Edward Madureira sugere que, se Iris for candidato, o PT terá dificuldade pra romper aliança com o PMDB

Cotado para disputar a Prefeitura de Goiânia pelo PT, Edward Madureira é do tipo de político heterodoxo e, por isso, jamais põe a faca no pescoço de aliados e adversários. É tão moderno e diplomático que, às vezes, parece político sueco. É um elogio? Não, porque ele faz política no Brasil, não na Suécia. Se continuar “democrático” demais, esperando a fila andar, nunca vai disputar cargos majoritários.

O PT de Goiânia está num dilema. Acossado por todos os lados, inclusive pelo aliado e quase adversário PMDB, não sabe que caminho seguir. O prefeito Paulo Garcia quer apoiar Iris Rezende para prefeito, com a delegada de polícia e deputada estadual eleita Adriana Accorsi na vice. Porém, o PT tem outros planos e quer lançar candidato na capital, oferecendo a vice para o PMDB. O argumento do partido tem certa lógica: por que o partido que tem o prefeito deve lançar o vice e não o candidato a prefeito?

Edward Madureira não gosta de polêmicas que avalia como improdutivas, mas admite que é mesmo preciso discutir, de maneira acentuada, as várias possibilidades partidárias. Inquirido sobre a possibilidade de composição com Iris Rezende, é, mais uma vez, diplomático: “O PT tem condições de bancar um candidato consistente e, portanto, de elegê-lo. Entretanto, se o candidato do PMDB for Iris Rezende, não sei se o PT terá condições de romper a aliança estabelecida a partir do pleito de 2008. Agora, se o candidato for outro, com menos história em Goiânia, o rompimento será mesmo possível”.

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