Paulo precisa fazer o presidente da Câmara de Goiânia. Se jogar pesado, Marconi elege Geovani Antônio

Geovani Antônio, do PSDB, e Célia Valadão, do PMDB: os dois têm chance de presidir a Câmara Municipal de Goiânia. O tucano é mais “bem-visto” | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Geovani Antônio, do PSDB, e Célia Valadão, do PMDB: os dois têm chance de presidir a Câmara Municipal de Goiânia. O tucano é mais “bem-visto” | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção

Há um consenso na Câmara Municipal de Goiânia: se o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), decidir jogar pesado, participando diretamente das articulações, ou se colocar um mediador de credibilidade, como Jayme Rincon, pode eleger o novo presidente, na eleição de 15 de dezembro deste ano. Aí o nome mais cotado seria o do vereador Geovani Antônio, do PSDB. O tucano é visto como “simpático” e conhece como poucos as entranhas do Legislativo.

Porém, se Marconi não jogar pesado, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, se se envolver decididamente no pleito, negociando cargos e favores, consegue eleger o presidente. O petista tem mais interesse na disputa do que o tucano, porque está em jogo sua governabilidade. Um comando hostil na câmara pode engessar a sua já combalida gestão. O nome do prefeito, bancado pelo casal Iris Rezende e Iris Araújo, é o da peemedebista Célia Valadão. Ocorre que a peemedebista é apontada como politicamente frágil e sem capacidade de articulação. “Quando é preciso ser firme, chora. Célia, de boa índole, prefere cantar a legislar”, diz um vereador. A alternativa é Denício Trindade, mas Paulo não o aprecia.

No momento, Paulo Garcia detém a maioria dos votos da Câmara. Mas trata-se de uma maioria inercial, quer dizer, pode mudar de posição, se Marconi entrar de fato na disputa.

A oposição hoje tem oito nomes ligeiramente radicalizados: cinco do PSDB (Anselmo Pereira, Dr, Gian, Cristina Lopes, Geovani Antônio e Thiago Albernaz), dois do PSB (Elias Vaz e Pedrinho Azulão) e um do PSD (Virmondes Cruvinel). Cinco vereadores estão no bloco dos indecisos e podem pender para um lado ou para o outro: Fábio Lima, Djalma Araújo (SD, está negociando com Paulo), Tatiana Lemos (PDT), Felisberto Tavares (PT) e Tayrone di Martino (PT). Juntos com a base marconista, somam 13 vereadores. Ainda não dá a maioria de 18 vereadores para ganhar a presidência da Câmara. Porém há outros vereadores que não estão satisfeitos com Paulo.

O bloco moderado, composto por Zander Fábio (PSL), que votou em Marconi para governador, Paulo da Farmácia (Pros), Bernardo do Cais (PSC) e Divino Rodrigues (Pros), tanto pode compor com o nome de Paulo quanto com o nome do governador. Seriam 17 vereadores. Eles afirmam que não são da base do petista — apenas votam com a base.

O grupo “flutuante” inclui Deivison Costa (PT do B), Rogério Cruz (PRB), Edson Automóveis (PMN) e Jorge do Hugo (PSL). Se Marconi Perillo estiver no jogo, pode bancar seu candidato. O número subiria para 21 e, neste caso, Geovani seria eleito.

Um vereador petista define assim a questão: “Vai ganhar a presidência da Câmara o grupo que agir com mais firmeza, que se empenhar mais. Paulo vai jogar pesado, porque, para ele, é uma questão de vida ou morte, de sobrevivência. Porém, se Marconi jogar pesado, seu grupo leva — dada a insatisfação generalizada com o tratamento dado aos vereadores pelo prefeito”.

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