Julgamento está marcado para o próximo dia 26. Ele é suspeito de cometer outros crimes contra pessoas nas mesmas condições

O policial militar Rogério Moreira da Silva, de 40 anos, conhecido como Zinca, será levado a júri popular neste mês. Ele é suspeito do homicídio do morador de rua Ronaldo Pires, em Goiânia. O agente também será julgado por tentar tirar a vida de Reges Batista dos Reis, também na capital.

O júri está marcado para o dia 26 de novembro, às 8h30, e a decisão é do juiz Jesseir Coelho Alcântara, do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. A denúncia feita pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) diz que a morte ocorreu na Avenida Independência, no Setor campinas, em agosto de 2008.

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O caso

Zinca foi preso preventivamente em novembro de 2012 por Policiais militares da PM2. Agora, está preso em um presídio militar. A denúncia que resultou na prisão dele foi feita por uma testemunha-chave, que dormia ao lado de Ronaldo Pires.

Essa testemunha teria dito que quatro PMs estariam traficando crack e que quando o acerto não era pago eram cometidas as execuções. Também são suspeitos de envolvimento nos assassinatos de moradores de rua um subtenente, dois soldados e outro militar.

O réu entrou na PM em 1992 e em 2008 começou a ser investigado pela execução de pessoas em situação de rua. Zinca já havia sido detido em 2009, tendo sido indiciado pela morte de Ronaldo Pires, conhecido como Negão.

Além desse homicídio, Zinca teria cometido outros três, a mando de traficantes. Em 2010, a Polícia Militar instaurou um conselho disciplinar para apurar esses crimes. Em 2012, foi instaurado pela Corregedoria da PM um processo administrativo.

À época dos delitos, ele foi indiciado em três inquéritos, tendo permanecido preso temporariamente por 30 dias. Essa prisão foi prorrogada por igual período e, um dia antes da liberação, outra prisão temporária foi decretada.