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Penúltimo dia de festival enche as ruas de Goiás

Com público reduzido durante a semana, muita gente chegou à cidade no sábado para prestigiar a programação musical

Filme sobre Cora Coralina mistura documentário com ficção

Público lotou o Cinemão para ver lançamento, que teve presença dos atores, entre eles Teresa Seiblitz. Diretor define festival ambiental como "o mais importante do Brasil"

Psicanalista Maria Rita Kehl e cineasta indígena Vicent Carelli participam do Fica 2015

Encontro teve como tema "Índios, os maiores defensores do meio ambiente". A demarcação de terras foi muito discutida [gallery type="slideshow" size="large" ids="42934,42935"] Yago Rodrigues Alvim Na tarde de sábado, a jornalista e psicanalista Maria Rita Kehl e o cineasta indígena Vicent Carelli foram os convidados especiais da mesa "Índios, os maiores defensores do meio ambiente", do Fica 2015, realizada na Unidade de Sant'Ana da UFG, na Cidade de Goiás. Vicent falou da perspectiva histórica indígena do senso comum que, como cita Viveiros de Castro, é que existem dois tipos de índio: os que são ainda e os que não são mais. Segundo o cineasta, o Brasil tardou em se declarar um país pluriétnico - o que aconteceu apenas na Constituição de 1988. O cineasta contou de suas visita ao cacique Babao Tupinambá, que sofreu decreto de mais de 30 prisões. A grande dificuldade que tiveram ao visitar os índios, como contou ele, é que eles perguntavam se os agressores da ditadura militar seriam punidos, pois muitos índios foram prendidos e agredidos diversas vezes. Tradicionalmente, os índios consideram que a terra é um bem de todos e que não se pode brigar por ela. Ele explicou que muitos indígenas que perderam as suas terras começaram um processo de retomada. "Nós em pleno século XXI, nós ainda recebemos notícias de genocídio", lamentou. A diferença de perspectiva de produção, o uso da terra é algo imenso entre indígenas e latifundiários e até pessoas de senso comum. "Desde 500 atrás, tenho sofrido massacre e isso é lamentável para o Brasil. Nós ainda sofremos matança, que não são punidas e somos considerados um povo diferente e nós temos direito e nós temos direito. Branco tem que reconhecer que é genocídio. Eu sei que não são só os índios que estão sofrendo, tem muitos brancos menos favorecidos que estão sofrendo também", dizia o Guarani Kaiowá Elpídio Pires, em um trecho do filme "Martírios", vídeo-depoimento apresentado durante a mesa de bate-papo. "A retomada dos Tupi Guarani não vai atrapalhar em nada os fazendeiros. Será que o Brasil não vai entender a importância dos índios?", deixou Vicent, aos presentes, como reflexão. O cineasta lembrou a declaração do deputado Nion Albernaz, em que ele afirmou que o bem mais importante da vida do homem é a propriedade. Vicent arrematou: "No último filme que fiz, eu agradeço a ele por cultivar o câncer de uma sociedade que caminha, cada vez mais, para barbárie". "Quando eu visitei os Suruí, me perguntei por uma primeira vista, como qualquer outro leigo se pergunta "por que é que eles querem continuar sendo índios", pois eles estavam tão tristes e deprimidos. Eram quase uma favelinha na mata. Eles sofrem uma anistia, pois ficam refugiados, recebem uma bolsa alimentação, mas não podem caçar, não podem fazer nada", lamentou Kehl. A Comissão da Verdade foi lembrada durante o encontro. A secretaria Raquel Teixeira estava presente. O professor Lisandro Nogueira mediou o evento.

Marconi e Caiado participam do encerramento da Festa do Muquém

Realizada no Santuário de Nossa Senhora D’Abadia, a celebração foi ministrada pelo Bispo Dom Messias dos Reis

Diretor Walter Carvalho: “Cinema é imagem. Seu truque é encantador”

Na manhã do sábado, 15, o diretor participou do Fórum de Cinema do Fica 2015, com uma mesa sobre Cinema, Fotografia e Roteiro [caption id="attachment_42928" align="alignnone" width="620"]Flavio Isaac Foto: Flavio Isaac[/caption] Yago Rodrigues Alvim "Apague as luzes", pediu Walter Carvalho. É que as luzes brancas eram deprimentes. Muito simpático e gentil, este foi o único pedido do diretor. Ele participou do Fórum de Cinema do Fica 2015, que tinha como tema "O Cinema, a Fotografia, o Roteiro e o Mundo". Ao lado da também diretora Ilda Santiago, Walter foi exemplificando a cada pergunta proposta pela plateia. "Como não sou teórico, e sim um fazedor de filmes, eu prefiro ir por exemplos", disse. Walter, ao longo do Fórum, foi definindo o que era Cinema. As questões apareciam. Quanto a fotografia de um filme, ele explicou que ela já está no roteiro. "A fotografia está na página do roteiro e tudo depende da produção. Pois, se tem uma varanda ao entardecer descrita e a produção não te arruma uma varanda é outra história". Segundo ele, se alguém impõe que algo tem que ser belo, ele está perdendo.dendo. Afinal, como disse, "a beleza está no gesto do pintor, não na qualidade da tinta". Do auditório da Unidade de Sant'Ana da UFG, na Cidade de Goiás, apenas uma moça de ergueu o braço, quando o diretor perguntou quantos produtores estavam ali. Sendo assim, pode dizer: "O cinema cresceu muito. Eu sei, pois faço cinema há muitos anos. E o que não cresceu junto foi a produção". Ele deu exemplos de sua carreira, para explicar o motivo. Cortes absurdos por fins econômicos e mesmo a falta de conhecimento/mentalidade sobre cinema foram citados. Ao fim, brincou que só pode dizer, pois só tinha um produtor presente ali; do contrário, não o deixariam sair do auditório. Quanto ao storybord, ele foi simples: "Eu sou contra o storybord". Reconheceu sua importância na publicidade, mas para o cinema, disse, é algo que fica debaixo da cadeira do diretor-geral do filme. "O diretor não fica correndo atrás de algo imaginado, de uma geometria do desenho que na vida real não tem." O diretor também explicou o que era finalizar - "encontrar o tom certo da cor do filme" - e falou sobre planos, dentre outros assuntos. Segundo ele, "tem planos que, quando a filmagem acaba, a equipe chora". - Um filme é composto por vários planos e parece que é um só. A ideia que uma criança tem de um filme é que ele passa direto. E não é. São segmentos da história real no tempo. O plano, para mim, é uma liturgia que foi se dessacralizado com a tecnologia. Como uma palavra conquista o lugar no poema? "Dos cem prismas de uma jóia/Quantos há que não presumo", escreveu Drummond. Isso sustenta o plano, pois o plano é como uma coluna que, se errarmos a metragem, desmorona. De sua experiência, lembrando Pedro Nava, "a experiência é um farol voltado para trás", disse que leva muito mais o que aprende com cada filme que faz, do que o que deixa dentro dele. Por fim, deixou Walter como ensinamento: "Cinema é imagem; é um instrumento que trabalha com a sua incapacidade de perceber o movimento do objeto. Seu truque é encantador".

Lula aparece em grampo, falando sobre o BNDES com diretor da Odebrecht

Ex-presidente não é investigado na operação, mas foi flagrado conversando com Alexandrino Alencar

Editora Abril extingue a revista “Info”

A operação passaralho continua na Editora Abril. Ao extinguir a versão digital da revista “Info”, o grupo demitiu cinco jornalistas, três funcionários da área de TI e dois estagiários. A cobertura de informática ficará a cargo do site Exame.com. A “Exame” é, ao lado da “Veja”, uma das revistas mais lucrativas da Abril.

Persistem desavenças entre alas do PMBD

[caption id="attachment_42801" align="alignleft" width="331"]Deputada Josi Nunes: “Problema é que quem chega quer ser dono do PMDB” Deputada Josi Nunes: “Problema é que quem chega quer ser dono do PMDB”[/caption] Preocupada com as informações divulgadas de que o diretório regional do PMDB do Tocantins, presidido pelo ex-vice-prefeito de Palmas e peemedebista histórico Derval de Paiva teria uma semana para cumprir acordo firmado com o PMDB nacional, a deputada federal Josi Nunes(PMDB) procurou a executiva nacional da sigla na quarta-feira,12, para esclarecer tal informação. De acordo com a deputada, o diretório nacional informou que não há nenhuma determinação direcionada ao PMDB regional, e sim apenas a reclamação do deputado federal Carlos Ga­guim, que segundo ela, estaria tentando desestabilizar o partido no Tocantins. “Todo o acordo com o grupo da senadora Kátia Abreu foi cumprido; 50 % do diretório, 50% delegados da Convenção Nacional e 50% da Executiva. Então, eu acredito que isso seja mesmo uma atitude pra desestabilizar o partido. O deputado Gaguim disse que rompeu com o governo, que não queria cargos na gestão, mas vive cobrando via imprensa”, relatou a parlamentar ao fazer o seguinte questionamento: “por que ele (Gaguim) não vai até o governador Marcelo Miranda e pede os cargos que ele quer?” A deputada relembrou, ainda, que o deputado fez campanha contra a filiação da senadora Kátia Abreu ao PMDB e também contra a candidatura de Marcelo Miranda ao Governo do Estado. “Quando ele (Gaguim) viu que não tinha alternativa, teve que se aliar pra resgatar sua candidatura”, completou. No que tange às comissões provisórias, Josi afirma que ficaram de ser analisadas pelo atual diretório, uma vez que existiam membros que não eram nem filiados ao partido, conforme divulgado pela imprensa. “Na época, eu questionei a presidente da comissão interventora (Kátia Abreu), mas não tive sequer uma resposta. Eu tinha a intenção de judicializar, mas fui convencida por membros do partido a não fazer”, afirmou. Para Josi, o assunto do To­cantins na executiva nacional é realmente desagradável. A parlamentar adianta que seu interesse é lutar pelos ideais do partido. “A grande questão é que todo mundo que entra no PMDB já quer ser dono. Só esquecem que o PMDB tem caráter democrático, respeita seus membros e não é um partido de aluguel para ser colocado debaixo do braço”, desabafou.

“Não há golpe. O impeachment está na Constituição”, diz vice-presidente do PSDB

Goiano Giuseppe Vecci defendeu impedimento da presidente, mas avalia que ainda são necessários fatos concretos para validá-lo

“Em 2018, quero olhar para trás e ver que temos um Estado pronto para seguir crescendo”

Vice-governador diz que ainda é cedo para discutir a disputa pelo governo, mas não esconde que gostaria de dar continuidade a este projeto que ajudou a construir

E se o Cabo Anselmo for mais uma das vítimas da guerra travada entre a esquerda e a direita?

A direita venceu a esquerda no campo de batalha, entre as décadas de 1960 e 1970, mas perdeu a guerra da historiografia. Mas o grande derrotado talvez seja o Cabo Anselmo

PT põe presidente da CUT para morder e Lula para soprar

[caption id="attachment_42914" align="aligncenter" width="620"]Lula da Silva e Vagner Freitas: o policial bonzinho e o policial mauzinho | Foto: Roberto Parizzoti e Instituto Lula Lula da Silva e Vagner Freitas: o policial bonzinho e o policial mauzinho | Foto: Roberto Parizzoti e Instituto Lula[/caption] O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que pode ir às ruas “com armas nas mãos” com o objetivo de defender o mandato da presidente Dilma Rousseff, do PT. Na sexta-feira, 14, o ex-presidente Lula da Silva puxou as orelhas do líder sindical, com a “sutileza” de um populista de esquerda espertíssimo, tentando agradar plateias variadas. Num ato do Partido dos Trabalhadores sobre educação, o petista-chefe disse: “Quero dedicar esse meu discurso ao companheiro Vagner da CUT, que ontem cometeu uma frase que não queria cometer. Queria dizer para o Vagner que o Plano Nacional de Educação é a grande arma que a CUT tem que usar. Não existe nada mais importante do que a educação para fazer a revolução neste país”. O PT, mesmo depois das depurações operadas por José Dirceu e Lula da Silva, para torná-lo mais realista, permanece como uma frente de esquerda, com setores radicais e moderados. Apesar dos rompantes, às vezes autoritários, Lula da Silva está entre os moderados. No caso específico, é provável que o PT usou a tática, não raro funcional, do policial bonzinho, Lula da Silva, e do policial mauzinho, Vagner Freitas. Ressalte-se que o líder da CUT queria dizer o que disse. Não há inocentes na política. Ao “corrigir” o chefiado, o mestre Lula da Silva estaria sugerindo que a sociedade não precisa criticá-lo, por que o próprio PT, quer dizer, o ex-presidente — ambos se tornaram uma coisa só — antecipou-se e “corrigiu-o”.

Caso Raí e Zeca Camargo: Justiça mantém condenação de Fabíola Reipert

fabiola=reipert-ok A sexualidade alheia incomoda. A sexualidade dos homossexuais incomoda muito mais. Ao sugerir que o ex-jogador de futebol Raí e o jornalista Zeca Camargo, da TV Globo, mantinham um relacionamento afetivo, a jornalista Fabíola Reipert, blogueira do R7, talvez tenha manifestado um desejo inconsciente de se opor às relações entre pessoas do mesmo sexo. Mesmo sem provas de que os dois namoravam — se namorassem, não haveria nada de errado, porque o amor (e o prazer) é sempre belo —, a jornalista, como indica a decisão da Justiça, inventou uma “informação”. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Fabíola Reipert. A jornalista terá de pagar indenização de R$ 72,4 mil reais ao ex-jogador. O R7 e, por ter republicado a “informação”, o jornal “O Dia” são corréus no processo. Fabíola Reipert pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em seguida, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Advogados hábeis certamente recomendarão que a jornalista encerre a questão e pague a indenização.

Editorial de O Globo critica a conspirata de Eduardo Cunha

Na edição de 7 de agosto, de maneira surpreendente, “O Globo” brindou seus leitores com o editorial “Manipulação do Congresso ultrapassa limites”. Trata-se muito mais de uma defesa da estabilidade institucional do que de uma defesa do governo da presidente Dilma Rousseff. Há acerto e pelo menos um problema. Não se pode dizer que o PSDB é “inconsequente” porque critica o governo da presidente Dilma Rousseff e os malfeitos dos governos do PT. Pelo contrário, a função da oposição é apresentar críticas, de preferência consistentes. O editorial é mais preciso quando anota: “Mesmo o mas ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara [dos Deputados], Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento em traficâncias financeiras desvendadas pela Lava Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de ‘pautas-bomba’, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira”. Ressalte-se que, até pouco tempo, jornais e revistas, apostando na tese do “inimigo do meu inimigo é meu amigo”, percebiam Eduardo Cunha como o suprassumo do político arrojado e eficiente.

O Popular reinaugura o samba do crioulo doido

O “Pop” informa, na reportagem “Shoppings entendem que não precisam cumprir lei”, que os centros de compras não querem fornecer vagas gratuitas. A matéria é tão caótica que o leitor não é informado para quem as vagas gratuitas seriam destinadas. O título não corresponde com precisão ao teor do texto. Pois os diretores dos shoppings, pelo menos de dois deles, não disseram que não querem cumprir a lei. O que “as direções do Goiânia [Shopping] e Araguaia Shopping dizem” é “que vão aguardar a regulamentação da lei pela Prefeitura” de Goiânia. O trecho entre aspas é da reportagem. Outros shoppings, como o Portal e o Flamboyant, “não se manifestaram”. A qualidade do texto é discutível. No lugar de “shoppings centers”, a grafia correta é “shopping centers”, com plural apenas na segunda palavra. Usa-se aspas de maneira equivocada: procurador-geral do Município, Carlos de Freitas limitou-se a dizer que “ainda não conversou sobre o tema com o prefeito.” O ponto deveria ser posto depois das aspas: “... com o prefeito”. Outro trecho reafirma o samba do crioulo doido: “Ao ser publicada no Diário [Oficial do Município], a lei entra automaticamente no sistema jurídico da Prefeitura, o que a confere eficácia”. É quase inacreditável que nenhum editor tenha reparado na frase confusa. O samba do crioulo doido reaparece na reportagem “Filho de ex-deputado diz não saber como conseguiu dois cargos públicos”. Confira: “Chamou a atenção dos investigadores a contratação, em especial do filho do ex-deputado [Sebastião Costa], o cantor sertanejo Matheus Freire Carvalho Costa, de 24 anos, e de sua mulher, pública Claudiane Freire Carvalho Costa, de 45”. O jornal quis dizer “funcionária pública”, mas não disse. E há problema com uma vírgula mal colocada, depois de “contratação”, o que trunca o texto. O escritor tcheco Kafka diria: “Socorro, os editores sumiram!”