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Paulo Leminski: um poeta que vai além da poesia

Se estivesse vivo, hoje (23 /8), Paulo Leminski completaria 70 anos e, consequentemente, encerraria sua adolescência, como disse em um poema

Em campanha nas cidades da Rota do Araguaia, Marconi destaca duplicação da GO-070

A comitiva do governadoriável passou pelas cidades de Goianira, Inhumas, Itauçu, Itaberaí e Goiás

Polícia Civil fecha casas de prostituição em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal

Durante a ação policial, três mulheres foram presas acusadas de exploração sexual de adolescentes. Em um único ambiente, haviam 35 meninas

Governador de São Paulo continua internado no InCor

Alckmin está internado desde a tarde de ontem (22) para tratamento de uma infecção intestinal causada por bactéria

Aécio lança plano para desenvolver o Nordeste e promete reajustar Bolsa Família

Segundo Aécio, mesmo com o reajuste em junho (R$ 77, valor mínimo mensal por pessoa), o programa não atende ao critério das Nações Unidas

Autores goianos participam da 23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Montado pela R&F Editora, o espaço já recebe grande número de visitas. O público estimado nesta edição da bienal é de 800 mil pessoas

Em caminhada no Recife, Marina pede renovação na política brasileira

A presidenciável defendeu que a campanha seja baseada no debate de propostas, principalmente relacionadas à educação, à saúde e à segurança

Idoso de 68 anos é preso por tráfico de drogas em Vicentinópolis

Outro idoso, de 73 anos, também foi preso pela polícia quando entregava pedras de crack e porções de maconha na casa do suspeito

ONU alerta para risco de massacre em cidade do Norte do Iraque

O representante pediu ao governo iraquiano para “fazer tudo o que puder para que o cerco seja levantado, e os habitantes possam receber ajuda humanitária vital ou serem retirados em condições dignas”

Em reunião com 197 prefeitos goianos, Marconi afirma estar “no caminho certo”

Também estavam presentes o empresário Júnior Friboi, o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Frederico Jayme, o deputado Vilmar Rocha (PSD), a senadora Lúcia Vânia (PSDB) e outros

Secretaria Municipal de Saúde analisa taxa de infestação de mosquito transmissor da dengue em Goiânia

A ação irá intensificar o controle através de inspeção, orientação aos moradores e eliminação de criadouros

Após pane, helicóptero do candidato Alexandre Baldy faz pouso de emergência em Goianira

Baldy havia descido do helicóptero em um terreno ao lado da BR para seguir em carreata com o candidato a governador Marconi Perillo

“Mais de 70% dos aliados de Friboi já estão na campanha de Marconi”, diz Robledo Rezende

[caption id="attachment_13552" align="alignleft" width="620"]Frederico Jayme, Robledo Rezende e o governador Marconi Perillo: uma “aliança contra o rancor e o ódio” e em defesa da modernidade | Foto: Fernando Leite Frederico Jayme, Robledo Rezende e o governador Marconi Perillo: uma “aliança contra o rancor e o ódio” e em defesa da modernidade | Foto: Fernando Leite[/caption] Digamos que você está observando um dedo. No dedo há carne e há unha. Pois, em termos políticos, o empresário Júnior Friboi (PMDB) e o advogado Robledo Rezende são carne e unha. Indis­so­ciáveis. A senha para entender quem Friboi apoia para governador de Goiás é simples. Basta perguntar: quem Robledo está apoiando? “Júnior autorizou nosso grupo político, do qual é o líder, a apoiar o governador Marconi Perillo, que está nos tratando muito bem, de maneira republicana”, afirma Ro­bledo. “Não fizemos nada sem sua autorização. Mais de 70% dos aliados de Júnior já estão na campanha de Marconi.” Robledo, que já foi candidato a prefeito de Porangatu e é um político experimentado, afirma que está viajando o Estado com o objetivo de arregimentar as forças políticos organizadas por Friboi em apoio à candidatura do tucano-chefe. “Eu não paro um minuto, estou visitando todo o Estado, dialogando com nossos aliados. O quadro político é amplamente favorável a Marconi. Se fizer um trabalho bem feito, pode ganhar no primeiro turno.” Por que o grupo de Friboi decidiu apoiar Marconi? “Porque é melhor para o desenvolvimento de Goiás. Marconi não tem um projeto baseado no ódio, no rancor [uma referência a Iris Rezende, que odeia o tucano].” Friboi, que está no Co­lorado, volta para Goiás a partir do dia 25 deste mês. “Ele vai permanecer quieto, acompanhando o desenrolar da campanha. Seu objetivo é disputar o governo em 2018. Portanto, depois das eleições deste ano, vai trabalhar para manter a união da base peemedebista. Nós queremos democratizar o partido, por isso não pedimos desfiliação. O PMDB não pode ter dono. Deve, isto sim, ter militantes e líderes. Júnior reorganizou o partido, oxigenou-o, mas foi atropelado por Iris. Mas, como este não emplacou, Júnior está cada vez mais forte. Os peemedebistas sentem a sua falta.” Um dos coordenadores da campanha de Marconi, Robledo diz que o ambiente da base governista é saudável. “Os tucanos têm projetos para desenvolver Goiás. E seu ambiente não é carregado como o ligado a Iris Rezende. É uma pena que o PMDB tenha de perder mais uma vez para poder renovar-se de verdade, abrindo espaço para políticos modernos e não ressentidos.”

Hamlet no Cerrado: apesar do eleitorado em comum, Caiado e Schreiner não falam a mesma língua

josemariofaeg Setores do agronegócio definiram seu apoio: Ronaldo Caiado (DEM) para senador e José Mário Schreiner (PSD) para deputado federal. Caiado e Schreiner eram aliados, seus eleitores são quase os mesmos, mas romperam quando o segundo decidiu apoiar Vilmar Rocha para o Senado. Caiado apoia candidatos do PMDB para deputado federal, como Daniel Vilela. Em algumas regiões, Caiado apoia Iris Araújo e Pedro Chaves para deputado federal. A intimidade do deputado federal com a turma do PMDB é tanta que, nos bastidores, Iris Rezende brinca que, se for eleito, vai retirá-lo do DEM. O que, com ou sem vitória, não acontecerá: Caiado vai permanecer no Democratas.  

Goiano que anda com Marina Silva diz que não é radical e, se eleita, não fará nenhuma pirotecnia

[caption id="attachment_13555" align="alignleft" width="620"]Marina Silva e Eduardo Machado: o líder do PHS acredita que a líder do PSB vai para o segundo turno já na frente de Dilma Rousseff | Foto: Arquivo pessoal Marina Silva e Eduardo Machado: o líder do PHS acredita que a líder do PSB vai para o segundo turno já na frente de Dilma Rousseff | Foto: Arquivo pessoal[/caption] O goiano Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, vive um momento ímpar: é um dos conselheiros políticos da campanha da candidata do PSB a presidente da República, Marina Silva. Seis partidos — PSB, PHS, PSL, PRP, PPS e PPL — estão na campanha da líder da Rede Sus­tentabilidade, espécie de partido dentro do Partido Socialista Brasileiro. Para se consolidar como candidata, a ambientalista precisava do apoio de pelo menos quatro partidos. Havia resistência. Depois, houve certa resistência à indicação de Beto Albuquerque para vice, mas a união acabou acontecendo. Eduardo foi uma das chaves mestras da aliança. Como era muito próximo de Eduardo Campos, político moderado, o político goiano assustou-se, num primeiro momento, com Marina. “Aproximei-me com os dois pés atrás. Ao conhecê-la, percebi que, embora seja uma política que defende seus princípios, não é intransigente. Tanto que, quando me dizem que é ‘radical’, sugiro que seja vista a partir do que realmente diz e não das qualificações impostas por adversários. Sem dúvida que se trata de uma mulher austera e espartana, até elegante na sua simplicidade, mas sobretudo é calma, tranquila e pouco adepta de pirotecnias político-administrativas.” Marina, se eleita, planeja governar com os “melhores” quadros políticos e técnicos de vários partidos. “Mas tem suas restrições. O governador do Paraná, Beto Richa, candidato à reeleição, pediu para o pessoal de Marina moderar o tom de suas críticas. Porém, mostrando que a circunstância eleitoral não sacrifica seus princípios, Marina disse que não contemporiza com Richa, Ge­raldo Alckmin ou pessoas da indústria do tabaco e do ramo de bebida alcoólica. Não quer, por exemplo, dinheiro da Ambev e garante que não aceita financiamento do agronegócio.” Afinal, Marina é contra o agronegócio? “Marina é vítima de mal-entendidos. É contra o agronegócio nocivo ao meio ambiente e, portanto, ao indivíduo. É contra desmatar por desmatar. Avalia que o futuro dos brasileiros em geral não pode ser sacrificado para atender exclusivamente à necessidade de lucro imediato do mercado.” Na semana passada, ao conversar com o Jornal Opção, a partir de São Paulo, Eduardo comemorava trackings articulados pelo PHS e pela estrutura da aliança de Marina. “Em todas as simulações de segundo turno, Marina derrota a presidente Dilma Rousseff.” Ao conversar com Maria Alice Setubal, Neca, sócia do Banco Itaú, Eduardo perguntou-lhe por que apoia Marina. Neca, coordenadora do plano de governo da socialista, ao lado de Maurício Rands, foi sucinta: “Eu queria um farol, alguém em quem acreditar”. Walter Feldman disse a Eduardo: “Com a morte de Mário Covas, fique sem inspiração política. Apoio Marina porque ela é inspiradora”. Se eleita, acredita Eduardo, Marina será capaz de ir além das mudanças cosméticas promovidas pelo PT. “Marina acredita que é possível melhorar a educação e a saúde públicas e aposta numa inclusão social que seja mais ampla do que a Bolsa Família. Ela deve ampliar e modernizar o investimento no social.” Por que as pessoas estão acompanhando Marina, num movimento quase religioso? Eduardo contrapõe: “Embora Marina seja religiosa [é evangélica], as pessoas a acompanham muito mais pelo caráter cívico de sua pregação, pela crença de que é possível construir um país ambientalmente mais rico. Os eleitores percebem que Marina é contra a política tradicional e que planeja mudar o modelo político do país, aperfeiçoando o Estado para servir ao cidadão, e não apenas a grupos econômicos e políticos”. Num primeiro momento, Marina atraiu votos de indecisos e daqueles que votam nulo. “Mas pode anotar que, a partir de agora, sua campanha, posta nas ruas e na televisão, vai ‘sangrar’ as campanhas de Dilma Rousseff e Aécio Neves”, aposta Eduardo. “Acredito que Marina vai para o segundo turno já na frente de Dilma.” A equipe de Marina tem ecochatos e malucos-beleza? “O que mais impressiona é que Marina tem informação de qualidade e assessoria técnica do mais alto nível. Neca Setubal, que conhece bem o setor financeiro, é um exemplo. Maurício Rands é extremamente competente e não é à toa que era um dos mais próximos assessores de Eduardo Campos. Eduardo Giannetti, doutor por Cambridge, está colado na nossa candidata. São pessoas racionais e muito bem preparadas. Neca, por exemplo, já disse que Marina, se eleita, deve promover a autonomia do Banco Central e tem metas rigorosas para combater a inflação. A meta inicial é mantê-la em 4,5% e, a partir de 2019, 3%. Isto prova que Marina não quer inventar a roda. Agora, quem espera fisiologismo, concessões não-éticas, vai cair do cavalo.” Recentemente, com a crise que provocou a saída de Carlos Siqueira da coordenação da campanha do PSB e com a resistência ao nome de Beto Albuquerque (o deputado, por ser do Rio Grande do Sul, mantém ligação com o agronegócio) — havia quem apostasse que o melhor nome, do ponto de vista eleitoral, seria o de Renata Campos, mulher do falecido Eduardo Campos —, adversários apostaram na desestabilização da campanha da socialista. “Qual nada! Marina comportou-se da maneira mais tranquila possível. Ela disse: ‘Não podemos perder o momento histórico de eleger o presidente da República’. Sua frase, sucinta e verdadeira, aglutinou todo mundo.” Admirador incondicional de Eduardo Campos, o Eduardo goiano diz que, “com perdão da referência indireta ao acidente, ele era um ‘avião’. Articulava como o melhor dos articuladores mineiros, talvez mais do que Aécio Neves, outro bom articulador. Mas, do ponto de vista estritamente eleitoral e de assimilação nacional, Marina supera o político pernambucano”. Aécio e Dilma passam, na opinião de Eduardo, por uma fase de “desespero”. “Aécio, político habilidoso, sabe que, se cair muito — a 43 dias das eleições —, não se recupera mais. Por isso, a partir de agora, terá de atacar tanto Marina quanto Dilma, o que pode levar sua campanha a deixar de ser propositiva, que era sua intenção inicial. Já começam a dizer que Marina é uma espécie de ‘petista mascarada’. Ela foi petista, mas deixou o partido por discordar dos conchavos do partido para permanecer no poder e de sua falta de coragem para enfrentar questões sérias, como a defesa do meio ambiente. Dilma está mostrando o que fez e o que está fazendo, mas, a partir de certo momento, vai partir para o ataque. Marina vai colar em Dilma e, insisto, deve passá-la já no primeiro turno.”