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O deputado Luis Cesar Bueno diz que não entende o governo de Marconi Perillo. “Fala-se que a receita está em queda, mas a proposta de LDO que está na Assembleia Legislativa confirma que a arrecadação cresceu 16%.”
Luis Cesar Bueno frisa que, embora diga que está contendo despesas, o governo goiano apresenta um déficit anual de 400 milhões de reais. “Aposto que a crise do governo Marconi Perillo deve durar pelo menos um ano e meio.”
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Comenta-se no mercado persa da política que Luis Cesar Bueno defende que o PT banque um nome — o de Adriana Accorsi ou o seu — para vice de Iris Rezende, possível candidato do PMDB a prefeito de Goiânia. Luis Cesar Bueno esclarece sua oposição: “Defendo a manutenção da base de sustentação do governo Paulo Garcia”. Quer dizer, a aliança PMDB-PT, que aponta como vitoriosa em duas eleições, em 2008 e 2012. “A questão chave é que está muito cedo para defender cenários. Afinal, Iris vai mesmo ser candidato? Paulo Garcia vai lançar candidato?”, frisa Luis Cesar Bueno. Leia mais: Deputado do PT diz que mais importante que debater prefeitura é montar chapa de candidatos a vereador Petista sugere que Dilma abandone visão gerencialista de governo e faça mais política Luis Cesar Bueno aposta que crise do governo Marconi deve durar pelo menos um ano e meio
Para o deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT), no momento, mais importante do que discutir os nomes de candidatos a prefeito, é iniciar a montagem de uma chapa consistente de candidatos a vereador. “Quem conseguir montar uma chapa sólida de candidatos a vereadores terá mais chance de ser eleito prefeito”, sublinha o deputado petista. Leia mais: Petista sugere que Dilma abandone visão gerencialista de governo e faça mais política Luis Cesar Bueno defende manutenção da aliança PT-PMDB em Goiânia Luis Cesar Bueno aposta que crise do governo Marconi deve durar pelo menos um ano e meio
Luis Cesar Bueno sugere que a presidente Dilma Rousseff não se prenda demasiado à visão gerencialista e faça mais política, como o presidente Lula. “O governo precisa de uma ação política mais consistente.” Leia mais: Deputado do PT diz que mais importante que debater prefeitura é montar chapa de candidatos a vereador Luis Cesar Bueno defende manutenção da aliança PT-PMDB em Goiânia Luis Cesar Bueno aposta que crise do governo Marconi deve durar pelo menos um ano e meio
O PSDB de Aparecida de Goiânia implodiu. Os deputados Waldir Soares e João Campos estão impondo os novos comandantes do tucanato no município, mas eles vão chefiar quem? Militantes, sentindo-se desprestigiados, pretendem migrar para outros partidos, como PSD e PSB. Os jovens do PSDB — como Renato Silva, Lorena Aires e Maione Padeiro — se sentem abandonados, e não estão preocupados apenas com cargos.
[relacionadas artigos="35035"] O governo de Marconi Perillo planeja voltar a pagar o salário do funcionalismo público dentro do mês trabalhado a partir de dezembro deste ano. Mas, se a economia melhorar, é possível que o pagamento seja regularizando entre outubro e novembro. Marconi Perillo confidenciou a um secretário que nada o abateu tanto, nos últimos tempos, do que mudar as regras do pagamento do salário dos servidores públicos. O tucano está chateadíssimo.
[relacionadas artigos="35036"] Servidores públicos de Goiás têm dito que a primeira parcela de seus salários, a paga dentro do mês, tem sido “absorvida” pela Caixa Econômica Federal para pagar parcelas dos empréstimos consignados, além do Ipasgo. O resultado é que os trabalhadores ficam sem dinheiro até o pagamento da segunda parcela, suas contas ficam negativas e ainda têm de pagar juros à CEF. Servidores sugerem que o tucano-chefe convença a Caixa a fazer nos descontos tão-somente na segunda parcela do salário.
O Credeq de Aparecida de Goiânia — a estrutura está praticamente pronta (98%) — deve ser inaugurado depois de agosto. Falta definir como será o financiamento do governo federal, do governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia. O Hospital de Urgências — Hugo 2 — vai ser inaugurado no final de junho, confirmou o governador Marconi Perillo.
Um recado oficial para os bons entendedores de política: o governador Marconi Perillo apoia a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão Costa, 100%. Não é 50% nem 99%. Aos que criticam Ana Carla Abrão convém lembrar que Marconi Perillo recebeu pressão para demitir o ex-secretário da Fazenda Simão Cirineu — que secretários chegaram a apelidar de Cirinão — e não o fez.
A boataria de que a secretária da Educação, Raquel Teixeira, havia pedido demissão na semana passada foi tão forte que vários auxiliares do governador Marconi Perillo chegaram a acreditar que a doutora em Linguística havia se afastado mesmo. Enquanto turmas das áreas cultural e esportiva comemoravam a “queda”, um auxiliar do governador alertou que Raquel Teixeira estava acamada, com dengue.
Uma coisa é fato mesmo: a maioria dos secretários e superintendentes está profundamente irritada, e às vezes até constrangida, com a falta de dinheiro para coisas comezinhas em suas pastas. Eles dizem que seus poderes estão mais no papel do que na realidade. Alguns sugerem que são rainhas da Inglaterra numa República.
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Alberto Fraga: o deputado federal do DEM do Distrito disse que políticos, homens e mulheres, devem ser criticados com rigor, não importando o gênero | Foto: Jornal de Brasília[/caption]
A linguagem às vezes é tudo — forma e conteúdo visceralmente imbricados. No Brasil há pelo menos duas direitas visíveis. Olavo de Carvalho, Denis Rosenfield, Luiz Felipe Pondé, Rodrigo Constantino, José Maria e Silva, Reinaldo Azevedo são duríssimos nas críticas, mas raramente perdem a elegância (alguns, como Azevedo, mesmo ao perdê-la, mantêm o humor, a ironia fina, à H. L. Mencken e Karl Kraus). Eles compõem, se se pode dizer assim, uma espécie de direita intelectual. Há a direita política, no sentido partidário, que é composta por, entre outros, Ronaldo Caiado, senador; Alberto Fraga e Jair Bolsonaro, deputados federais.
A esquerda é mestre na arte da desfaçatez, artífice na técnica de se apresentar como vítima, quase sempre distorcendo o discurso do adversário, para torná-lo monstruoso aos olhos da sociedade, pois assim será mais fácil combatê-lo e destrui-lo. A esquerda é tão hábil que, quando Stálin e Mao Tsé-tung matavam milhões de “oposicionistas”, apresentados como inimigos do socialismo, conseguia sugerir, e seu argumento era aceito, que tudo estava sendo feito em nome de um futuro melhor para todos. Por falar em nome da humanidade, da construção de uma sociedade igualitária, a esquerda costuma ser perdoada, mesmo quando comete atrocidades. O fim, o bem (o paraíso comunista), justifica o meio, o mal (o fim da liberdade, a destruição da oposição).
Mesmo quando é algoz, a esquerda se posta como vítima. Com sutileza, consegue transformar a direita em Lúcifer, resguardando-se como anjo ímpio, de uma santidade a toda prova. Carvalho, Rosenfield, Pondé, Constantino, Silva e Azevedo, estrelas da palavra, conseguem escapar dos tentáculos da linguagem da esquerda, porque a conhecem bem e sabem defender as próprias ideias. Nenhum deles se deixa enredar pelas artimanhas esquerdistas e, por isso, quase sempre saem melhor nos debates. A linguagem afiada de Carvalho, Rosenfield, Pondé, Constantino, Silva e Azevedo — que nem pensam da mesma maneira sobre todos os assuntos, mas não são de esquerda — é arma defensiva e ofensiva contra a notória ambiguidade funcional das esquerdas marxista, leninista, stalinista e gramsciana.
Porém, a direita que milita na política — corajosa, pois é minoria e não tem espaço decente na imprensa, exceto folclorizada — às vezes é “absorvida” pela argúcia da esquerda. Esta pega a linguagem dos políticos de direita, como Jair Bolsonaro e Alberto Fraga — aos quais falta certa consistência ideológica —, e a transforma numa espécie de bumerangue. É até compreensível a linguagem hard de Jair Bolsonaro e Alberto Fraga, pois, se forem compassivos e ponderados, não serão escutados, não conseguirão “colocar” seu discurso em evidência. Só com excesso suas palavras são transcritas nos jornais, quase sempre a partir da versão de seus adversários.
Nesta semana, na votação da Medida Provisória 665 — “que endurece as regras de acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial”, sintetiza o “Correio Braziliense” —, quando a esquerda aderiu à prática liberal mais radical, a dos Chicago Boys, como o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o que certamente desnorteia os liberais verdadeiros, como Ronaldo Caiado, o deputado federal Roberto Freire, do PPS de São Paulo, deu um tapinha no ombro de Orlando Silva, do PC do B, como uma forma de se comunicar, de dizer “ei”, e o comunista, posando de vítima, gritou que estava sendo agredido fisicamente. “Não me toque”, esbravejou. Roberto Freire tem 73 anos, político há décadas, é considerado um dos mais moderados líderes da esquerda — a democrática (há quem avalie que esquerda e democracia se excluem). Ninguém, em sã consciência, acredita que possa agredir alguém, ainda mais um homem de 43 anos, como Orlando Silva.
A deputada Jandira Feghali, do PC do B do Rio de Janeiro, decidiu defender o camarada. Aí estranhou-se com o deputado Alberto Fraga, do DEM do Distrito Federal. Ao se posicionar com firmeza na defesa de Roberto Freire — possivelmente, da integridade do colega, do qual discorda ideologicamente, embora sejam parceiros nas críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff —, Alberto Fraga escolheu palavras ríspidas, talvez para obter repercussão, mas que não são politicamente corretas. “Mulher que participa da política e bate como homem tem que apanhar como homem também”, disse, de maneira objetiva, sem subterfúgios, o democrata.
A distorção do que disse foi imediata, como é praxe entre esquerdistas. Jandira Feghali avisou que vai processar o deputado. “A Jandira processa todo mundo. Isso é um direito dela”, replicou Alberto Fraga. A manipulação, até simplória mas eficiente, começa quando se sugere que o parlamentar do DEM quis dizer — se quis, não disse, pois sua frase é tão límpida quanto água mineral — que mulher merece apanhar. O líder democrata não disse nada disso. Ele sugeriu, na sua linguagem durona, que a mulher que milita na política e faz crítica duras, posicionando-se com firmeza, também deve ser criticada com rigor. As mulheres, com as feministas no pelotão de frente, não lutaram a vida toda por igualdade? Pois Alberto Fraga está propondo exatamente isto: que mulheres e homens se tratem de maneira igualitária. O único problema — se é problema — é a linguagem, que, por conter palavras candentes, como “bate” e “apanhar”, pôde ser instrumentalizada pela esquerda. O que faltou ao deputado foi uma certa elegância linguística, machadiana, ao enfrentar a malícia da esquerda.
Comenta-se que a Rádio Terra está à venda. Um grupo teria tentado comprá-la por 20 milhões, mas o proprietário, Iberê Monteiro (que faz tratamento de câncer em São Paulo, nos Hospital Sírio-Libanês), teria pedido 25 milhões. No momento, a família não planeja vender a rádio — até porque, com a crise econômica, poucos grupos têm numerário suficiente para adquiri-la à vista. Durante anos, a Terra, uma rádio consolidada e respeitada no mercado, foi líder de audiência, mas perdeu espaço para a Rádio 99,5 (Serra Dourada FM). O deputado e radialista Sandes Júnior é um dos principais responsáveis pela alta audiência da 99,5. A Terra permanece num honroso segundo lugar. Segundo Sandes Júnior, cerca de 90% das pessoas que ouvem rádio preferem FMs.
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Marty Baron: “Várias reportagens longas, bem-feitas, investimentos para nós, estão entre as mais lidas”[/caption]
Entrevistado pelo repórter Raul Juste Lores, da “Folha de S. Paulo” (sábado, 2), o editor-chefe do jornal “Washington Post” — cuja maior glória foi ter contribuído para a renúncia do presidente Richard Nixon em 1974 —, Marty Baron, de 60 anos, deu declarações instigantes sobre o presente e o futuro da imprensa (ou mídia).
Marty Baron afirma que lê atentamente as informações que recebe sobre o comportamento do leitor. Por exemplo: “A porcentagem de quem lê um texto até o final é muito menor do que a gente pensa. Uma típica reportagem é lida até o final por 1%, 2% dos leitores”. E acrescenta aquilo que editores e repórteres do Jornal Opção têm observado, ao examinarem dados do Google Analyticz semanalmente: “Várias reportagens longas, bem-feitas, investimentos para nós, estão entre as mais lidas. Há um enorme numero de gente que gasta muito tempo em narrativas aprofundadas. Não é verdade que texto longo afaste o leitor”.
Apesar da pressão pelo acesso, pois agora todos medem audiência, via Google Analyticz ou outros sistemas, o “Washington Post” não quer aderir ao esquema do “Buzzfeed” (site que publica listas). De fato, há sites, portais e blogs que estão trocando reportagens sérias e equilibradas pela publicação intensiva de listas ou reportagens sensacionalistas sobre políticos e, sobretudo, atores de novela e cinema e modelos. “Não queremos só histórias frívolas. Seria destrutivo com nossa marca, com nossa identidade. (...) Há um enorme mercado para assuntos sérios. Mas não é porque sejam sérios que precisam ser chatos. Contar uma história séria de forma envolvente e entretida é um enorme desafio. Essas são as mais lidas”, afirma Marty Baron.
A tecnologia pode ser um poderoso instrumento para aumentar a leitura dos jornais, avalia Marty Baron. “A narrativa mudou muito com a interatividade. O mais interessante é a integração das ferramentas em um único texto, nos lugares apropriados, dar o contexto. Se você está no meio de uma reportagem e se fala da gafe de um político ou da violência policial, e você tem o vídeo que alguém fez na hora, você pode mostrar ali, na hora. Coloque o gráfico ali, a cópia do documento para quem quiser se aprofundar. (...) Tem que estar tudo bem trançado. É para isso que investimos tanto em tecnologia.”
Não adianta ter grandes assuntos se as pessoas dos jornais não investem na sua divulgação. Por isso o “Washington Post” mantém 47 engenheiros na redação, trabalhando ao lado dos jornalistas. “Estão na editoria de Política, no time de infográficos, por todas as partes. Contar uma história hoje acontece em uma ambiente digital. Se você quer tirar o máximo de proveito, eles [engenheiros] precisam estar por perto, você precisa de engenheiros que saibam programar, fazer apresentações complicadas, interativas. O repórter sabe apurar, escrever, mas não programar. A relação simbiótica de jornalistas e engenheiros é fundamental.”
Nos Estados Unidos, como no Brasil, a publicidade na internet ainda é um problema. Está crescendo, mas ainda é inferior à do produto impresso. Marty Baron é sincero: “Não tenho a resposta de como fazer dinheiro agora, sinto muito”. Ele disse isto e riu. “A receita do impresso é dominante ainda, mas é declinante, o número de leitores declina, não será uma queda gradual, será uma queda acelerada, até cair de vez. Fazer o impresso e o digital ao mesmo tempo é um desafio. (...) Se fôssemos apenas digital, as receitas e os cursos seriam menores”. O problema é que quem migrou em definitivo para a internet — abandonando o formato impresso, caso do “Jornal do Brasil” e da “Newsweek” — fracassou editorial e financeiramente.
Depois de falar de negócios, e frisar que sua área é mesma a jornalística — um toque sutil no entrevistador —, Marty Baron contou que o “Post” faturou um Pulitzer este ano com uma reportagem, por sinal longa, “sobre as falhas do Serviço Secreto” americano. “O que eu gosto é do jornalismo que explica o mundo, que explica assuntos com nuances, mais profundos. Tudo que puder para fugir de slogans de políticos, de comentaristas com frases feitas.”
Ao final da entrevista, Marty Baron sublinha que o “Post” jamais deixa de publicar uma reportagem “porque o governo pediu”. É assim que se ganha o respeito da sociedade, sugere.
O Farmacêutico de Auschwitz” (Bertrand Brasil, 335 páginas, tradução de Miriam Bettina Paulina Bergel Oelsner), do historiador Dieter Schlesak, é um livro doloroso sobre a Segunda Guerra Mundial, especialmente sobre o campo de extermínio mais letal e mais emblemático dos nazistas. O livro, muito bem escrito, é apresentado como um romance documentário.
Condenado a nove anos de prisão, por cumplicidade no genocídio de judeus, ciganos, homossexuais e opositores políticos do nazismo, Victor Capesius morreu em 1985, na Alemanha Ocidental (a capitalista).

