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Goiânia é a oitava capital do País com mais fumantes

Conforme dados da Vigitel, 10,4% dos goianienses mantêm o hábito de fumar

A jornalista Caroline Apple, do portal R7, diz que sofreu abuso sexual no metrô de São Paulo

Revelando coragem e derrotando preconceitos, a jornalista Caroline Apple, do portal de notícias R7, denunciou que sofreu abuso sexual na estação Brás do Metrô (linha 3, vermelha) de São Paulo na noite de quarta-feira, 27. Ela relatou que, no trajeto Bresser-Mooca, um homem “ejaculou” na sua calça. “Não notei nada até a porta estar prestes a se abrir e o barulho da movimentação intercalar com a respiração ofegante dele atrás de mim”, contou. “Foi quando meus pés tocaram a escada rolante que senti parte da minha calça esquentar. Quando coloquei a mão na minha calça notei que ela estava molhada. A palavra era nojo. Não dava mais tempo de descer, mesmo que minha vontade fosse pular da escola rolante que subia.” Um funcionário do metrô, que tentou localizar o suspeito, sugeriu, kafkianamente, que Carolne Apple deveria ter se manifestado assim que o fato aconteceu. “Não sou funcionária do Metrô para pensar em soluções para essa situação corriqueira, não sou paga para isso, mas pago a passagem, nada barata, para ir para minha casa ou trabalho tão apertada a ponto de um homem se masturbar, ejacular e ninguém ver. Minha calça vai pra máquina de lavar, mas e a minha dignidade?” A direção do Metrô admitiu que o funcionário agiu erradamente.

Circulação de jornal impresso surpreende e cresce nos primeiros quatro meses de 2015. Apesar da crise

“Os jornais impressos estão morrendo”. É o mantra dos que apostam na atração fatal exercida pelo jornalismo digital. Mas dados divulgados por “Meio&Mensagem” sugerem que os jornais estão resistindo bravamente e, ao contrário das previsões catastrofistas, estão crescendo. Os cinco maiores jornais do país em termos de circulação — “Folha de S. Paulo” (361.231 exemplares, circulação média, de janeiro a abril; alta de 6,4%), “O Globo” (320.374; alta de 3,7%), Super Notícia (314.766; alta de 1,7%), “O Estado de S. Paulo” (250.045; alta de 5,5%), “Zero Hora” (201.178; alta de 13%) — cresceram nos primeiros quatro meses de 2015, considerando a crise econômica e financeira, de maneira excepcional. Os dados foram comparados com os quatro primeiros meses de 2014. A circulação digital está crescendo. “44,6% da circulação total da ‘Folha’, por exemplo, em abril deste ano, foram por edição digitais. No ‘Globo’, a fatia do digital já corresponde a 37%”, registra o Portal dos Jornalistas. O ranking foi elaborado pelo IVC, que está mudando o nome de Instituto Verificador de Circulação para Instituto Verificar de Comunicação, com o objetivo e aferir também a audiência digital.

Servidores administrativos da UFG, IFG e IF Goiano entram em greve

Entre as principais pautas estão a realização de concurso público, aprimoramento de carreira e reajuste salarial de 27,3%

Decisão do STF permite que Lúcia Vânia saia do PSDB

O Supremo garantiu que a perda do mandato em razão de mudança de partido não se aplica a candidatos eleitos pelo sistema majoritário

Senado aprova MP que muda regras do cálculo do fator previdenciário

Mulheres poderão se aposentar recebendo valor integral de seus salários quando idade e tempo de contribuição somarem 85 anos. Para homens, a soma tem que dar 95 anos

Euroamérica defende que denúncias de irregularidades na construção do Europark são inconsistentes

Incorporadora diz não ter sido procurada por Elias Vaz e Geovani Antônio. Vereadores pedem cassação do alvará de construção do empreendimento

Movimento Brasil Livre protocola pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff

Após um mês de caminhada, representantes do movimento chegaram a Brasília e conseguiram se reunir com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha

Quasar ao som de Elis & Tom é que “Só Tinha de Ser Com Você”

[caption id="attachment_36788" align="alignnone" width="620"]Fotos: Marcus Camargo Fotos: Marcus Camargo[/caption] “É, só eu sei Quanto amor Eu guardei Sem saber Que era só Pra você” Só Tinha de Ser Com Você – Aloysio de Oliveira/Tom Jobim As canções de Elis & Tom vibram nos palcos do Teatro Sesi e botam os bailarinos numa dança para lá de bonita. Eleito, em 2010, pela já saudosa Revista Bravo como um dos 10 melhores espetáculos de dança do século, “Só Tinha de Ser Com Você” traz a coreografia de Henrique Rodovalho no corpo de oito bailarinos, ao som da bossa do álbum de 1974. Nasceu da música mesmo, já que o disco tocara a infância e adolescência do diretor. “‘Só Tinha de Ser Com Você’ desperta sensações”, diz. E foi no ano de 2005 que viveu sua estreia. Para quem ainda não viu, é uma ótima oportunidade para começar mais que bem o final de semana. Afinal, Elis + Tom + Quasar tem como ser melhor? Tudo bem, se você levar seu par, ah!, aí não tem jeito mesmo, fica melhor!Quasar_Só Tinha de ser com vc_Fotografo Marcus Camargo (1) Os movimentos abstratos, macios e suaves numa articulação fragmentada de braços e pernas deitam na bossa, “evita exagero, escapa do óbvio”. Pode ir, que numa mistura de suas memórias, com seja qual for sua canção favorita (será que dá para escolher só uma?), a dança com toda a poesia de Tom & Elis criam uma coisa nova, que só assistindo para saber (sem dúvida, da Quasar, o espetáculo é meu favorito). Então, não perde. Já é na noite desta sexta-feira, 29. Pode se achegar perto das 20h, horário do espetáculo. O ingresso custa R$ 20, a inteira. O Teatro Sesi fica perto do Clube Antônio Ferreira Pacheco.

Em Goiás não se briga mais por melhores salários no rádio, mas para receber o salário no fim do mês

Existem três nichos de poder no rádio atual: os mercadores fé, os carrapatos de governo e os maus pagadores

Poeta de Gurupi ocupa cadeira da Litteraria Academiae Lima Barreto, no Rio

Zacarias Martins vai integrar a vaga de número 40 da entidade. Ele participou da fundação da Academia Tocantinense de Letras

Justiça determina mudança nas cores das viaturas da PM

Segundo promotor que fez pedido, tons usados nos veículos seriam os mesmos do partido e das campanhas políticas do governador Marconi Perillo

Símbolo do Rio civilizado, a Livraria Leonardo da Vinci vai fechar as portas

A livraria, homenageada por Drummond de Andrade com um poema, não consegue mais competir com gigantes empresariais que atuam na internet ou têm megalivrarias

Farsa pode ter autorizado obras irregulares da Europark e de mais 300 empreendimentos na capital

Suposta venda de protocolos e abertura de brecha no Plano Diretor de Goiânia permitiu que incorporadoras encaixassem projetos irregulares

Males Menores

Nada é pior para um corpo displicente do que um mal sem gravidade. Passo pela idade de Cristo, e não passo bem. Mas não posso dizer que passe mal. São pequenos achaques, é a dor menor das inflamações sem risco – tendinite, sinusite (ou rinite?). E para males menores, pequenos procedimentos: consultas de emergência, evasivos diagnósticos, licenças do trabalho, tão breves quanto envergonhadas. E comprimidos a perder de vista. (Aliás, acabo de perder uma caixinha cheia deles, e não posso alegar a falta da vista: a cegueira, como a loucura, tem seu método. Eu é que não.) “A tendinite é calcária”, me diz o médico, peremptório. Desconfio de umas balas que trago alojadas no peito, mas que se deslocam corpo afora, ou melhor, corpo adentro -- sem remédio. A sinusite é uma “inflamação dos seios da face”, me ensina o Google. Desconfio de certa carência de seios que me acomete desde a primeira infância até a idade de cristo -- sem remédio. Perco a hora dos remédios. Onde uma esposa fiel que me ajudasse a ministrar tantas pílulas, meu Deus? (Mas não foi para Deus que a perdi?) “Você não queria autonomia?”, me diria minha mãe, ligeiramente contrafeita. Queria, até me inflamarem os seios da face. Agora preciso é de seios sãos... E maternos é que não são. Perco o cartão do plano de saúde. Em que recepção o terei esquecido? Já vejo aquela recepcionista mignon a trazê-lo – e a ministrar as pílulas que faltam. “Quanta loucura por tão pouca aventura”, toca o rádio impertinente. Agora é o whatsapp. Onde a paz dos moribundos? Agora é a musa! Que delírio? Que delícia! E quer conversar, virtualmente. Inacessível, ainda e sempre – não importa se por carta ou pelo whatsapp. Ainda assim é melhor que a esposa fiel, melhor que a recepcionista mignon. Melhor é esquecer a “inflamação dos seios da face”. A princípio não falo de inflamações. Em nome da minha propalada autonomia, alego uma gripe que não inspira maiores cuidados. Mas falo da perda do cartão do plano de saúde. Será que a musa não poderia me ajudar a revirar a casa, as coisas, os móveis... em busca do cartão perdido?  O combinado não era me emprestar os olhos, se eu precisasse? Oportunista é o que sou, ecoa um irado superego. Bem sei que perdi o dito cartão numa recepção qualquer – provavelmente a daquela recepcionista mignon. E não preciso dos olhos da musa, mas de seios... quer dizer, dos seios da face, novamente sãos. Ah, musa incauta! Quer por tudo me ajudar a revirar a casa, as coisas, os móveis... em busca do cartão perdido. Confesso meu pecado nada original, mesmo sob o risco de perder o paraíso – e perco. Mas a musa – porque é musa – compreende a humana falibilidade, a humana queda para o ridículo, a humana inflamação dos seios da face. A ela – à musa – sou só gratidão. Amanhã seguirei, recepções afora, minha solitária e autônoma busca do cartão perdido – e da recepcionista mignon. Por hoje está feita a crônica dos meus males menores. Para males menores, aliás, nada melhor que o gênero menor.