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O empresário Júnior Friboi, que tende a ser expulso do PMDB, pode ser convocado para o cargo de secretário da Indústria de um possível quarto governo de Marconi Perillo. Na verdade, Friboi não está se oferecendo para cargos. Porém, se for convocado, provavelmente aceitará assumir o comando da SIC. Friboi planeja disputar o governo de Goiás em 2018.
Está sob análise na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa o projeto do governo que cria o Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis), para regularização de créditos inscritos na dívida ativa, referentes ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e ICMS de serviços de transporte intermunicipal e interestadual. O enquadramento no Refis vale para solicitações requeridas até o dia 14 de novembro de 2014, para redução da multa moratória em pagamentos à vista e também parcelados.
Projeto do Executivo que dispõe sobre medidas de segurança e apoio pessoal a ex-governadores do Estado também tramita no Legislativo. A proposta é de que sejam disponibilizados dois oficiais, um ajudante de ordem e um motorista para guarda pessoal dos ex-governadores.
O ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) vai ganhar pelo menos um título: ficará na história de Goiás como o único político que perdeu três eleições para governador... e para um só político, o governador Marconi Perillo (PSDB). Fica-se com a impressão que, de certa forma, Iris Rezende sente algum prazer com as derrotas. Seria uma espécie de masoquismo inconsciente. Marconi começou a aposentá-lo há 16 anos, em 1998, e este ano acabou de aposentá-lo.
Até parentes de Iris Rezende dizem que o peemedebista-chefe precisa deixar a política e abrir espaço para uma geração. Eles apostam que, se disputar a Prefeitura de Goiás, em 2016, Iris Rezende pode amargar outra derrota.
O deputado reeleito Wanderlei Barbosa (SD) assumiu a liderança do governo na Assembleia Legislativa, com a missão, segundo ele, de fazer a ligação entre o Legislativo e o Executivo. Reconhece que é uma missão espinhosa nesse resto de mandato do governador Sandoval Cardoso (SD), mas ressalta que não vai defender o governo simplesmente por defender. “Não vou abandonar o barco nesse estágio dos acontecimentos, pois sou um parlamentar coerente”, disse referindo-se ao apoio que recebeu do governador durante a campanha eleitoral.
Peemedebistas mais preparados intelectualmente acreditam que o PMDB só voltará ao poder em Goiás quando Iris Rezende aposentar-se politicamente em definitivo. Eles afirmam que, como não permite a renovação do partido, Iris Rezende impede suas vitórias. Sem Iris no páreo, nem mesmo como consultor, o PMDB poderá, finalmente, adotar um discurso crível de renovação e mudança.
O deputado federal Sandro Mabel, dono de uma fortuna estimada em mais de 1 bilhão de reais, acredita que, como pagou o marketing da campanha do candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, será apoiado por ele para presidente do PMDB e, sobretudo, para prefeito de Goiânia em 2016. Mabel disse a aliados que, ao financiar o marketing da campanha de Iris, ganhou a garantia de que será o candidato do partido a prefeito de Goiânia. Porém, até seus aliados duvidam que Iris Rezende vai cumprir a promessa. Acredita-se que o decano, que fará 83 anos em 2016, será o candidato a prefeito da capital e que Mabel ficará chupando o dedo.
Na bolsa de cotação para a formação do secretariado do governador eleito Marcelo Miranda (PMDB), alguns nomes começam a ser ventilados. Especula-se, por exemplo, que os ex-secretários Aleandro Lacerda e Herbert Buti podem ser aproveitados na nova equipe. No governo anterior do peemedebista, Lacerda comandou a Habitação e Buti, a Segurança Pública. Na bolsa de apostas, aparecem também Paulo Sidnei, Télio Leão, o deputado estadual Freire Júnior, que ficará sem mandato e o coronel Bonfim. O ex-secretário de Desenvolvimento Social do governo Siqueira Campos, Agimiro Costa, que apoiou Marcelo Miranda, pode ser aproveitado na equipe, segundo se comenta. A senadora reeleita Kátia Abreu poderá ter na sua cota de indicações o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Tocantins (Faet), Paulo Carneiro.
“O Último Concerto”, dirigido pelo cineasta Yaron Zilberman, é um pequeno grande filme que discute valores (e arte, e amor, e a vida) de forma delicada e sem ser piegas embalado por música emocionante
Num primeiro momento, o governador Marcelo Miranda deve escolher como líder do governo na Assembleia Legislativa o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão, do PT. Isso porque o Executivo vai precisar de um parlamentar bem preparado para enfrentar os embates políticos na Casa. A presidência do Legislativo deve ficar para um segundo momento.
Um irista disse ao Jornal Opção que hoje há três PMDBs. O de Iris Rezende é, por enquanto, hegemônico. O segundo é o do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, dos deputados Leandro Vilela (federal) e Daniel Vilela (federal eleito) e do prefeito de Jataí, Humberto Machado. O terceiro grupo é o de Júnior do Friboi, Frederico Jayme, Francisco Bento e Robledo Rezende. Para combater o grupo de Iris Rezende, os grupos de Maguito e Friboi podem ser unir. A tendência é que o grupo de Maguito assuma o comando do partido.
Eleito deputado federal com uma votação extraordinária, Daniel Vilela é, hoje, a principal estrela do PMDB. Uma estrela em ascensão. Hábil nas negociações, considerado o político mais bonito de Goiás, bom de voto, apoiando por um grupo forte, Daniel Vilela (ou Leandro Vilela) deve ser eleito presidente do PMDB em dezembro e é cotado para disputar o governo em 2018. Enganam-se aqueles que acreditam que Daniel é apenas “o filho de Maguito Vilela” e um “rosto bonito”. O garoto está cada vez mais preparado, é ponderado e agregador. Sobretudo, tem comportamento de líder.
O decano Iris Rezende não quer repassar o controle do PMDB para o grupo de Maguito Vilela e Junior Friboi. O peemedebista-chefe chegou a confidenciar a aliados que pensa em convidar Ronaldo Caiado a filiar-se ao PMDB e, em dezembro, ele assumiria o comando do partido. Não se sabe se Iris Rezende falou isto a sério. Se foi, deve levar em consideração que, recém-eleito senador, Ronaldo Caiado dificilmente deixará o DEM. Se tentar, o partido poderá tomar-lhe o mandato.
É cedo para definir teses, portanto é preciso tratar o debate como especulativo e rico mais em hipóteses. Porém, entre analistas refinados predomina a ideia de que a eleição de 2018 será, finalmente, a eleição da renovação. O senador eleito Ronaldo Caiado (DEM) pretende ser candidato a governador, mas apenas se conseguir montar uma grande aliança, que inclua o PMDB. Ao aliar-se a Iris Rezende em 2014, mesmo sabendo que o decano peemedebista não tinha qualquer chance de ser eleito, Caiado já estava pensando no futuro. Porém, apesar do desejo de Caiado de unir-se ao PMDB, o fato é que o partido não vai abdicar de lançar candidato em 2018. Será, possivelmente, Daniel Vilela. Enquanto ele terá pouco mais de 30 anos, Caiado estará, naquele ano, com quase 70 anos. Claro que o “novo” não tem a ver apenas com idade, mas o eleitor costuma levar a idade em consideração. Caiado, portanto, tem de ficar de olho nisto.

