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“O Popular” plantou uma nota, a pedido de iristas, garantindo que Iris Rezende estava “tranquilo” e, até, “feliz”. A informação é falsa. (A nota não deve ter sido feita por Jarbas Rodrigues Júnior, que sabe das coisas.) Parentes dizem que Iris Rezende, embora resignado, está “tristíssimo”. Frequentemente, pergunta-se porque foi “castigado quatro vezes seguidas por Deus”. Depois, menos exaltado, deixa de “culpar” Deus e passa a dizer que sua campanha não tinha recursos financeiros suficientes. Em nenhum momento Iris Rezende faz a autocrítica correta, assumindo que nada tem a ver com o eleitorado moderno de Goiás.
OAB nacional prevê que as mudanças no recolhimento dos tributos deve fomentar o surgimento de novas associações advocatícias, resultando na criação de aproximadamente 420 mil novos empregos em todo o País
Iris Rezende não ganha eleições em disputas estaduais desde 1998. O peemedebista-chefe perdeu três eleições para governador — para Marconi Perillo — e uma eleição para senador. Conseguiu ser eleito prefeito de Goiânia duas vezes — e só.
O tucano havia saído de casa com sua esposa um pouco antes do incidente. Eles estavam na rodovia, rumo a um repouso no Lago de Serra da Mesa
O fogo amigo está cada vez mais cerrado na Secretaria da Saúde da Prefeitura de Rio Verde. O alvo é o secretário Francisco Barreto Filho. O atirador de elite seria, por vias indiretas, o secretário de Habitação, Leonardo Fonseca (PSD), vereador licenciado. Curiosamente, o pai de Leonardo Fonseca, Osvaldo Fonseca, é chefe de gabinete do deputado federal Heuler Cruvinel (PSD), mui amigo do prefeito Juraci Martins (PSD).
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Prefeito Jânio Darrot e primeira-dama Dairdes Darrot recebem Marconi Perillo em Trindade durante a entrega de certificado de qualificação profissional | Foto: Iris Roberto[/caption]
Jânio Darrot
Especial para o Jornal Opção
Minhas amigas, meus amigos:
O convívio com o governador Marconi Perillo marca o início da minha trajetória na atividade política. Ele me encorajou a participar efetivamente da vida pública. Juntos, empreendemos inúmeras lutas em defesa dos interesses maiores da sociedade. E continuamos firmes na consolidação de nossos sonhos e ideais.
Marconi tem um amor especial para com Trindade e sempre manifestou este carinho desde o início da sua bem-sucedida caminhada. Em todos os governos, procurou beneficiar nossa população por meio de sucessivas obras de infraestrutura, programas sociais e serviços de qualidade. Desde o início de minha gestão na prefeitura, atendeu prontamente o município e, num curto espaço de tempo, viabilizamos um volume recorde de realizações resultado de uma parceria que deu muito certo.
Este trabalho conjunto permitiu a reestruturação total e o reaparelhamento do Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin). Implantamos um centro cirúrgico para partos e outras cirurgias, fizemos a reforma predial e de leitos, contratamos mais médicos, dentre muitas outras ações. No plano social, ampliamos em Trindade o numero de beneficiários dos programas Renda Cidadã, Bolsa Universitária, Bolsa Futuro, Passaporte do Idoso e Cheque Mais Moradia.
Com Marconi, a Nova Rodovia dos Romeiros se tornou realidade e se constitui, hoje, no grande cartão-postal de Goiás. Garantimos a reconstrução da GO-050 (Trindade-Campestre), construímos a GO-469 (Trindade-Abadia), bem como a GO-469 (Trindade-Goianira). Com o Rodovida Urbano, são recapeados 630 mil metros de asfalto. A extensão do Eixo Anhanguera até a cidade é conquista de dimensão histórica.
Marconi é o governador que mais contribuiu com Trindade de maneira positiva em todos os tempos. Estamos certos, seguros que o desenvolvimento de Trindade e de Goiás continuará em ritmo forte e acelerado. Disposição para o trabalho, humildade e perseverança são atributos que acompanham os passos de Marconi na sua vitoriosa jornada de lutas. Agradeço a todas e todos que nos ajudaram nesta exitosa campanha eleitoral. O apoio dos eleitores de Trindade à reeleição do governador significa mais desenvolvimento, mais oportunidades e muito mais benefícios para todos.
Saúde, paz e felicidades para você e para os seus familiares. Um abraço a todos!
Jânio Darrot é prefeito de Trindade
“Este é um serial ou um psicopata? Só o laudo psiquiátrico poderá dizer”
João Bosco C. Freire Comento a matéria “Se considerado doente mental, suposto serial killer goiano pode ficar à solta” (Jornal Opção 2051) a partir do entendimento de que não há nem haverá mais nada em torno do caso. Tudo depende do exame de sanidade mental, cujo resultado incidirá no processo. No caso, se comprovada a insanidade e se ele tinha condições de se auto determinar ou não no momento, além de outros quesitos, é que se definirá o rumo a tomar: se doente mesmo e incapaz de se conduzir devido a mais uma anormalidade, a solução é o tratamento em presídio especial para o caso. Se doente, mas tinha, resumindo, consciência do que fazia, não é provável que impeça de ser julgado, é preciso mais ainda: de uma outra doença ou deformação, por formação, desenvolvimento incompleto ou retardado. Pelo que definiu o Psiquiatra Forense, ele não tem condições de ser absorvido pela sociedade nem de se tratar solto, em ambulatório. O psicopata, por exemplo, nasce psicopata e morre psicopata, não há cura; ele tem menos massa cefálica na parte frontal do cérebro e outras particularidades. Existem exames por aparelhos, atualmente, capazes de detectar a doença, desde o nascimento ou tenra idade. Na Finlândia, construíram um presídio especial para estes casos e o índice de criminalidade interna é zero. Psicopata não ataca psicopata. Este é um serial ou um psicopata? Ambos matam seguidamente, diferenciando na forma de execução. Só o laudo poderá dizer. Devido à quantidade de homicídios, pouco provável que mesmo sendo doente, não tenha capacidade de entender o mal que faz, pois tem habilidade e entendimento para fazê-lo além da percepção do clamor que o cerca. Creio que será julgado.“Não podem contar nem a metade de seus assassinatos”
Alberto Nery Sobre a matéria “O pistoleiro brasileiro que matou 492 pessoas e não foi preso pela polícia e condenado pela Justiça” (Jornal Opção 2051): Eu era jovem e o ouvi dizer muitas vezes que havia matado mais gente do que muitos batalhões de polícia. Eu pensava que balela dele, mas quando mataram o Nativo no Carmo do Rio Verde e o acusaram ele desapareceu. Mas no Bico do Papagaio ele era famoso. Trabalhou para muitos políticos. Não li o livro, mas de uma coisa eu tenho certeza: não conta nem a metade de seus assassinatos. A primeira vez que eu o vi eu devia ter uns 15 anos. Isso foi na cidade de Xambioá, hoje Tocantins.“A maior preocupação é que o governo mantenha o modelo atual de economia”
Everaldo Leite Sobre a matéria “Lula indica Henrique Meirelles para ministro da Fazenda e mais dois nomes” (Jornal Opção 2051): A maior preocupação de vários analistas é que o governo mantenha o modelo atual de forte estímulo ao consumo e de intervenção setorial. De fato, este seria o pior caminho para a economia. Espera-se que a presidente Dilma ao menos crie mecanismos internos de eficiência na gestão pública, suprima alguns ministérios improfícuos, despolitize os bancos públicos e coíba sistematicamente a corrupção. As contas públicas não podem ser mais fechadas anualmente “na marreta” (a tal contabilidade criativa) para fazer acreditar que existe superávit primário e o setor privado precisa ser oxigenado via reformas microeconômicas. Uma mudança radical de sua equipe econômica, por si, já seria capaz de suavizar as tensões entre empresariado e governo. Everaldo Leite é economista.“Se o Cristo Redentor pudesse se mexer, ele mesmo mandaria um abraço para o Nordeste brasileiro”
Nildo Marley “Nordestinos viram alvo de preconceito após vitória esmagadora de Dilma na região” (Jornal Opção Online): Tenho orgulho de sobra por ser nordestino. Falo feio, mas sou bonito por dentro e por fora. As mãos de Deus devem ter me feito da poeira do Nordeste. Não recebo bolsa de nada, mas se recebesse não estaria roubando nada de ninguém. Se o meu Nordeste parar, o nosso país morre de fome, digo nosso porque é meu por direito. Já vocês vivem a depender deste que maltratam por estupidez. Se aquela estátua de braços abertos no Rio de Janeiro, que chamam de o Cristo Redentor, pudesse fazer algum movimento ainda que fosse com os braços, já que não pode vir até aqui, ele mesmo apertaria a mão de um nordestino e mandaria um abraço para o Nordeste. Email: [email protected]“É compreensível o descaso de quem tem o poder e não debate”
Cláudio Luiz Sobre a entrevista “O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água” (Jornal Opção 2048): Nessa correria da vida a qual fomos condicionados, nessa busca incessante de valores e deveres ao qual somos submetidos é de total compreensão o descaso de quem tem o poder e a máquina nas mãos de não querer debater e dialogar com a classe competente esse bem tão valioso que é o meio natural do qual todos dependemos. Não financeiramente, e muito menos emocionalmente, mas com certeza uma dependência tão profunda que põe em xeque a sobrevivência humana. E isso por um mísero momento de ilusão no qual vivemos comparados aos milhões de anos que um bioma que, como o cerrado, demorou para existir. E nós, simples mortais com hábitos embriões, nos colocamos no meio e fazemos o ato principal dessa destruição desenfreada que se chama sociedade desorganizada. É triste ler e entender o quão valioso são esses assuntos que, por causa dos interesses econômicos, vão continuar passando despercebidos e pessoas chegarão à extinção juntamente com o bem maior para a vida, a água. Email: [email protected]“Vamos à luta por uma reviravolta na Educação deste nosso país”
Rosliene Achei uma maravilha a forma imparcial como o texto “Esquerda já controla o conteúdo da imprensa e quer controlar também o cofre” (Jornal Opção 2030) apresenta a questão da regulamentação da mídia. Não faz acusações a ninguém, nem protege ninguém, apenas mostra as tendências maléficas que essa coibição poderá trazer para a nossa democracia brasileira, já tão enfraquecida pelas ditaduras que se arrastaram e ainda se mantêm no poder, a custa dos cidadãos que, como eu, trabalham muito e não temos tempo para ler ou nos informar melhor! Vamos à luta por uma reviravolta na Educação no país! Email: [email protected]“O voto do Sarney em Aécio já era esperado”
Antonio Alves “Veja vídeo: Sarney votou em Aécio no segundo turno” (Jornal Opção Online). O voto do Sarney em Aécio já era esperado por quem conhece a história política do país, Sarney é amigo pessoal da família há muitos anos, tanto que se tornou presidente por fazer parte como vice na chapa de Tancredo Neves para a presidência da República em 1983. Email: [email protected]
O executivo mais importante do Estado é alvo de cobiça pelo valor em si e pela posição estratégica que ocupa no tabuleiro da eleição ao governo em 2018
Governador reeleito Marconi Perillo prepara uma série de mudanças na máquina pública estadual até o final do ano, com exoneração de comissionados e alterações nas pastas
Final de 2013. Os partidos oposicionistas estão em guerra total pela hegemonia na oposição. O governo apenas esperou o momento certo para agir
Mesclando memórias e análises sobre origens e os desdobramentos do golpe militar de 1964, o ex-governador de São Paulo José Serra narra sua trajetória de filho único de um imigrante italiano vendedor de frutas no mercado de São Paulo ao batismo de fogo como presidente da União Nacional dos Estudantes, de exilado político na França e no Chile ao pesquisador de prestígio de um dos mais respeitados centros acadêmicos do mundo: a Universidade de Princeton
Menos poderosa, a presidente reeleita deverá repensar os projetos políticos e considerar o diálogo como algo aberto ao compartilhamento de poder
A crise de caixa na municipalidade precisa escapar da ótica política de oposição e situação. O jogo aqui é muito maior
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Renan Calheiros, presidente do Congresso: “Não surpreenderá se a matéria for – e será – derrubada no Senado” / Foto: Marcos Oliveira/ Agência Senado[/caption]
Ao repelir a regulamentação dos conselhos populares, o Congresso demonstra a falha do timing do Planalto e do PT ao colocar a questão em decreto que os parlamentares não poderiam emendar. Começa que a pressa em tratar do assunto no fim do mandato do governo despertou desconfiança, ainda mais por ser decreto e não um projeto de lei.
É possível supor que, na dúvida sobre a reeleição da presidente Dilma, o PT procurou aparelhar o controle social do governo como forma de manter-se no poder no caso de uma vitória da oposição nas urnas. Isso em plena eclosão de descobertas de corrupção antiga e atual nos órgãos governamentais, o que ampliava a incerteza quanto ao rumo do humor dos eleitores.
A falta de sensibilidade ao desconfiômetro do Planalto fez com que a votação do decreto ficasse para se realizar na hora e na forma erradas, entre a reeleição da presidente e o início do novo governo. Como se verifica, é o momento em que se estimula a ansiedade das bancadas governistas pela ampliação do espaço de presença na nova equipe da Esplanada dos Ministérios.
A falha quanto ao senso de oportunidade presidencial criou uma crise nas relações com os partidos aliados. Veja-se a anatomia da aprovação pela Câmara, na terça-feira, do decreto-legislativo que deputados do PMDB formularam para anular aquele outro da presidente, o que disciplina os conselhos populares.
A evidência de maioria a favor da anulação dispensou o voto individual dos parlamentares. A votação foi simbólica. Com o Planalto estavam apenas os três partidos mais à esquerda no Congresso, o PT, o PCdoB e o PSol.
Resta ao governo tentar impedir que os senadores confirmem a anulação do decreto petista aprovada pelos deputados. “Não surpreenderá se a matéria for – e será – derrubada no Senado”, anunciou previamente o presidente da casa, Renan Calheiros, alagoano do PMDB.
A batalha do governo para salvar o decreto tem tudo para ser inglória no momento em que tantos cargos públicos podem ser abertos e preenchidos, inclusive no comando do Congresso. Calheiros, por exemplo, gostaria de presidir o Senado pela quarta vez, embora diga o contrário. No caso, seria arquivado o acordo pelo revezamento com o PT no cargo.
É verdade que o PMDB do presidente da Câmara, deputado Henrique Alves, está ferido pela derrota, há uma semana, na eleição a governador do Rio Grande do Norte. Contra ele, Lula fez campanha a favor do concorrente, Robinson Faria, atual vice-governador pelo PSD. A derrota deixa Alves sem emprego a partir de janeiro.
Mas o PMDB gostaria de manter a posição indicando um desafeto do Planalto, o líder do partido na Câmara, deputado Eduardo Cunha, do Rio. A promoção de Cunha a presidente seria um agravo a Dilma, além de representar outro prejuízo para o PT no compromisso com o rodízio do comando parlamentar.
Quanto a Henrique Alves, reconheça-se que o desgaste do PT junto ao presidente da Câmara tem a ver com o empenho dele, como intérprete do PMDB na conquista de posições e na defesa das competências parlamentares que seriam absorvidas pelos conselhos populares.
Alves é o responsável pelo decreto-legislativo, que sistematicamente tentou votar antes que a campanha eleitoral pegasse embalo. O governo impediu a votação porque temeu a derrota dos conselhos. Então a votação ficou para este momento em que cargos importantes estão em oferta no governo e no Congresso.
No ano que vem, as relações do Planalto com os partidos aliados tendem a se aquietar – o que não garante nova oportunidade aos conselhos populares. Antes, porém, Dilma terá de repensar o seu projeto político global para o segundo governo, a começar pela ideia chamada de regulação da mídia. O conteúdo do projeto é desconhecido, mas promete mais crise além do Congresso.
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Vândalos atacam prédio da Editora Abril, que edita a revista Veja: denúncia sobre corrupção desagradou Lula e o PT / Foto: www.jornaltudobh.com.br[/caption]
A presidente Dilma tenta ajeitar as coisas. Passou a dizer que a chamada regulamentação da mídia não pensa em censura à imprensa com o controle do conteúdo das informações. Ela afirma que se trata de cogitação quanto à organização econômica de empresas de mídia. Seja lá o que for, a face visível do projeto se volta ao controle de meios de comunicação.
É sintomático o fato de que, há quatro anos, Dilma herdou a questão do antecessor Lula e a engavetou no palácio porque não queria mais encrenca com a imprensa. O mensalão e a onda bolivariana contra a mídia no continente estão na origem e na contínua gestação do plano.
Desde Lula, a coisa foi relembrada entre petistas a cada nova onda de denúncias de corrupção no governo dos últimos anos. O apoio ostensivo da imprensa à candidatura presidencial do tucano Aécio Neves contra a reeleição de Dilma exacerbou o desengavetamento da trama. Lula xingou a imprensa e jornalistas. Mais perigosos do que a oposição, por incontroláveis.
Quando Dilma menciona o caráter econômico da mídia, sugere o modelo bolivariano de desmonte de conglomerados de comunicação para reduzir o poder deles na formação de opinião pública. A influência deles sobre consumidores e formadores de opinião se torna um risco ao Estado. Haveria um limite à multiplicação de meios de comunicação por uma mesma empresa.
A implantação desse controle teria de passar pelo Congresso porque mexe com a liberdade de expressão ou com o regime jurídico de empresas privadas, mesmo que as de mídia explorem serviços públicos por concessão. Arriscaria o Planalto tratar da questão por mais um decreto, que o Congresso não pode emendar, mas apenas aceitar ou repelir?
Ao assumir o Ministério das Comunicações há quase quatro anos, o companheiro Paulo Bernardo, recebeu a tarefa de cuidar da questão, mas não animou Dilma a ir em frente. O projeto legado por Lula continuou na gaveta apesar de cobranças petistas
Talvez o misterioso plano opere sobre aquelas duas coisas, a liberdade de expressão e o regime jurídico de empresas. Quanto à primeira, a Constituição de 1988 parece definitiva. Está no nono item do artigo quinto, que, em seu conjunto, trata de direitos e deveres individuais e coletivos:
— É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.
Enfim, o controle da mídia seria mais um passo de poder para o PT, como a reforma política e os conselhos populares. Os movimentos sociais educados no petismo seriam os soldados dessa expansão de domínios. Cada passo à frente na mobilização de militantes poderia ser um avanço na formação de milícias para confrontos armados com a posição, como na Venezuela chavista.
O que sugere o ataque, há uma semana, à Editora Abril, em São Paulo, como protesto ou punição contra a publicação pela revista “Veja” de que o doleiro Alberto Youssef comunicou ao Ministério Público e à Polícia Federal, na delação premiada, que Lula e Dilma sabiam do assalto à Petrobrás. Aonde Lula pretende chegar com o estímulo ao conflito entre classes?
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José Dirceu: mensaleiro vai cumprir restante da pena em liberdade / Foto: Ricardo Padue/Brasil Notícia[/caption]
O poder federal deixou a divulgação de fatos impopulares para depois da eleição presidencial, de modo a não prejudicar a candidatura da presidente Dilma. O Executivo, por exemplo, deixou para depois o aumento dos juros básicos de 11 para 11,25%.
Na mesma quarta-feira, comunicou mais um baque na economia: por causa da paralisação econômica, o aumento na arrecadação de impostos e contribuições foi de apenas 0,7% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao mesmo período em 2013, descontada a inflação. A previsão inicial do governo era de 3,5%. Mau sinal para o próximo ano.
No Judiciário, veio uma contribuição do ministro amigo Luís Roberto Barroso, no Supremo Tribunal Federal. Ele deixou divulgar na terça-feira algo que poderia ter feito uma semana antes: liberou o companheiro Zé Dirceu para a prisão residencial.
Antes de sair das grades, Dirceu terá de esperar até a nova terça, dia 4, quando se apresenta à Vara de Execuções Penais, em Brasília, para conhecer formalmente as regras do regime domiciliar, que lhe permite sair para o trabalho e dormir em casa. Se saísse 11 dias depois, completaria na prisão um ano dos sete anos e 11 meses a que foi condenado pelo mensalão.
No mesmo dia, na cidade italiana de Bolonha, a Corte de Apelação mandou soltar o mensaleiro petista Henrique Pizzolato. Ex-diretor de marketing do Banco do Brasil que fugiu do país ao ser condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Ao soltá-lo, os italianos negaram a sua extradição pedida pelo governo brasileiro.
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Henrique Pizzolato: mensaleiro petista teve extradição negada na Itália / Reprodução[/caption]
Com a coincidência desse desfecho para cada um, Zé Dirceu e Pizzolato formam, neste pós-reeleição, duas faces distintas que compõem o alívio para mensaleiros. No caso de Dirceu, o ministro Barroso evitou que o refresco fosse anunciado antes da eleição presidencial. Quanto a Pizzolato, foi uma coincidência, naturalmente.
Se as duas situações fossem conhecidas dias antes, passariam aos brasileiros uma imagem de impunidade que seria prejudicial à reeleição. No mínimo, Dirceu e Pizzolato avivariam a lembrança dos eleitores quanto ao crime do mensalão, com prejuízo à imagem e votos do PT.
Apesar da indignação com que o governo posou em Brasília a respeito do desprezo italiano pelo pedido de extradição de Pizzolato, a soltura do companheiro lá na Itália causa alívio. Se vier ao Brasil, será preso como foragido da Justiça. Se viesse preso com a extradição, poderia, de alguma forma, contar o que sabe sobre o mensalão.
Enfim, a lembrança viva da impunidade relativa de mensaleiros serve como advertência sobre o futuro de políticos e outras pessoas que estão sendo comprometidas pela Operação Lava Jato sobre os roubos na Petrobrás. Com mais quatro anos no Planalto, o esquema petista incriminado poderá se valer da circunstância de ser governo proteger nas investigações e punições que, pelo andar da carruagem, um dia deverão acontecer.

