O Jornal Opção ouviu políticos, cientistas políticos, marqueteiros e pesquisadores e a todos fez a mesma pergunta: “Qual é o grande legado da eleição para governador em 2014?” Pelo menos 80% dos entrevistados disseram, sem titubear, que, se confirmada a derrota de Iris Rezende, tanto faz se no primeiro ou no segundo turno, estará “decretada”, de uma vez por todas, a liquidação do irismo.

O oxigênio do irismo é Iris Rezende. Com ele fora da política, expurgado pelos eleitores, sua mulher, Iris Araújo, tende, a curto prazo, a soçobrar.

Os entrevistados frisaram que a extinção do irismo — admitem que algumas ‘viúvas” vão ficar lamentando a ausência do decano de quase 81 anos, mas que, como tudo na vida, todos finalmente o esquecerão — significa não apenas a abertura de espaço para a renovação no PMDB. Eles frisam que a renovação vai ocorrer na oposição em geral e, nas próximas eleições para o governo, o novo deverá disputar contra o novo — e isto entre situação e oposições.

O ocaso de Iris, se confirmado nas urnas, vai oxigenar a política de Goiás.