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Se estivesse vivo, hoje (23 /8), Paulo Leminski completaria 70 anos e, consequentemente, encerraria sua adolescência, como disse em um poema
A comitiva do governadoriável passou pelas cidades de Goianira, Inhumas, Itauçu, Itaberaí e Goiás
Durante a ação policial, três mulheres foram presas acusadas de exploração sexual de adolescentes. Em um único ambiente, haviam 35 meninas
Alckmin está internado desde a tarde de ontem (22) para tratamento de uma infecção intestinal causada por bactéria
Segundo Aécio, mesmo com o reajuste em junho (R$ 77, valor mínimo mensal por pessoa), o programa não atende ao critério das Nações Unidas
Montado pela R&F Editora, o espaço já recebe grande número de visitas. O público estimado nesta edição da bienal é de 800 mil pessoas
A presidenciável defendeu que a campanha seja baseada no debate de propostas, principalmente relacionadas à educação, à saúde e à segurança
Outro idoso, de 73 anos, também foi preso pela polícia quando entregava pedras de crack e porções de maconha na casa do suspeito
O representante pediu ao governo iraquiano para “fazer tudo o que puder para que o cerco seja levantado, e os habitantes possam receber ajuda humanitária vital ou serem retirados em condições dignas”
Também estavam presentes o empresário Júnior Friboi, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Frederico Jayme, o deputado Vilmar Rocha (PSD), a senadora Lúcia Vânia (PSDB) e outros
A ação irá intensificar o controle através de inspeção, orientação aos moradores e eliminação de criadouros
Baldy havia descido do helicóptero em um terreno ao lado da BR para seguir em carreata com o candidato a governador Marconi Perillo
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Frederico Jayme, Robledo Rezende e o governador Marconi Perillo: uma “aliança contra o rancor e o ódio” e em defesa da modernidade | Foto: Fernando Leite[/caption]
Digamos que você está observando um dedo. No dedo há carne e há unha. Pois, em termos políticos, o empresário Júnior Friboi (PMDB) e o advogado Robledo Rezende são carne e unha. Indissociáveis. A senha para entender quem Friboi apoia para governador de Goiás é simples. Basta perguntar: quem Robledo está apoiando?
“Júnior autorizou nosso grupo político, do qual é o líder, a apoiar o governador Marconi Perillo, que está nos tratando muito bem, de maneira republicana”, afirma Robledo. “Não fizemos nada sem sua autorização. Mais de 70% dos aliados de Júnior já estão na campanha de Marconi.”
Robledo, que já foi candidato a prefeito de Porangatu e é um político experimentado, afirma que está viajando o Estado com o objetivo de arregimentar as forças políticos organizadas por Friboi em apoio à candidatura do tucano-chefe. “Eu não paro um minuto, estou visitando todo o Estado, dialogando com nossos aliados. O quadro político é amplamente favorável a Marconi. Se fizer um trabalho bem feito, pode ganhar no primeiro turno.”
Por que o grupo de Friboi decidiu apoiar Marconi? “Porque é melhor para o desenvolvimento de Goiás. Marconi não tem um projeto baseado no ódio, no rancor [uma referência a Iris Rezende, que odeia o tucano].”
Friboi, que está no Colorado, volta para Goiás a partir do dia 25 deste mês. “Ele vai permanecer quieto, acompanhando o desenrolar da campanha. Seu objetivo é disputar o governo em 2018. Portanto, depois das eleições deste ano, vai trabalhar para manter a união da base peemedebista. Nós queremos democratizar o partido, por isso não pedimos desfiliação. O PMDB não pode ter dono. Deve, isto sim, ter militantes e líderes. Júnior reorganizou o partido, oxigenou-o, mas foi atropelado por Iris. Mas, como este não emplacou, Júnior está cada vez mais forte. Os peemedebistas sentem a sua falta.”
Um dos coordenadores da campanha de Marconi, Robledo diz que o ambiente da base governista é saudável. “Os tucanos têm projetos para desenvolver Goiás. E seu ambiente não é carregado como o ligado a Iris Rezende. É uma pena que o PMDB tenha de perder mais uma vez para poder renovar-se de verdade, abrindo espaço para políticos modernos e não ressentidos.”
Setores do agronegócio definiram seu apoio: Ronaldo Caiado (DEM) para senador e José Mário Schreiner (PSD) para deputado federal. Caiado e Schreiner eram aliados, seus eleitores são quase os mesmos, mas romperam quando o segundo decidiu apoiar Vilmar Rocha para o Senado. Caiado apoia candidatos do PMDB para deputado federal, como Daniel Vilela.
Em algumas regiões, Caiado apoia Iris Araújo e Pedro Chaves para deputado federal. A intimidade do deputado federal com a turma do PMDB é tanta que, nos bastidores, Iris Rezende brinca que, se for eleito, vai retirá-lo do DEM. O que, com ou sem vitória, não acontecerá: Caiado vai permanecer no Democratas.
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Marina Silva e Eduardo Machado: o líder do PHS acredita que a líder do PSB vai para o segundo turno já na frente de Dilma Rousseff | Foto: Arquivo pessoal[/caption]
O goiano Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, vive um momento ímpar: é um dos conselheiros políticos da campanha da candidata do PSB a presidente da República, Marina Silva. Seis partidos — PSB, PHS, PSL, PRP, PPS e PPL — estão na campanha da líder da Rede Sustentabilidade, espécie de partido dentro do Partido Socialista Brasileiro. Para se consolidar como candidata, a ambientalista precisava do apoio de pelo menos quatro partidos. Havia resistência. Depois, houve certa resistência à indicação de Beto Albuquerque para vice, mas a união acabou acontecendo. Eduardo foi uma das chaves mestras da aliança.
Como era muito próximo de Eduardo Campos, político moderado, o político goiano assustou-se, num primeiro momento, com Marina. “Aproximei-me com os dois pés atrás. Ao conhecê-la, percebi que, embora seja uma política que defende seus princípios, não é intransigente. Tanto que, quando me dizem que é ‘radical’, sugiro que seja vista a partir do que realmente diz e não das qualificações impostas por adversários. Sem dúvida que se trata de uma mulher austera e espartana, até elegante na sua simplicidade, mas sobretudo é calma, tranquila e pouco adepta de pirotecnias político-administrativas.”
Marina, se eleita, planeja governar com os “melhores” quadros políticos e técnicos de vários partidos. “Mas tem suas restrições. O governador do Paraná, Beto Richa, candidato à reeleição, pediu para o pessoal de Marina moderar o tom de suas críticas. Porém, mostrando que a circunstância eleitoral não sacrifica seus princípios, Marina disse que não contemporiza com Richa, Geraldo Alckmin ou pessoas da indústria do tabaco e do ramo de bebida alcoólica. Não quer, por exemplo, dinheiro da Ambev e garante que não aceita financiamento do agronegócio.”
Afinal, Marina é contra o agronegócio? “Marina é vítima de mal-entendidos. É contra o agronegócio nocivo ao meio ambiente e, portanto, ao indivíduo. É contra desmatar por desmatar. Avalia que o futuro dos brasileiros em geral não pode ser sacrificado para atender exclusivamente à necessidade de lucro imediato do mercado.”
Na semana passada, ao conversar com o Jornal Opção, a partir de São Paulo, Eduardo comemorava trackings articulados pelo PHS e pela estrutura da aliança de Marina. “Em todas as simulações de segundo turno, Marina derrota a presidente Dilma Rousseff.”
Ao conversar com Maria Alice Setubal, Neca, sócia do Banco Itaú, Eduardo perguntou-lhe por que apoia Marina. Neca, coordenadora do plano de governo da socialista, ao lado de Maurício Rands, foi sucinta: “Eu queria um farol, alguém em quem acreditar”. Walter Feldman disse a Eduardo: “Com a morte de Mário Covas, fique sem inspiração política. Apoio Marina porque ela é inspiradora”.
Se eleita, acredita Eduardo, Marina será capaz de ir além das mudanças cosméticas promovidas pelo PT. “Marina acredita que é possível melhorar a educação e a saúde públicas e aposta numa inclusão social que seja mais ampla do que a Bolsa Família. Ela deve ampliar e modernizar o investimento no social.”
Por que as pessoas estão acompanhando Marina, num movimento quase religioso? Eduardo contrapõe: “Embora Marina seja religiosa [é evangélica], as pessoas a acompanham muito mais pelo caráter cívico de sua pregação, pela crença de que é possível construir um país ambientalmente mais rico. Os eleitores percebem que Marina é contra a política tradicional e que planeja mudar o modelo político do país, aperfeiçoando o Estado para servir ao cidadão, e não apenas a grupos econômicos e políticos”.
Num primeiro momento, Marina atraiu votos de indecisos e daqueles que votam nulo. “Mas pode anotar que, a partir de agora, sua campanha, posta nas ruas e na televisão, vai ‘sangrar’ as campanhas de Dilma Rousseff e Aécio Neves”, aposta Eduardo. “Acredito que Marina vai para o segundo turno já na frente de Dilma.”
A equipe de Marina tem ecochatos e malucos-beleza? “O que mais impressiona é que Marina tem informação de qualidade e assessoria técnica do mais alto nível. Neca Setubal, que conhece bem o setor financeiro, é um exemplo. Maurício Rands é extremamente competente e não é à toa que era um dos mais próximos assessores de Eduardo Campos. Eduardo Giannetti, doutor por Cambridge, está colado na nossa candidata. São pessoas racionais e muito bem preparadas. Neca, por exemplo, já disse que Marina, se eleita, deve promover a autonomia do Banco Central e tem metas rigorosas para combater a inflação. A meta inicial é mantê-la em 4,5% e, a partir de 2019, 3%. Isto prova que Marina não quer inventar a roda. Agora, quem espera fisiologismo, concessões não-éticas, vai cair do cavalo.”
Recentemente, com a crise que provocou a saída de Carlos Siqueira da coordenação da campanha do PSB e com a resistência ao nome de Beto Albuquerque (o deputado, por ser do Rio Grande do Sul, mantém ligação com o agronegócio) — havia quem apostasse que o melhor nome, do ponto de vista eleitoral, seria o de Renata Campos, mulher do falecido Eduardo Campos —, adversários apostaram na desestabilização da campanha da socialista. “Qual nada! Marina comportou-se da maneira mais tranquila possível. Ela disse: ‘Não podemos perder o momento histórico de eleger o presidente da República’. Sua frase, sucinta e verdadeira, aglutinou todo mundo.”
Admirador incondicional de Eduardo Campos, o Eduardo goiano diz que, “com perdão da referência indireta ao acidente, ele era um ‘avião’. Articulava como o melhor dos articuladores mineiros, talvez mais do que Aécio Neves, outro bom articulador. Mas, do ponto de vista estritamente eleitoral e de assimilação nacional, Marina supera o político pernambucano”.
Aécio e Dilma passam, na opinião de Eduardo, por uma fase de “desespero”. “Aécio, político habilidoso, sabe que, se cair muito — a 43 dias das eleições —, não se recupera mais. Por isso, a partir de agora, terá de atacar tanto Marina quanto Dilma, o que pode levar sua campanha a deixar de ser propositiva, que era sua intenção inicial. Já começam a dizer que Marina é uma espécie de ‘petista mascarada’. Ela foi petista, mas deixou o partido por discordar dos conchavos do partido para permanecer no poder e de sua falta de coragem para enfrentar questões sérias, como a defesa do meio ambiente. Dilma está mostrando o que fez e o que está fazendo, mas, a partir de certo momento, vai partir para o ataque. Marina vai colar em Dilma e, insisto, deve passá-la já no primeiro turno.”

