“Esses são os mais perigosos, então acredito que seja melhor evitar realmente”, alerta oncologista sobre adoçantes
29 abril 2026 às 18h48

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Ao Jornal Opção, o oncologista, Gabriel Felipe Santiago, do Centro de Oncologia do IHG, falou, nesta quarta-feira, 29, os riscos associados ao consumo prolongado de determinados tipos de adoçantes artificiais. Segundo ele, substâncias como ciclamato e sacarina já foram relacionadas em estudos ao desenvolvimento de câncer de bexiga e, por isso, devem ser usadas com cautela.
O Dr. Gabriel explicou que, embora existam opções consideradas mais seguras, como a sucralose e a estévia, o consumo crônico de adoçantes com ciclamato e sacarina pode representar um risco à saúde. “Esses são os mais perigosos, então acredito que seja melhor evitar realmente”, afirmou.

O especialista também ressaltou que o risco de câncer não está ligado apenas ao uso de adoçantes, mas a um conjunto de fatores relacionados ao estilo de vida. Entre eles, destacou o sedentarismo, a obesidade e uma dieta rica em carnes vermelhas e processadas, como bacon, presunto e salame. “Esses hábitos aumentam muito o risco de tumores como câncer de próstata, mama e intestino”, disse.
Questionado sobre alternativas, Dr. Gabriel apontou que tanto a sucralose quanto a estévia não apresentam associação com câncer e podem ser opções mais seguras. Ainda assim, recomendou atenção à composição dos produtos e moderação no consumo. “É importante evitar o excesso de açúcar também, porque ele leva ao sobrepeso e à obesidade, que são fatores de risco para diversos tipos de câncer”, acrescentou.
O médico disse que as associações entre ciclamato e sacarina ao câncer de bexiga surgiram há décadas, a partir de estudos realizados em ratos, mas que não houve comprovação direta em seres humanos. Ele ressaltou que o tema continua sendo polêmico, já que muitos autores defendem não existir relação entre esses adoçantes e o câncer em pessoas. Apesar disso, afirmou que há um consenso de que a opção considerada mais segura atualmente é a sucralose, apontada por ele como a melhor alternativa disponível.
Para o oncologista, a melhor estratégia é manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente. “Não adianta buscar atalhos. O caminho é cuidar da dieta e do corpo”, concluiu.
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