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A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, votou por volta das 8h45 de hoje (5) na Escola Estadual Santos Dumont, na Vila Assunção, zona sul de Porto Alegre. Ela estava acompanhada do candidato à reeleição ao governo estadual Tarso Genro, que vota no mesmo local, e do candidato ao Senado, Olívio Dutra. Ela cumprimentou os mesários e fez o V da vitória. Mais cedo, Dilma tomou café da manhã com aliados políticos em um hotel no centro da capital gaúcha. Ela disse que não considera a hipótese de ganhar no primeiro turno e sempre trabalhou com a possibilidade de disputar o segundo turno. Dilma preferiu não indicar quem prefere enfrentar no segundo turno, porque isso seria "desrespeitoso". Dilma embarca ainda nesta manhã para Brasília, onde acompanha a apuração dos votos.
Analisando apenas os votos válidos, Marconi seria eleito no primeiro turno com 51,13%, enquanto Iris estaria com 26,06%.
Integrantes de grupos de defesa à população LGBT (lésbicas, gays, bisessexuais e transgêneros) fizeram hoje (4) um ato pacífico em frente ao prédio onde reside o candidato à Presidência da República, Levi Fidelix (PRTB), que durante debate em uma emissora de televisão fez declarações consideradas homofóbicas. Para demonstrar insatisfação quanto às palavras do candidato, os participantes fizeram discursos e se beijaram durante a manifestação. Membro de um dos grupos organizadores, o advogado Luiz Arruda, 37 anos, destacou que Fidelix entrou na casa dos brasileiros por meio de uma concessão pública de televisão para dizer que os homossexuais deveriam ser perseguidos, separados da sociedade e que eram doentes. “Nós viemos falar um pouco para ele como é o nosso amor, que é uma coisa bonita e não tem nada de doente, de sujo”. Segundo Luiz, o tipo de discurso usado por Fidelix ainda não está equiparado com o discurso contra negros, judeus, religiosos, e como ainda não há uma forma legal para prender alguém que utiliza esse tipo de fala, torna-se necessário passar a mensagem do grupo. “Pelo menos até que o Congresso Nacional criminalize a homofobia, nos mesmos termos do racismo. Ele foi muito agressivo, fazendo um discurso muito parecido com o discurso nazista. Ele falou claramente que nós tínhamos que nos tratar longe da sociedade”, acrescentou. A vice-presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB/SP), Raquel Macedo Rocha, disse que a sociedade LGBT não compactuará mais com manifestações intolerantes que incitem a violência no país. “Esse tempo já foi, e é isso que o movimento quer mostrar. É um movimento pacífico para dizer 'nós existimos e não queremos nada mais do que o senhor [Levy Fidelix] acha que queremos'. Queremos liberdade e igualdade, somos cidadãos que pagam impostos e temos direitos e deveres”. Maria Júlia Giorgi faz parte do grupo Mães pela Igualdade, e contou que participou do ato porque tem um filho homossexual que foi agredido um dia depois do debate no qual Fidelix falou contra os gays. “Meu filho e o namorado foram passar férias em Natal e sofreram ataque homofóbico lá. Eles foram abordados por dois homens na praia e foram ameaçados de morte, estupro, assaltados e perseguidos. Sorte que a população ajudou e eles conseguiram entrar em um restaurante que forneceu um veículo para levá-los ao hotel”, disse ela. Segundo ela, não foi a primeira vez que seu filho sofreu um ataque desse tipo. Em outras duas situações ele sentiu medo devido à intolerância contra homossexuais. “Nós temos que proteger nossos filhos. Somos famílias bem constituídas e amorosas, apesar do que ele fala. Nossos filhos não estão sozinhos. Todos eles já têm alguma experiência por conta de agressão homofóbica. O discurso feito na televisão é um incentivo ao ódio, e um ódio que não sabemos de onde sai, porque esse estigma que ele [Fidelix] coloca, da promiscuidade, não existe. Gayssão seres humanos”, arrematou Maria Júlia. O candidato Levy Fidelix não foi encontrado para comentar sobre a manifestação.
Pesquisa Datafolha divulgada hoje (4) mostra a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), com 44% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves (PSDB), com 26% e Marina Silva (PSB), com 24%. A distribuição das porcentagens exclui os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declararam indecisos, seguindo o padrão usado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para divulgação do resultado oficial das eleições. O candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto para vencer em primeiro turno. Pelo último levantamento, divulgado ontem (2), a candidata do PT tinha 40% das intenções de votos, Marina Silva, 24% e Aécio Neves, 21%. Marina e Aécio estariam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Incluindo os votos brancos, nulos e de brasileiros que ainda estão indecisos, Dilma ficaria com 40%, Aécio, 24% e Marina 22%. Os votos brancos e nulos somam 4% dos entrevistados e 5% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e ainda indica 1% das intenções de voto para Pastor Everaldo (PSC), 1% para Luciana Genro (PSOL) e também 1% para Eduardo Jorge (PV). Zé Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não atingiram, individualmente, 1% das intenções de voto. Somados, eles têm 1%. Em uma simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista teria 49% das intenções de voto contra 39% dos votos totais para Marina. No segundo turno entre Dilma e Aécio, a candidata à reeleição aparece com 48% e Aécio com 42%. O Datafolha ouviu 18.116 eleitores nos dias 3 e 4 de outubro. A margem de erro é 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01037/2014.
[gallery link="none" type="slideshow" ids="17123,17124,17125"] Gabriel Medina, líder do WCT na temporada, caiu na etapa de Hossego, na França, nas quartas de final. O brasileiro, que garantiu essa parte da competição com melhores notas foi desclassificado, mas permanece na disputa pela título mundial de surf. Medina somou 5.200 pontos na França e continua no topo. O surfista Josh Kerr foi quem derrubou o brasileiro na competição. Logo na primeira onda, o australiano conseguiu uma nota que o colocou em vantagem sob Gabriel. O fato de Medina ter sido eliminado é uma boa notícia para Kelly Slater, 11 vezes campeão e principal concorrente do brasileiro. Ainda assim, a eliminação não atrapalha os planos de Gabriel, que continua na liderança do circuito com 51.350 pontos, quando Slater está com 44.850. Agora os surfistas deverão esperar as duas próximas etapas do WTC que serão em Portugal, entre os dias 12 e 23 de outubro, e depois no Havaí.
O ex-presidente do Haiti Jean-Claude Duvalier morreu na manhã de hoje (4), aos 63 anos, em Porto Príncipe, de acordo com informação da ministra da Saúde, Florence Guillaume Duperval. Ela explicou que Duvalier sofreu um ataque cardíaco. O ex-presidente do Haiti era filho do ditador François Duvalier, de quem herdou o poder e assumiu o país aos 19 anos. Ele ficou conhecido como “Baby Doc”, e presidiu o país caribenho entre 1971 e 1986. Afastado do poder por uma revolta popular, Duvalier regressou, de surpresa, em janeiro de 2011 ao Haiti, após 25 anos de exílio na França. Dias depois de seu regresso, foi acusado pela Justiça haitiana de vários crimes, incluindo corrupção, apropriação de dinheiro público, associação criminosa, detenções ilegais e atos de tortura contra seus opositores, mas nenhum julgamento foi efetivado. Jean-Claude Duvalier só compareceu à Justiça haitiana em fevereiro de 2013, quando se apresentou ao Tribunal de Recurso de Porto Príncipe. Em fevereiro deste ano, a Justiça do Haiti ordenou novo inquérito sobre crimes "imprescritíveis" contra a humanidade, atribuídos ao antigo chefe de Estado haitiano.
Entretanto, considerando a margem de erros de 2,2 pontos, Aécio e Marina estão em empate técnico
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Marconi Perillo e Eduardo Machado: o segundo, presidente do PHS, articula para o primeiro disputar a Presidência da República[/caption]
O tucanato nacional começa a perceber que é preciso alargar o olhar para terras distantes da política do café com leite — São Paulo e Minas Gerais — e por isso está observando com atenção a desenvoltura do governador de Goiás, Marconi Perillo. O tucano-chefe goiano, se reeleito, pretende abrir fronteiras e disputar a Presidência da República, possivelmente enfrentando Lula da Silva, do PT, em 2018. Isto, é claro, se Aécio Neves perder espaço no plano federal.
A cúpula nacional do PSDB avalia que Marconi tem discurso, gestão de qualidade para exibir para o País — tucanos de vários Estados estão de olho no Centro de Reabilitação e Readaptação e nos centros de recuperação de dependentes químicos (Credeqs), que, se funcionarem bem, deverão se tornar referência nacional, assim como o Crer já é — e agressividade necessários para disputar a Presidência.
O presidente do PHS nacional, o goiano Eduardo Machado, afirma que já conversou a respeito com Marconi. “Se reeleito, terá, em 2018, governado Goiás por quatro mandatos, um fato único na história do Estado. Por isso convém arriscar pôr um pé na política nacional. Marconi tem cacife. Em 2018, aos 55 anos, amadurecido mas ainda jovem, será o nome apropriado, por ser um gestor competente — respeitado pela presidente Dilma Rousseff, por exemplo —, para a disputa da Presidência. Uma coisa é certa: o jovem tucano não teme desafios.”
Eduardo Machado, que circula por todo o País como líder máximo do PHS, afirma que vai participar diretamente da articulação para projetar Marconi nacionalmente. “Estou empolgado e acredito que o projeto do tucano goiano é viável. Marconi é visto, em todo o País, como um político diferenciado, como o gestor que, mesmo com recursos escassos, é criativo e que consegue ‘tirar’ as ideias do papel e construir as obras.”
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Jayme Rincon , gestor competente e respeitado, pode enfrentar Adriana Accorsi, Sandro Mabel ou Agenor Mariano pela Prefeitura de Goiânia | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Definida a eleição para governador de Goiás, no primeiro ou no segundo turno, começam as articulações para a disputa das principais prefeituras. O governador Marconi Perillo pretende articular campanhas com candidatos consistentes em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia.
Em Goiânia, a base aliada tem vários nomes, como Jayme Rincon, Giuseppe Vecci e Cristina Lopes, do PSDB, e Thiago Peixoto, Francisco Júnior e Virmondes Cruvinel, do PSD. Porém, segundo o deputado federal Sandes Júnior, do PP, o governador praticamente bateu o martelo, pois quer preparar um candidato desde agora, para torná-lo conhecido. O nome preferido é o de Jayme Rincon, que será apresentado como o gestor-político que realiza — o presidente da Agetop comandou todas as duplicações das rodovias que saem de Goiânia, além de outras obras de grande porte — e que poderá, se eleito, colocar a capital nos trilhos.
Jayme Rincon tem paixão por Goiânia e descartou disputar mandato de deputado federal — seria eleito com facilidade, dado o apoio do tucano-chefe — com o objetivo de disputar a prefeitura. Sandes Júnior ou Virmondes Cruvinel são cotados para vice. Cristina Lopes também é citada, porém, por ser do mesmo partido do presidente da Agetop, tende a ser descartada, porque se quer ter mais tempo na televisão para expor os programas de governo.
Se eleito Jayme Rincon, Marconi dará total apoio ao tucano para que transforme Goiânia num canteiro de obras. O objetivo final é fortalecer a base governista para a disputa eleitoral do governo em 2018.
O prefeito Paulo Garcia, do PT, quer uma composição com o PMDB de Iris Rezende. Se puder, banca uma chapa com Iris para prefeito e Adriana Accorsi para vice. Porém, como setores do PT querem evitar uma aliança com Iris, porque percebem isto como uma subordinação a um político que avaliam como “superado”, Paulo Garcia provavelmente lançará Adriana Accorsi para prefeita — isto se for eleita deputada estadual. O prefeito poderá, no entanto, ter de engolir outro postulante do PT, Humberto Aidar, que, com o apoio do deputado federal Rubens Otoni e do ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide, planeja disputar a prefeitura, com o objetivo de marcar posição para a disputa do governo em 2018, quando Gomide deverá ser candidato mais uma vez.
Setores do PMDB relutam em aceitar uma aliança com o PT, devido ao desgaste político de Paulo Garcia, que avaliam como incontornável. O próprio Iris, pelo contrário, aceitaria uma aliança com Adriana Accorsi, desde que a petista aceitasse ser sua vice. O mais factível é que o PT saia com seu candidato e o PMDB com o seu, unindo apenas no segundo turno. O PMDB tem três nomes consistentes — Agenor Mariano, o vice-prefeito de Goiânia, o deputado federal Sandro Mabel e, claro, Iris.
Ícones do punk retornam a Goiânia, apresentando seu mais recente disco de inéditas
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Reginaldo Martins , popular, é um dos favoritos para dirigir a OAB-GO | Foto: Divulgação[/caption]
Se Henrique Tibúrcio deixar a presidência da OAB-Goiás para ocupar cargo de secretário de Estado num eventual quarto governo do tucano Marconi Perillo — teria sido sondado para a Segurança Pública, Casa Civil e Justiça —, será convocada eleição indireta para substitui-lo, entre janeiro e fevereiro. Só podem votar e ser escolhidos os integrantes do conselho (a eleição direta será realizada em novembro de 2015). Os quatro nomes mais cotados para substituir Tibúrcio são Enil de Souza Filho, Reginaldo Martins, Flávio Buanoduce Borges e Pedro Paulo Medeiros. Estes podem disputar as eleições indireta e direta. Martins é apontado por advogados como o “mais político e popular”. Mas os outros três são mencionados como “fortes” e “qualitativos”. Flávio é professor da Universidade Federal de Goiás. Pedro Paulo, embora jovem, é advogado experimentado. Enil é visto como “candidatíssimo” para o mandato-tampão, ou em novembro.
Há outros nomes que podem participar da disputa: Sebastião Macalé, Júlio Meirelles (secretário-geral), Márcia Queiroz Nascimento (diretora-adjunta). Os conselheiros federais Felicíssimo Sena e Miguel Cançado, embora possam disputar, devem ficar apenas como articuladores.
Do ex-deputado Barbosa Neto: “Aposto todas as minhas fichas que Goiás terá segundo turno. E aí muda tudo. Porque tanto Marconi Perillo, do PSDB, quanto Iris Rezende, do PMDB, terão dez minutos para expor suas propostas e críticas. Zera tudo e os dois candidatos ficam em igualdade de condições”.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, pretende bancar um candidato do PMDB à sua sucessão. Se for rifado por Iris Rezende em Goiânia, Sandro Mabel pode disputar a prefeitura do município-irmão. Porém, se o empresário sair do páreo, o peemedebista-chefe deve bancar a candidatura do vereador Ezízio Barbosa ou do secretário Euler Morais, seu braço direito. O vice-prefeito Ozair José, do PT, candidato a deputado estadual, espalhou, nos quatro cantos do município, que Maguito tinha feito um compromisso de apoiá-lo em 2016. Porém, Maguito não confirma o acordo. A questão é que nem mesmo o PT tem simpatia pela candidatura de seu filiado, um cristão-novo tido como pouco confiável. Olavo Noleto é o nome mais bem-visto.
O Jornal Opção ouviu políticos, cientistas políticos, marqueteiros e pesquisadores e a todos fez a mesma pergunta: “Qual é o grande legado da eleição para governador em 2014?” Pelo menos 80% dos entrevistados disseram, sem titubear, que, se confirmada a derrota de Iris Rezende, tanto faz se no primeiro ou no segundo turno, estará “decretada”, de uma vez por todas, a liquidação do irismo. O oxigênio do irismo é Iris Rezende. Com ele fora da política, expurgado pelos eleitores, sua mulher, Iris Araújo, tende, a curto prazo, a soçobrar. Os entrevistados frisaram que a extinção do irismo — admitem que algumas ‘viúvas” vão ficar lamentando a ausência do decano de quase 81 anos, mas que, como tudo na vida, todos finalmente o esquecerão — significa não apenas a abertura de espaço para a renovação no PMDB. Eles frisam que a renovação vai ocorrer na oposição em geral e, nas próximas eleições para o governo, o novo deverá disputar contra o novo — e isto entre situação e oposições. O ocaso de Iris, se confirmado nas urnas, vai oxigenar a política de Goiás.
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Osvaldo Zilli apoia Marconi[/caption]
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), o gigante da logística Osvaldo Zilli — dono de mais de 500 carretas —, não é filiado a nenhum partido político. Porém, apoia a reeleição do governador de Goiás, Marconi Perillo, porque o percebe como modernizador.
Em conversas reservadas, Zilli não diz que vai se filiar com o objetivo de disputar a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Mas a cúpula do PSDB planeja filiá-lo para que dispute mandato de prefeito, ou então seja vice do deputado João Campos, do PSDB.
Se Zilli não aceitar, o PSDB deve bancar Campos, a vereadora Cybelle Tristão ou o coronel Sílvio, da Polícia Militar.

