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“Se a escola não produz sentido a um contexto, o aluno tem dificuldade de aprender e o professor de ensinar”

Secretário de Educação recém-empossado comenta os resultados ruins do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e afirma que é preciso modificar a forma como o conteúdo é administrado em sala de aula

Prefeitura de Gurupi celebra convênio para ampliação do sistema de esgoto

[caption id="attachment_26401" align="alignleft" width="620"]Prefeito Laurez Moreira durante assinatura do contrato de parceria com a empresa Saneatins - Odebrecht Ambiental e com a Caixa Econômica Federal | Foto: Jeferson Ferrari Prefeito Laurez Moreira durante assinatura do contrato de parceria com a empresa Saneatins - Odebrecht Ambiental e com a Caixa Econômica Federal | Foto: Jeferson Ferrari[/caption] O prefeito de Gurupi e presidente regional do PSB, Laurez Moreira, assinou contrato com a empresa Saneatins - Odebrecht Ambiental e com a Caixa Eco­nômica Federal (CEF) para a ampliação do sistema de esgoto sanitário e abastecimento da cidade. O projeto terá investimento de cerca de R$ 60 milhões e abrangerá diversos bairros de Gurupi cobrindo uma área de 80% da cidade. Segundo o Superintendente Regional da CEF, Vandeir da Silva, a obra representa prevenção de doenças no município. “Estamos honrados em fazer parte desse momento e, além disso, a obra deve gerar emprego e renda para o município, o que é muito importante”, sustentou o superintendente. O prefeito Laurez Moreira destacou que a obra também vai ser fundamental para o setor imobiliário e, com isso, o município atrairá novos investimentos. “Gurupi se transformará em uma cidade modelo, sem falar no ganho para a saúde. O poder público está avançando e a cada dia estamos firmando novas parcerias para trazer qualidade de vida para a nossa população”.

João Emídio quer desbancar Cintra na ATM

Duas chapas disputam a diretoria da Associação Tocantinense de Municípios (ATM). Uma liderada pelos prefeitos Leonardo Cintra (Almas), que postula a reeleição, e Assilon Soares (Arapoema), e outra liderada pelos prefeitos João Emídio de Miranda (Brasilândia) e Joaquim Azevedo (Taipas). A eleição ocorrerá no próximo dia 29, das 9 às 17 horas, no auditório da entidade.

Lembranças

Marcos Nunes Carreiro [caption id="attachment_26393" align="alignright" width="250"]ilu Ilustração: Kaito Campos[/caption] Em meio à competição de vozes, ela falava baixo, ali mesmo, sentada em um banquinho a poucos centímetros da moça, cujo único objetivo era coletar histórias de quem estivesse disposto a gastar um tempo em troca de um postal artesanal. Essa moça chegava cedo, montava sua banquinha e esperava o primeiro “contista” chegar. Naquele domingo, como se todos da cidade já tivessem passado por ali, ninguém havia parado para compartilhar uma boa história. Foi quando ela apareceu. Parou em frente à banca, levando nas mãos algumas sacolas com frutas. Observou a moça e, mesmo que os óculos já não acompanhassem mais sua visão, pôde notar a pequena aquarela em forma de datilógrafo que a moça levava tatuada sob o braço direito. Levantou os olhos e leu: “Compra-se histórias da cidade”. Sorriu e sentou-se defronte à moça, que, distraída, mal teve tempo de agarrar papel e lápis: — Sou nova aqui, sabe? Cheguei fugida da tristeza de minha cidade natal. Mas, desde que cheguei, observo a magia do lugar. Outro dia, por exemplo, parei em um banco da praça, que existe logo ali, e fiquei olhando as pessoas. Foi quando vi a mim mesma caminhando ao lado de um velho conhecido. Imagine a perplexidade! Como o “meu outro eu” não me viu, disparei atrás dela. Não andei mais que dois quarteirões, até que o casal entrou por um portão azul. A certa distância, lá fiquei. O que estava acontecendo? Passaram-se horas, até que, para piorar a situação, vi alguém de quem já havia me esquecido. Vestido de motorista, lá estava ele: meu pai. Saiu pelo portão ao lado do “meu outro eu”. Sorridentes. Precisei me sentar. Como não me viram, depois de alguns minutos, fui embora. Não pude falar com eles. No caminho de volta, peguei o celular e liguei para minha mãe, mas me esqueci que, desde aquele acidente de carro, ela já não atende ao telefone. Cheguei em casa, joguei as chaves perto do porta-retratos que tenho sobre o criado mudo do quarto, aquele que leva a foto da gente sorrindo, e fui para o banheiro. Deixei a água do chuveiro levar as minhas lembranças familiares. Abri os olhos a tempo de ver a última descendo pelo ralo e cheguei a uma conclusão: esta cidade é mágica. Parando o lápis no papel, a moça levantou os olhos para observar a outra. Não iria falar nada. Não podia. Esperou ver no olhar à sua frente a aflição comedida de quem já se acostumou à ideia de ter perdido a família em um acidente de carro e, devido à tristeza, ter-se mudado de cidade. Porém, encontrou aqueles olhos transparecendo um acalentado sorriso aquecido. Abriu a boca para falar, mas ela já se levantava para continuar seu caminho. — Espera. Não vai pegar um postal? — Não. Dê a quem mereça mais do que eu. — Espera. Levantou-se, foi ao seu encontro e sussurrou: A história é verdadeira? O mesmo sorriso acalentado nos olhos. Partiu.

Grande empresa se instala no Distrito Agroindustrial de Araguaína

Um dos maiores grupos comercializadores de grãos do Tocantins instalará ponto logístico no Distrito Agroin­dus­trial de Araguaína (Daiara). O anúncio foi feito pelo prefeito do município, Ronaldo Dimas (PR), após reunião com o diretor-presidente da empresa Agronorte, Gilmar Gon­çalves de Carvalho, na semana que passou. O grupo ocupará uma área de seis mil metros quadrados no distrito e gerará 20 empregos diretos à cidade. “Estamos revitalizando o Daiara para que novos investidores se instalem em Araguaí­na, gerando mais emprego e renda”, pontuou o prefeito Ronaldo Dimas. De acordo com o diretor-presidente, Gilmar Gonçalves, em seis meses o ponto de apoio logístico para 15 caminhões da empresa estará em funcionamento no distrito. Araguaína é uma cidade estratégica pela localização e logística. Com o apoio da Prefeitura, nossa meta é montar a segunda fábrica de ração aqui”, afirmou Carvalho. Atualmente, a empresa emprega em todo o Estado 126 pessoas e possui uma frota de 40 veículos transportadores de grãos. A Agronorte atende vários Estados na comercialização de cereais e leguminosas beneficiados, farinhas, amidos e féculas, e possui uma fábrica de ração. O distrito recebeu quatro grandes empresas e teve um aumento na atividade econômica de 90%. A revitalização das ruas e de toda a infraestrutura está com projeto em conclusão. Em dois anos, foram gerados 1.146 empregos diretos no Daiara.

Safra de grãos cresce acima da média nacional

Dados da Companhia Nacional Abastecimento (Conab) apontam que a produção de grãos no Tocantins da safra 2014/2015 apresentará mais de 9% de crescimento. De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Tocantins, Genebaldo Queiroz, os dados superam a média nacional, que gira em torno de 3 a 4% de crescimento, e o destaque é para a soja. Para Genebaldo, o crescimento da safra mostra a confiança dos produtores em investir no estado. O Governo do Estado trabalha para fomentar a cadeia produtiva no Tocantins. A expectativa para safra 2014/2015 é produzir mais de 3.600 toneladas de grãos. Só a soja representa mais de 2.300 toneladas da produção.

Cássia Eller, aquela da malandragem: musical em Brasília vai até dia 26

[caption id="attachment_26474" align="aligncenter" width="620"] Divulgação[/caption] As músicas da inesquecível Cássia Eller têm encantado muitos, mesmo passada mais de uma década de sua morte precoce. O país sabe disso e o Centro Cultural Banco do Brasil também, afinal, conseguiu atrair para o espaço “Cássia Eller, O Musical”. Sucesso de público em Belo Horizonte e São Paulo, o espetáculo segue até o dia 26 de janeiro, em Brasília. Ainda dá tempo de ir à capital federal conferir as mais de duas horas de narrativa a respeito de uma das maiores cantoras brasileiras. O musical tem direção assinada por João Fonseca — já considerado o mais produtivo encenador do Rio de Janeiro — e Vinícius Arneiro. Tacy de Campos e Jana Figarella dão voz à “Cássia Eller”, que é exibida nas segundas, quintas, sextas e sábados às 20 horas; no domingo a cantora é revivida às 19 horas. O script conta com os sucessos “Lanterna dos Afogados”, “Malandragem” e “O Segundo Sol”, mas também tem outras interpretações, tipo “Come Together”, dos Beatles. Corre lá!

Tem arte no Centro: cursos de dança, música e teatro

[caption id="attachment_26477" align="alignleft" width="300"]Divulgação Divulgação[/caption] É inegável o quanto de arte pulsa nas ruas do centro de Goiânia. E não é só da arquitetura, dos monumentos e da ancestralidade cultural que vibra por ali. Muitas escolas de arte ficam nos setores primeiros da cidade. Ali, o Sesc tem apostado em integrar e interagir as diversas expressões. Pode ser balé, dança de salão, jazz, sapateado, street dance, canto coral, guitarra, violão, teclado, teatro; pode ser a expressividade que você quiser. Mas corre, pois as vagas para os cursos estão se esgotando. As matrículas são feitas ali mesmo, na unidade do Centro. Basta apenas levar a carteirinha do serviço, atestado médico para os que se interessarem pelas danças e o valor de R$ 75 referente ao semestre. E não se afobe que logo as aulas começam; dia 2 de fevereiro.

Para aprender

O Teatro Madre Esperança Garrido — aquele em frente ao Parque Mutirama — vira palco para oficina de teatro ministrada por Eduardo Sousa nas noites entre os dias 21 e 23 de janeiro. A galera interessada em televisão, teatro e cinema só tem a ganhar com as técnicas de Sousa em interpretação, figuração e para se dar bem ao falar em público. Além disso, o diretor tem como característica explorar a preparação corporal, criação de cenas e improvisação.

Lançamentos

Livro

LivroAntoine de Saint-Exupéry não escreveu apenas “O Pequeno Príncipe”. Neste livro, ele retrata os primeiros aviadores; aqueles que desbravaram as trilhas do correio aéreo. CORREIO SUL Autor: Antoine de Saint-Exupéry Preço: R$ 26,90 Nova Fronteira

Música

CDNão é só “All About The Bass”. O som de Meghan Trainor se ale­gra no pop, se valoriza no jazz e nas letras. “Title” é o ál­bum de estreia da ame­ricana que tem con­quistado a muitos. TITLE Intérprete: Meghan Trainor  Preço: R$ 24,90 Sony/BMG

Filme

DVDEstreou o novo filme dirigido por Angelina Jolie. Um drama sobre um atleta olímpico que se envolve na Segunda Guerra Mundial. O longa concorre o Oscar de melhor fotografia. INVENCÍVEL (UNBROKEN) Direção: Angelina Jolie Nos cinemas Universal Pictures

O que há de semelhante e de diferente no afundamento dos navios Lusitânia e Athenia

[gallery columns="2" size="medium" ids="26355,26356"] O RMS Lusitânia foi um famoso navio de passageiros inglês, lançado ao mar em 1907. Era, juntamente com seu irmão o RMS Mauretânia, equivalente, na época, em tamanho e luxo, ao Titanic, que surgiria cinco anos depois. O Lusitânia era um enorme navio: deslocava 44 mil toneladas (o Titanic deslocaria 46 mil), e, com o Mauretânia, fora construído para superar os navios alemães de passageiros, seus maiores concorrentes de então. O Lusitânia teve vida curta: foi afundado, em 7 de maio de 1915, por um submarino alemão, o U-20, próximo a Liverpool, na costa inglesa. O navio havia saído de Nova York para a Inglaterra no dia 1º de maio, em meio a rumores de que poderia ser afundado pelos alemães. Havia, aliás, mais que rumores, e os fatos, até hoje, não estão bem esclarecidos. A Primeira Guerra Mundial havia estourado em agosto de 1914, isto é, poucos meses antes de Lusitânia partir de Nova York para Liverpool, com seus 2 mil passageiros, muitos deles norte-americanos. Como os EUA mantinham-se neutros na guerra, embora a neutralidade fosse forçada — os americanos não escondiam sua torcida pelos ingleses contra os alemães e sinalizavam que poderiam entrar no conflito — duvidava-se que os alemães pudessem torpedear um navio de passageiros, matar americanos e dar aos EUA o pretexto para rompimento da neutralidade. Mas o governo do Kaiser já tinha informações de que navios de passageiros ingleses transportavam material de guerra dissimulado dos EUA para a Inglaterra e ameaçavam afundar esses navios. Um aviso fora mesmo lançado nos jornais americanos pelo governo alemão para que passageiros evitassem o trajeto que faria o Lusitânia, pois ele cruzava a zona dos combates no mar, e poderia ser afundado. Atingido por dois torpedos, o Lusitânia teve morte fulminante: Em 18 minutos foi a pique, antes que os seus 22 botes salva-vidas pudessem ser baixados. Apenas um terço deles pôde ser utilizado, e cerca de 1.200 passageiros morreram, entre eles mais de uma centena de americanos. Dizem as intrigas, e mais que elas reportagens, documentos e constatações que o Lusitânia levava material de guerra; que o presidente americano Woodrow Wilson sabia do perigo que o navio corria, mas julgava um afundamento como o do Lusitânia decisivo para a opinião pública forçar a entrada dos EUA na guerra, e por isso não procurou suspender a viagem ou proteger o navio; que o almirantado britânico sabia da presença do U-20 na rota do navio, que deliberadamente evitou protegê-lo pelo cruzador Juno, que também se encontrava na área e deixou de enviar contratorpedeiros para escoltá-lo; e que o almirantado britânico, como o presidente Wilson, julgava que um afundamento que matasse americanos acabaria forçando a entrada dos EUA na guerra. Poucas luzes se fizeram sobre o mistério, mas sabe-se fora de dúvida que o Lusitânia transportava milhões de cartuchos para fuzis e metralhadoras de fábrica americana Remington para os ingleses. A descoberta se deu quando o empresário americano Greeg Bemis, na década de 1990, explorando os destroços do Lusitânia, que havia adquirido, encontrou a carga. E sem dúvida, com a retumbante notícia do ataque e afundamento na imprensa americana, a opinião pública se manifestou pela entrada dos EUA na guerra, o que acabou acontecendo menos de dois anos depois. Segunda Guerra O Athenia, que naquele dia 3 de setembro de 1939 navegava próximo à costa da Irlanda, não era um navio do porte do Lusitânia, nem em luxo nem em tamanho. Fazia ainda o percurso inverso deste, quando fora afundado duas dúzias de anos antes. Mas algumas semelhanças haviam de juntar suas duas histórias de naufrágio. O Athenia, que deslocava 13.500 toneladas, 30% apenas do que deslocava seu colega de infortúnio, levava cerca da metade dos passageiros do Lusitânia, 1.100 embarcados, a maioria dos quais constituída de americanos e canadenses, que haviam veraneado na Europa e voltavam para casa. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) havia estourado não a poucos meses, mas a poucas horas. Doze horas desde a declaração britânica de guerra à Ale­manha, para maior precisão. Foi quando um submarino alemão, o U-30, disparou quatro torpedos contra o barco, acertando um deles. Foi o bastante para afundá-lo, embora não tão rápido como havia ocorrido com o Lusitânia no início da Primeira Guerra. Se o Lusitânia mergulhou em 18 minutos apenas, e o socorro aos náufragos foi descoordenado e demorado, o Athenia demoraria 12 horas para ir a pique, o que permitiu o salvamento da maioria dos passageiros e tripulantes, por um socorro pronto e bastante organizado. Mesmo assim, 112 pessoas morreram no ataque, o que deixou americanos e canadenses chocados. Afinal, tratava-se de um navio de passageiros, desarmado. Nenhum aviso prévio havia sido enviado e existia, na marinha alemã, pelo menos até então, a proibição de ataque a navios de linha. O comandante do submarino, o capitão Lemp, não demorou a descobrir que cometera um erro, no seu afã de mostrar serviço na guerra que começava, quando pensava ter no seu periscópio um navio de carga e não de passageiros. Fez os devidos registros no seu livro de bordo, regressou à base e apresentou-se ao almirante Karl Doenitz, chefe da marinha alemã, para penitenciar-se. Mas o chanceler alemão Bismarck tinha um aforismo famoso, “nunca se mente tanto quanto antes das eleições, durante as guerras e depois das caçadas”, e a segunda parte do aforismo seria comprovada naquele episódio do início da guerra (tanto quanto nós brasileiros comprovamos a primeira parte nas últimas eleições). Informado o governo nazista do acontecido, o ministro da Propa­gan­da, Joseph Goebbels, proibiu Do­enitz de se desculpar pelo ocorrido, informou à imprensa que o afundamento do navio era uma conspiração de Winston Churchill para trazer os EUA à guerra, e que o acontecido era resultado de uma bomba-relógio colocada no porão do Athenia pelo almirantado britânico. E que jamais um submarino alemão havia estado por perto do Athenia. O capitão Lemp teve que trocar as páginas de seu diário de bordo, e Doenitz teve que manter o caso secreto. Lemp, infelizmente, morreu durante a guerra, e não pôde prestar depoimento ao fim dela, esclarecendo o afundamento. Que, de qualquer forma, o incidente não teve, na opinião pública americana, a retumbância que teve o afundamento do Lusitânia, na Primeira Guerra. Os EUA entrariam mais tarde na luta, por outros motivos.  

Militares saíram ricos do governo? E os petistas?

Pergunta maldosa (e de difícil resposta): o que é mais improvável encontrar: um militar que tenha saído rico do governo ou um petista que tenha saído pobre?

Desarmamento

Pensata: defender o desarmamento é afirmar que todas as febres do mundo serão curadas se destruirmos os termômetros.

Habilidade driblou o conflito

Oposição, especialmente os pensadores da bancada do PMDB, tentou criar 3º turno na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa. Helio de Sousa desarmou a jogada

Base aliada e Caiado aplaudem e ainda pedem bis

PT e PMDB expõem suas vísceras em praça pública e há quem está gostando muito de ver

Falha do piloto teria causado acidente que matou Campos

[caption id="attachment_26339" align="alignnone" width="620"]Local em São Paulo onde caiu a aeronave em que estava o político Eduardo Campos e mais seis pessoas | Foto: Nara Assunção/ Jornal Boqnews Local em São Paulo onde caiu a aeronave em que estava o político Eduardo Campos e mais seis pessoas | Foto: Nara Assunção/ Jornal Boqnews[/caption] Investigações da Aeronáutica concluíram que o acidente que matou o ex-governador do Pernambuco e então presidenciável Eduardo Campos (PSB), em agosto do ano passado, durante campanha eleitoral, foi causado por falhas do piloto Marcos Martins. As informações, divulgadas na sexta-feira, 16, são do jornal “O Estado de S. Paulo”. Conforme descrito, Martins teve que abortar o pouso e arremeter bruscamente. Nesse momento, operou os aparelhos de forma errada, indo de encontro ao que é recomendado pelo fabricante, tendo sofrido o que se chama de “desorientação espacial” — quando o piloto perde a noção da posição do avião em relação ao solo. Durante os cinco meses de investigações, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos não encontrou indício de falha técnica, mas uma sucessão de erros por parte de Marco Martins, que não estava treinado para pilotar aquele tipo de aeronave — Cessna 560 XL –, não tendo passado, por exemplo, pelo simulador. Essas circunstâncias foram agravadas pelo tempo fechado, com muita chuva.

2014 foi o ano mais quente na história moderna

O ano de 2014 foi o mais quente do planeta desde o início dos registros em 1880, anunciou na sexta-feira, 16, a Agência Oceânica e Atmosférica (NOAA, da sigla em inglês), dos Estados Unidos. Dezembro também marcou uma temperatura média na superfície da Terra e dos oceanos sem precedentes nos últimos 134 anos para este período do ano, acrescentou a NOAA. Para o ano, a temperatura média se situa entre 0,69 °C acima do média do século 20, superando as marcas prévias de 2005 e 2010, de 0,04 °C. O relatório da agência disse que o recorde de aquecimento se propagou pelo mundo. A agência disse ainda que as medições realizadas pela Nasa de forma independente chegam às mesmas conclusões. A confirmação de que 2014 foi o mais quente desde 1891 também foi feita pela Agência Meteorológica Japonesa e pela Agência Meteorológica do Reino Unido.

Homem que mantinha refém na França é preso

A França viveu mais um episódio de violência na sexta-feira, 16, quando um sequestrador manteve dois reféns em uma agência de correios, em Colombes, cidade próxima a Paris. Com a ação da polícia, ele entregou-se e foi preso. Conforme informações preliminares, o sequestrador não tem ligação com os terroristas responsáveis pelos últimos atentados na França, e sua motivação seria uma desilusão amorosa. Ninguém ficou ferido. Assim que tomou a agência, o próprio homem ligou para a polícia e disse que estava com uma Kalashnikov e granadas. Ele, que não teve a identidade divulgada, já havia sido fichado pela polícia.

Indonésia nega apelo de Dilma por brasileiros

Está previsto para este domingo, 18, a morte por fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira na Indonésia. O brasileiro está no corredor da morte desde 2004, quando foi condenado por tráfico de drogas. Além de Marco, o também brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte está na lista de execução do país. O governo da Indonésia rejeitou o apelo feito pela presidente Dilma Rousseff (PT), na sexta-feira, 16, para que os brasileiros não fossem executados. A presidente falou, por telefone, com o presidente da Indonésia, Joko Widodo. A conversa entre os dois foi a mais recente tentativa do governo brasileiro de evitar a execução de Archer, prevista para este domingo. Em nota, a presidente disse “lamentar profundamente a decisão do presidente Widodo de levar adiante a execução do brasileiro Marcos Archer”. Em resposta ao apelo de Dilma, Widodo disse que “não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”.

Mané de Oliveira critica posse de Sampaio em time

O deputado estadual eleito Mané de Oliveira (PSDB) expressou, novamente, sua indignação com a aclamação do ex-cartorário Maurício Sampaio à presidência do Atlético Clube Goianiense, durante evento realizado na quarta-feira, 14, na Associação dos Procuradores do Estado de Goiás (Apeg). Pai do cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira, assassinado em julho de 2012, o tucano afirmou ao Jornal Opção Online que a posse de Sampaio é uma afronta à imprensa goiana e à sociedade. O novo presidente é acusado de ser o mandante do crime. “Como algum acusado de assassinato toma posse em um cargo desse?”, questionou. O deputado reiterou algo que prometeu durante o período da campanha eleitoral: “Na Assembleia Legislativa, vou lutar contra a impunidade lembrando do Valério. Vou ajudar outras pessoas que são injustiçadas. Antes, eu não era ninguém. Agora, se precisar falar com algum político, um ministro, eu sou o deputado Mané de Oliveira”.

Chade vai lutar contra terroristas do Boko Haram

O exército do Chade se dirigia na sexta-feira, 16, ao vizinho Camarões para lutar contra os islamitas armados do Boko Haram, acusados pelos ocidentais de crimes contra a humanidade após uma série de sangrentos ataques na Nigéria. No início de janeiro, os islamitas do Boko Haram tomaram esta localidade nigeriana, ao término de uma sangrenta ofensiva. Segundo a Anistia Internacional, o grupo armado desde o início de sua insurreição, em 2009, deixou desde então mais de 13.000 mortos e 1,5 milhão de deslocados. Segundo vários testemunhos, o Boko Haram sequestrou centenas de mulheres e grande parte delas seguem como reféns.

“O dia a dia dos advogados é absolutamente prejudicado pela leniência do Judiciário”

Talmon Pinheiro Lima [caption id="attachment_26326" align="alignleft" width="250"]Foto: Pedro Afonso Foto: Pedro Afonso[/caption] O editorial (“Brasil está dizendo adeus à impunidade sem limite”, Jornal Opção 2061) é muito abrangente e para comentá-lo ou rebatê-lo precisaria escrever também um editorial. Entretanto, quero fixar-me em dois pontos: a) Os juízes, a exemplo dos políticos, são vistos como genis pela sociedade com toda a razão. A culpa da inércia do Judiciário é toda deles. Eles simplesmente trabalham muito pouco. Em 2014, eles trabalharam 166 dias e folgaram 199 dias, e quando trabalham é em expediente diário de no máximo cinco horas. O acúmulo de processos torna-se inevitável, a considerar a litigiosidade da nossa população. Ainda, juízes, ao contrário dos advogados, não cumprem os prazos processuais previstos em lei para pronunciarem nos processos. Exemplificando: eles têm dez dias para prolatar uma sentença. Esses dias, transformam-se em meses, anos a fio, por culpa ex­clusiva deles. Inexplicavelmente, não são punidos por isso. Por outro lado, existe uma cultura geral dentre eles de transferir a responsabilidade aos Legisladores pela não ou má-aplicação da lei. Quando querem, aplicam a lei conforme os desejos da sociedade (o famoso ativismo judicial), conforme vimos no julgamento do mensalão; b) Os advogados, ao lado dos usuários da Justiça, e ao contrário do dito no Editorial, são as maiores vítimas dessa lerdeza judiciária. A imprensa e parte da sociedade têm uma visão distorcida do trabalho do advogado, porque sempre utiliza como parâmetro advogados que trabalham em casos de grande repercussão, quase sempre criminais. Estes são vistos como habilidosos, chicaneiros e caríssimos. Essa situação, entretanto, não reflete nem 1% do trabalho dos advogados no Brasil. O nosso dia a dia, ou seja, de 99% dos advogados brasileiros, é absolutamente prejudicado pela leniência do Judiciário. Quando começou o ano forense, depois de um recesso de 18 dias, fui informado que, em Anápolis, dos 20 juízes, apenas 6 estavam trabalhando. Os demais estavam de férias (aliás, a primeira delas, visto terem duas). Enquanto isso, os processos permanecem nas prateleiras dos cartórios, uma vez que os que ficaram não impulsionam os mesmos. Ou seja, esse círculo vicioso é permanente. P.S.: o nome do juiz da Lava Jato é Sergio Moro e não Aldo Moro. Essa confusão (involuntária) é comum em ou­tras publicações. Deve ser fruto da memória inconsciente relativa ao primeiro-ministro italiano, morto pelas Brigadas Vermelhas. Talmon Pinheiro Lima é advogado

“Resta saber a reação dos ‘charlies’ se humoristas islâmicos ‘brincassem’ com as mortes dos chargistas”

Caio Maior Sobre a matéria “Intolerância, um mal que pede mais de si mesmo para poder proliferar” (Jornal Opção 2062): Análise ponderada. Texto objetivo. Acrescento que a via judicial já foi buscada por entidade islâmica que tentou representar ofendidos pelo “humor” do “Charlie Hebdo” — mas a pretensão não foi acolhida: a Justiça francesa entendeu que o jornal tão somente exercitava a liberdade de expressão. Resta saber como seria a reação dos “charlies” se humoristas islâmicos radicais “brincassem” com as mortes dos chargistas fazendo “humor” do mesmo gênero. Aliás, um comediante que fez algo parecido nas redes sociais já está preso, acusado de “apologia ao terror”.

“A diferença de opinião não deveria, em princípio, traduzir-se em hostilidade”

Adalberto Queiroz Sobre a matéria “Luís Nassif terá de pagar 50 mil reais a Ali Kamel. Guerra suja entre jornalistas é perda de tempo” (Coluna Imprensa, Jornal Opção 2062): No hospício chamado Brasil, alguém com equilíbrio é uma bênção: “Não há dúvida de que o jornalista defende o governo petista e critica o tucanato, mas não há nada que o desabone seriamente. É possível sugerir que apoia as principais ações das gestões petistas, mas é incorreto sublinhar que se tornou petista ou que está a serviço do exército lulista ou dilmista”. Ou: “...resenha de nove páginas, escrita pelo filósofo Ruy Fausto, na qual se comenta um livro do filósofo Paulo Arantes. É duríssima, chega a ser contundente. Mas a linguagem não é chula nem pesada; pelo contrário, é respeitosa. Os jornalistas-guerreiros deveriam observá-la com o máximo de atenção”. A diferença de opinião não deveria, em princípio, traduzir-se em hostilidade. Abraços e mais uma vez, parabéns pela lúcida análise. Adalberto Queiroz é poeta e jornalista

“A gente sabe que a imprensa brasileira, na sua maior parte, é financiada pelo poder público”

Alberto Nery Sobre a matéria “Luís Nassif terá de pagar 50 mil reais a Ali Kamel. Guerra suja entre jornalistas é perda de tempo” (Coluna Imprensa, Jornal Opção 2062): Realmente é muito ruim para a imprensa a briga de dois grandes jornalistas. A gente sabe que a imprensa brasileira, na sua maior parte, é financiada pelo poder público. Infelizmente, os nossos meios de comunicação só andam se tiverem apoio governamental, e os blogueiros não fogem à regra. E quem recebe tem que mostrar serviço a favor de quem lhe paga. Ninguém me contou, eu ouvi alguns anos atrás, uma autoridade dizer: “se eu não pagar a mídia, eu estou frito. Primeiro, porque vão cair matando em cima de mim e, segundo, muitos pais de família vão passar fome”. Agora, essa briga entre esses dois jornalistas é um péssimo exemplo para os novos alunos das faculdades de jornalismo e ruim para a imprensa em geral. Finalizo com as palavras da juíza Larissa Pinheiro Schueler: “O direito de liberdade de expressão não pode ser usado como pretexto para atos irresponsáveis, como difamação, porque isso pode implicar mácula de difícil reparação à imagem de outras pessoas. É importante ressaltar que às pessoas públicas é notório não deixar, só por isso, de ter resguardado o direito de personalidade”. E-mail: [email protected]