade para ampliar o acesso à educação tecnológica. Na avaliação do secretário, a proposta rompe com o formato tradicional do programa e amplia significativamente o alcance da política pública.

“O projeto original atende apenas uma unidade escolar. Ao descentralizar esse espaço, Anápolis criou uma alternativa que poderá ser replicada em outras cidades. Tenho convicção de que será um caso de sucesso”, acrescentou.

Educação voltada às profissões do futuro

A Casa do Futuro integra o Programa Start (Seguir Transformando Através da Robótica e outras Tecnologias), desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Instituto Federal de Goiás (IFG).

No local, estudantes da rede municipal terão acesso a aulas de robótica, programação, inteligência artificial, impressão 3D, realidade virtual e aumentada, além de atividades voltadas ao desenvolvimento de competências como criatividade, raciocínio lógico e resolução de problemas.

O programa também prevê que os participantes desenvolvam projetos voltados para desafios reais da cidade, aproximando a tecnologia das necessidades da comunidade.

Além disso, metade das vagas será destinada às meninas, em uma estratégia para ampliar a presença feminina nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.

Democratizar o acesso à tecnologia

Para o prefeito Márcio Corrêa, a proposta busca reduzir desigualdades e aproximar os estudantes da rede pública das ferramentas que já fazem parte da realidade de muitas escolas particulares.

“Criamos um espaço para democratizar o acesso à inovação e preparar nossos estudantes para o futuro. Ver esse modelo inspirando outras cidades mostra que Anápolis está no caminho certo”, afirmou.

Segundo o prefeito, a iniciativa representa um investimento que ultrapassa a construção de um novo prédio.

“Em plena revolução tecnológica, não podemos esperar que nossas crianças tenham acesso a essas ferramentas apenas no futuro. Esse espaço oferece oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para que elas estejam preparadas para os desafios das próximas décadas.”

Revitalização de área central

Além do foco educacional, a implantação da Casa do Futuro também deu nova utilidade a um imóvel que estava sem uso na região central de Anápolis.

O projeto arquitetônico, desenvolvido em parceria com o arquiteto anapolino Michael Martins, transformou o espaço em um ambiente voltado à inovação, reunindo laboratórios modernos e áreas colaborativas destinadas ao aprendizado tecnológico.

Com a iniciativa, Anápolis passa a abrigar um centro que pode influenciar a forma como Goiás pretende expandir o ensino de robótica e inovação, tornando-se referência para futuras unidades em outras cidades do Estado.

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