No Quênia, Obama pede igualdade de direitos para gays africanos

Acompanhado do presidente queniano, o norte-americano afirmou, em entrevista, que o Estado não deve discriminar ninguém pela orientação sexual

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na abertura da 6ª Cúpula Global de Empreendedorismo, na sede do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em Nairobi, QuéniaDaniel Irungu/EPA/Agência Lusa - Todos direitos reservados

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na abertura da 6ª Cúpula Global de Empreendedorismo | Foto: Daniel Irungu/EPA/Agência Lusa

O presidente norte-americano, Barack Obama, em visita oficial ao Quênia, pediu neste sábado (25/7) igualdade de direitos para os homossexuais na África, comparando a homofobia à discriminação racial existente nos Estados Unidos.

“Tenho sido coerente em todo o continente africano quanto a esta questão: creio no princípio segundo o qual cada um deve ser tratado de forma igual perante a lei e que o Estado não deve discriminar ninguém em função da sua orientação sexual”, afirmou Obama em Nairobi, em entrevista coletiva junto com o presidente queniano, Uhuru Kenyatta.

“Enquanto afro-norte-americano nos Estados Unidos, estou dolorosamente consciente das consequências da discriminação”, acrescentou.

O chefe de Estado norte-americano falou sobre as eleições presidenciais de Burundi, na África Central, que deram terceiro mandato ao presidente, Pierre Nkurunziza.

“Apelamos ao governo e à oposição [burundianos] para que estabeleçam um diálogo que conduza a uma solução política para a crise e evite a perda de mais vidas inocentes”, frisou.

Barack Obama fez um apelo para o fim da “terrível guerra civil” no Sudão do Sul, que há 19 meses devasta o país.

“A situação é terrível. Consideramos que a melhor forma de terminar com os combates é os dirigentes sul-sudaneses colocarem o seu país em primeiro lugar, com a ajuda de um acordo de paz que ponha fim aos combates”, declarou.

Por último, o presidente norte-americano falou das redes islâmicas somalis Shabab, ligadas à Al-Qaeda, afirmando que estas se encontram “enfraquecidas” na África Oriental, mas os riscos derivados da sua presença na região se mantêm.

“Temos reduzido de forma sistemática os territórios que os combatentes Shabab controlam. Conseguimos reduzir a sua atividade na Somália e enfraquecemos essas redes que operam na África Oriental, mas isso não quer dizer que o problema esteja resolvido,” disse Obama.

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