Irã ameaça fechar novamente o estreito de Hormuz se sofrer novos ataques dos EUA
08 julho 2026 às 16h53

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O regime do Irã ameaçou, nesta quarta-feira, 8, fechar o estreito de Hormuz novamente caso sofra mais ataques dos Estados Unidos. As declarações foram feitas à emissora estatal iraniana Press TV por uma autoridade de segurança dos país persa horas depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar que o acordo de paz que estava sendo negociado “acabou”.
De acordo com a autoridade consultada pelo Irã, a última onda de ataques americanos no país “solidificou a determinação de Teerã” em dar uma resposta esmagadora a novas ofensivas contra o território do país.
Ainda segundo essa autoridade, caso a República Islâmica seja atacada, duas ações serão tomadas: Hormuz será completamente fechado para todo o tráfego marítimo, e o país atacará os alvos inimigos em uma proporção de pelo menos dois para um. Isso significa que, para cada alvo iraniano atingido, pelo menos dois alvos inimigos serão visados em retaliação.
A autoridade afirmou à emissora iraniana que qualquer ameaça receberia uma resposta contundente e que o Irã não fazia distinção entre os EUA e seus parceiros na região. Também disse que Trump não teria nada a ganhar com as ameças recentes e que acabaria perdendo tanto o estreito de Hormuz quanto as negocições para um acordo final, acrescentando que a escolha agora caberia ao presidente americano.
Ao anunciar o fim do acordo, Trump afirmou qeu poderá bombardear novamente o país ainda na noite desta quarta, 8. Ao mesmo tempo que, logo depois, disse, durante uma entrevista coletiva, que não esperava a volta de uma guerra ampla.
Mesmo diante das ameaças, Donald Trump não abandonou a possibilidade de negociar um acordo. “Eu vou falar com nossos negociadores. Eles querem negociar, são boas pessoas, [os enviados americanos] Steve Witkoff, Jared Kushner, mas eles têm de falar comigo”, disse o republicano.
Nesta terça-feira, 7, os EUA fizeram seu maior ataque desde o entendimetno com o regime iraniano, bombardeando bases militares e instalações em Hormozgan, no sul do país. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã atacou 85 alvos militares dos EUA no Bahrein e Kuwait com mísseis e drones.
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