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O pacote de Levy mete medo no PT?

Medidas para consertar quatro anos de equívocos na condução da economia brasileira podem prejudicar o partido em 2016, principalmente nas capitais e grandes cidades

Eletrobrás se torna definitivamente dona da Celg, que pode mudar de nome

[caption id="attachment_27452" align="aligncenter" width="620"]Fernando Navarrete (Celgpar): “Investimento de R$ 800 milhões para resolver problema de queda de energia em Goiás” | Reprodução Fernando Navarrete (Celgpar): “Investimento de R$ 800 milhões para resolver problema de queda de energia em Goiás” | Reprodução[/caption] A Celg poderá se chamar Eletrobrás Goiás, a exemplo do que aconteceu em outros Estados em que houve negociação semelhante com a estatal federal, mas ainda não houve decisão fechada sobre isso. O controle acionário da companhia passou definitivamente para as mãos da Eletrobrás na terça-feira, 27, com a conclusão do acordo de aquisição de 50,93% das ações da Celg D. O presidente da Celg Participações (Celgpar), José Fernando Navarrete Pena, informou na quinta-feira, 29, que a Eletrobrás terá de investir em torno de R$ 800 milhões para pôr fim aos problemas ocasionados com a queda de energia e outros problemas nos próximos dois anos e meio. Segundo Fernando Navarrete, esse plano de investimento terá de ocorrer para reforçar a rede de distribuição, aumentar a capacidade de entrega das cargas energéticas em todo o Estado e revisar a malha da eletrificação rural, a fim de dar maior consistência e confiabilidade ao sistema. O presidente da companhia disse que o governo de Goiás atendeu a praticamente todas as propriedades rurais, no entanto, como os investimentos ocorreram num período em que a Celg estava inadimplente com a União, não pôde receber a contrapartida do governo federal. Navarrete afirmou que estas intervenções farão com que a estatal preste o serviço que a população precisa. Nos últimos quatro anos foram investidos cerca de R$ 5 bilhões na Celg, conforme disse Navarrete, para que a empresa seja viabilizada.

O grilo falante não deixa a consciência de Dilma esquecer Lula, que se achega a Zé Dirceu

Com a inspiração lulista de sempre, Gilberto Carvalho retoma a fidelidade ao antigo líder, que tenta atrair o apoio da presidente rumo a 2018 [caption id="attachment_27441" align="aligncenter" width="620"]José Dirceu: antes foi o mensalão, agora também suspeito no petrolão |  Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil José Dirceu: antes foi o mensalão, agora também suspeito no petrolão | Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil[/caption] Há um mês, o companheiro Gilberto Car­valho deixou o batente no Planalto, onde a presidente Dilma não o quis mais. Mas ele continua a ser o grilo falante que procura acordar a consciência de Dilma com alertas para se lembrar de Lula, que está quieto naquele momento, mas atento ao que se passa. Hoje, a acariciar a nova candidatura presidencial em 2018 com apoio da sucessora. Mesmo fora do governo, Carva­lho continua a zelar pelos interesses de Lula junto ao poder. Ao longo do ano passado, o companheiro fez contraponto a momentos em que a presidente esteve em evidência. Foi assim na Copa do Mundo, quando Carvalho, ainda secretário-geral do Planalto, corrigiu a ideia da chefe sobre a origem social da hostilidade que ela sofreu nos jogos. Em janeiro, foram duas intervenções do companheiro, sempre com a cobertura de Lula. Logo no dia dois, Carvalho rompeu a placidez com que Dilma assumiu o segundo mandato sem dar bola aos interesses do ex-presidente. Ao repassar a Se­cre­taria-Geral ao dilmista Miguel Ros­setto, Carvalho, indignado, soltou aquele grito de guerra dirigido a sujeito oculto: — Nós não somos ladrões! Nós não somos ladrões! A mira lulocarvalhista era a presidente em pessoa. Ela que não se fizesse de ingrata, não isolasse Lula para não se contaminar com a mancha do petrolão que, com a cumplicidade de Dilma, instalou-se na Petro­brás no antigo governo há dez anos, mas avançou pelo dilmismo. Estão todos no mesmo barco. Dilma que não queira se blindar, como diz hoje o petismo. A corrupção acaba de voltar à pauta. O segundo passo de afirmação lulista, em janeiro, veio há uma semana. Carvalho se antecipou, na noite de segunda-feira, à reunião de Dilma com o novo ministério no dia seguinte. Em encontro com a militância do PT, na sede do partido, o grilo falante retomou o estigma da corrupção que pesa sobre o poder petista: — Eles querem nos levar para as barras dos tribunais. O envolvimento do Zé, agora de novo, é tudo na mesma perspectiva. O grilo Carvalho se referiu ao companheiro Zé Dirceu, que liderou a operação do mensalão e agora retorna ao palco com o petrolão. Quatro dias antes da fala do grilo aos militantes, a Justiça quebrou o sigilo bancário e fiscal da empresa de consultoria de Dirceu depois de apurar que ela re­cebeu pagamentos de em­preiteiras comprometidas com o petrolão. A menção de Carvalho a Dirceu é simbólica. Significa que Lula procura se reaproximar de seu ex-chefe da Casa Civil no primeiro mandato presidencial. Restabelecer a velha parceria no bojo, agora, de uma parceria atenta aos movimentos de Dilma no governo. A ordem lulista é evitar que a corrupção afaste o PT de novo mandato presidencial, que teria Lula como candidato. A trama lulista procura reabilitar Dirceu, que estava no ostracismo desde a condenação, como mensaleiro, a quase oito anos de cadeia, agora convertida em prisão domiciliar. Como não passa pela cabeça de Dilma, nem vagamente, uma parceria com Dirceu, Lula seria o único a articular-se com Zé, cujo carisma junto à militância está em repouso, mas ainda deve ser produtivo. Cabe nisso um aviso à presidente: Dilma que se cuide, pois Lula e Zé Dir­ceu estão de olho. É visível a insatisfação das bases do PT com a guinada conservadora do segundo go­verno da companheira. A militância sindical está nas ruas do país. Há cam­po para Lula e Dirceu semearem.

“Eles querem nos levar para as barras dos tribunais”, advertiu Carvalho. Eles quem?

[caption id="attachment_27437" align="aligncenter" width="620"]Gilberto Carvalho, o grilo-falante de Lula: “Nós não somos ladrões” | Marcelo Camargo/ Agência Brasil Gilberto Carvalho, o grilo-falante de Lula: “Nós não somos ladrões” | Marcelo Camargo/ Agência Brasil[/caption] A partir dos anos 70 da ditadura, o advogado José Costa se elegeu sucessivamente deputado federal por Alagoas, desde o velho MDB, sob o impacto de uma palavra de ordem pichada nos muros das cidades: “Contra eles, Zé Costa!” Quem eram eles? Não precisava afirmar. Seria até temerário tentar explicar aquilo na ditadura. O universo imaginário de cada pessoa é povoado por fantasmas, vultos malignos que sobressaltam diariamente o portador. Cada eleitor que aplicasse o alerta de Zé Costa aos demônios que infernizam a vida pessoal do indivíduo, às antipatias íntimas da pessoa eleitora. Na mensagem de Gilberto Carvalho aos militantes petistas, extensiva a quem mais se expôs à repercussão da fala do companheiro lulista, “eles” são mais do que a oposição institucional ao governo Dilma, instalada em partidos. “Eles querem nos levar para as barras dos tribunais”, discursou o companheiro Gilberto Carvalho aos militantes do PT. Eles quem? Todos os que se opõem aos rumos do poder petista 12 anos depois de sua instalação com Lula. A mira está na oposição em geral, não apenas aquela sustentada em partidos. Eles são todos os insatisfeitos com a gestão da presidente Dilma, mais aqueles que condenam Lula pelo aparelhamento que vai além do governo e contamina o Estado. Associação que se estende aos empreiteiros que se aliaram ao PT para o saque da Petrobrás e, neste momento, alegam que foram pressionados por petistas em busca do projeto de poder infinito do partido. “A leitura que se impõe diariamente na cabeça do nosso povo é esta de que a corrupção nasce conosco e por isso não temos condição de continuar governando o país”, queixou-se Carvalho de que a resistência ao PT está fazendo a cabeça da sociedade – certamente com apoio da mídia, à qual o companheiro não se referiu por gentileza. Como anotou a repórter Fer­nanda Krakovics, na opinião de Carvalho há um aparelhamento amplo para bloquear o poder do PT: “Tem uma central de inteligência disposta a fazer o ataque definitivo ao Partido dos Trabalhadores e nosso projeto popular. Não vamos subestimar capacidade deles para nos criminalizar, nos identificar com o roubo para nos chamar de ladrão, para tentar impingir em nós uma separação definitiva em relação à classe média, para tentar nos isolar e inviabilizar, em 2018, a candidatura do Lula.” Nisso, Carvalho condenou empreiteiros que, hoje, defendem-se com a alegação, por advogados, de que não foi de empresas a iniciativa de corrupção, que o emissário de Lula não aceita: — São empresas que se unem e corrompem funcionários de uma estatal para auferir lucros, fazer lavagem de dinheiro. E as empresas que contribuem aos partidos com dinheiro? “A contribuição política é apenas um pequeno capítulo do grande crime que é todo o processo de acerto com empresas que fazem seu cartel, como fizeram no metrô de São Paulo e fazem na Petrobrás”, Carvalho estendeu a acusação ao PSDB paulista e admitiu roubo na petroleira. No fim da fala, o companheiro procurou resgatar Dilma para o lulismo Abriu uma porta à reconciliação com a presidente. Solici­tou aos militantes que não façam restrições em público ao governo, “para não colocar água no moinho da oposição”. Pediu paciência com a política econômica da presidente. O que mais Dilma poderia desejar dos lulistas?

OAB Goiás consegue R$ 300 mil para recuperação do lago do CEL

A seccional regional conseguiu junto ao Conselho Federal da Ordem o valor de R$ 300 mil para obra

Se aceitar a pressão para mexer no comando da Petrobrás, o Planalto perderá força

[caption id="attachment_27430" align="aligncenter" width="620"]Graça Foster: Petrobrás desmancha na corrupção, mas Dilma confia nela | Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil Graça Foster: Petrobrás desmancha na corrupção, mas Dilma confia nela | Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil[/caption] A concepção estratégica da presidente Dilma para manter a companheira Graça Foster o na presidência da Petrobrás inclui a cautela em não conceder ao mercado, interno e externo, uma demonstração de fraqueza que esvazie sua autoridade pessoal na gestão da crise econômica nos próximos anos. Porém, é na qualidade de gestão que a questão se complica. Dilma se viu constrangida a aceitar que Foster divulgasse no balanço do terceiro trimestre do ano passado, improvisado pela Petrobrás sem passar por auditoria externa, o prejuízo de R$ 88,6 bilhões, que não se atribui apenas ao roubo do petrolão. O dinheiro perdido inclui resultados de má gestão da petroleira. O problema é que os grandes projetos petroleiros não são geridos propriamente na empresa, mas no Planalto desde a era Lula. O petrolão nasceu com ele em 2004, quando saiu a nomeação do amigo Paulo Roberto Costa a diretor de Abastecimento da Petro­brás com a missão de abastecer o caixa do PP, PT e outros partidos aliados ao governo. A má gestão de investimento levou Foster a anunciar, no meio da semana, a redução da injeção de dinheiro em quatro refinarias idealizadas por Lula quando presidente. Entre elas, a complicada Abreu e Lima em Pernambuco, fonte de roubos do petrolão. Foi idealizada como uma parceria bolivariana com a então Venezuela do companheiro Hugo Chávez, que deu calote. Como prometeu Foster, agora a exploração de petróleo deve ser reduzida ao “mínimo necessário”. A falta de grana e a desvalorização da Petrobrás têm a ver com isso, mas, junto, cairá o roubo provocado por má gestão. Além disso, coloca-se em dúvida a viabilidade da exploração do pré-sal, que levou Lula e Dilma a imaginarem fontes poderosas de dinheiro. Toda a má gestão já compromete a autoridade de Dilma perante os mercados – o externo sabe de tudo o que acontece por aqui, inclusive por causa da concorrência. A presidente leva consigo, na crise de autoridade, o projeto de poder do PT, que se alimenta no vigor financeiro de programas sociais que arrecadem votos infinitamente. É nisso que Lula pensa quando se esforça para evitar, há um ano pelo menos, que Dilma se afaste dele enquanto estiver no Planalto. Há a preocupação do ex em participar da gestão que garanta ao PT a permanência no poder depois de 2018. Inclua-se o poder como fonte da geração de dinheiro para a política. Há uma ironia nisso. Lula quer estar próximo de Dilma, sua sucessora por escolha dele, para o próprio voltar ao palácio na primeira oportunidade, em 2018. Dilma se afasta de seu antigo patrocinador para não ser devorada pela liderança dele. Ela deseja ter uma via de trânsito própria que lhe assegure autonomia política. Considera-se amadurecida para a vida própria. Como efeito, a disputa entre ambos por autoridade coloca o PT numa via inferior, pelo menos como as coisas estão. O partido acompanha o embate entre duas lideranças ou personalidades sem ter a oportunidade de dizer o que prefere. Os petistas dispõem de mecanismos internos de consulta, mas são lentos. Dilma e Lula têm pressa. A ação dos dois líderes converge numa concepção de poder: a Petrobrás é muito poderosa para ser administrada profissionalmente, ter autonomia de gestão. A importância da companhia, na concepção dos dois, está na oportunidade que oferece a negócios político-ideológicos. Nisso, convém a Dilma manter a companheira Graça Foster na direção da empresa. Elas se entendem.

Dança com lobos ou valsa dos cisnes

Opositores anunciam disposição de incomodar o governo, mas a base aliada tem maioria absoluta para neutralizar ações constrangedoras

Anúncios de várias obras não escondem dificuldades diárias

Visita ao parque de obras do projeto Macambira-Anicuns e anúncio de reforma da Praça Cívica convivem com problemas cotidianos

A Celg agora vai?

Com o processo de transferência da empresa finalmente concluído, agora é esperar que os tão necessários investimento sejam realizados

Irismo pode sacrificar 2018 pensando em 2016. PSDB pode sacrificar 2016 pensando em 2018

Iris Rezende pode sacrificar 2018, desde que Ronaldo Caiado apoie seu grupo em Goiânia em 2016. Outra parte do PMDB pode sacrificar 2016, apoiando Vanderlan Cardoso, para cacifar-se para 2018. O PSDB pode “esquecer” 2016, aliando-se ao presidente do PSB, para manter o poder em nível estadual

Flagrantes da intervenção do governo a favor do PT na eleição a presidente da Câmara

Mesmo que a presidente Dil­ma faça de conta que não está nem aí, que o problema é do Congresso, ela poderá ser a perdedora hoje na eleição a presidente da Câmara. O fato é que a pressão do governo para derrotar a candidatura do deputado pouco confiável Eduardo Cunha, do PMDB do Rio, recorda as intervenções da ditadura militar no Congresso. Nem a cara de paisagem de Dil­ma combina com o empenho do Planalto a favor da candidatura do companheiro Arlindo Chi­na­glia, petista de São Paulo. Há um mês, ela empossou companheiro gaúcho Pepe Vargas como secretário de Relações Institucio­nal, o operador político que trouxe para perto de si no palácio. Três semanas depois, Vargas pousou em Curitiba num jatinho da FAB. Ele disse a repórteres que esteve ali para tratar de energia elétrica. Então, no último domingo, o articulador político foi ao Paraná conversar sobre eletricidade. Não deixou de ser verdade. Vargas se reuniu com dois políticos. Um deles, o companheiro Jorge Samek, presidente da usina de Itaipu. Vargas pediu a Samek que usasse a força da usina para convencer o PP a votar em Chinaglia na Câmara. Ao lado, estava o novo deputado Ricardo Barros, eleito pelo PP paranaense. Há dois anos, Barros renunciou a secretário estadual de Indústria e Comércio depois que gravações do Ministério Público o flagraram orientando um funcionário da prefeitura de Maringá a fazer um acordo entre empresas que disputavam uma licitação. Era irmão do prefeito, Silvio Barros. Outro gaúcho que a presidente levou para o palácio há um mês, Miguel Rossetto, nomeado secretário-geral, fez parceria com Vargas na pressão. Ambos usaram dados do Planalto para informar à campanha de Chinaglia quais deputados indicaram pessoas para trabalhar no governo federal. Daí, veio corpo a corpo em cima dos deputados apontados. Outra ação de ministros. Na quarta-feira, cinco participaram de um almoço com Chinaglia e dirigentes do PP, PR e PRB. Pressionaram os três aliados a não cederem votos a Eduardo Cunha. Além de Vargas, compareceram Ricardo Berzoini (Co­municações), do PT; Gil­berto Kassab (Cidades), do PSD; Gilberto Occhi (Inte­gração Nacional), do PP; e Antonio Carlos Rodrigues (Transportes), do PR.

O Hutrin em Trindade e um bom plano de Saúde

Há dois anos, fotografei no hospital um paciente utilizar papel higiênico em ferifmento porque não havia gaze. Neste mesmo lugar, fui agora submetido a uma cirurgia com anestesia, sala climatizada e procedimentos de um excelente profissional [caption id="attachment_27426" align="alignleft" width="620"]trindade Procedimento cirúrgico com ótimos profissionais e equipamentos modernos: a norma no Hutrin / Foto: Iris Roberto[/caption]   Fábio Ph Especial para o Jornal Opção Abro este artigo particular, agradecendo o excelente atendimento que recebi na quarta-feira, 28, no Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin), administrado pelo Instituto Gerir, bancado pelo governo do Estado de Goiás, uma conquista do prefeito da cidade, Jânio Darrot (PSDB), junto ao governador Marconi Perillo. Alguém pode pensar: “Mas você trabalha no governo do município, sempre será bem atendido no Hutrin.” Nada disso: não entrei no Hutrin pelas portas do fundo. Fui submetido a uma pequena cirurgia e passei pelo procedimento normal. Tinha marcado a cirurgia havia dez dias, no balcão, cheguei naquele dia por volta das 12 horas e, obedecendo à ordem de chegada — pessoas idosas com prioridade de atendimento —, fui operado com muita competência às 15h30 pelo médico Daniel Cabriny. Sentado ali no banco, por mais de três horas, pude observar o trâmite em um setor de atendimentos especiais do hospital. Ninguém reclamando, tudo muito organizado, limpo, seguro, pessoas desenvolvendo suas funções de forma tranquila, paramentada. Novamente, alguém pode pensar: “Mas a experiência que tive no Hutrin não foi essa.” Gosto de usar um ditado: por mais que o feirante zele do produto que vende não tem jeito, tem uma hora que vai aparecer um coró na alface. Principalmente se se tratar de saúde. Falava com Daniel Cabriny, também diretor-geral da unidade, durante o procedimento e ele pontuou: “Têm momentos em que, apesar de você estar muito bem preparado, a demanda excede o planejamento.” Claro também, que ninguém aqui está querendo “dourar a pílula”, falar que a unidade satisfaz e está tudo certo. O Hutrin passa por uma grande reformulação para tornar-se um hospital de referência. Vai dobrar sua capacidade de atendimento e especialidades. Basta ir lá para ver. As obras estão postas a olho nu. Mas eu, em meu tempo de oposicionista ao governo, há pouco mais de dois anos, fotografei aquele mesmo hospital com um paciente utilizando papel higiênico em um ferimento porque não tinham gaze. E neste mesmo lugar fui agora submetido a uma cirurgia com direito a anestesia, sala climatizada e procedimentos com requinte comandados por um excelente profissional. No fim do ano passado tive outra experiência familiar em termos de saúde, em que utilizei um bom plano de assistência. Meu filho Pedro, de 14 anos, joga nas categorias de base do Goiás e tomou uma sarrafada em um jogo-treino. Tive de correr com ele para o hospital, com a clavícula fora do lugar. Mesmo com a carteirinha do plano de saúde SulAmérica, chegamos pouco depois das 9 horas e ele foi atendido às 13. Os fatos me serviram para a comparação nos tempos de atendimento. E aí vou ao passado, lembrando-me dos pré-natais dos filhos, os quais acompanhei, todos os cinco, de forma particular e era sempre um desgaste de tempo, ali, no banco de espera. Na saúde o buraco é grande, é preciso muita terra pra tapar e mesmo assim, têm horas que a terra não dá. Fecho com o quinto parágrafo esta redação, sujeita ao crivo democrático de todas e todos, com a minha missão no governo municipal de Trindade, meu trabalho, que é posicionar a sociedade sobre as boas coisas que a administração faz. Tenho em mente que, fazendo isso, colaboro na motivação de uma grande equipe, de uma turma que está sempre correndo contra o tempo, contra as muitas demandas, contra a crise financeira — que para Trindade não é de agora, vem ao longo dos anos, por sua falta de desenvolvimento comercial. E já foi pior em outras gestões pela suspeição de desvio do capital público. Fábio PH é diretor cinematográfico e assessor de Comunicação Social da Prefeitura de Trindade.

Para qual planeta o seu neto vai se mudar?

Até quando a Terra será habitável para as pessoas? Cientistas consideram que o fim da vida humana aqui é questão de quando ocorrerá. E o “quando” não chega à metade do século [caption id="attachment_27417" align="alignleft" width="620"]Cena de “Interestelar”, a história desesperada de uma humanidade em busca de nova casa: ficção científica, mas não longe de uma possivel necessidade breve e real / Foto: Legendary Pictures Cena de “Interestelar”, a história desesperada de uma humanidade em busca de nova casa: ficção científica, mas não longe de uma possivel necessidade breve e real / Foto: Legendary Pictures[/caption] Elder Dias O filme “Interestelar”, di­rigido por Christo­pher Nolan e lançado em 2014, fala de um futuro sem data, mas hoje menos imprevisível do que ainda desconhecido. Nele, a Terra está exaurida: a variedade de alimentos é baixíssima e, dos poucos cultivos que sobraram, as pragas arrasaram com a cultura de trigo. Restaram quiabo e milho. Em um mundo sombrio, onde só chove poeira, Cooper — personagem de Matthew McConau­ghey — é um engenheiro americano que tem de se virar como fazendeiro para sobreviver. Todos ali sabem que é questão de tempo — e pouco tempo — para o fim da humanidade no planeta. A chance de sobrevivência da raça é encontrar outro lugar no espaço com condições mínimas para ser habitado. E Cooper acaba por se tornar comandante de uma nave de expedição da Nasa que, através de um buraco de minhoca — uma espécie de atalho espaço-temporal entre galáxias —, tenta encontrar o planeta ideal entre três que foram anteriormente localizados e prospectados por antigos astronautas. [caption id="attachment_27419" align="alignright" width="300"]Guy McPherson: para ele, o ser humano se extingue até 2040 / Foto: Divulgação Guy McPherson: para ele, o ser humano se extingue até 2040 / Foto: Divulgação[/caption] A saga de Cooper e seus companheiros não interessa aqui. A ficção científica serve apenas para colocar uma questão básica: até quando a Terra será habitável para os humanos? Até que geração isso poderá ocorrer? Questões que ganham mais contextualização quando se observam fenômenos como secas e enchentes, ondas de calor, tempestades e outros começarem a fazer parte da rotina. A crise hídrica de São Paulo não é um problema só de má gestão política — e quem pensa assim ou é maldoso, ou alienado, ou mesquinho, ou adversário político. Ou tudo isso junto. Alguns cientistas, que certo conceito geral ainda teima em considerar céticos, já afirmam que a humanidade acabar por “falência múltipla de recursos naturais” não é mais uma questão de “se”, mas de “quando”. Outros, que seriam vistos como céticos xiitas, já apontam “deadline”, a data limite para o fim. Em abril de 2014, Guy McPherson, professor emérito da Universidade do Arizona (EUA) e um dos especialistas mais influentes de seu país no tema mudanças climáticas, concedeu meia hora de entrevista nada animadora a uma rede de televisão. Sua ideia é de que o aquecimento global vai causar a extinção dos humanos até 2040. Ou seja, o Homo sapiens sapiens não teria qualquer chance de conhecer a segunda metade deste século. No século 18, quando se iniciou a era industrial, havia na atmosfera, em gás carbônico (CO2), um índice de 280 ppm [partes por milhão]. Atualmente, essa suspensão superou 400 ppm, algo que não ocorreu na Terra nos últimos 800 milhões de anos. Citando seu ex-colega de universidade Albert Bartlett, McPherson diz: “O maior defeito da raça hu­mana é nossa incapacidade para compreender a função exponencial.” [caption id="attachment_27420" align="alignleft" width="300"]Carlos Nobre: preocupação ética com as próximas gerações / Foto: Divulgação Carlos Nobre: preocupação ética com as próximas gerações / Foto: Divulgação[/caption] O cientista coloca esse ponto para explicar, por meio de dados sobre a quantidade de gases (CO2, metano e outros) que compõem o efeito estufa e são liberados na atmosfera, que a temperatura do mundo vai subir 4º C até 2030 e mais 10º C nos dez anos seguintes. A frase clássica apocalíptica tirada dos escritos de Nostradamus dizia que “[o ano] 1000 passará, [o ano] 2000 não chegará”. Transpondo para a previsão científica de McPherson, seria algo como “2030 chegará, mas 2040 não passará”. O vídeo da entrevista, chamado “Cientistas preveem extinção da humanidade até 2040”, é legendado e pode ser acessado facilmente pelo YouTube. Apesar das tentativas do apresentador em buscar uma solução, McPherson se mantém ao mesmo tempo sereno e fleumático ao apresentar suas considerações. Outra delas: “Nós estamos provocando a extinção de cerca de 200 espécies por dia e, em algum momento, a espécie que mergulhará no abismo seremos nós.” A metáfora é quase a ideal. Para o pesquisador do Arizona, na verdade, o homem já pulou do abismo, mas ainda não atingiu o seu choque fatal. Está, porém, em um estágio já irreversível para sua sobrevivência, como o indivíduo que se joga de um arranha-céus e ainda vê as janelas passarem. A argumentação é um xeque-mate: “Descobrimos só agora que, na verdade, o aquecimento produzido pelo efeito estufa sofre um atraso de 40 anos em relação à sua emissão.” Ou seja, o calor de hoje é resultado do que foi jogado na atmosfera até 1975. Ocorre que, nas últimas três décadas — portanto, desde meados dos anos 80 — o que foi gerado de poluição supera o que se produziu nos 250 anos anteriores. A solução para uma salvação do mundo? Para tentar barrar o apocalipse, só optando por outro: estancar toda e qualquer atividade industrial. Um cenário improvável num momento em que fenômenos meteorológicos ainda são interpretados apenas como uma “marolinha” do sr. Tempo. Mesmo sendo bem menos cético, o respeitado climatologista brasileiro Carlos Nobre diz que nos próximos 20 anos não há o que fazer em termos de mudanças climáticas. “O clima do planeta já está determinado pelas emissões que fizemos”, concordando, nesse ponto, com McPherson. Abordando economia, recursos e ética intergeracional — como lidar agora pelo futuro das próximas gerações —, ele afirmou que é “arrogante de nossa parte fazer julgamento sobre o que as gerações futuras vão considerar justo e equitativo”, em entrevista à TV Cultura para o programa “Invenção do Contemporâneo”. Sobre a sobrevivência da espécie, ele é otimista. “Somos bastante adaptáveis. Não se pode dizer que o risco de extinção é zero, mas é muito pequeno. Em longo prazo, esse risco não passa por uma mudança climática, mas um cataclismo, como a colisão de um grande meteoro com a Terra”. Dentro do que seria otimismo, há fatos que não são exatamente animadores. “Se parássemos as emissões de gases hoje, o nível do mar continuaria a subir durante os próximos 2 mil anos. São cálculos preocupantes. A previsão até 2100 vai de 80 centímetros a 1,40 metro — o que já é um grande aumento —, mas no fim de todo o período seria algo de 3 a 7 metros a mais. São perturbações de grande monta. Com elevação do mar em 1 metro, seriam já grandes as transformações na linha costeira — basta dizer que 20% da população mundial vive em região até 6 metros do nível do mar.”

O fim do mundo é a gente quem faz. Ou evita
[caption id="attachment_27422" align="alignleft" width="300"]Lula e o pré-sal: euforia que levou ao insano abandono do biocombustível / Ricardo Stuckert Filho/ABR Lula e o pré-sal: euforia que levou ao insano abandono do biocombustível / Ricardo Stuckert Filho/ABR[/caption] Quando se fala em “fim do mundo”, geralmente se pensa na queda de meteoros, em invasão de marcianos ou na volta de Jesus para o Juízo Final. Talvez seja algo até inconsciente, para conforto próprio, mas o homem acaba assim, com esses modelos apocalípticos, transferindo para algo externo o que deveria ser, por princípio, uma responsabilidade sua: fazer sua parte, cuidar de sua casa. Não há como impedir que um raio destrua a própria habitação, mas é possível evitar que ela não desabe cuidando de infiltrações e corrigindo as rachaduras. Os avisos de que algo não está bem com a casa-Terra são dados há várias décadas e o maior deles é o efeito estufa. Uma corrente científica apostou alto no menosprezo à tese do aquecimento global, como se fosse algo que nada tivesse a ver com o processo de industrialização. Agora, pelo que se percebe, parece que tal linha começa a mostrar-se totalmente equivocada, mas tendo já causado, como consequência, sério atraso no combate à emissão de gases. [caption id="attachment_27424" align="alignleft" width="300"]Ver a rua como lata de lixo mostra que há muito a crescer em conscientização / Foto: divulgação Ver a rua como lata de lixo mostra que há muito a crescer em conscientização / Foto: divulgação[/caption] Isso não significa que algo de fato talvez tivesse sido feito. Depois de um duelo armamentista-nuclear na segunda metade do século passado, observamos agora uma corrida econômico-industrial. Os dois países que lutam para ser a grande potência mundial, China e Estados Unidos, não assinaram os tratados de redução de emissão dos gases, porque isso significaria redução no ritmo de crescimento, recessão em seus países e até perda do conforto de suas sociedades. E, então, tem-se um problema ético: sacrificar certa comodidade agora para garantir não apenas o conforto, mas condições de sobrevivência das próximas gerações. Partindo do ponto de vista de tal cenário global, a crise hídrica que vive o Sudeste brasileiro — não que o Centro-Oeste não esteja também sofrendo consequências, pelo contrário — parece apenas uma leve dor de cabeça. Supondo (e torcendo bastante para) que Guy McPherson esteja errado, o que há a fazer? A receita já é antiga: consumir menos, e da forma mais sustentável possível. Hoje, por exemplo, parte da população dos Estados Unidos usa um par de tênis só até que ele fique sujo. Depois, o calçado é jogado fora. Enquanto isso, na África há pés que não conhecem o que seja sapato ou sandália. Tal exemplificação não apresenta uma mera discussão econômica — é obviamente ambiental também, quando se pensa na questão ética e de desequilíbrio de consumo. Para não ver netos (ou até filhos) buscando desesperadamente por um novo planeta como única e última chance, à semelhança da ficção de Christopher Nolan, é preciso que todos cumpram deveres. O que hoje não é feito pela pessoa que hoje joga a garrafa plástica na rua mesmo estando a poucos metros da lixeira — um exemplo bem banal — nem pelo governante que resolve ignorar o potencial bioenergético de seu país por conta de um achado econômico relativamente valioso, mas anacrônico. Foi o que, por exemplo, o então presidente Lula fez ao abandonar o incentivo ao etanol como combustível, assim que anunciada a descoberta do pré-sal.

Maioria dos deputados goianos prefere Cunha

A maioria dos deputados federais eleitos por Goiás para a legislatura 2015-2018 declara preferência pelo peemedebista Eduardo Cunha, para a presidência da Câmara dos Deputados. A eleição será neste domingo, 1º, e estão na diputa ainda o paulista Arlindo Chinaglia (PT), candidato do governo federal,  e o mineiro Júlio Delgado (PSB). O levantamnto foi feito pelo Jornal Opção Online, que apurou que pelo menos 10 dos 17 goianos devem votar em Cunha. A vitória do peemedebista é dada como certa já no primeiro turno — são necessários 257 votos para tanto. Há quem diga que Chinaglia conseguirá atrapalhar esses planos, levando a disputa ao segundo turno.

Risco de racionamento de energia em Goiás

Duas das quatro hidrelétricas instaladas em Goiás ou na divisa do Estado chegaram a situação crítica, próximo do chamado limite prudencial de volume de água de 10%. Isso significa risco real de racionamento de energia até março, se não tiver água suficiente para o restante do ano. As usinas de Itumbiara e Emborcação estão com 10,7% e 13,1% respec-tivamente. O nível dos reservatórios diminui a cada dia e a pouca chuva que caiu em janeiro não é suficiente para evitar a redução. Durante todo o mês, só choveu 11,85% do que era esperado. O País enfrenta uma das mais severas secas dos últimos anos. Na semana passada, o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, disse que o Brasil pode enfrentar racionamento se o nível dos reservatórios atingir patamar de 10%. O limite é estabelcido pelo Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel).