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Dilma Rousseff e Marina Silva defendem que governo federal invista em segurança pública nos estados

A exemplo de Marconi Perillo, as candidatas à presidência também passaram a defender a participação do governo federal na área Em pouco mais de um mês antes do pleito eleitoral, os índices de criminalidade e a segurança pública pautam os debates dos candidatos ao governo de Goiás. O governador e candidato à reeleição Marconi Perillo tem repetido que é necessário que o governo federal divida com os estados a responsabilidades pelos investimentos na área. Em recente debate na televisão com os presidenciáveis, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e a Marina Silva (PSB-REDE) também passaram a defender a participação do governo federal na viabilização de recursos para investimento em segurança pública. [relacionadas artigos="14154"] Na ocasião, Dilma Rousseff propôs mudar a Constituição para que o governo federal possa, junto com os governos estaduais, atuar na garantia da segurança pública. “Uma segurança pública fragmentada só interessa ao crime organizado, que atua coordenadamente em todo o território nacional”, disse. Marina Silva, que têm crescido nas pesquisas eleitorais, salienta, em seu programa eleitoral, que construirá um Pacto Federativo na área, que determine as competências da União, dos estados e dos municípios, e que atribuirá à Polícia Federal a responsabilidade pela proteção das fronteiras, ao lado das Forças Armadas. Ambas as candidatas apontam as mesmas intervenções elencadas e defendidas pelo governador de Goiás, a partir da percepção de que somente “ações contundentes garantem a resolução dos problema da segurança pública”. O tucano tem criticado recorrentemente o discurso de seus adversários políticos, que, segundo ele, passaram a apresentar intervenções simplórias para o setor. Durante encontro com estudantes da Região Noroeste de Goiânia, no dia 29 do mês passado, Marconi Perillo afirmou que a oposição tem usado o assunto de forma demagógica. “Temos ouvido por aí promessas mirabolantes, como a de dobrar o efetivo da Polícia Militar logo nas primeiras semanas de mandato. Mas quem diz isso já foi governador de Goiás e não fez o que devia ter feito, uma vez que o armamento e as viaturas eram da pior qualidade possível e os profissionais eram desvalorizados”, disse ele, se referindo ao decano peemedebista Iris Rezende.    

“Soubemos administrar com o pouco”, diz Jânio Darrot ao avaliar sua gestão

Na comemoração dos 94 anos do município, prefeito faz balanço de seus 20 meses à frente da Prefeitura e destaca conquistas

O assassino de Glauco e a crônica de um latrocínio anunciado

O sistema jurídico-penal brasileiro – com a cumplicidade da psiquiatria e da psicologia – insiste em transformar o cidadão comum em cobaia de criminosos tido como loucos, que deviam ser afastados definitivamente do convívio social José Maria e Silva [caption id="attachment_14757" align="alignleft" width="350"]Glauco Villas-Boas, cartunista: brutalmente assassinado, seu algoz foi solto para praticar mais crimes / Reprodução/Estadao Glauco Villas-Boas, cartunista: brutalmente assassinado, seu algoz foi solto para praticar mais crimes / Reprodução/Estadao[/caption] “A medicina não cu­­ra drogado: ela cria bombas hu­­manas, ao transformar o viciado num duplo dependente químico – das drogas e das medicações, misturadas indiscriminadamente no seu organismo.” Essa minha afirmação, que consta de um artigo sobre menores assassinos publicado em 21 de abril de 2013, revelou-se premonitória. Na semana passada, uma dessas bombas humanas – criadas por uma legislação criminosa e uma ciência cínica – voltou a fazer mais duas vítimas: o estudante Mateus Pi­nheiro de Morais, de 21 anos, cruelmente assassinado no domingo, 31, em Goiânia, quando deixava a namorada em casa no Setor Bueno, e o agente prisional Marcos Vi­ní­cius Lemes D’Abadia, que sofreu uma tentativa de latrocínio na quinta-feira, 28. O suspeito do latrocínio e da tentativa de latrocínio é Carlos Eduardo Sundfel Nunes, conhecido como Cadu, hoje com 29 anos. Não se trata de seu primeiro crime e, se depender da hedionda Justiça brasileira, não será o último. Em 12 de março de 2010, Carlos Eduardo assassinou o cartunista Glauco Villas-Boas e seu filho Raoni, na cidade de Osasco, na Grande São Paulo. Antes de abatê-los com vários tiros, torturou o cartunista e sua esposa. A despeito de tamanha violência, praticamente não ficou preso, uma vez que foi considerado louco pela Justiça. Aliás, um estranho modo de ser louco, pois a loucura é uma forma de solidão, mas, tanto naquele crime quanto no de agora, Carlos Eduardo não agiu sozinho e contou com a ajuda de um comparsa. Em nenhum país decente um assassino com esse grau de periculosidade seria posto na rua. Um crime dessa natureza só é possível no Brasil, onde diploma de curso superior é sinônimo de salvo-conduto e os especialistas, responsáveis pelo funcionamento do aparato estatal, não têm satisfações a dar à sociedade: se os fatos contrariam suas teses de que todo criminoso tem recuperação, danem-se os fatos – e as vítimas continuarão sendo imoladas. Carlos Eduardo não matou sozinho: apertaram o gatilho com ele todos os operadores do direito e profissionais de saúde que, por ação ou omissão, arrogância ou covardia, acatam ou promovem a abjeta legislação penal brasileira, responsável direta pelos mais de 60 mil homicídios anuais no País, conforme estudo técnico do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Juristas viciados em Michel Foucault O assassino de Glauco, quando mata, sempre foge – si­nal de que sabe que fez coisa er­rada. A Justiça é que perdeu o juízo ao achar que ele é completamente louco a ponto de não ter noção dos crimes que comete. Segundo noticiou a imprensa, a juíza Telma Aparecida Al­ves Marques, da 1.ª Vara de E­xe­cução Penal de Goiânia, diz que não se arrepende de ter posto fim à internação psiquiátrica do assassino, permitindo que ele voltasse às ruas em agosto do ano passado. Em en­trevista à repórter Marília As­sun­ção, correspondente do “Es­tadão”, a juíza afirmou ter sido cuidadosa e tomado sua de­cisão com base em laudos psiquiátricos que comprovaram a esquizofrenia de Cadu. Desde sua soltura, diz, ele vinha sendo acompanhado por um psiquiatra e um psicólogo que elaboravam relatórios mensais sobre seu estado mental. “Ele é inimputável. Com tratamento, deve voltar às ruas em um prazo de três anos”, afirmou a juíza, segundo o “Estadão”. Questionada pela repórter sobre a possibilidade de Cadu matar outra vez, caso seja solto novamente, a juíza respondeu que “quem deve responder são os deputados que fazem a legislação”. E acrescentou: “O Poder Judiciário toma atitudes conforme as leis, que não são feitas por nós, juízes”. Ocorre que um juiz, como operador de alto nível do direito, ainda por cima, muito bem remunerado, pode e deve ter opinião sobre as leis, pois a sua ex­periência, uma vez explicitada, enriquece o debate público. Inclu­sive, é para isso que servem, ou deveriam servir, as conferências jurídicas, geralmente custeadas pelo contribuinte, de forma direta ou indireta. A juíza Telma Marques foi injusta com o Legislativo. Se dependesse apenas da maioria do Congresso Nacional, as leis penais seriam muito mais duras, inclusive incorporando a proposta de redução da maioridade penal, um antigo anseio da quase totalidade da população brasileira, que já não suporta mais a impunidade dos criminosos mirins. Mas são justamente os operadores do direito, viciados em Michel Foucault, que transformam o criminoso em vítima da sociedade e não permitem que isso aconteça. Toda proposta de endurecimento das leis penais é bombardeada por dezenas de juízes, promotores e representantes da OAB, com o apoio da imprensa e das universidades. Com isso, os membros das mesas diretoras do Congresso e os líderes das bancadas, temendo o poder difamatório desses formadores de opinião, acabam obstruindo tecnicamente, ainda nas comissões legislativas, quaisquer propostas de moralização do Código Penal, impedindo que sejam votadas em plenário, onde, sem dúvida, seriam aprovadas por grande maioria, se os congressistas pudessem votar com liberdade, sem pressões do Planalto e de poderosas ONGs. Lei antimanicomial causa danos à sociedade A imprensa costuma ser dura com os políticos, mas comporta-se com extrema passividade diante dos operadores do direito, sejam eles juízes, promotores, defensores públicos ou conselheiros da OAB. Isso faz com que as contradições do Judiciário muitas vezes passem despercebidas. A juíza Telma Mar­ques, pelo tom de sua entrevista à Rá­dio Bandeirantes, de São Paulo, parece favorável à lei que instituiu a política antimanicomial, inclusive para doentes mentais que cometeram crime. Nas entrevistas que concedeu à imprensa, ela não criticou diretamente a Lei 10.216, de 6 de abril de 2001, que oficializou, na prá­tica, a ideológica luta antimanicomial. Essa lei tem causado sérios danos à sociedade e aos verdadeiros doentes mentais, hoje colocados em segundo plano devido à prioridade absoluta que é dada aos viciados em drogas. A juíza Telma Marques afirmou a respeito de Cadu: “Estava indo perfeitamente (em outro trabalho), com nada que desabonasse a conduta. Às 23 horas, no máximo, estava em casa. Temos relatório da família, informando isto. Ele não ficava na rua e fazia como determina a Justiça. A vida estava controlada, como pessoa comum”. Vejam o imediatismo na fala da magistrada: o sujeito cometeu dois homicídios em 2010 e, depois de apenas quatro anos, já é considerado uma “pessoa comum”, “controlada”, “perfeitamente bem”. Ora, se nem do primeiro sutiã é possível esquecer, como diz a publicidade, como imaginar que no caráter de um indivíduo não ficará para sempre gravado o assassinato que cometeu? Uma pessoa que mata o próximo jamais voltará a ser uma pessoa comum. O próprio assassino sabe que, ao matar uma pessoa, ele salta as fronteiras do humano, num caminho sem volta. Não é à toa que o verdadeiro batismo dos novatos nas quadrilhas se faz com o sangue de seu primeiro assassinato. Outro aspecto chama a atenção na entrevista da magistrada. Que importância tem se Cadu estava em casa no máximo às 23 horas, segundo enfatiza a juíza fervorosamente, como se essa fosse uma prova eloquente do acerto de sua decisão? Ela nem se deu conta de que Cadu cometeu um dos latrocínios às 21h30. Talvez a juíza esteja confundindo criminoso ou insano com o vampiro da lenda, que espera a meia-noite para atacar. Além disso, a juíza parece acreditar piamente nos relatórios da família, dando conta de que o assassino de Glauco não ficava na rua. Quem garante? Por força de querer acreditar na recuperação do filho, os pais tendem a fingir que não estão vendo nenhum problema até que as coisas fujam totalmente ao seu controle. Criminosos desfrutam da confiança do Estado [caption id="attachment_14759" align="alignleft" width="620"]Carlos Eduardo Nunes: cursando faculdade de psicologia apesar dos dois assassinos que cometeu / Reprodução Carlos Eduardo Nunes: cursando faculdade de psicologia apesar dos dois assassinos que cometeu / Reprodução[/caption] No afã de inocentar o assassino e, talvez, a si mesma, a juíza destacou ainda, segundo a reportagem do “Estadão”, que “é preciso aprofundar a investigação para verificar se Cadu não estava sendo usado por criminosos, que tinham noção da sua doença mental e da condição de inimputável”. Ora, mas a juíza não disse que ele levava a vida de um homem comum, trabalhador e caseiro? Como foi, então, que ele teve contato com a quadrilha? Evidentemente, não pode ter sido em casa nem no trabalho. Isso significa que Carlos Eduardo não foi devidamente monitorado pelas autoridades judiciárias e médicas, que deixaram seu real controle a cargo da própria família. E é claro que a família não tem controle sobre ele, ou o cartunista Glauco e seu filho não estariam mortos. Repito: só num País moralmente doente e mentalmente insano se confia tanto num sujeito tido com louco que matou duas pessoas com crueldade e, agora, mata e fere mais duas. Isso é tanto mais absurdo quando se sabe que vivemos numa sociedade de desconfiança (o avesso da “sociedade de confiança” de Alain Peyrefitte), em que o cidadão de bem, para dar um passo, é vigiado por câmaras, carimbado por documentos e burocratizado por cartórios. Quando vamos à praça de alimentação de um shopping, ninguém confia que iremos pagar o que consumimos e a esmagadora maioria de honestos, arcando com a culpa da minoria de caloteiros, tem que tirar dinheiro do bolso adiantado. Ou seja, enquanto o cidadão honesto é tratado cotidianamente como um ladrão em potencial, os assassinos ficam soltos na rua, gozando da plena confiança das instituições. Como se vê, não é a quadrilha que precisa ser investigada, mas as autoridades. São elas que, por um misto de incompetência, soberba e má consciência, recusam-se a enxergar os fatos e tratam todo bandido como coitadinho, deixando que tomem conta do País. Senão vejamos. A se crer na reprodução que o “Estadão” faz de suas palavras, a juíza parece acreditar que é vantajoso para as quadrilhas disporem de um louco inimputável para arcar com as responsabilidades de seus crimes. Ora, se fosse assim não haveria doentes mentais comendo lixo pelas ruas – todos estariam empregados em quadrilhas de assaltantes de carro e de banco. O que ocorre é o contrário: o PCC, por exemplo, expulsa das áreas sob seu controle, sob ameaça de morte, os “nóias” do crack, por saber que, em sua insanidade, eles colocam em risco todo o crime organizado. Quando muito servem para atacar policiais em ações extremas, de caráter quase suicida, onde impera somente a força bruta. A fala da juíza depõe contra o sistema penal brasileiro: se ela estiver certa e a quadrilha tiver recrutado Cadu por sabê-lo inimputável, então os bandidos são mais racionais do que as autoridades – eles sabem que o assassino de Glauco é um louco de conveniência, como bem observou o delegado Tiago Damaceno, ao afirmar que ele “parece ser mais dissimulado do que propriamente deficiente mental”. Porque não é razoável supor que uma quadrilha que se dedica ao roubo de veículos – um tipo de crime que exige um mínimo de organização – vá buscar loucos de pedra para fazer parte de seus quadros. Se essa quadrilha confia em ter Cadu como membro é porque sabe que ele não é tão louco como a Justiça pensa que é – ou seja, ele só é útil para a quadrilha porque sua inimputabilidade decorre de um erro de avaliação do sistema jurídico-penal. Que tal um psicólogo e assassino nas horas vagas? Segundo o “Estadão”, a juíza Telma Marques “disse que Cadu estava fazendo Faculdade de Psicologia e tinha arrumado um emprego no ‘call center’ de uma companhia telefônica, mas foi dispensado quando a empresa soube que cumpria medida de segurança”. Ora, se Carlos Eduardo era louco de pedra a ponto de não ter consciência de que matar um ser humano é errado, o que ele estava fazendo num curso de psicologia, como aluno, e não como cobaia? Vivemos, de fato, tempos esquizofrênicos, em que as pessoas já não são capazes de perceber os absurdos criados e impostos à sociedade por uma elite acadêmica completamente alheia à realidade. Uma faculdade de psicologia que aceita em seu quadro discente um sujeito diagnosticado como assassino e louco de pedra teria quer ser imediatamente fechada pelo MEC. E não me venham falar em John Nash, o genial matemático esquizofrênico norte-americano, responsável pelo desenvolvimento da “teoria dos jogos”, que lhe valeu o Prêmio Nobel de Economia e, segundo consta, foi utilizada com sucesso nos leilões de privatização de estatais pelo mundo afora, inclusive no Brasil de Fernando Henrique Cardoso. Quando se tornou esquizofrênico, lutando contra alienígenas pelos corredores do MIT, Nash já era considerado um gênio da matemática, mesmo assim não escapou de internações e eletrochoques, como mostra sua biógrafa Sylvia Nasar. De qualquer modo, matemática é conhecimento puro, que dispensa interações humanas e pode conviver sem problema com alguma dose de loucura. Mas o que dizer de um psicólogo que, nas horas de surto, é um assassino inimputável? Outra coisa que chama a atenção na entrevista da juíza é o quanto nós, cidadãos normais, somos obrigados a servir de cobaia para experimentos estatais com toda sorte de criminosos e desajustados. A empresa telefônica onde Cadu arrumou emprego só soube que ele cumpria medida de segurança depois de tê-lo contratado. Pelo visto, o próprio Judiciário esconde essa informação dos empregadores, colocando em risco a segurança dos futuros colegas de um assassino tido como louco, isto é, uma bomba humana sempre passível de explosão. Como se vê, as autoridades não pensam nos demais empregados dessas empresas, que trabalham, estudam, tomam ônibus, sonham, sofrem e, como incentivo por todo esse esforço, recebem a missão de conviver com assassinos, drogados, estupradores e toda sorte de criminosos que estão cumprindo pena em regime aberto a pretexto de inclusão social. Por fim, a juíza Telma Marques elogia o Programa de Atenção ao Louco Infrator, que já atendeu 425 pacientes, dos quais 88 tiveram medidas extintas e apenas dois, segundo ela, cometeram assassinato. “É menos de 1%”, disse a juíza. Data vênia, magistrada, mas a senhora, olhando nos olhos dos pais do estudante Mateus, diria que o filho deles não passa de mera porcentagem no programa estatal que patrocina assassinatos em série praticados por um criminoso paulista, importado por Goiás, até como forma de divulgar no País seu festejado programa de inclusão social de loucos criminosos, que já ganhou até prêmio, para orgulho do Ministério Público, seu principal idealizador? A pretexto de recuperar bandidos, o Estado brasileiro se tornou um assassino serial. Por isso, a juíza Telma Apa­recida Marques não pode ser responsabilizada sozinha pela crônica dos homicídios anunciados de Cadu. Ela é apenas uma peça da engrenagem ideológica muito mais complexa, que envolve desde o calouro de psicologia e direito até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, patrono internacional da legalização das drogas, entre outros intelectuais universitários e formadores de opinião. Para toda essa gente, o crime e a loucura são uma decorrência das mazelas capitalistas e a cadeia e o hospício devem ser extintos para dar lugar à política de redução de danos em ambiente ambulatorial, mesmo que isso signifique filho drogado espancando e assassinando a mãe, como se vê diariamente pelo país afora. O próprio pai de Cadu, segundo o delegado do caso, contou que ele misturava às drogas os medicamentos que recebia no CAPS. Como se vê, o fim do manicômio e a popularização das drogas transformaram o louco numa bomba caseira.

Equipe do Jornal Opção conquista primeiras colocações em concursos

Editores Ketllyn Fernandes e Thiago Burigato conquistaram o 1º Prêmio Goiano de Jornalismo Cultural na categoria Webjornalismo. No mês passado, Sarah Teófilo foi agraciada com a primeira colocação de um concurso nacional [caption id="attachment_14747" align="alignright" width="620"]Ketllyn Fernandes (à esq.), Thiago Burigato e Sarah Teófilo: os premiados da equipe do Jornal Opção Online | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção Ketllyn Fernandes (à esq.), Thiago Burigato e Sarah Teófilo: os premiados da equipe
do Jornal Opção Online | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Marcelo Gouveia Na quarta-feira, 3, du­ran­te a cerimônia de anúncio dos vencedores do 1º Prêmio Goi­a­no de Jornalismo Cultural, o Jornal Opção Online recebeu, mais uma vez, a coroação pelo trabalho consistente que vem sendo realizado por sua equipe. Os editores Ketllyn Fernandes e Thiago Burigato foram os grandes vencedores do concurso na categoria Webjornalismo, por conta da matéria “Goiás descobre a cultura como fonte de geração de emprego e renda”. Com o tema “Economia Cria­tiva em Goiás e o novo modelo para produção de cultura no Estado”, a premiação, uma iniciativa da Secretaria Estadual da Cultural (Secult-GO), teve como objetivo condecorar os profissionais de comunicação que produziram e publicaram reportagens que contribuíssem para o co­nhecimento sobre o tema. Os vencedores foram premiados em cerimônia na Vila Cultural Cora Coralina e os valores dos prêmios foram de R$ 4 mil e R$ 2 mil para as primeiras e segundas colocações, respectivamente. Frente à abrangência da temática “economia criativa”, os editores, de 25 e 26 anos, antes de tomar qualquer decisão, foram atrás do superintendente executivo da Secult, Decio Coutinho. A partir daí, puderam mostrar que, aos poucos, gestores e empreendedores acabam por reconhecer que a criatividade e a inovação são capazes de gerar riqueza econômica. A reportagem contou, antes de adentrar em um ou mais casos específicos, com o zelo de situar o leitor quanto à definição e às origens históricas da economia criativa, possibilitando um melhor e mais amplo conhecimento acerca desse tipo de produção. “Con­seguimos traçar um panorama sobre a economia criativa em Goiás tanto para agora quanto para os próximos anos”, destacou Ketllyn. [relacionadas artigos="11802"] “Foi na Austrália, em 1994, onde se originou o que se busca entender por economia criativa. Duas décadas depois, a indefinição quanto ao que significa em exato essa terminologia contrasta com sua importância e presença em toda e qualquer atividade, já que para viver é preciso consumir e conviver com os mais diversos produtos oriundos da criação humana, no que se encaixam desde os feitos tangíveis aos intangíveis”, situa a reportagem. Outro grande diferencial da matéria foi a utilização de infográficos para explicar melhor o assunto e dados relativos a ele. Nesse sentido, foi muito importante a colaboração do designer Fred Passos, da empresa “Farol Cria­tivo", que produziu o material em parceria com os jornalistas. Além de ter deixado a matéria mais rica, foi um recurso que nenhum outro inscrito no concurso utilizou. Tratando-se de um material veiculado em uma plataforma online, os infográficos, certamente, tiveram significativa participação na vitória do Jornal Opção Online. Trazendo o conceito de economia criativa para a realidade goiana, a dupla também discorreu sobre o papel desempenhado pelo Obser­vatório Brasileiro da Economia Criativa (Obec) do Estado, cujo principal objetivo é criar bases confiáveis para pesquisas na área, além de oferecer subsídios a decisões públicas sobre políticas culturais. Outras iniciativas do setor são citadas no texto premiado, tais como a Incubadora Goiás Criativo e os APLs (arranjos produtivos locais). Ao exemplificar o conceito de economia criativa, os jornalistas destacaram o mercado de jogos eletrônicos, cujo faturamento global deve ultrapassar, em 2016, a marca de US$ 86 bilhões. Thiago Burigato conta como surgiu a ideia de relacionar o mundo dos games ao setor da economia criativa. “Pensamos que seria interessante mostrar que o nosso Estado tem produção nessa área, algo que pouca gente sabe. Também pesou o fato de o governo estadual estar reconhecendo os jogos eletrônicos como um produto cultural, artístico, e esse assunto há muito tempo é motivo de polêmica no mundo todo”, afirma. A segunda abordagem tratada pela dupla foi a das cidades criativas. O conceito novo, intimamente ligado à economia criativa, é tratado na reportagem premiada com um ótimo exemplo aqui em Goiás: o município de Rio Quente. O Jornal Opção já havia, abordado o tema na edição 1993 da versão impressa — “Cidade de Rio Quente sedia o Fórum Internacional de Cidades Criativas”, de Murilo Nascente Santana.

Jornalista venceu prêmio nacional
[caption id="attachment_14751" align="alignright" width="300"]Sarah Teófilo (no centro) e os outros cinco finalistas do 2º Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental Sarah Teófilo (no centro) e os outros cinco finalistas do 2º Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental[/caption] Com a premiação conquistada pelos editores Ketllyn Fernan­des e Thiago Burigato, o Jornal Opção Online já acumula três prêmios. O primeiro foi uma parceria entre Ketllyn e o jornalista Marcos Nunes Carreiro no Prêmio Detran de Jornalismo, em 2012. Mais recentemente, foi a vez da estagiária Sarah Teófilo, de 21 anos, ser agraciada com a 1ª colocação de um concurso nacional. A aluna da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) foi a grande vencedora do 2º Prêmio Tetra Pak de Jornalismo Ambiental. A jovem ganhou um estágio de nove dias no Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas, em Austin (EUA). O anúncio da vencedora foi feito em São Paulo, pelo diretor de Desenvolvimento Editorial do jornal “O Estado de S. Paulo”, Roberto Gazzi, e pela gerente de Relações Institucionais da Tetra Pak, Daniela Alves. Na primeira fase do concurso, Sarah fez uma reportagem sobre as iniciativas dos fazendeiros goianos em defesa do Cerrado. Classificada para a final, ela foi entrevistada por duas jornalistas do “Estadão”, um professor da Universidade São Judas Tadeu e por uma representante da Tetra Pak e, em seguida, foi escolhida entre outros cinco concorrentes. A repórter contou com a honraria de ter sua matéria publicada no veículo paulista, tanto na versão online quanto na impressa. Segundo a estagiária, a ideia de falar sobre os fazendeiros do Estado que contribuem para a preservação do bioma Cerrado surgiu durante uma palestra na própria Semana Estado de Jornalismo Ambiental. “Um dos palestrantes falou um pouco sobre o Plano ABC e, quando fui pensar no que escreveria, lembrei-me do que foi dito e pensei que poderia produzir algo voltado para Goiás”, relembrou. Sarah conta que enfrentou dificuldades para tratar sobre um tema tão abrangente em uma matéria de no máximo 3 mil caracteres, assim como era exigido no concurso. Segundo ela, quando finalizou a primeira versão, acabou por se deparar com 12 mil caracteres a mais do que o previsto. “Tive grande dificuldade na hora da edição desse texto”, admite. Por isso, a jovem revelou que não esperava ficar entre os finalistas, muito menos ser a vencedora. “Quando fiz a edição, achei que o texto tinha ficado pobre, pensei que tinha perdido a essência. Por isso, fiquei surpresa.”
Com prestígio da versão impressa, Jornal Opção Online acumula prêmios e bons resultados
[caption id="attachment_14753" align="alignright" width="300"]Editores premiados e o secretário de Cultura, Aguinaldo Coelho Editores premiados e o secretário de Cultura, Aguinaldo Coelho[/caption] Há 38 anos, quando o Jornal Opção lançava sua primeira edição, o jornalismo online, ou webjornalismo, ainda era uma realidade distante. Todavia, 2044 edições depois, o veículo, um dos mais tradicionais de Goiás, abrange hoje o prestígio de sua versão impressa em uma nova plataforma, o Jornal Opção Online. Para chegar ao que é hoje, já foram mais de dez anos de história. Usado em princípio exclusivamente para divulgação do material impresso, o novo formato ofereceu ao jornal a possibilidade de se reinventar. Deixando para trás o estigma de que o veículo atendia a um público seleto, o veículo resolveu investir nas potencialidades de sua recém-criada plataforma, criando uma equipe exclusiva para isso. Com uma proposta ousada, o Jornal Opção Online tinha pela frente o desafio de não ser só diário, mas, também, instantâneo. A idealizadora do projeto, a editora-executiva Patrícia Moraes Macha­do, explica em que circunstâncias a página virtual foi criada. “O Jornal Opção tem muita informação, mas chegávamos ao limite do acesso. Não conseguíamos abranger todo o público. Com a versão online, passamos a buscar o dinamismo da informação.” Um fator determinante para popularização da plataforma online foi com toda certeza a inauguração de seu novo portal, em 25 de abril deste ano. O projeto promoveu a expansão da proposta do site trazendo um visual moderno e acessível, visando a diversificação da forma de apresentação de conteúdos. Como prova do sucesso da nova plataforma e suas potencialidades, o veículo alcançou, no início do último mês, o número recorde de 428 mil acessos semanais, no período compreendido de 3 a 9 de agosto. Vale lembrar que, apesar da reformulação no conteúdo, no formato e no visual, a filosofia do Jornal Opção permanece intacta: a informação livre, o jornalismo de qualidade e o respeito ao leitor continuam sendo a prioridade.

“Fala, candidato” dá voz às propostas dos candidatos ao Senado

Realizada pela OAB-GO, sabatina aborda diferentes temas, desde segurança pública a questões específicas dos advogados

Investimentos em infraestrutura impulsionam agronegócio goiano

Riqueza oriunda do campo é responsável por 28% do Produto Interno Bruto (PIB) goiano fazendo do Estado um player nacional do setor que mais contribui para a balança comercial favorável do Brasil

Ataques aéreos da Síria contra Estado Islâmico deixam 31 mortos

Pelo menos 31 pessoas morreram hoje (6) por causa de bombardeios aéreos do regime de Bashar Al Assad contra vários pontos da cidade de Al Raqa (norte), reduto do Estado Islâmico (EI) na Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Vinte e cinco das vítimas – 12 civis, nove combatentes do EI e quatro pessoas de identidade desconhecida – morreram em decorrência de um ataque aéreo contra uma padaria, de acordo com a organização não governamental (ONG). Um ataque semelhante ocorreu contra um centro de treino da organização extremista, no qual morreram, pelo menos, seis membros do EI. O observatório informou que a aviação síria também teve como alvo o edifício do antigo departamento de finanças local, que o EI usava como tribunal religioso, e outros campos de treino de combatentes. A agência de notícias oficial síria Sana noticiou que unidades do Exército mataram hoje “um grande número de membros do EI” em zonas distintas de Al Raqa e destruíram armas e munições daquela organização. Al Raqa é o reduto principal do EI em território sírio.

Governo Dilma Rousseff avaliza gestão de Marconi Perillo e revela que Goiás tem melhor educação do país

A melhoria da educação pública em Goiás, segundo dados do Ideb, talvez seja a notícia mais importante para o Estado em 2014. As oposições, se atentas, deveriam comemorar junto com o governador Marconi Perillo porque estariam reconhecendo o esforço coletivo de professores e alunos

Iúri Rincon e Sandra Persijn assumem área de impressos da campanha de Iris Rezende

[caption id="attachment_14618" align="alignnone" width="612"]Iúri Rincon e Sandra Persiyn: os dois jornalistas tentam apresentar Iris Rezende como “moderno” e “arrojado” Sandra Persiyn e Iúri Rincon: os dois jornalistas tentam apresentar Iris Rezende como “moderno” e “arrojado”[/caption] A equipe de marketing do candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, contratou os jornalistas Iúri Rincon Godinho e Sandra Persijn para cuidar da área de jornais. Iúri Rincon e Sandra Persijn editam dezenas de jornais que são distribuídos em todo o Estado explicando o que Iris Rezende, se eleito, pretende fazer por Goiás. Os dois jornalistas, competentes, têm uma missão inglória: “vender” um candidato que não deslancha e que ganhou o apelido de “Âncora” (tal o peso) dos próprios aliados. Iris Rezende é um político de outro tempo, de um mundo que desapareceu ou está desaparecendo: não acredita em ciência, ou melhor, em pesquisas — qualitativas e quantitativas. Só crê em Deus e diz, aos poucos e estupefatos jovens que o acompanham, que recebeu uma missão divina. Ao ouvir isto pela enésima vez, um ex-deputado federal, um dos coordenadores de sua campanha, pilheriou: “Será que sua missão divina é perder pela terceira vez para o governador Marconi Perillo?”. A pergunta, como dizem os colunistas sociais, faz sentido.

Livro resgata história de nove chineses que foram presos e torturados pela ditadura militar

Os jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo lançam o livro “O Caso dos Nove Chineses — O Escândalo Internacional Que Transformou Vítimas da Ditadura Militar Brasileira em Heróis de Mao Tsé-tung” (Objetiva, 272 páginas). Os chineses, acusados de conspirar contra o governo brasileiro, foram presos e torturados. Sinopse da editora: “Na madrugada de 3 de abril de 1964, três dias após o golpe militar, policiais do Departamento de Ordem Política e Social invadiam, sem ordem judicial, um apartamento no bairro do Flamengo, no Rio, e capturavam um grupo de estrangeiros. As torturas começaram ali mesmo. “Horas depois, os homens da polícia política entravam em outro prédio, no Catete, e detinham mais pessoas. No fim do dia, nove chineses estavam presos, identificados como agentes internacionais instalados no Brasil para disseminar a revolução comunista. Mas a verdade é que viviam legalmente no país. “Dois eram jornalistas, quatro tinham vindo montar uma feira de produtos da China e os demais vieram comprar algodão. Tornaram-se vítimas da paranoia anticomunista da época, alimentada pelo governador Carlos Lacerda. Foram condenados a dez anos de prisão por subversão e, após mais de um ano detidos, acabaram expulsos do país. “O Brasil nunca pediu desculpas nem devolveu o dinheiro apreendido com o grupo — um valor que hoje ultrapassa R$ 800 mil. Em seu país, eles se tornaram heróis nacionais e ficaram conhecidos como ‘Nove Estrelas’ ou ‘Nove Corações Vermelhos voltados para a Pátria’. “Brasil e China estabeleceram relações diplomáticas dez anos depois, em 1974, mas o incidente ficou esquecido em arquivos secretos. Em ‘O Caso dos Nove Chineses’, os jornalistas Ciça Guedes e Murilo Fiuza de Melo trazem à tona agora, cinquenta anos depois, história do primeiro escândalo internacional de violação dos direitos humanos da ditadura militar brasileira.”

A campanha do medo é para valer, mas Dilma é oportunista ao admitir trocas na equipe

As duas mudanças introduzidas no esforço a favor da reeleição devem continuar até a votação como sintoma de crise na candidatura do PT

Ensino médio goiano fica em 1º lugar no Ideb

[caption id="attachment_14731" align="alignleft" width="620"]Nota da rede estadual de ensino cresceu de 3,6 para 3,8 / Fernando Leite/Jornal Opção Nota da rede estadual de ensino cresceu de 3,6 para 3,8 / Fernando Leite/Jornal Opção[/caption] Em Goiás, o ensino médio da rede estadual conquistou o 1° lugar no ranking nacional do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb). O relatório foi divulgado na sexta-feira, 5, pelo Ministério da Educação. De modo geral, toda a rede pública, tanto municipal, estadual e federal, apresentaram melhoras nas notas e posições em relação aos outros Estados. Porém, a rede particular não demonstrou significativas mudanças, se comparado aos índices de 2011. Goiás ocupava o 5º lugar. A nota melhorou de 3,6 para 3,8. Porém, os Estados que estavam liderando pioraram suas notas. Santa Catarina, por exemplo, estava em primeiro lugar com a nota 4,0 e caiu para quarta posição com 3,6. Na rede estadual, 16 Estados apresentaram notas menores e dois tiveram a mesma nota. Na rede particular, 18 Estados tiveram índices piores e cinco mantiveram a mesma nota de 2011. O rendimento dos estudantes, baseado nos indicadores de aprovação, reprovação e abandono da escola, foi um dos motivos que levou a rede estadual goiana de ensino ficar em 1° lugar. Outro motivo foi a quantidade de provas aplicadas aos alunos. Porém, a nota de proficiência em Lín­gua Portu­guesa e em Ma­temática caiu de 4,37 para 4,33. O cálculo do Ideb é feito pela multiplicação da taxa de rendimento pela média de proficiência.

Assassino do cartunista Glauco é suspeito de dois crimes em Goiânia

O juiz Gustavo Dalul Faria, da 5ª Vara Criminal de Goiânia, converteu na quarta-feira, 3, a prisão em flagrante de Carlos Eduardo Sunfeld Nunes, conhecido como Cadu, em prisão preventiva. O jovem é assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas e do filho, Raoni Vilas Boas. Além do crime, ele é suspeito de envolvimento no latrocínio do estudante Mateus Morais Pinheiro, de 21 anos, no domingo, 31, e na tentativa de latrocínio do agente prisional Marcos Vinícius Lemes D’Aba­dia que ocorreu na quinta-feira, 28. Testemunhas afirmam que Cadu abordou e efetuou os disparos contra o agente, que foi internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiâ­nia (Hugo). Sobre a morte de Ma­teus, o delegado Thiago Da­mas­ceno disse que ele estava com o veículo da vítima e portava arma similar à usada no crime. Já Glauco e seu filho foram assassinados em Osasco (SP), em março de 2010. Ele foi reconhecido pela esposa do cartunista, Beatriz Galvão, e confessou o crime. Por decisões judiciais, Cadu, que sofre de esquizofrenia, ficou internado em uma clínica psiquiátrica e, depois, voltou para casa dos pais, que informaram, cinco dias antes da tentativa de latrocínio, o comportamento estranho do filho.

Celg firma empréstimo de R$ 1,9 bilhão com Caixa 

A CelgD e a CelgPar assinaram na terça-feira, 2, contrato de empréstimo de R$ 1,9 bilhão com a Caixa E­conômica Federal. Um dos destinos do montante é o investimento de R$ 300 mi­lhões na rede elétrica do Estado, além do pagamento às prefeituras goianas de R$ 30 milhões de ICMS. O do­cu­mento, assinado por dirigentes da CelgD, CelgPar e Celg Distribuição, se­gue para sedes da Caixa, em Brasília, e E­letrobrás, no Rio de Janeiro, para a co­leta das demais assinaturas. A contração do empréstimo só será possível gra­ças à promessa de federalização da estatal goiana, firmada em 26 de agosto. A oposição alegou que o acerto de compra e a venda de 51% das ações para a Eletrobras prejudica o Estado e tem cunho eleitoral. Governistas refutam as críticas.

Paciente recebe prótese de impressora 3D 

Um paciente do Hospital Alberto Rassi — HGG recebeu na quinta-feira, 4, uma prótese mandibular que foi produzida por uma impressora 3D. A cirurgia foi realizada através do Programa de Tratamento de Deformidades Faciais (Proface), da instituição. Danúbio Nogueira Fernandes, de 73 anos, perdeu 1/3 da mandíbula devido a um tumor cancerígeno. Um dos responsáveis pela iniciativa, o cirurgião dentista Fernando Almas, explica que a prótese permite que o procedimento seja mais rápido, além de o material usado para sua confecção ter um custo mais em conta: “Esse material tem um custo bem mais baixo que os demais. É biocompatível e bioinerte, além de não desgastar áreas receptoras como a base do crânio ou a parte remanescente da mandíbula”.

Secretário LGBT deixa campanha de Marina Silva

Após recuo em questões gays no programa de governo da candidata à presidência da República, Marina Silva (PSB), o secretário nacional LGBT da sigla, Luciano Freitas, deixou a coordenação da campanha. A saída do dirigente é a terceira baixa na campanha. Um dos pontos cortados do programa é a criminalização da homofobia, com a aplicação das mesmas penas previstas na lei de racismo. Outro é sobre a união, o direito ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Ainda que em um país laico, o pastor Malafaia disse que a defesa do casamento gay é um termo “muito forte para uma sociedade cristã”. O líder evangélico, que ameaçou fazer críticas duras à candidata, se ela não se reposicionasse e escolhesse entre a fé cristã e a ideologia política, disse que Marina fez bem ao recuar. A situação repercutiu na internet, desde a circulação de diversos mêmes a debates sobre o assunto.

Um suicídio a cada quarenta segundos

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou na quinta-feira, 4, um levantamento global sobre o suicídio, fenômeno que tira a vida de uma pessoa a cada 40 segundos. Depois de 50 anos de história, a publicação tem informações de apenas 60 países, dos 194 da OMS. Consta no levantamento que o suicídio se tornou uma epidemia e que mata mais de 800 mil pessoas por ano. Além disso, 75% dos casos são registrados em países emergentes e de poucos recursos econômicos. O Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de casos. Foram mais de 11,8 mil apenas em 2012. Em números absolutos, A Índia está em 1º lugar, com 258 mil casos. Em seguida, a China, (120 mil suicídios) e os EUA (43 mil suicídios). semana.qxd

Se Marina Silva ganhar, tucanos e “aderentes” garantem maioria no Congresso

Aterrorizado com a possibilidade cada vez mais real de ser apeado do poder, o PT quer assustar o eleitor comparando a adversária a Jânio Quadros e Collor de Mello

Getúlio Vargas: do crepúsculo à entrada para a história

Na última parte da trilogia, o jornalista Lira Neto, amparado numa minuciosa pesquisa, reconstitui os últimos anos da vida de Getúlio Vargas procurando elucidar um dos períodos mais importantes da história política brasileira

Júnior Friboi deve travar batalha feroz contra Iris Rezende pelo controle do PMDB

Numa provável aliança com o prefeito de Aparecida de Go­iânia, Maguito Vilela, e com os deputados Leandro Vilela, San­dro Mabel, Daniel Vilela e Waguinho Siqueira, o empresário Júnior Friboi deve promover uma batalha feroz, em dezembro, pelo controle do Diretório Regional do PMDB. Ganhando ou perdendo, Iris Rezende quer manter o controle do partido, mas será contestado pelos aliados de Friboi. Leia Mais: “Iris Rezende vai perder mais uma eleição e vai deixar o PMDB destruído”, afirma Júnior Friboi Friboi está quieto, só observando, conversando com poucos políticos, só os absolutamente leais. Iris, por seu turno, tem mandado recados frequentes: ganhando ou perdendo, vai vetar a permanência do empresário no partido. Ele está decidido a expurgá-lo.