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Presidente do STF, Ricardo Lewandowski: segredo “não se afigura razoável” | Foto: Carlos Humberto/ SCO/ STF[/caption]
No mesmo dia em que uma fonte anônima comunicou à imprensa o reconhecimento do ministro Teori Zavascki de que autoridades e políticos estão envolvidos no petrolão, o presidente do mesmo Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, concedeu liminar a Carlos Alberto Costa e Silva para ter acesso ao inquérito da Lava-Jato e saber qual é a acusação contra ele.
Naquela quarta-feira, a liminar de Lewandowski estabeleceu que os advogados de Costa e Silva, preso por participação no petrolão, poderão ter acesso a um dos inquéritos em tramitação junto ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, “exclusivamente nas passagens e relatos que lhe digam respeito, a fim de se preservar o caráter sigiloso das investigações em andamento”.
Justificou Lewandowski a concessão porque o segredo “não se afigura razoável”. Aceitou o argumento da defesa de Costa e Silva sobre a súmula vinculante 14, onde o Supremo assegura aos advogados de denunciados “acesso amplo aos elementos de prova” relacionados ao exercício de defesa.
Os advogados alegaram ainda que o cliente e colega foi preso em novembro com base apenas numa denúncia feita em depoimento da contadora Meire Bonfim Poza, que atendia o doleiro Alberto Youssef e decidiu colaborar com a investigação da Lava-Jato. Ela afirmou que foi ameaçada em telefonema de certo “Edson”, que seria Costa e Silva.
A reclamação de Costa e Silva, também advogado, alegou que, ao ser interrogado, o preso “prestou relevantes esclarecimentos à autoridade policial, colaborando com as investigações”. A seguir, foi liberado ao vencer o prazo da prisão temporária. Em Curitiba, o pedido de vista do inquérito policial foi recusado. Houve então o recurso ao Supremo.
Segundo a Polícia Federal, Costa e Silva se apresenta como “auxiliar” de empreiteiras que pagam propinas na Petrobrás em troca de encomendas. Atua em São Paulo e possui acesso a Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC Engenharia e também preso pela Lava-Jato. Em 2003, atuou com destaque na venda de sentenças do então juiz federal João Carlos da Rocha Mattos.
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Marcelo Gomes de Oliveira, acusado de tráfico internacional de drogas: habeas corpus concedido por unanimidade | Foto: Reprodução[/caption]
O juiz da 11ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, Leão Aparecido Alves, assinou o alvará de soltura do réu Marcelo Gomes de Oliveira, acusado de tráfico internacional de drogas. Marcelo “Zoio Verde”, como era conhecido, foi solto na noite da terça-feira, 20.
A ordem de habeas corpus foi concedida por unanimidade pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Ao expedir o alvará, o juiz informou apenas que o denunciado figura como réu em outros dois processos para que se verificasse a existência de algum mandado de prisão em seu nome que ainda não foi cumprido.
Marcelo era o líder do maior grupo de distribuição de pasta base de cocaína em Goiás e no Distrito Federal e foi preso em maio do ano passado na Operação Esmeralda. O réu aguardava julgamento no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia preso em uma cela de segurança máxima na Penitenciária Odenir Guimarães.
Marcelo de Oliveira já tinha algumas passagens pela polícia registradas. Em 2000, ele foi condenado a 21 anos de prisão por roubo seguido de morte. Após cumprir parte da pena, foi para o regime semi-aberto e fugiu.
Já no ano de 2007, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, quando usava o nome falso de Marcelo Gomes de Aguiar. Conseguiu liberdade provisória no ano seguinte e, ao sair da prisão, todos os processos contra ele desapareceram do Poder Judiciário.
Juiz decreta nova prisão de ex-diretor Nestor Cerveró
O juiz federal Sérgio Moro decretou na quinta-feira, 22, uma nova prisão preventiva de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras. A primeira prisão, realizada no dia 14, foi decretada por um juiz de plantão, que não é o responsável pelo caso da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Na decisão, Moro afirma que Cerveró continua praticando crimes de lavagem de dinheiro. O juiz cita um apartamento no Rio de Janeiro que era do ex-diretor e, atualmente, está no nome de uma empresa fora do país. Para justificar a manutenção da prisão, o juiz cita tentativas de se desfazer dos bens, dupla nacionalidade e o patrimônio mantido em segredo.Gastos de brasileiros no exterior batem recorde novamente
Os gastos de brasileiros no exterior passaram de US$ 24,987 bilhões, em 2013, para US$ 25,608 bilhões, em 2014, crescimento de 2,48%. O valor voltou a ser recorde, mesmo com o dólar em alta. A conta de viagens internacionais apresentou déficit de US$ 18,695 bilhões no ano passado, cifra também recorde. Os dados foram divulgados na sexta-feira, 23, pelo Banco Central (BC). De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, a tendência é uma redução no ritmo de crescimento das viagens dos brasileiros ao exterior. Para ele, o principal fator de influência é a valorização do dólar.Preço médio da gasolina será de R$ 2,905 a R$ 3,496
O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou no “Diário Oficial” da União desta sexta-feira, 23, os novos preços de referência de combustíveis como gasolina, etanol e diesel nos 26 Estados e no Distrito Federal. Os preços, que são apenas referência, e não obrigatórios para os postos, passam a valer em 1º de fevereiro. A nova tabela é divulgada quatro dias depois que o governo aumentou impostos incidentes sobre os combustíveis. Na segunda-feira, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou a elevação do Pis/Cofins e a retomada da Cide, ambos encargos que recaem sobre combustíveis, o que causou elevação nos preços. São Paulo tem o menor valor de referência da gasolina (R$ 2,905) e do etanol (R$ 1,914). Em Goiás, os preço sugeridos são R$ 3,2103 (gasolina), R$ 2,2563 (etanol) e R$ 2,6794 (diesel).Paralisação atrasa voo no aeroporto de Goiânia
A paralisação dos trabalhadores da aviação, na manhã de quinta-feira, 22, atrasou um voo Aeroporto Internacional Santa Genoveva, em Goiânia, entre os seis que estavam previstos do período de meia-noite às 8 horas. A interrupção dos serviços ocorreu a nível nacional, das 6 às 7 horas. Conforme a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), no Brasil inteiro, 87 voos tiveram atraso e 36 foram cancelados. São Paulo foi a cidade com mais problemas, com 12 atrasos e 12 cancelamentos. Essas decolagens são referentes à programação das 0 às 8 horas. Os grupos pedem por reajuste salarial e nos benefícios de 8,5%. As categorias reivindicam ainda questões ligadas à segurança de voo e ao gerenciamento de risco do cansaço dos tripulantes. Houve protesto de trabalhadores em aeroportos de todo o País.Após mais de 60 anos Washington e Havana reiniciam diálogo
Os Estados Unidos e Cuba iniciaram na quarta-feira, 21, em Havana a rodada de conversas sobre assuntos migratórios e o processo de normalização das relações diplomáticas, suspensas há mais de meio século. De quarta a sábado, 24, a primeira missão norte-americana de alto nível diplomático vai visitar Cuba, liderada pela secretária de Estado adjunta para a América Latina, Roberta Jacobson. Segundo informações divulgadas por Havana e Washington, as primeiras conversas específicas para o restabelecimento das relações diplomáticas foram agendadas para quarta, 22, no Palácio de Convenções da capital cubana. Os dois países mantiveram uma rodada de conversações sobre temas migratórios, reuniões que Cuba e os Estados Unidos começaram a fazer no âmbito de acordos firmados em 1994 e 1995 para manter uma imigração segura, legal e ordenada.
Como um negócio que começou num cômodo de uma casa do Setor Coimbra em Goiânia conseguiu ter acesso ao mais exclusivo e importante mercado do mundo
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José Nelto e Paulo Cezar Martins, deputados estaduais, garantem que o PMDB terá candidato a prefeito em Goiânia em 2016 | Fotos: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, está tentando transformar a imprensa no mordomo da vez, e sem Agatha Christie para costurar a “lenda”. Segundo o petista-chefe, não há crise real entre o PT e o PMDB. Porém, como se sabe longe do principal gabinete do Paço Municipal, o problema não é a imprensa, e sim o Instituto de Pesquisa Datapaulo, que percebe a gestão da capital como a “melhor” do Estado, do País e, quiçá, do mundo. O Datapaulo vê o nirvana onde, na verdade, há uma espécie de inferno. Dois peemedebistas, ouvidos pelo Jornal Opção, admitem que a lua de mel entre o PT e o PMDB já pode ser considerada “lua de fel”.
O deputado estadual eleito José Nelto, do PMDB, é peremptório: “O PT deve trair o PMDB em 2016 como traiu em 2014. O PT foi o principal responsável pela divisão das oposições em Goiás e, portanto, contribuiu para a derrota de Iris Rezende na disputa pelo governo do Estado. Antônio Gomide, ao se candidatar a governador, sem a mínima chance de ser eleito, foi o protagonista da divisão”.
José Nelto frisa que Iris Rezende entregou a Prefeitura de Goiânia para seu vice, Paulo Garcia, e depois o “carregou” na disputa de 2012. “Alguém acredita que Paulo seria eleito sem o apoio de Iris?”
Para o peemedebista, “Paulo Garcia não ouve ninguém. Não está bem com a sociedade, mas acha que está. Politicamente, está perdendo todas. A cidade está suja, encardida — sem rumo. A gestão não é, ao contrário do que pensa o prefeito, qualitativa”.
O deputado estadual Paulo Cezar Martins sugere que Paulo Garcia precisa melhorar sua gestão e dialogar mais com a sociedade. “Afianço que o PMDB terá candidato a prefeito de Goiânia. De qualquer maneira. O PT, mesmo desgastado, também deverá lançar seu candidato. Os líderes do PMDB e do PT deveriam conversar, mas acredito que não ficam juntos em 2016.”
Mesmo dizendo que não fala em nome de Paulo Garcia, um petista contrapõe: “Zé Nelto vivia pedindo cargos para familiares na prefeitura e agora ataca Paulo Garcia. Ele, sim, é um traidor. Ele é o homem das poses. Não passa disso”.
José Luiz Miranda Mais uma vez parabenizo o Jornal Opção pela qualidade da entrevista realizada com a Economista Ana Carla Abrão Costa (Edição 2.063), atual secretária da Fazenda do Estado, ressaltando ainda o nível das perguntas formuladas pelos debatedores que primaram pelo equilíbrio perfeito entre o conceito do político e do econômico. Realmente, os grandes desafios para Goiás estão postos e todo o desafio, quando enfrentado com parcimônia, se casa necessariamente com novas oportunidades estratégicas que resultarão em benefícios para toda a sociedade goiana. Nesse sentido, a realização de ajustes para se corrigir eventuais distorções se torna essencial para se criar um ambiente fiscal e equilibrado que possibilite a retomada de investimentos tanto por parte dos agentes do setor público e do setor privado e, nessa rota, a revisão de incentivos fiscais deve ser algo a ser realizado. Como bem ressaltou a secretária, não é eliminar os incentivos fiscais, mas utilizá-los de forma racional e equilibrada avaliando a sua relação custo benefício. Goiás é um Estado privilegiado em termos geográficos, que favorece ao planejamento logístico das empresas, associado à pujança e à diversidade das suas riquezas naturais; e à potencialidade mineral que favorece o desenvolvimento de políticas públicas para o estímulo à implantação de uma indústria de transformação de alto padrão, que demanda, sim, uma infraestrutura adequada. O discurso de que o governo deve conceder incentivos fiscais para que as empresas venham para Goiás encontra-se velho e ultrapassado, não encontrando sintonia com as tendências econômicas do século 21, pois trazem em seu bojo a privatização dos impostos que devem ser utilizados para o bem comum e não para o bem privado, além de uma excessiva concentração de renda, elementos estes omitidos pelos seus defensores. Email: [email protected]
“Escola pode ser muitas coisas, menos um local de saber”
Sobre a matéria “Estado deve implantar OSs na área da Educação aos moldes das Charter Schools americanas” (Jornal Opção 2062): “Nunca deixei a escola interferir na minha educação”, disse Mark Twain, este desconhecido do ensino, porque, de acordo com a ótica docente brasileira, apenas brasileiros e portugueses escrevem livros. As pessoas a-d-o-r-a-m dizer como a escola é importante para a formação do cidadão. É curioso então como o Brasil segue sendo uma nação de idiotas que vê a presidente se gabando de que vai fazer mais gente depender do governo e ainda, a elegê-la. Escola pode ser muitas coisas, menos um local de saber. Ela é um local de comportamento. Se alguma criança brilhante se sente frustrada por não poder desenvolver seus gostos, tendo que respeitar uma grade maçante (que no geral, ela não teria dificuldade de dominar), os professores tascam o rótulo de “aluno problema” e o trata como um problema de disciplina. Escola tanto é uma instituição disciplinar que este jornal tece loas e mais loas aos resultados dos colégios militares goianos — “aonde se destaca a disciplina”. O propósito da escola não é transformar as pessoas. É adequá-las. Suprimir tudo que as torna indivíduos. Tanto que ela é um terreno fértil para ideologias coletivistas. E um péssimo lugar para quem pensa individualmente. Email: [email protected]
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Marconi Perillo: investimento maciço em educação pode levá-lo a conquistar a opinião pública do País | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O Jornal Opção pediu a cinco políticos com experiência extra-Goiás para apontarem caminhos para o governador do Estado, Marconi Perillo, do PSDB, se inserir de maneira produtiva no cenário político nacional.
Os entrevistados afirmam que, diante do caos da política do País, é o momento adequado para líderes de Estados como Goiás e Pernambuco cavarem espaço nacional.
A inserção na política nacional se dará, acreditam os analistas, por meio do sucesso local. A corte precisa observar e, daí, aprovar o que está sendo feito no Estado. Se conseguir fazer uma revolução na educação — dando ao ensino da escola pública a qualidade do ensino das melhores escolas particulares —, Marconi conquistará o País. Porém, não basta divulgar a “revolução” apenas localmente; é preciso dar publicidade nacional ao que se está fazendo. Publicidade, no caso, não é necessariamente publicar anúncios pagos em jornais, revistas ou divulgar na televisão em rede nacional. É conquistar espaço nas grandes publicações, mas com material jornalístico, com o objetivo de que as informações sejam examinadas por leitores (ou telespectadores) de todo o País.
Um investimento maciço em ciência e tecnologia, atraindo empresas de ponta para Goiás, pode fortalecer o tucano — cristalizando sua imagem de gestor atento e moderno.
Os centros de recuperação para dependentes químicos, os credeqs, já estão sendo observados pelo País, antes mesmo de estarem concluídos. Se derem certo, se o atendimento conseguir recuperar um grande número de pessoas, os demais Estados certamente vão copiar o modelo. Entretanto, sem divulgação, os credeqs podem se tornar uma nova espécie de Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo. O Crer se tornou um modelo para vários Estados, que acataram recomendação do Ministério da Saúde, mas a “marca” Marconi Perillo quase não tem sido levada junto.
Recomenda-se que Marconi Perillo discuta mais política nacional. Por mais que tenha de divulgar o que faz em Goiás, para evidenciar seu sucesso como gestor, o tucano-chefe terá de debater a política nacional, posicionando-se em relação aos grandes temas. Para tanto, precisa participar, de maneira mais intensiva e enfática, das articulações do PSDB nacional.
É praticamente certo que Aécio Neves deve ser o candidato do PSDB a presidente em 2018 — se não for, Geraldo Alckmin e José Serra colocarão seus nomes —, mesmo contra Lula da Silva, e por isso Marconi não terá muito espaço neste ano. Mas pode aparecer como um dos coordenadores da campanha presidencial e, se um tucano for eleito, pode assumir, digamos, o Ministério dos Transportes. Com seu arrojo habitual e por ser um tocador de obras, num ministério como este, poderia se consagrar — construindo ferrovias e recuperando a malha rodoviária federal. Aí se cotaria para a disputa presidencial de 2022.
Os cinco entrevistados concordam num ponto: se fizer um governo extraordinário, mas não conseguir levá-lo para o País, por intermédio de uma divulgação maciça, conceitual e inteligente, será, do ponto de vista do sucesso político, inútil. Marconi precisa tornar Goiás cada vez mais nacional se quer chamar a atenção do País para si próprio. É seu desafio. Ressalte-se que a cúpula nacional do tucanato já o vê como um de seus integrantes — dados seus sucessos eleitorais e a capacidade de articulação.
Raquel Teixeira assume secretaria com a determinação de diminuir as desigualdades do Estado e, para isso, estuda modelos aplicados em outras unidades da federação e países
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Álvaro Guimarães, deputado estadual: adversário do candidato de José Gomes em Itumbiara | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Em Itumbiara é assim: se puder disputar a eleição para prefeito, José Gomes da Rocha, do PTB, já pode encomendar o terno da posse. Porém, como “ficha suja”, Zé Gomes não será candidato e tende a bancar a reeleição do prefeito Chico Bala, do PTB. O deputado estadual eleito José Antônio, do PTB, também citado, é apontado como “imaturo”.
O quadro de hoje, que pode mudar em 2016, aponta para dois candidatos: o deputado estadual Álvaro Guimarães — que não morre de amores por Zé Gomes — e Chico Bala. “Será o Fuzil contra a Bala”, sublinha o ex-vereador Gugu Nader.
Gugu Nader, que desfiliou-se do PT e deve se filiar ao PPS, decidiu apoiar a candidatura de Álvaro Guimarães. Porém, se o deputado desistir, o ex-petista deve ser o candidato para enfrentar o grupo de Zé Gomes.
“Nosso grupo político saiu fortalecido da eleição de 2014 e, por isso, tem condições de eleger o prefeito. A gestão de Chico Bala é insossa e desmotivada”, diz Gugu Nader.
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Adib Elias disse que não queria mas agora quer ir para a Mesa Diretora | Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Na semana passada, quando a Mesa Diretora da Assembleia parecia inteiramente definida, começaram a pintar dissensões. O PSDB não firmou pé com a candidatura de Manoel de Oliveira para primeiro vice-presidente, sugerindo que pode trocá-lo por Marquinho do Privê ou por Gustavo Sebba. O PSD pode trocar Lincoln Tejota — para o cargo de segundo vice-presidente — por Virmondes Cruvinel ou por Lissauer Vieira. O PTB decidiu manter Henrique Arantes.
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Paulo Cezar Martins disse ao Jornal Opção que, depois que seu nome praticamente havia sido definido — “os peemedebistas diziam que não queriam participar da Mesa” —, Adib Elias recuou e não cumpriu a palavra. O ex-prefeito de Catalão quer transferir para a bancada do PMDB a indicação do integrante da Mesa. “Ora, como somos cinco, e o Adib tem o apoio do José Nelto e do Ernesto Roller, e eu só tenho o apoio do Bruno Peixoto, não há como disputar por meio da base. Vamos para as eleições com todos os deputados.” José Nelto deve ficar como líder da bancada. Paulo Cezar sublinha que, se não fosse a articulação ruim de alguns aliados, o PMDB teria duas vagas na Mesa Diretora, “José Nelto e Adib Elias falaram demais e, por isso, só teremos a quarta secretaria”.
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"Se Júnior voltar e quiser renovar o PMDB, eu participarei de sua campanha", diz Juvêncio | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O prefeito de Guapó, Luiz Juvêncio, do PMDB, diz que Iris Rezende está fora do processo político estadual e, por isso, deve apoiar o senador eleito Ronaldo Caiado ou o empresário Júnior Friboi para governador, em 2018. “Se Júnior voltar e quiser renovar o PMDB, eu participarei de sua campanha. Para eleger um governador, contra o poder da máquina, é preciso ter dinheiro.”
Luiz Juvêncio frisa que, como tem “senso crítico”, se estiver bem, vai disputar a reeleição. “O ex-prefeito Colemar Cardoso é ficha suja e não pode disputar a eleição. Quando assumi, a prefeitura tinha 22 milhões de reais de dívidas, com Celg, Fundo de Previdência, entre outros, mas renegociei-as e coloquei a máquina para funcionar. Havia folha de pagamento em atraso. Comprei coletor de lixo, construí dez pontes”.
“Uma ponte estava caída há 14 anos”, garante Luiz Juvêncio. “Eu coloquei ar-condicionado em todas as salas de aula das escolas do município. Doamos uniformes para todas as crianças. O governo federal nos repassou dois ônibus para transporte escolar. Reformamos os PSFs. Sobre o Colemar, recomendo uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios para uma verificação dos balancetes rejeitados.”
Prefeito afirma que sua reeleição vai depender do desempenho administrativo que ele conseguir realizar neste ano de muitas dificuldades econômicas
Cotado para disputar a Prefeitura de Goiânia pelo PT, Edward Madureira é do tipo de político heterodoxo e, por isso, jamais põe a faca no pescoço de aliados e adversários. É tão moderno e diplomático que, às vezes, parece político sueco. É um elogio? Não, porque ele faz política no Brasil, não na Suécia. Se continuar “democrático” demais, esperando a fila andar, nunca vai disputar cargos majoritários. O PT de Goiânia está num dilema. Acossado por todos os lados, inclusive pelo aliado e quase adversário PMDB, não sabe que caminho seguir. O prefeito Paulo Garcia quer apoiar Iris Rezende para prefeito, com a delegada de polícia e deputada estadual eleita Adriana Accorsi na vice. Porém, o PT tem outros planos e quer lançar candidato na capital, oferecendo a vice para o PMDB. O argumento do partido tem certa lógica: por que o partido que tem o prefeito deve lançar o vice e não o candidato a prefeito? [relacionadas artigos="26868"] Edward Madureira não gosta de polêmicas que avalia como improdutivas, mas admite que é mesmo preciso discutir, de maneira acentuada, as várias possibilidades partidárias. Inquirido sobre a possibilidade de composição com Iris Rezende, é, mais uma vez, diplomático: “O PT tem condições de bancar um candidato consistente e, portanto, de elegê-lo. Entretanto, se o candidato do PMDB for Iris Rezende, não sei se o PT terá condições de romper a aliança estabelecida a partir do pleito de 2008. Agora, se o candidato for outro, com menos história em Goiânia, o rompimento será mesmo possível”.
Alexandre Baldy — Anápolis/PSDB Chico Bala — Itumbiara/PTB Cida Tomazini — Pires do Rio/PSDB Daniela Vaz — Ipameri/PSDB Gláucia Melo — Porangatu/PSDB Hildo do Candango — Águas Lindas/PTB Jalles Fontoura — Goianésia/PSDB Jânio Darrot — Trindade/PSDB Jardel Sebba — Catalão/PSDB Jayme Rincón — Goiânia/PSDB José Eliton Figuêredo — Posse/PP (é o pai do vice-governador, José Eliton) Luiz Siqueira — Pirenópolis/PSDB Marcelo Melo — Luziânia/PSDB ou Pros Misael Oliveira — Senador Canedo/PDT Neiba Barcellos (ou Leonardo Vilela) — Mineiros/PSDB Reinaldo Cândido da Silva (ou sua mulher) — Goiatuba/PSDB Tião Caroço ou Itamar Barreto — Formosa/PSDB e PSD Valmir Pedro/PSDB — Uruaçu/PSDB Victor Priori — Jataí/PSDB (o vereador Vinicius Luz está no páreo) Waldir Soares — Aparecida de Goiânia/PSDB Zilomar da Código Z — Jaraguá/PSDB

