Notícias
Vice-presidente saiu em defesa de Eduardo Cunha e avisou, via Twitter, que relação do PMDB com o governo é institucional
Carlos Eduardo Gabas (Previdência Social) teceu elogios ao tucano antes de receber a Comenda da Ordem do Mérito Anhanguera, na Cidade de Goiás
Acompanhado do presidente queniano, o norte-americano afirmou, em entrevista, que o Estado não deve discriminar ninguém pela orientação sexual
Reportagem divulgada na noite da última sexta-feira (24) denuncia sonegação de R$ 7,5 milhões pelo senador, que ironizou a matéria e ameaçou processar jornalistas
Orestes da Habitação (PMN) avalia que deputado tem características do bem avaliado prefeito Juraci Martins (PSD)
Sem Neymar, seleção canarinho terá que suar a camisa para ganhar dos atuais campeões da Copa América
A sonda New Horizons foi lançada da Flórida (EUA) em janeiro de 2006, e só se aproximou do planeta anão no último dia 14
Multas podem chegar a R$ 5 mil, sendo responsabilizados pela infração tanto os proprietários do painel como os anunciantes
Governador participa da programação especial da Transferência da Capital do Estado
Os oito estavam presos na carceragem da Polícia Federal (PF) desde o dia 19 de junho
Fernando Freire estava foragido da Justiça desde 2014 e tem contra ele quatro mandados de prisão
Quem tenta ser neutro no espectro ideológico atual e não gosta da “Carta Capital”, do jornalista Mino Carta, frequentemente a chama de — ou pelo menos a considera — a “Veja” da esquerda. Isso porque, mesmo nos dias atuais, em que se posiciona claramente de lado contrário ao governo, a revista da Editora Abril continua sendo referência.
Na edição que circula esta semana, a “Carta” joga para o alto as possíveis conquistas do ajuste fiscal com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, à frente e aposta alto no fracasso do plano de estabilização e crescimento. A manchete é “Desajuste – como era previsível, a austeridade de Dilma faz água”.
Alguns podem dizer que “até” a “Carta Capital” perdeu a paciência com o Planalto. Na verdade, é uma sinalização de que a publicação quer o governo mais à esquerda do que tem se colocado. Quem não conhece a revista pode inferir isso; já quem conhece Mino Carta tem certeza.
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Professor Altair Sales Barbosa concedeu entrevista ao Jornal Opção em 2014 e abordou preocupações com desmatamento do Cerrado | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Na terça-feira, 21, o “Valor Econômico” publicou uma importante entrevista com a professora Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB). Com doutorado em Geobotânica pela Universidade de Trier, na Alemanha, ela fez um grave alerta sobre o Cerrado: desmatá-lo é como “fechar a torneira” da água do País. Em uma página inteira, de forma bem didática, ela descreve a complexa engrenagem que faz o bioma ser algo único, ao mesmo tempo de aparência tão rude e de essência tão sensível.
Pareceu um “déjà vu” da longa entrevista que o Jornal Opção publicou, em outubro do ano passado (edição 2048), com outra autoridade nacional em Cerrado, o professor Altair Sales Barbosa. O título, retirado da fala dele, foi bombástico e replicado nacionalmente por personalidades como o cantor Gilberto Gil, a atriz Letícia Sabatella e o jornalista Chico Pinheiro: “O Cerrado está extinto e isso leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água”.
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Mercedes Bustamante (UnB): levando a causa do Cerrado à mídia | Foto: Wilson Dias/ABr[/caption]
Até hoje, a forte entrevista concedida pelo docente da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) é um dos textos mais lidos no site do semanário. A diferença entre Altair e Mercedes é que a professora adota um tom mais ameno ao denunciar o que está sendo feito com o bioma. E a coincidência de linha de pensamento entre Altair e Mercedes só reforça o óbvio: ou o Brasil cuida pra valer do Cerrado e o recupera ou estaremos condenados à escassez de água e à morte dos rios. No Centro-Oeste, a “terra natal” dele, mas também com total reflexo no restante do País, especialmente no Nordeste e no Sudeste.
É importante observar qualquer espaço de destaque na mídia nacional para algo que vem do interior (periferia) do País. O Cerrado é o segundo maior ecossistema do Brasil e, por interesses vários – principalmente econômicos –, não foi incluído entre os que são considerados patrimônios nacionais, como a Amazônia, a Mata Atlântica e o Pantanal. Sem dúvida, falar da conservação dos mananciais e da recuperação de matas é algo que precisa ter espaço permanente nos meios de comunicação, que ainda perdem muito tempo com pautas pouco ou nada aproveitáveis, mas que dão audiência e visualizações. É questão de responsabilidade social.
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Armando e Lucas Vergílio são, juntamente com o deputado Carlos Antonio, os cabeças da articulação do Solidariedade nos municípios visando 2016[/caption]
O Solidariedade (SD), partido que esteve na chapa do PMDB nas eleições de 2014, está se articulando pelo Estado com o intuito de lançar candidaturas no máximo de municípios e fazer o partido crescer. O objetivo da legenda é eleger de cinco a oito prefeitos. Cidades como Niquelândia e Rubiataba são apontadas como duas onde o partido chegará forte em 2016.
O SD deverá ter candidatura própria em Trindade, por exemplo, cidade que conta o um tucano na prefeitura — Jânio Darrot — e que terá uma já quase certa candidatura do PDT — será a deputada federal Flávia Morais ou seu marido, George Morais.
Há três nomes articulando as candidaturas pelo Estado: o presidente estadual do SD, Armando Vergílio — que dividiu chapa ao governo com Iris Rezende em 2014; o vice-presidente e deputado estadual, Carlos Antonio; e o deputado federal Lucas Vergílio.
Cabe ao último cuidar de Trindade, o que gerou inclusive especulações de que ele poderia ser candidato na cidade. Contudo, tanto o deputado quanto outros políticos afastam completamente a ideia de que ele disputará a qualquer prefeitura. Pelo contrário: continuará na Câmara Federal, onde exerce seu primeiro mandato.
Já Carlos Antonio é pré-candidato em Anápolis, seu berço eleitoral, e cidade em que o SD participa do governo do prefeito João Gomes (PT) — tem uma secretaria e todos os vereadores apoiam o petista. Isso poderia atrapalhar a possível candidatura do deputado? Para ele, não. “Admito que posso abdicar, desde que indique o vice. O que queremos é fazer o partido crescer”, diz Carlos.
A questão, segundo Carlos, é que esta é a primeira eleição municipal do SD, que foi criado em 2013. “Veja em Goiânia: temos três vereadores, mas todos vieram para o partido vindo de outras siglas”, afirma o deputado se referindo a Djalma Araújo (ex-PT), Cida Garcêz e Paulo Magalhães (ambos saídos do PV).
Falando na capital, como fica o SD em Goiânia, cidade onde Iris já tem candidatura praticamente confirmada e o vice, ao que tudo indica, deverá ser apontado pelo senador Ronaldo Caiado? Aparentemente, Armando Vergílio já teria comentado a possibilidade de repetir a chapa que disputou o governo, isto é, Iris na cabeça e Armando na vice. Porém, a informação não é confirmada nem por Armando nem por Carlos.
Assim, o deputado afirma: “Temos, sim, um pré-acordo com o PMDB para caminharmos juntos no máximo de cidades possível. No caso de Goiânia, não temos problema em apoiar Iris, mesmo se não pudermos indicar o vice. O que queremos é o total apoio para nossa chapa de vereadores. Como já disse, o que interessa é que o partido cresça”.

