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Candidato do Pros ao governo, senador diz que, se eleito, pretende dar reajuste aos servidores da educação, saúde e segurança pública
O vereador Joaquim Maia, em recente visita ao assentamento Entre Rios, criticou o cancelamento da construção de um abatedouro de animais de pequeno porte na região. A medida do prefeito Amastha, aprovada pelo Legislativo, foi possível devido a um remanejamento no valor de R$ 430 mil que constava no orçamento anual para o gabinete do prefeito. “Assim como aqueles produtores, fiquei frustrado com a ação dos vereadores que aqui votaram a favor do remanejamento. Na sessão em que foi aprovada a retirada da verba para a construção do abatedouro eu não estava presente, mas, assim como meus colegas de oposição, meu voto seria contrário ao remanejamento”, disse Joaquim Maia. O vereador lembrou que ainda há tempo para que o Executivo volte atrás. “Não é possível que a administração municipal não reconheça a importância da construção deste abatedouro. Os produtores daquela região contavam com o empreendimento e, para isso, estavam se preparando, buscando ampliar seus negócios, por meio de financiamentos”, observou o parlamentar.
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Senadora Kátia Abreu: duras críticas ao governo[/caption]
A Senadora denunciou em palanque o que classifica de incompetência do governo do Estado, que não tem conseguido sequer aplicar os recursos disponíveis para a área da saúde. Ela ressalta que, com muito custo, teve que recorrer à presidente Dilma Rousseff para conseguir aprovar empréstimo junto ao BNDS na ordem de R$ 500 milhões para melhorar a rede de saúde do Estado. “Nada me deu mais alegria do que solicitar esses recursos para a presidente Dilma e ter conseguido, mas infelizmente não tive a alegria de inaugurar estes hospitais porque o governo se fez de sonso e não licitou as obras. E agora, mesmo licitadas, não conseguiu levantar um tijolo sequer”, denunciou em discurso pelo interior do Tocantins.
A presidente do diretório regional do PSDB, Maria Tereza Rocha, em nota à imprensa faz sérias ameaças aos tucanos que não seguirem as orientações do partido. Recomenda aos filiados e, principalmente, as lideranças, a apoiarem apenas candidatos da agremiação nas eleições deste ano. Tereza observa ainda que os dirigentes e membros do partido são obrigados a seguir a orientação de apoio às candidaturas de Aécio Neves para presidente e aos candidatos da coligação A mudança que a gente vê. A posição da presidente é uma reação imediata à decisão de Agimiro Costa e Ernani Siqueira em apoiarem a candidatura de Marcelo Miranda (PMDB) ao governo do Estado.
O presidente regional do PSD, deputado federal Irajá Abreu, manifestou, em nota à imprensa, solidariedade aos ex-secretários Ernani Siqueira e Agimiro Costa, ameaçados de expulsão do PSDB. O deputado repudiou a tentativa do grupo siqueirista de diminuí-los politicamente por decidirem apoiar a candidatura do governador Marcelo Miranda e da senadora Kátia Abreu.
“A corajosa decisão do ex-secretário estadual da Indústria e Comércio e do ex-secretário do Trabalho e Ação Social, tucanos históricos e de respeitosa biografia política e administrativa, vem somar-se à decisão semelhante de muitos companheiros que sentiram-se alijados do processo de discussão e decisão sobre os problemas do Tocantins, e buscaram alternativas para solucionar as questões que afligem a população do Estado, levado, com o atual desgoverno, à pior crise institucional, administrativa, política e econômica desde a sua criação”, sustentou Irajá Abreu.
“Nós vivemos em um regime democrático. Eu entendo que cada um deve apoiar quem ele acha que é melhor para o Tocantins. Não tenho o que dizer, se ele entende que é melhor o lado de lá, é a ideia dele, é o que ele pensa.” Assim reagiu o governador e candidato à reeleição Sandoval Cardoso (SD) com relação ao apoio prestado pelos tucanos Agimiro Costa e Ernani Siqueira ao candidato a governador Marcelo Miranda (PMDB).
Sandoval, apesar das recentes baixas sofridas na sua campanha eleitoral, garante que vai seguir em frente. E resume o episódio, sem entrar em detalhes: “O povo que está fazendo o comparativo sabe que nós estamos avançando muito no Tocantins e eu acredito muito nesse novo momento, acredito muito na nossa campanha crescente e que nós vamos ganhar a eleição e o Estado vai viver bons dias como está vivendo agora”.
Aliado de primeira hora do ex-governador Siqueira Campos, o deputado estadual José Bonifácio (PR) bateu forte em Eduardo Siqueira, candidato a deputado estadual. “Para ter 100 mil votos (segundo pretensões do filho do ex-governador) tem que comprar 1 milhão”, detonou Bonifácio “É isso que está ocorrendo. Não vamos nos enganar gente. Vamos levar ao povo do Estado essa mensagem da compra do recomeço vergonhosa. Esse dinheiro que começou a sair do orçamento 2011, está servindo para tentar derrotar todos nós para o recomeço triunfante do uso do dinheiro público”, denunciou o parlamentar, candidato à reeleição.
“De forma democrática, Sandoval Cardoso deseja um plano de governo construído com a população.” Quem diz é a coordenadora da elaboração do plano de governo do governador e candidato à reeleição Sandoval Cardoso (SD), Nilmar Ruiz (PR). Ela disse que está percorrendo todo o Tocantins colhendo sugestões. Será que tem algum fundamento? O candidato não tem nenhuma ideia para apresentar?
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Marcelo Miranda: “Eles sabem que eu vou ser eleito”[/caption]
Desesperados com o desempenho do candidato Marcelo Miranda (PMDB), líder absoluto das pesquisas de intenção de voto, seus adversários apelam para todo tipo de expediente. Agora apostam no marketing viral, alardeando que, se eleito Marcelo não toma posse. “Estão dizendo que se eu for eleito eu não tomo posse. Eles estão falando isso porque estão conscientes que, se eleito, eu tomo posse e eles sabem que o Marcelo Miranda será eleito”, sustenta o peemedebista.
E acrescenta: “Não é com retaliação, demitindo diretores, retirando máquinas dos municípios que o atual governo vai conseguir votos”.
O prefeito de Aurora do Tocantins, Aloilson Tavares Cardoso, (o Caçula) está coagindo todos os gestores do município a apoiarem o candidato a governo Sandoval Cardoso e forçando os servidores a entrarem na campanha governista. A denúncia partiu do diretor de Cultura do município, Sebastião dos Reis da Silva, que pertence ao DEM e foi exonerado do cargo por isso. De acordo com Sebastião, o prefeito reuniu os gestores no fim da tarde de segunda-feira e disse que todos deveriam apoiar Sandoval Cardoso, como forma de manterem seus empregos. O prefeito Aloilson Tavares disse que não houve nenhuma exoneração e que o motivo do diretor estar fazendo as acusações foi pelo fato de não ter conseguido alugar seus carros de som para a campanha do governador Sandoval Cardoso.
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Zilu Godói e o cantor sertanejo Zé Henrique: relacionamento terminado, mas maledicência não deixa a empresária em paz, pelo menos é o que diz l Zezé Di Camargo e Graciele Lacerda: o novo casal não sai das revistas, sites e redes sociais. Ao contrário de Zilu, eles não parecem insatisfeitos[/caption]
A maldade, a inveja e a burrice são as maiores multinacionais de todos os tempos. Os dramaturgos gregos, anteriores a Jesus Cristo, e Shakespeare, autor que viveu entre os séculos 16 e 17, escreveram peças seminais a respeito destas “desvirtudes” tão bem distribuídas entre os homens de todos os séculos. A internet não inventou nada — só potencializa os “problemas” descritos pelos gregos, Bíblia e Shakespeare (segundo Harold Bloom, o britânico inventou o homem moderno como o conhecemos). Porém, como deu voz instantânea a todos, produz uma certa barbárie — quiçá incontrolável. Na democracia, se têm direito ao voto, todos têm direito à palavra, à opinião — estapafúrdia ou não. O limite, quando aceito, é a lei. Como quase tudo é volátil na internet, raramente alguém colhe as diatribes que são ditas e decide mover processos judiciais. Pessoas com nomes falsos — ou verdadeiros, mas praticamente impossíveis de serem localizadas — dizem barbaridades e quase nada acontece. Documentar o absurdo é possível, mas localizar o autor é uma missão mais complicada. Num romance de rara excelência, “Reprodução”, o escritor Bernardo Carvalho faz uma radiografia corrosiva do mundo sem limites na internet. Não apenas anônimos são responsáveis pelos excessos — na prática, ataques brutais, eventualmente travestidos de humor. Há também figuras conhecidas, que, quando processadas e, às vezes, condenadas, saem com essa: “Era apenas humor”. A falta de humor é quase um crime, diriam Shakespeare, Bernard Shaw e H. L. Mencken. Mas qual humor? Mau humor, por certo. Grosseria é a regra.
Zilu Godói é mais conhecida como ex-mulher de Zezé Di Camargo e, ao ter sua vida privada devassada por sites e revistas de fofoca e redes sociais, paga um certo preço pela fama que, ansiosa e desesperadamente, buscou. Os artistas não-famosos e suas mulheres criam relações com a mídia, com o objetivo de se tornarem conhecidos, e depois, em alguns casos, tentam (parcialmente) cair fora. Aí é tarde. O pacto é faustiano. A mídia faz e, não raro, desfaz. A internet piora as coisas: a fofoca levemente divulgada num site “confiável” é potencializada e, depois, volta à publicação original, revitalizada. Zilu Godói, que sempre exibiu suas plásticas e bens com prazer, agora quer “recuar”. Talvez seja tarde. Muito tarde.
Entretanto, o fato de ter se tornado socialite e feito um “pacto” (tácito) para obter sucesso — Goethe (“Fausto”) e Thomas Mann (“Doutor Fausto”) certamente vibrariam com as agruras dos famosos atuais — não significa que Zilu Godói, não mais “Di Camargo”, não tenha direito e razão ao reclamar da “maldade”, às vezes articulada, de homens e mulheres que militam na internet. Como se fosse Bernardo Carvalho, ou Guy Debord, a quase-pensadora Zilu Godói escreveu (formula muito bem suas ideias), numa rede social, que “a internet é responsável por ‘tornar públicos os monstros existentes dentro das pessoas’”. A internet é o canal, os monstros somos todos nós.
“Uma das coisas que sempre me deixa pasma e triste é a capacidade humana, na verdade desumana, de julgar os outros de maneira implacável com base em impressões superficiais, ou ofender sem motivo algum, apenas pelo simples prazer de agredir”, escreveu Zilu Godói. O que difere o raciocínio de Zilu Godói do pensamento acadêmico é admitir que fica “pasma”. O sociólogo percebe a “crise” na internet como um “fenômeno” da contemporaneidade. A espetacularização da vida privada — e não apenas dos famosos — é o novo charme da internet com suas redes sociais, sites, blogs, aplicativos.
A “socióloga”, “psicóloga” ou “antropóloga” Zilu Godói continua: “A vida social se tornou infeliz e geralmente um imenso teatro coletivo, e considerando que a internet é, ao menos para mim, uma extensão do mundo real, não é difícil nos assustarmos ainda mais com a nossa chocante realidade que exala maldade. Na internet encontramos as pessoas mais próximas de como elas realmente são, sem a diplomacia exigida pelo cotidiano da vida ao vivo, e podemos ter uma ideia mais real da dimensão da intolerância e da violência que nos cerca real e virtualmente”.
Depois de concluir sua análise da sociedade moderna, Zilu Godói praticamente grita, gerando certa inveja em redutos consumistas: ‘Miami, me aguarde!” A saída da famosa é o aeroporto; a dos “mortais”, que têm de acompanhá-la a distância, são as redes sociais, notadamente o Facebook e o Twitter — misturas de divã, hospício, programa de humor, lupanar e parque de diversão.
O que, exatamente, fizeram com Zilu Godói? Os bárbaros não param de falar do relacionamento de Zezé Di Camargo com uma bela mulher, Graciele Lacerda, bem mais jovem do que a elegante Zilu Godói, e do fim do relacionamento entre a socialite e o cantor sertanejo Zé Henrique, tão jovem quanto a nova namorada do celebrado artista goiano. O elixir da juventude é a juventude. Zilu Godói, filósofa ou não, está certa. Somos, todos, responsáveis pelo monstro e o médico nos quais, diariamente, nos transformamos na internet. Seu único equívoco é eximir-se de alguma culpa. O diabo (ou o inferno) não são os outros. Somos nós.
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“André” tem 9 anos e várias passagens pela polícia. Numa parede de sua casa, desenhou uma arma (ele adquiriu uma de brinquedo) Foto: Cristina Cabral/O Popular[/caption]
Cleomar Almeida, do “Pop”, fez uma série de reportagens impactantes sobre André, nome fictício, um criminoso de apenas 9 anos de idade, e sobre sua mãe, que busca ajuda para recuperá-lo. Depois da pressão do jornal, já que a da mãe não estava resolvendo, a ajuda dos órgãos públicos foi oferecida. Espera-se que não seja tarde demais — quase sempre é. O mundo do crime às vezes é prazeroso para meninos e adolescentes, talvez dada a possibilidade de aventuras. Mas acreditar que é possível “recuperar” um ser humano, sobretudo uma criança, faz parte da saudável crença do humanismo.
André é uma criança e, como mostra o repórter Almeida, gosta de brincar. Porém, como noutros casos, convivem num único ser um menino (que chora) e, pelas ações, um adulto (duro, implacável). O repórter pergunta: “Por que você está nem aí e pega coisas dos outros?” A resposta é precisa e mostra consciência: “Porque não dá nada”. “As pessoas têm medo de mim. Sei disso porque elas abrem um olhão quando fico mais próximo”, conta, possivelmente com certo prazer. Almeida percebeu que, quando não quer falar, André simula que está com sono. Ele “já acumula 20 passagens por envolvimento com crimes em Goiânia, como tráfico de drogas, furto e roubo”.
O repórter pergunta qual é seu maior sonho e André não titubeia: “Tinha vontade de ter pai. Só vi a foto dele”. O pai foi assassinado. A mãe não consegue orientá-lo e controlá-lo.
A função de um repórter é colher informações verdadeiras e divulgá-las. Almeida, profissional rigoroso, quer, com sua série de reportagens, ajudar André e sua mãe. Planeja ampará-los. As reportagens são explícitas sobre isso. Mas há pelo menos um problema.
André quase foi linchado por populares do bairro onde mora com a mãe e um irmão de 4 anos e estaria jurado de morte por traficantes. Independentemente do que disse ao repórter, que colheu e publicou suas palavras com o máximo de fidelidade, a situação de André é complicada.
Entretanto, trechos da entrevista agudizam os problemas do menino, que possivelmente, ao contar “vantagens”, não percebe a gravidade do que diz e o que isto pode representar para sua segurança e de sua família. Almeida quer saber onde “fica em Goiânia quando sai de casa e dorme fora” e o menino não hesita: “Na casa de um homem que tem droga. Ele também tem até aquele negócio preso na perna [tornozeleira; é um preso do semiaberto] com uma luzinha que só fica piscando. Ele não pode roubar, senão a polícia pega ele. Mas ele diz que a polícia não faz nada. (...) Tem um tantão de traficante que conheço que tem isso aí [tornozeleira] na perna. O resto, que conheço, não tem”. Para a criança, é uma conversa qualquer, sem nenhuma gravidade. Do ponto de vista do traficante, que vive fora da lei, representa uma “delação”, um “crime” que deve ser punido com uma sentença: a pena de morte.
Um traficante bateu no garoto. “Eu caguetei porque ele pegou minha bola e meus brinquedos. Peguei a bola, a bola estava rasgada e caguetei ele. Se não tivesse feito isso, não teria caguetado ele para a polícia”, relata André. “Ele falou na delegacia que, quando sair, vai me matar. Mas os policiais falaram que ele não vai sair mais não”, conta, inocente.
É óbvio que Almeida quer apenas ajudar André e sua família. Mas a reportagem pode agudizar a possibilidade de traficantes matarem o menino.
Vale a pena ler um trecho do livro “O Jornalista e o Assassino”, da notável jornalista (da “New Yorker”) e escritora Janet Malcolm: “Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável. Ele é uma espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente ser tema de um escrito não ficcional aprende — quando o artigo ou o livro aparece — a sua própria dura lição. Os jornalistas justificam a própria traição de várias maneiras, de acordo com o temperamento de cada um. Os mais pomposos falam de liberdade de expressão e do ‘direito do público a saber’; os menos talentosos falam sobre a Arte; os mais decentes murmuram algo sobre ganhar a vida”. Almeida deveria ler o livro, assim como a editora-chefe do “Pop”, Cileide Alves.
Se André for morto, não há problema: rende mais uma manchete e, quem sabe, mais um prêmio para o jornal, que poderá dizer: “Nós avisamos”. E, ao mesmo tempo, culpar as “autoridades”.
Literatura de Néstor Sánchez começa a ser republicada na Argentina e filme vai relatar sua vida. Sua prosa era elogiada por Julio Cortázar, Severo Sarduy, Antonio Di Benedetto e Emir Rodríguez Monegal

