Notícias

Encontramos 149375 resultados
Ruth Rendell, grande dama do romance policial, tinha uma regularidade literária impressionante

Se eu tivesse duas vidas, uma seria dedicada à leitura de literatura (a chamada alta literatura), de história e de filosofia. A outra seria reservada para a leitura de romances policiais. Embora vista como “subespécie” da grande literatura, como se fosse uma arte do segundo time — ou nem arte, e sim apenas entretenimento —, a literatura policial é, no geral, de alta qualidade. Com acerto, costumam citar como de nível inquestionável Edgar Allan Poe, Dashiell Hammett, Raymond Chandler, Georges Simenon, James M. Cain, David Goodis, James Ellroy, Rubem Fonseca, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Rex Stout, Dennis Lehane, Lawrence Block e John Dunning. Uma lista de primeira, sem dúvida, mas fica um pouco mais pobre se não incluir escritoras excelentes como Agatha Christie, Patrícia Highsmith, P. D. James e Ruth Rendell, o quarteto fantástico, Patricia Cornwell, Minette Walters e Andrea H. Japp. A prosa policial tem uma lógica implacável e uma arquitetura delineada com precisão. Escritores iniciantes, se quiserem aprender como se arma e se elabora uma história, deveriam ler, com lupa e caneta na mão, os clássicos policiais. Não há oficina literária mais instrutiva. No sábado, 2, morreu uma das grandes damas do crime, quer dizer, da literatura policial: a inglesa Ruth Rendell, de 85 anos. Ela havia sofrido um acidente vascular cerebral em janeiro e estava internada. Apontada como rainha dos thrillers psicológicos, Ruth Rendell era, acima de tudo, uma autora de uma prosa refinada, exata, e, ao mesmo tempo, rica em vieses, em nuances. Seus livros parecem perfeitos — tal a precisão milimétrica. Pode-se dizer que, embora Ruth Rendell tenha escrito uma literatura popular, ou relativamente popular, se for incluída entre os grandes autores, não os chamados inventores, como James Joyce, William Faulkner e Guimarães Rosa, ninguém fará cara feia, exceto os críticos intransigentes e academicistas. Características dos livros de P. D. James, Patricia Higsmith e Ruth Rendell são, além da precisão, da lógica irretorquível, a qualidade literária e a construção de personagens consistentes. Os enredos, mesmo quando aparentemente ilógicos, têm uma amarração extraordinária. Ninguém “segura” o leitor tão bem quanto os autores de romances policiais. Ruth Rendell era uma mestre em fisgar o leitor e torná-lo seu escravo durante toda a leitura dos romances. Ninguém, em sã consciência, larga um livro da autora pela metade. Mais: procura terminá-lo rapidamente. A literatura de Ruth Rendell tem uma regularidade que impressiona. Seus livros em geral são bons ou, no mínimo, razoáveis. Nunca ruins. O inspetor Reginald (Reg) Wexford, principal personagem de Ruth Rendell, não fica nada a dever aos grandes personagens literários. Aliás, de tão vivo, de tão próximo de nós, fica-se com a impressão de que é um personagem histórico, de que existe na vida real. A magia literária de Ruth Rendell é tão intensa que às vezes o leitor fica com a impressão de que está acompanhando a história no momento mesmo em que ela está acontecendo. “As pessoas gostam de meus livros porque estão ligados ao personagem de Reg Wexford. Sua vida, sua família, que foram construídas ao longo dos livros, apaixonam os leitores. Se você pensar bem, as histórias mais populares no mundo são as que contam o destino das famílias, os destinos do homem que evolui dentro de uma comunidade”, disse Ruth Rendell. Uma curiosidade: Ruth Rendell era apreciadora da literatura da americana Donna Tartt, autora de “O Pintassilgo”.   Livros de Ruth Rendell editados no Brasil O leitor brasileiro tem sorte: Ruth Rendell é um dos escritores mais traduzidos no país. Confira uma lista de alguns seus livros, que podem ser encontrados nas livrarias e sebos. A Árvore das Mãos A Dama de Honra A Hora do Lobo A Morte é Minha Amante A Verdade Através da Névoa Amor e Morte As Máscaras de Morte As Pedras do Caminho Carne Trêmula Feitiço Mortal Herança de Sangue Lágrimas Mais Forte Que a Morte Não Fale com Estranhos Noturno Para Margaret O Creme do Crime O Gafanhoto O Lago das Sombras O Livro de Asta O Tapete do Rei Salomão Sem Perdão Simisola Um Assassino Entre Nós Um Bando de Corvos Uma Agulha Para o Diabo Uma Despedida Para Sempre Vamos Passear no Bosque   Almodóvar e Chabrol levaram Ruth Rendell ao cinema O romance “Carne Trêmula”, de Ruth Rendell, foi levado ao cinema, de modo bem-sucedido, pelo diretor espanhol Pedro Almodóvar. O francês Claude Chabrol adaptou “Analfabeta” com o título de “La Cérémonie” (“Mulheres Diabólicas”, em português).

Goiás conquista 25º estadual ao empatar com Aparecidense

Time esmeraldino ganhou edição 2015 com placar de 1 a 1, no Serra Dourada. Vantagem era do time da capital, que podia perder por dois gols de diferença

Vereador sugere reunião “imediata” entre base e Paulo Garcia

Peemedebista diz que encontro é necessário para esclarecer pontos do projeto devido aos "dribles" que Jeovalter Correia, secretário de Finanças, deu nos aliados

Deputado quer reforço em prédios públicos da capital, mas prefeitura já tem projeto

Deputado do PMDB quer a instalação de sistemas de vídeo, alarmes e cercas de eletricidade. No entanto, Prefeitura de Goiânia já tem projeto em andamento

Para Carlos Soares, prestação de contas deve ser esclarecedora e não convincente

Líder do prefeito Paulo Garcia na Câmara de Vereadores da capital avalia que debates terão “clima duro”. Ida do petista à Casa ocorre com quatro meses de atraso

Unesco aponta que jornalismo de qualidade é necessário na era digital

Data foi criada pela ONU em 1993 e busca chamar atenção para importância da liberdade de expressão e do combate a ataques contra profissionais do setor

Apesar de crescimento menor, Brasil mantém aposta no mercado chinês

Cenário ruim tem levado o governo brasileiro a buscar relações mais próximas com os EUA, agora primeiro mercado consumidor dos produtos brasileiros

Homem de 101 anos é resgatado no Nepal

Contagem de vítimas do terremoto, que atingiu o país no dia 25 de abril, ultrapassa 7 mil mortos e 14 mil feridos

Manny Pacquiao ganhou no ringue mas perdeu na papeleta dos jurados. Trilogia está a caminho?

Um trilogia entre o filipino e Floyd Mayweather pode render uma fortuna próxima de 1 bilhão de dólares para os boxeadores

Revista Veja decreta a morte do boxe. Mas a nobre arte é imortal

O boxe é como o romance: volta e meia, sem nada para fazer, jornalistas criam pautas anunciando o seu fim. Mas eles continuam O boxe não morre. O boxe é imortal. Mas volta e meia alguém, em geral quem não aprecia a nobre arte, decreta sua morte. É sempre assim: depois da aposentadoria de um de seus mais notáveis artistas — esculpem com os punhos; diria, até, que é balé com os punhos —, alguém aparece nos jornais, ou nas revistas, para decretar sua morte. O excepcional Joe Louis saiu de cena e, pronto, o boxe “morreu”. Aí surgiu Muhammad Ali, um fenômeno nos e fora dos ringues (talvez tenha sido o primeiro boxeador 100% midiático), e “matou” os que não paravam de falar na morte do boxe. Porém, com sua aposentadoria, mais uma vez disseram que o boxe estava moribundo — ou morto, assassinado, enterrado. Na cova. Aí apareceu Mike Tyson, uma mistura da arte de Ali com a força de George Foreman. Com sua decadência, o boxe mais uma vez ganhou um caixão e sete palmos. Aí apareceu, sem discrição, boxeadores talentosos como Floyd Mayweather (americano) e Manny Pacquiao (filipino). O boxe é a fênix das artes: sempre ressurge das cinzas de aço “criadas” e “espalhadas” por seus críticos. Na edição desta semana, a “Veja”, com texto de Alexandre Salvador — que parece entender mais de agência funerária do que de boxe —, mais uma vez investe contra o boxe, agora com a reportagem “A última chance do boxe”. De quebra, diz que o MMA, vítima de escândalos, começa a entrar em decadência. A revista da Editora Abril está se especializando na arte de decretar a morte de alguma coisa, ou de alguém. Porém, mesmo traçando o obituário do boxe, a “Veja” não tem como desconsiderar seus números. Como pode ser decadente um esporte que paga 300 milhões de dólares para Floyd Mayweather (60%) e Manny Pacquiao (40%). Ah, a revista dirá: é um caso único. E tem razão. Mas outras lutas importantes pagam bolsas altíssimas e alguns dos atletas mais ricos do mundo são boxeadores. A maior bolsa do MMA fica a quilômetros de bolsas medianas do boxe. O boxe, na verdade, é como o romance: volta e meia, sem nada para fazer, jornalistas criam pautas anunciando o seu fim. Mas o boxe e o romance continuam. Mudam, mas não morrem. Daqui a pouco surgem boxeadores de alta qualidade e os obituários definitivos da “Veja” serão esquecidos, inclusive pela própria revista. Boxe, cinema (se for arte) e literatura são artes irmãs. Tanto que entre seus apreciadores podem ser listados: David Remnick (editor da revista “New Yorker” e autor de precisa biografia de Muhammad Ali), Ezra Pound, Hemingway, James Joyce, John Huston (diretor de cinema), Joyce Carol Oates (autora de um livro sobre boxe muito bom), Norman Mailer (autor do excelente “A Luta”, sobre a batalha do Zaire entre Muhammad Ali e George Foreman, em 1974) e Robert de Niro (ator do belíssimo filme “O Touro Indomável”). [Acima, na foto, Floyd Mayweather e Manny Pacquiao]

100 contos de até 100 caracteres

O Jornal Opção fez a provocação e 100 escritores brasileiros, de diversas partes do País e até de fora dele, aceitaram criar histórias dignas de romances num espaço de uma ou duas linhas

Ex-nadadora da seleção brasileira tem morte cerebral após atropelamento no Rio

Família de Sarah Correia já teria concordado em desligar os aparelhos

Terezópolis de Goiás ganha novo atendimento do transporte coletivo

Ao total, são 17 viagens nos dias úteis, 11 aos sábados e oito aos domingos

Cresce procura pelo ensino do português do Brasil no mundo

Segundo Jorge Tavares, o maior interesse pelo português do Brasil pode ser verificado em importantes universidades do mundo, que passaram a ter forte interesse em incluir a vertente brasileira do idioma entre os cursos

Kate Middleton e príncipe William apresentam filha ao mundo pela primeira vez

Ainda sem nome, a bebê é a quarta na linha sucessória da monarquia inglesa