Ao Jornal Opção, o presidente do partido Novo em Goiás, Alano Queiroz, garantiu, nesta segunda-feira, 15, que as declarações recentes de Eduardo Bolsonaro não têm impacto na parceria entre o Novo e o PL no estado. Segundo ele, a aliança está sólida e segue o mesmo modelo já estabelecido em outros estados como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

“Aqui em Goiás a aliança está bem sedimentada. Eduardo não representa todo o PL nacional e a maior parte do partido não compartilha dessa visão. Nossa ligação é mais regional do que nacional”, afirmou.

Alano reforçou que não há qualquer chance de rompimento com o PL em Goiás por conta das falas de Eduardo. “Está tudo normal, tudo tranquilo, correndo bem”, disse.

Dr. Alano Queiroz
Presidente do partido Novo em Goiás, Alano Queiroz | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ele também confirmou que o Novo participará do evento de pré-lançamento da candidatura de Wilder Morais no dia 27 deste mês, e falou que o apoio oficial só será definido em convenção estadual, conforme prevê o estatuto do partido. “Todo filiado pode ser pré-candidato, é um direito. Mas o partido entende que o melhor caminho é apoiar Wilder Morais. O apoio de verdade só acontece na convenção estadual”, explicou.

A polêmica começou após Eduardo Bolsonaro criticar Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo Novo, em publicação na rede social X. Eduardo reagiu às declarações de Zema sobre o caso em que Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeita de fraude financeira, para custear um filme sobre Jair Bolsonaro.

“E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro? E qual era a contrapartida que o Flávio poderia oferecer em 2024, além de sofrer perseguição? Que postura vagabunda, critica Flávio Bolsonaro apenas porque queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o partido Novo”, escreveu Eduardo.

Novo busca protagonismo

Apesar disso, lideranças do Novo em Goiás mantêm a posição de caminhar junto ao PL. Telêmaco Brandão, pré-candidato ao governo de Goiás pelo partido Novo, também falou ao Jornal Opção e reforçou que sua candidatura será mantida até a convenção. “Vocês soltaram em primeira mão a minha posição de continuar com a pré-candidatura e, depois, se necessário, submeter ao que for decidido na convenção.

Telêmaco Brandão, pré-candidato pelo partido Novo | Foto: Reprodução

Telêmaco afirmou que o Novo precisa caminhar sem essa fama de puxadinho do PL. O partido tem ideias próprias, um projeto próprio. Ainda que Eduardo quisesse uma aliança, eu defendo que não haja no primeiro turno. No segundo turno, quem estiver lá, faz sentido caminharmos juntos”, declarou.

Telêmaco disse que não tem nada contra Wilder Morais, atual senador, mas defende que o Novo precisa ganhar protagonismo e se apresentar de forma independente. “O Novo tem que mostrar suas ideias, sua coerência e a postura ética de seus candidatos. Queremos estimular o empreendedorismo, a liberdade e a educação com resultado. É isso que pode mudar a realidade do Brasil”, afirmou.

Ele acrescentou que o partido surgiu da vontade popular e não de rachas partidários, e que precisa ser reconhecido por suas próprias propostas.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de ruptura com o PL em Goiás, Telêmaco foi categórico. “Não defendo que rompa não. São projetos muito próximos e que devem caminhar juntos sempre que possível. Nacionalmente faria sentido uma aliança, mas aqui em Goiás o Novo precisa ganhar protagonismo. No primeiro turno, o partido deve se apresentar sozinho. No segundo turno, apoiaria quem estivesse lá. Tenho grandes amigos no PL e não faz sentido falar em ruptura”, disse.

Ele ainda comentou sobre boatos de ruptura envolvendo Flávio Bolsonaro. “Me parece boato, não é o perfil dele. Flávio tem se mostrado bastante conciliador”, comentou.

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