Dilma Rousseff e Marina Silva defendem que governo federal invista em segurança pública nos estados

A exemplo de Marconi Perillo, as candidatas à presidência também passaram a defender a participação do governo federal na área

Em pouco mais de um mês antes do pleito eleitoral, os índices de criminalidade e a segurança pública pautam os debates dos candidatos ao governo de Goiás. O governador e candidato à reeleição Marconi Perillo tem repetido que é necessário que o governo federal divida com os estados a responsabilidades pelos investimentos na área. Em recente debate na televisão com os presidenciáveis, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e a Marina Silva (PSB-REDE) também passaram a defender a participação do governo federal na viabilização de recursos para investimento em segurança pública.

Na ocasião, Dilma Rousseff propôs mudar a Constituição para que o governo federal possa, junto com os governos estaduais, atuar na garantia da segurança pública. “Uma segurança pública fragmentada só interessa ao crime organizado, que atua coordenadamente em todo o território nacional”, disse.

Marina Silva, que têm crescido nas pesquisas eleitorais, salienta, em seu programa eleitoral, que construirá um Pacto Federativo na área, que determine as competências da União, dos estados e dos municípios, e que atribuirá à Polícia Federal a responsabilidade pela proteção das fronteiras, ao lado das Forças Armadas.

Ambas as candidatas apontam as mesmas intervenções elencadas e defendidas pelo governador de Goiás, a partir da percepção de que somente “ações contundentes garantem a resolução dos problema da segurança pública”.

O tucano tem criticado recorrentemente o discurso de seus adversários políticos, que, segundo ele, passaram a apresentar intervenções simplórias para o setor.

Durante encontro com estudantes da Região Noroeste de Goiânia, no dia 29 do mês passado, Marconi Perillo afirmou que a oposição tem usado o assunto de forma demagógica. “Temos ouvido por aí promessas mirabolantes, como a de dobrar o efetivo da Polícia Militar logo nas primeiras semanas de mandato. Mas quem diz isso já foi governador de Goiás e não fez o que devia ter feito, uma vez que o armamento e as viaturas eram da pior qualidade possível e os profissionais eram desvalorizados”, disse ele, se referindo ao decano peemedebista Iris Rezende.

 

 

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