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Charge de Jorge Braga é até ingênua. Mas reação de Paulo Garcia e Cileide Alves é exagerada

ChargeNa edição de domingo, 25, de “O Popular”, o chargista Jorge Braga publicou um cartum no qual dois homens dialogam. Um deles diz: “Dizem que a Prefeitura de Goiânia está uma zorra”. Outro explica o motivo da crise: “Culpa do sargento Garcia”. Atrás dos dois “críticos” está o Zorro, o inimigo figadal e desastrado do Zorro — daí o uso, pelo cartunista, da palavra “zorra”. O prefeito Paulo Garcia (PT) reagiu de maneira indignada, possivelmente sem refletir a respeito de que um “quadrinho”, como um charuto, às vezes pode ser tão-somente um quadrinho — sem intenções malévolas por trás. No Twitter, depois de voltar a responder seus críticos, Paulo Garcia escreveu: “Desculpem o desabafo. Penso que quem mereceria um pedido de desculpas pelo exagero seria eu por parte da direção do veículo. Tudo tem limite”; “Somente agora tive tempo de ver a charge de O Popular de hoje (ontem). Fora de contexto, uma vez que a cidade vive sem nenhuma excepcionalidade”; “Com todo respeito que merece o cartum me parece matéria encomendada e desrespeitosa. Aliás, conduta que tem ultrapassado o limite do razoável”. Nas entrelinhas, mais do que nas linhas, Paulo Garcia está acusando alguém — possivelmente o governador Marconi Perillo ou o presidente da Agetop, Jayme Rincón — de manipular o chargista. Não parece ser o caso. Tanto que a cúpula do “Pop” esclareceu que o trabalho “expressa a opinião do chargista e que o jornal preza pela liberdade de manifestação e expressão”. É possível que um editor — ou editora — tenha pedido a charge. Porém, como está assinada, a responsabilidade é mesmo de Jorge Braga. A rigor, charges são mesmo exageradas, mas a de Jorge Braga, no caso, é até ingênua e leve. A gestão de Paulo Garcia de fato é mal avaliada, embora o prefeito não seja tão desastrado quanto o sargento Garcia — e moralmente é, até o momento, inatacável. A manifestação do prefeito talvez tenha sido mais desproporcional do que a charge em si e chamou a atenção ainda mais para o suposto problema de que “a prefeitura de Goiânia está uma zorra”. Se não está, no lugar de buscar motivos ocultos na charge, o prefeito deveria ter mostrado porque a cidade, ou a prefeitura, não está uma “zorra”. Porém, o fato de ser desproporcional, não significa que a manifestação do prefeito não é legítima. É. Na democracia, pelo menos, as partes que se sintam agredidas têm o direito de se defender. Ele o fez. Talvez tenha cometido algum exagero, mas tem o direito de defender sua administração e, também, sua pessoa. A reação da editora-chefe do “Pop”, Cileide Alves, parece tão ou mais exagerada do que a do prefeito. A jornalista, em geral ponderada, disse que a reação de Paulo Garcia segue na “onda antichargistas”. Trata-se de uma referência ao atentado à redação do jornal “Charlie Hebdo”, de Paris. Não há comparação. O prefeito rebateu uma crítica, expressando sua opinião — até exigindo uma retratação indevida —, mas em nenhum momento exigiu a cabeça (real ou metaforicamente) do chargista Jorge Braga. O que Paulo Garcia deveria fazer de verdade era rir da charge, como todos certamente fizeram e fazem, inclusive seus aliados. Se tivesse rido, se não tivesse visto um conspiração — possivelmente, inexistente —, a repercussão da charge de Jorge Braga teria sido bem menor. Quem deu repercussão à crítica, mais bem humorada do que ranzinza, não foi nem o jornal e nem Jorge Braga, e sim o prefeito, seu maior vulgarizador.

Paulo Garcia garante aliança PT-PMDB para 2016: “Vamos eleger o sucessor”

Em entrevista nesta terça-feira (27/1), prefeito prega dobradinha de 2012 e deixa DEM de fora da aliança

Conselheiros da OAB-GO se reúnem nesta quarta (28/1) para deliberação sobre mandato tampão

Eleição está marcada para o dia 4 de fevereiro e deve ver disputa entra Macalé e Enil. Candidaturas devem ser oficializadas na sexta-feira (30)

Sucessão em Aparecida: Euler Morais volta ao PMDB e inaugura obras visando 2016

Secretário de Governo afirma que ano será marcado por calendário institucional e sinaliza que deve ser o candidato a prefeito

Fidel Castro diz não ter confiança nos Estados Unidos mas apoia solução pacífica

Esta é a primeira vez que Fidel Castro se pronuncia publicamente sobre a aproximação diplomática

De volta a Goiânia, Kajuru busca aliança com Iris e Caiado para 2016

Radialista afirma que coligação PRP, PSC e PSB pode ter o incremento do PMDB e do DEM. Kajuru, que já havia anunciado que pretende ser candidato a prefeito, diz que aceita ser vice de Iris

Defesa de Cerveró indica Dilma como testemunha e depois pede substituição de nome da presidente

Em documento protocolado nesta segunda-feira (26), advogado de Cerveró pediu a intimação da presidente, porém acabou mudando de ideia e afirmou que a compra de sondas de perfuração não passou pelo conselho que ela chefiava na época

Partido da base discute com PRP nome de Kajuru à Prefeitura de Goiânia

Vice-presidente Gercyley Batista diz que uma sigla da base está insatisfeita com os nomes para 2018 e pretende entrar no pleito em 2016 a fim de negociar com o governador Marconi Perillo

Papa Francisco recebe transexual em audiência no Vaticano

Espanhol Diego Lejarraga afirmou que após fazer cirurgia de adequação sexual foi proibido de comungar e foi chamado pelo pároco de sua cidade de "filha do diabo"

Paulo Garcia e Hélio Telho trocam farpas por meio de redes sociais

Discussão foi motivada pela reação do prefeito a uma charge sobre sua administração; para procurador, o prefeito não aceitou a crítica com humildade

Joffre Rezende, o médico que escrevia e lia almas

Iúri Rincón Godinho Joffre Marcondes de Rezende morreu hoje e será enterrado amanhã (27 de janeiro), no Jardim das Palmeiras. Era simplesmente uma das cinco pessoas vivas mais importantes na medicina goiana e um dos últimos pioneiros de Goiânia — chegou à capital em 1954. Fundador da "Revista Goiana de Medicina", ex-presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia e um médico que escrevia fácil e corretíssimo, melhor que muito jornalista — deixou vários livros e artigos. Extremamente culto, sempre me apoiou. Quando em 2003 lancei a "História de Medicina em Goiás", pacientemente me orientou. Quando fui curador do Museu da Medicina, mandou um cheque para ajudar na obra sem avisar e sem pedir nada. Quando lancei a revista Medicina em Goiás, revisava e aceitou ser diretor da publicação. Explorei muito o Joffre. Não apenas profissionalmente. Uma vez fui atacado por uma dor de estômago que ninguém descobria. Endoscopia, colonoscopia, antiácido, comprimido verde, comprimido vermelho. Nada. Depois de passar por uma legião de gastro acabei no consultório do Joffre na Clínica do Aparelho Digestivo, ao lado Castrois Hotel. Mostrei todos os exames. Os remédios. Sem se alterar ele me passou um tranquilizante. Tomei uma semana. Sarei. Joffre lia a alma das pessoas, assim como faz seu contemporâneo Luiz Rassi. Dizia-me (ele não aceitava que eu começasse as frases com pronome possessivo) que de cada 10 doentes, nove não tem nada. Elogiava o que chamava de minha "capacidade de trabalho". Sempre sério, sorria poucas vezes. Recebeu em vida todas as láureas profissionais e acadêmicas. Até o último momento manteve seu olhar vívido e interessado em tudo ao seu redor. Um olhar de cientista, um olhar severo. Um olhar, acima de tudo, humano. Iúri Rincón Godinho é publisher da Contato Comunicação.

Morre Joffre Rezende, uma lenda da medicina brasileira

Morreu na segunda-feira, 26, em Goiânia, uma lenda da medicina brasileira (e não apenas goiana): o gastroenterologista Joffre Marcondes de Rezende (foto acima), de 93 anos. Ele era um dos maiores estudiosos mundiais da doença de Chagas. Joffre Rezende nasceu em Piumhi, em 19 de maio de 1921, e mudou-se para Goiânia em 1954. Ele foi professor da primeira turma de Medicina da Universidade Federal de Goiás e fundador da “Revista Goiana de Medicina” e seu primeiro editor. Editou-a durante 45 anos. É também o criador da biblioteca da Faculdade de Medicina. Era um professor do estilo enciclopedista, segundo ex-alunos. Autor de livros e artigos, Joffre Rezende era um sábio. Escrevia muito bem e sabia mais português do que muitos gramáticos. Seus textos são primorosos. No livro “Memórias de Nossa Gente”, editado pelo médico Hélio Moreira, há um excelente ensaio-biográfico sobre Joffre Rezende. Hélio Moreira escreve: “O Dr. Joffre Marcondes de Rezende é uma figura cuja imagem de homem culto ultrapassou os limites das suas circunstâncias; no entanto, sua personalidade extremamente reservada não tem permitido que a coletividade goianiense e, por extensão, a brasileira, o conheça na sua intimidade. Gostaria de exemplar o que estou afirmando com um simples fato: em 2009, ano em que se comemorava o centenário da descoberta da doença de Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz/Editora publicou um livro que é um marco na literatura médica brasileira; foram selecionados para figurar nesta edição os 15 mais importantes artigos publicados nos últimos 100 anos a respeito do assunto — doença de Chagas, incluindo neste rol os do próprio descobridor da doença em 1909; para nosso orgulho, um dos artigos da lavra do Dr. Joffre foi um dos escolhidos; apenas para reforçar o valor desta seleção, sabemos que até 1999 haviam sido publicados, somente no Brasil, cerca de 10.100 artigos sobre a doença de Chagas. Dr. Joffre comentou este fato com poucos e mais próximos amigos, nada foi divulgado em Goiânia a este respeito!". Hélio Moreira, que sabe das coisas, está certo: Joffre Rezende era um grande médico, um mestre dos superiores e um homem de vasta cultura. Um humanista em tempo integral — sábio, civilizado e discreto. [A fotografia acima é da Universidade Federal de Goiás]

Com formato inédito, 2ª edição da festa Mimosa reúne gastronomia, música e bazar cultural

Evento será realizado neste sábado (31/1) e promete 12 horas de discotecagem, festival gastronômico e até feira de livros

Caiado acusa Receita Federal de fazer “confisco disfarçado” com dinheiro do contribuinte

Para senador eleito, o pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda não foi feito por conta da atual situação das contas do governo

Ernesto Roller diz que Tião Caroço perdeu prestígio e não luta pra manter cargos estaduais em Formosa

O deputado estadual eleito Ernesto Roller (PMDB) disse ao Jornal Opção que não quer ficar discutindo a possibilidade de o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios Sebastião “Caroço” Monteiro ser candidato ou não a prefeito de Formosa. “O que posso dizer, sem receio de errar, é que Tião Caroço não tem mais tanto prestígio em Formosa. Uma candidatura dele não é para ajudar a cidade, mas sim para tentar me atrapalhar. Há políticos que não percebem que os eleitores não toleram perseguição.” Ernesto Roller afirma que o governo de Goiás está fechando diversos órgãos em Formosa e transferindo-os para Luziânia. “Por que, se diz que tem prestígio político, Tião Caroço não trabalha para a permanência dos órgãos em Formosa?” O líder do PMDB frisa que o prefeito Itamar Barreta deveria ser mais enfático na defesa dos interesses do município. “Como nona cidade de Goiás, em importância político-eleitoral e em termos de economia, Formosa merece respeito.”