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“A ingênua Dilma prefere agradar quem não quer ser agradado”

[caption id="attachment_47475" align="alignleft" width="197"]A reforma ministerial da presidente Dilma foi mais simbólica que efetiva. O problema de desiquilíbrio orçamentário está no inchaço da máquina administrativa e, sobretudo, no equívoco da política econômica e na corrupção que deteriorou a principal empresa brasileira e a credibilidade do País” | Lula Marques/Agência PT Foto:  Lula Marques/Agência PT[/caption] Marcelo Augusto Parrillo Rizzo Como lutar contra grupos que preferem quebrar o País a ter o PT por mais quatro anos no poder? Antes de qualquer coisa, para que não seja acusado de distorcer a realidade, deve-se reconhecer os erros da presidente Dilma Rousseff. Não, não são os erros divulgados massivamente pela oposição e pelos setores conservadores da imprensa. O governo Dilma não destruiu o País para se reeleger, e isso fica claro ao comparar os dados da gestão Dilma com outras gestões como Lula e FHC. Pode-se traçar o início da ofensiva ao governo Dilma tendo como marco a hostilidade ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e ao pensamento considerado heterodoxo pela oposição. Heterodoxia esta que ganhou alguns prêmios Nobel de Economia pelas mãos de Krugman [Paul Krugman, economista norte-americano, vencedor do Nobel de Economia de 2008, autor de diversos livros e colunista do “The New York Times”] e Stiglitz [Joseph Eugene Stiglitz, economista norte-americano, presidente do Conselho de Assessores Econômicos no governo de Bill Clinton, ganhador do Nobel em 2001], mas que, nos “think tanks” [instituições que atuam em certo campo de interesse, difundindo conhecimento sobre assuntos estratégicos] tucanos e nas opiniões de jornalistas de economia, se torna algo próximo a defender que a Terra é quadrada. O erro de Dilma foi e é maior: começou durante a campanha eleitoral, quando sucumbiu a pressão e anunciou a troca de ministros da Fazenda. Aqui, não discutirei os méritos de Mantega ou Joaquim Levy [atual ministro da Fazenda], mas a burrice em não entender que o “mercado” e os seus pastores farejaram o medo e viram que podiam muito mais — e que não há coração valente que suporte a pressão. Política econômica é gestão de expectativas e a partir do momento que o governo concordou com as premissas que tão mal fizeram ao nosso País, ele perdeu o jogo. Como Dilma pode fazer uma virada keynesiana, como pedem muitos comentaristas bem-intencionados? Em 1931, Keynes [John Maynard Keynes, economista] proferiu na rádio BBC um discurso em que exortava as donas de casa a gastarem suas economias e evitassem o “paradoxo da poupança”. O famoso economista entendia a necessidade de estimular o espírito animal. Em 2015, vivemos a situação paradoxal em que a imprensa e oposição monetarista se utiliza de Keynes para derrotá-lo. É necessário para eles, entocar a dona de casa e fazê-la sentar-se em cima das economias. Entre divulgar que a inflação está diminuindo ou compará-la à inflação de anos atrás, a imprensa prefere a segunda opção. E Dilma, em uma ingenuidade que parece absurda, prefere se curvar e tenta agradar quem não quer ser agradado. Ajuste fiscal? Pouco demais. Liberar os preços da gasolina e energia? Encareceu o custo de vida. CPMF? A população não aguenta mais impostos. Os mesmos que criticam as tentativas do governo torcem para que a pauta-bomba seja aprovada no Congresso. Pior: alguns dos que criticam foram fomentadores da pauta-bomba. Como os economistas neoclássicos defendem há décadas, não há nada paradoxal nessa situação, pois políticos sempre defenderão a política econômica que lhes garantam mais votos e, por isso, sempre defenderam a autonomia da gestão econômica dos agentes políticos. O que parece que não previram foi que a performance da economia não depende apenas dos políticos no poder. A imprensa e a oposição já perceberam. Dilma perdeu porque ajudá-la não dá votos para ninguém e, mesmo que suas propostas estejam baseadas no pensamento ortodoxo defendido pelos setores que querem tirá-la, estes setores não aceitarão. Eles querem somente o poder, como seus próprios gurus no pensamento econômico já previam. Marcelo Augusto Parrillo Rizzo é servidor público federal e doutorando em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG).   [caption id="attachment_45847" align="alignleft" width="620"]Foto: Renan Accioly Foto: Renan Accioly[/caption]

“Machismo troglodita continua arraigado”

Divino Ribeiro Magalhães A nota “Apresentador chama An­dressa Urach de ‘sem vergonha’ ao vivo e causa revolta na web” (Jornal Opção Online) mostrou, mais uma vez, que Andressa Urach precisou conviver com o machismo troglodita, que continua arraigado na Pátria do falso moralismo e da hipocrisia. Hélio Costa é um desses que pretendem a fama a qualquer custo, mesmo seja necessário desgraçar a dignidade alheia. O corpo e o existir de uma pessoa não são propriedades de outra, mesmo que essa outra se ache pura e santificada. E-mail: [email protected]

“Andressa Urach foi humilhada em público”

José Mariano Ninguém tem nada a ver com a vida pessoal de Andressa Urach. O que ela fez ou deixou de fazer não cabe a ninguém julgar, ela foi humilhada em público e teria de meter um processo nesse camarada, a vida é dela, o corpo é dela. Ela faz o que bem entender e ninguém tem nada a ver com isso, devemos no mínimo respeitar as decisões das pessoas. Que jogue a primeira pedra quem nunca cometeu um pecado, como as sábias palavras ditas por um Homem muito sábio. E-mail: [email protected]  

“Ressuscitaram a política do café com leite”

Fábio Coimbra O artigo “Programa contra Dilma e o PT prova que PSDB é um partido de São Paulo, não do Brasil” (Jornal Opção Online) é mesmo oportuno, pois mostra que o PSDB não prioriza os políticos de todo o país, discriminando-os, e privilegiam os de São Paulo. Será que as outras regiões não tinham um senador para criticar o PT? O governador tucano de Mato Grosso, Pedro Taques, é um crítico ferrenho do governo da presidente Dilma Rousseff. A política do café com leite foi mesmo ressuscitada. E-mail: [email protected]  

“É preciso ir além da linguística padrão para melhorar o ensino”

Luana Alves Luterman Enquanto as escolas insistirem em fragmentar o ensino de língua portuguesa, por exemplo, e reforçar, nas aulas de gramática, apenas a modalidade linguística padrão, sem investimento em estudos de gêneros textuais e letramento, o quadro não vai mudar. [“Educação brasileira não melhorará enquanto as crianças tiverem dificuldade em ler, escrever e fazer contas”, Jornal Opção 2099]. Luana Alves Luterman é professora e doutoranda em Linguística (UFG).  

“PSDB deveria fazer seu mea-culpa”

Marco Antônio da Silva Não chegamos a merecer o tratamento dispensado aos “coxinhas” de Piratininga. O ideal seria que o PSDB desse exemplo a Dilma fazendo um “mea culpa” de suas falhas, como a aprovação da reeleição e de sua absoluta incapacidade de ser oposição ao PT e a qualquer esquerdismo. [“Programa contra Dilma e o PT prova que PSDB é um partido de São Paulo, não do Brasil”, Jornal Opção Online] Marco Antônio da Silva Lemos é desembargador do Distrito Federal e Territórios.  

“Segue-se um escândalo pior do que outro”

Lita Carneiro Em resposta à carta do sr. José Carlos da Silva, intitulada “Kajuru candidato a vereador pode não ser o sucesso que esperam” (Jornal Opção 2099), digo que não conheço o sr. Jorge Kajuru. Mas ele consegue despertar a população da apatia em que vive mergulhada. O Brasil é ridicularizado lá fora porque nossas autoridades e políticos não se cansam de praticar “malfeitos” e não reagimos. Quando a mídia deixa de divulgar os fatos, esquecemos tudo. E assim se segue um escândalo pior do que outro. Lita Carneiro é aposentada. E-mail: [email protected]

Eleitores de Anápolis citam João Gomes e Carlos Antônio mas não Alexandre Baldy

Pesquisa de intenção de voto mostra que, no momento, os eleitores anapolinos estão mais interessados no prefeito João Gomes, do PT, que faz uma gestão competente, e no popular deputado estadual Carlos Antônio, do Solidariedade. Alexandre Baldy, que recebeu uma votação razoável para deputado federal em Anápolis, é desconhecido de 70% dos eleitores. Ele é tido, na cidade, como “estrangeiro” e, até, “paraquedista”. Ressalte-se que mantém negócios no município, embora more em Goiânia.

Ao criticar o Grupo Jaime Câmara, Helio de Sousa defende o Legislativo mas não aprova censura

O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Helio de Sousa, é, acima de tudo, um político e homem decente. Por isso teve coragem de fazer críticas públicas ao maior grupo de Comunicação do Estado, o Jaime Câmara. Ele está, na verdade, fazendo a defesa do Poder Legislativo — não de irregularidades. Poucos percebem, mas “O Popular” e a TV Anhanguera só puderam divulgar notícias sobre a Assembleia Legislativa, como a história dos funcionários fantasmas, porque Helio de Sousa tornou o poder mais transparente. O ponto eletrônico, ao qual houve reações internas negativas, foi implantado pelo deputado do DEM. Leal, sólido como uma rocha, avesso ao populismo, Helio de Sousa é respeitado pela sociedade e pelos políticos. O governador Marconi Perillo o admira — tanto pela eficiência quanto pela conduta séria como presidente do Legislativo. Ex-prefeito de Goianésia, onde fez uma gestão qualitativa, Helio de Sousa pode ser vice de José Eliton em 2018 ou disputar mandato de deputado estadual ou federal.

Goiânia tem pelo menos 12 pré-candidatos a prefeito. Devem sobrar de três a quatro nomes

1 — Adriana Accorsi. A petista parece desmotivada e disposta apenas a concluir seu mandato. 2 — Eduardo Machado. O presidente nacional do PHS é extremamente ativo e está aliança com alguns partidos menores, como o PV. 3 — Fábio Sousa. O tucano quer disputar, mas sabe que arranham vários motivos para rifá-lo. Um deles: “É muito evangélico” (contraponto com Iris Rezende, que, pouco evangélico, é visto como ecumênico). 4 — Francisco Júnior. Integrante do PSD, é mais citado como possível vice de Jayme Rincón. Tem ideias modernas de como gerir Goiânia. 5 — Iris Rezende. É o favorito, com ou sem aliança com o PT. Provavelmente irá para o segundo turno. É do PMDB. 6 — Jayme Rincón. É o nome do PSDB e do governador Marconi Perillo. É gestor e é articulado. Precisa “desmergulhar”. Porque a campanha de 2016 será muito curta. 7 — João Campos. Do PSDB. Tentaram empurrá-lo para Aparecida de Goiânia. Mas seu sonho é ser prefeito de Goiânia. 8 — Luis Cesar Bueno. Do PT. Hoje, tem mais força do que Adriana Accorsi para disputar a Prefeitura de Goiânia. 9 — Luiz Bittencourt. Do PTB. Tem discurso afiado e sabe desconstruir discursos e apresentar seu marketing com mestria. 10 — Vanderlan Cardoso — PSB. Não é fraco, mas seu principal problema é que não “desencarna” de Senador Canedo. Fisicamente, mora e está em Goiânia, mas, espiritualmente, está no município vizinho. 11 — Virmondes Cruvinel. Do PSD. É uma das revelações políticas da base governista. Pode encontrar uma barreira no que chamam de “fila”. Não seria sua vez. 12 — Waldir Soares. PDSB. É candidatíssimo. E não aceita tutela nem mesmo do governador Marconi Perillo. Pode ser a grande surpresa das eleições. É provável que a esquerda radical vai apresentar um (ou mais de um) candidato. Para cumprir tabela, quer dizer, para expor seu pensamento.

Planos diretores precisam de melhor redação para não serem “driblados”

Municípios padecem com leis urbanísticas vulneráveis porque quem as elabora não se atém de forma adequada a questões do Direito Urbanístico, área ainda pouco explorada no Brasil

“Há informações históricas que não podem ser apagadas, fingir que nunca existiram”, diz Miguel Cançado

Janete Ferreira Os projetos de lei que visam estabelecer o direito ao esquecimento no Brasil permitem o apagamento de informações da internet e de meios de comunicação e utilizam termos vagos para promover a supressão de dados. A avaliação consta de parecer aprovado na segunda-feira, 5, em reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS). O relatório que deu origem ao parecer foi assinado pelos conselheiros Ronaldo Lemos, Walter Ceneviva e Celso Schröder, durante sessão comandada pelo goiano Miguel Ângelo Cançado, presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e ex-presidente da OAB-GO. O relatório refere-se a quatro projetos que tratam da remoção e da exclusão de informação pessoal na internet, com o objetivo de resguardar dados pessoais para que não sejam utilizados sem o consentimento do interessado. O parecer é pela rejeição integral de dispositivos que tratam do direito ao esquecimento e foi emitido um dia antes de a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados ter aprovado projeto de lei 215/2015, que prevê punição a crimes contra a honra praticados em redes sociais. “É preciso tomar cuidado com práticas que podem ameaçar a liberdade de expressão, o direito à informação ou desequilibrar o papel de todos os atores da sociedade”, alertou o presidente Miguel Cançado, ao lembrar que a sessão estava sendo realizada no dia em que a Constituição Cidadã completava 27 anos. “Há informações históricas que não podem simplesmente serem apagadas, fingir que nunca existiram”, destaca. Para ele, ofensa é um juízo de valor subjetivo, de modo que o tratamento deve ser feito com grande cautela para evitar o surgimento de arbitrariedades. Na avaliação de Ronaldo Lemos, vice-presidente do Conselho de Comunicação, os projetos que tratam do Direito ao Esquecimento apresentam um viés inadequado ao tratar do tema, que continuará a ser debatido no conselho. Lemos observa que o direito ao esquecimento não é doutrina jurídica com raízes históricas, mas emerge de situações casuísticas, notadamente em decisão recente da Corte Europeia de Justiça em favor de um cidadão espanhol que requereu a supressão do nome dele dos serviços de busca na internet. O conselheiro, porém, observa que, mesmo na decisão europeia, fica claro que em nenhuma hipótese há supressão ou apagamento de conteúdos. Lemos observa que, ao contrário de decisão da Corte Europeia de Justiça, as propostas em tramitação no Congresso brasileiro não criam exceção a sua aplicação para personalidades públicas, as quais, no caso europeu, são expressamente excluídas da abrangência do direito ao esquecimento. O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional já se manifestou contrariamente à supressão de conteúdos quando apreciou o direito à publicação de biografias. O que é o Direito ao Esquecimento Refere-se a pedidos na Justiça apresentados por cidadãos para que grandes sites de busca, como o Google, suprimam dados pessoais armazenados em seus servidores sobre essas pessoas. A Comissão de Tecnologia e Informação do Conselho de Comunicação Social recomendou ao colegiado que se posicionasse sobre a questão porque, na última terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê o Direito ao Esquecimento. O projeto aprovado pela Câmara também aumenta as penas para crimes de calúnia, injúria e difamação cometidos na rede mundial de computadores e concede às autoridades competentes o livre acesso a dados e comunicações de usuários sem a necessidade da autorização judicial prévia. A decisão do Conselho foi encaminhada imediatamente à CCJ da Câmara. Janete Ferreira é jornalista.

Número de mortos em explosão na Turquia sobe para 86

Segundo autoridades turcas, bombas foram causados por terroristas. No local estava sendo realizada uma manifestação a favor da paz

O estupro das contas públicas e o impeachment de Dilma

Ao reprovar pedaladas do governo federal, TCU deu à oposição os instrumentos para articular o impedimento da presidente

Filho de escritor, escritorzinho é

Em comemoração ao Dia das Crianças, o Jornal Opção convidou escritores ou, mais especificamente, seus filhos a escreverem pequenos contos e ilustrarem suas super ideias – que já adiantando, são para lá de inventivas. O resultado é um passaporte para o mais rico mundo da imaginação. Yago Rodrigues Alvim Sabe aquela história de “filho de peixe, peixinho é”? Na literatura, há alguns casos em que essa máxima se confirma. O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, por exemplo, é filho de Erico Verissimo, autor de clássicos como “O Tempo e o Vento” e “Olhai os Lírios do Campo”. Célebre por seu olhar poético sobre o cotidiano, o múltiplo Fabrício Carpinejar é filho do também poeta Carlos Nejar. Já dois mestres do conto contemporâneo, Antônio Carlos Viana e Sérgio Sant'Anna, são pais de André Viana e André Sant'Anna, respectivamente. Na literatura internacional, há também escritores que seguiram à risca os passos dos pais. Os dois filhos do Nobel de Literatura John Steinbeck tornaram-se escritores. David Updike, autor e ilustrador de livro infantil, é filho do vencedor do prêmio Pulitzer, John Updike. Ao passo que o rei do terror, Stephen King, emprestou alguns de seus monstros para os romances e os contos do filho Joe Hill. Mas e agora quais serão os escritores que, no futuro, trilharão os mesmos caminhos dos pais? A gente já tem uma ideia.

A casa brilhante no fim da rua escura

[caption id="attachment_48034" align="alignleft" width="620"]Arquivo pessoal Arquivo pessoal[/caption] Arquivo Pessoal Na cidade, não havia luz elétrica. As ruas eram aquecidas por lampiões. O que nem sempre funcionava. A rua mais escura de todas tinha um nome esquisito: Rua Encurvada Para Dentro. O mais esquisito nem era o nome da rua, mas uma das casas que existia ali: diferente de todas as outras, era um pontinho brilhante no breu. Quem morava na casa? Uma senhora de 220 anos! Ela vivia sozinha. Todo dia saía com uma sacolinha –– o que tinha dentro? Nem pensem que eram moedas de ouro. Eram quase isso. A senhora escrevia histórias e, de porta em porta, saía para ensinar as crianças do povoado a ler –– usava as suas próprias criações, que eram contos de fada diferentes, que nunca antes ninguém conheceu. Na sacolinha, então, ela carregava as histórias. Mas por que de noite sua casa ficava brilhante? Ah, não há mistério nenhum nisso. A casa dela ficava brilhante, um pontinho de luz no breu, porque era nesta hora tardia que ela se sentava em sua mesinha e escrevia histórias. Por algum motivo não explicado ainda –– e aí está o mistério –– as palavras da senhora brilhavam na escuridão. Amelie Nina, 11 anos, e Anne Nina, 9 anos, são filhas de Claudia Nina.

Os sapatos mágicos

[caption id="attachment_48035" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Arquivo Pessoal Era dia de escola. Fred calçou os sapatos e sentiu cócegas. Ele bateu o pé três vezes e os sapatos começaram a voar levando Fred junto. De repente, Fred estava voando e lá de cima ele viu sua tigela de mingau ainda cheia! Fred foi parar em Dragolândia, um lugar com árvores marrons, já que o fogo dos dragões queimava o verde delas. O bom de ter os sapatos mágicos em Dragolândia era que ele voava e não precisava pisar no chão que queimava muito. Um dragão viu Fred e soprou fogo nele. Fred teve medo e bateu os pés para sair de lá. Bateu com tanta força que os sapatos o levaram dali para um alagado onde morava um monstro aquático. No meio de tanta água, os sapatos mágicos estragaram. Fred quis ir embora de lá e bateu os sapatos no chão, mas eles não voavam mais. Fred correu pra tentar achar o caminho de casa. Correu tanto que se cansou e deitou-se na grama para tirar um cochilo. Sonhou com um monstro aquático e um dragão. Quando acordou, ele olhou pros lados e não acreditou: ele estava na sua cama! Levantou-se e foi terminar a tigela de mingau, ainda cheia. Amelie Vidal Neves Hallam, 6 anos, é filha de Nara Vidal.

O prédio mais alto do mundo

Flavio Izhaki Desenho Anita Do lado da minha casa, estão cons­truindo o prédio mais alto do mundo. Ele é tão comprido que, à noite, beija as pernas das estrelas. Só que antes, lá era um parque de dinossauros. O meu amigo Darinho sabe tudo de dinossauros. E ele me contou que tem um cantinho da Terra que ainda tem dinossauros: os fósseis. Daqui a muitos anos, tenho certeza que vão achar muitos fósseis debaixo do novo prédio. Anita Viana Izhaki, quase 4 anos, é filha de Flávio Izhaki. [caption id="attachment_48038" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption]

Monstro friorento

[caption id="attachment_48039" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Alessandro Garcia_JoaoÀ procura da sua lanterna, João Baguinha foi olhar embaixo da cama. No escuro, viu uma luz amarela: mas era do olho do monstro de três cabeças. — Ei, o que você tá fazendo aí?, perguntou João Baguinha. — Eu estou com frio, disse o monstro. Correndo até sua mãe, João Baguinha contou sobre o monstro com frio embaixo da sua cama. Sua mãe deu um grito muito alto. O monstro, coitado, fugiu. Com frio e assustado. João Costa Garcia, 4 anos, é filho de Alessandro Garcia.

Meu amigo legal

[caption id="attachment_48041" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Katherine FunkeSabia, mamãe, que eu tenho um amigo todo feito de leite? De leite! Mas não por fora, só por dentro? Sim, sim! Ele mora no meu quarto. Tem braços fininhos e dorme de manhã, quando estou na escola. Ele é legal. Quando dorme, parece mais um tubarão e fica escondido debaixo da cama, para ninguém ver. É que quando ele está acordado, a gente faz muitas coisas. Daí, ele fica muito cansado, muito cansado mesmo, e se transforma em um tubarão para ninguém incomodar o sono dele. Quando eu vi esse meu amigo pela primeira vez, ele tinha entrado pela janela. Veio pelo vento, soprando ar, bem forte. Não, ele não tinha flauta, nem sabia assobiar, mamãe. Veio voando e sentou na minha cama. Apesar de ter entrado sem pedir licença, ele não é mau assim de ser mau, sabe? Não é que nem o lobo mau, não. E também não é um fantasma. Nem monstro! É só meu amigo. Ele gosta de brincar com os meus carrinhos. Às vezes, ele me acorda de noite para a gente brincar. Verdade! É muito legal, mamãe. Toda vez que eu fico com sede, ele tira um copo de leite bem gelado de dentro dele, bem do jeitinho que eu gosto! Izak Funke Themotheo, 3 anos e 2 meses, é filho de Katherine Funke.

A gaveta dos monstrinhos

Marcia Barbieri Daniel LopesDaniel, Márcia, Sofia e João mantinham a sete chaves a gaveta do segredo. Um dia houve uma visita inesperada e esta queria abrir a gaveta. Dentro dela havia monstrinhos minúsculos; contudo, eles cresceriam, assim eles tomaram uma precaução, colocaram um cadeado de ouro maciço. Porém, os monstrinhos foram crescendo, crescendo e crescendo e não era mais possível escondê-los. Eles se mudaram para um sítio deserto. Conforme aqueles seres foram crescendo tornaram-se membros da família. Marcia Barbieri Daniel Lopes família Todavia, o sítio foi tendo mais habitantes, então, eles deram uma pílula e os monstrinhos viraram humanos, mas existia um efeito colateral, o monstrinho caçula ficava muito nervoso, até que um dia ficou tão irado que queria destruir a família inteira. João foi obrigado a lutar com a armadura de libra, ele deu um golpe “Explosão do sol” e o monstrinho voltou ao normal. Por isso devemos respeitar quem é diferente, não tomar pílulas mágicas e nunca, nunca abrir nenhuma gaveta secreta. João Gabriel Lennon Barbieri Lopes, 9 anos, é filho de Márcia Barbieri e Daniel Lopes.

Poderes de fumaça

[caption id="attachment_48045" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Renato Tardivo FotoEm uma cidade legal, com muitas praias bonitas, chegou um caminhão com quatro pessoas que tinham o poder de soltar fumaça pelas pontas dos dedos. Então, uma dessas pessoas usou o seu poder para explodir o caminhão na frente de um policial e de outro homem. Das quatro pessoas, duas fugiram –– e o policial foi atrás delas. Uma pessoa morreu e a outra ficou presa nos destroços da explosão. O homem que estava fora do caminhão viu a pessoa presa e foi tentar salvá-la. Ele conseguiu. Logo depois de a pessoa ser salva, o policial voltou sozinho. A pessoa com poderes se assustou e fez o homem que a salvou refém. E disse: “Eu tenho esses poderes e não tenho medo de usar”. Nessa hora, saiu fumaça de seus dedos e a fumaça atingiu o homem que era feito refém. Então, esse homem passou a ter os mesmos poderes. Assim, ele se libertou e começou a usar os seus poderes para fazer o bem. João Hamilton Tardivo, 8 anos, é filho de Renato Tardivo.

O tapete que miava

André Timm GatoEra uma vez um homem que estava em sua casa. Um dia, ele ouviu um miau miau, levantou a ponta do tapete da cozinha e viu um gato que era diferente de todos os outros. Era todo colorido, do rabo até a cabeça. O homem se abaixou bem devagarzinho para ver o gato de perto, mas antes de conseguir dizer qualquer coisa, o danado saiu correndo. E o homem decidiu correr atrás. Lá fora, ele a­chou que o gato fosse ser atropelado quando atravessou a rua. Mas, ainda bem, ele deu um salto por cima do carro. E quando o homem olhou para os lados, procurando pelo bichano, nunca mais viu ele. E fim. Sofia Timm, 5 anos, é filha de André Timm. [caption id="attachment_48048" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption]

Leãozinho sapeca

[caption id="attachment_48049" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Sérgio Tavares e LauraEra uma vez um leãozinho muito sapeca. Um dia, a mamãe dele o levou para um museu de animais muito antigos. Chegando lá, ele viu um mastodonte e pensou que era um elefante. Aí, a mamãe dele explicou que era um animal do tempo dos homens da caverna. No dia seguinte, o leãozinho foi para a escola e contou para seus amigos sobre o museu. Todos gostaram e a professora decidiu levá-los no ônibus escolar. E o leãozinho fez a maior bagunça. Laura Batista Tavares, 5 anos, é filha de Sérgio Tavares.

A fábrica pensativa

[caption id="attachment_48051" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Paulino Júnior Vlad&PaulinoImagine só: Trabalhadores trabalhando, com fome e cansados, e pensando só em voltar para casa e bum! Das chaminés das fábricas começam a sair este pensamento em vez de fumaça preta, que chega a outros trabalhadores que também só desejam voltar para casa. Todos respiram este pensamento e bum outra vez! Todos estão em suas casas, na cama ou assistindo TV, não têm mais fome nem cansaço. Imagine um mundo assim! Pois este é o mundo da sua imaginação. Vlad da Silva Paulino, 8 anos, é filho de Paulino Júnior.

O rato veloz

[caption id="attachment_48053" align="alignleft" width="620"]Arquivo Arquivo[/caption] Mário Araújo fotoO rato estava feliz comendo seu queijo esburacado. Mas quando o gato apareceu, vindo sei lá de onde, ele ficou tão aflito que sua língua saiu pra fora e seu rabo se arrepiou de medo. O rato saiu correndo, a toda velocidade, e logo começou a pensar se já não seria hora de o gato desistir. Passou por uma árvore, e nozes caíram na sua cabeça. Passou então pelas pegadas de um bicho, enorme, que devia ser um dinossauro muito feroz. Corria cada vez mais, com a língua pra fora, ele lambendo o vento e o vento lambendo ele. Correu tanto que saiu da página do livro e só reapareceu na página seguinte, com o rabo esticado fazendo “zump”! De tanto correr, nosso amigo rato acabou levantando voo, saiu do mundo, e nunca mais voltou. Pedro Araújo, 5 anos, é filho de Mário Araújo.

Os maiores festivais de música brasileiros

Que tal já organizar a agenda, descolar ingressos, passagens e hospedagem e aproveitar o melhor da música mundial nos quatro cantos do Brasil?

Iggy Pop e Belle & Sebastian se apresentam no Popload Festival

[caption id="attachment_48029" align="alignleft" width="620"]Divulgação Divulgação[/caption] O Popload Festival chega a sua terceira edição na sexta-feira, 16, com dobradinha no sábado, 17. Realizado no Audio Club, em São Paulo, o festival traz um lineup para lá de supimpa. No primeiro dia, Iggy Pop, Emicida, Todd Terje, SondreLerche, BrittDa­neil&Lovefoxxx (DJ set), Natalie Prass e The Twelves embalam o clube. No segundo dia, os tão esperados Belle & Sebastian vêm ao Brasil para anunciar seu novo disco “Girls in PeacetimeWantto Dance”, lançado em janeiro; e ainda tem Spoon, Holy Ghost! (DJ set), Cidadão Instigado, Chris &Rich (Belle & Sebastian DJ Set), Eric Duncan e Barbara Ohana. Ingressos e demais informações, você encontra no site oficial do festival (www.poploadfestival.com).

Entre Olhares: Um Experimento de Conexão Humana em BSB

[caption id="attachment_48373" align="alignnone" width="620"]Divulgação Divulgação[/caption] Organizado pela The Libe­rators International, “The World Biggest Eye Contact Event” ganhou São Paulo. Desta vez, chega a Brasília, com o nome “Entre Olhares –– Um Experi­mento de Conexão Humana”. Realizado na quinta-feira, 15, das 15h30 às 19h30, na Praça Nacional da República, o evento mundial propõe um tempo para que as pessoas se olhem, se desconectem virtualmente e sintam a presença de outro ser humano.No mesmo dia, milhares de pessoas farão a intervenção nas cidades de Nova York, Milão, Viena, Lon­dres, Buenos Aires, Paris, Berlin, Amsterdam, Guada­la­jara, Esto­col­mo, Madri e muitas ou­tras. No dia, será gravado um vídeo que, posteriormente, será editado será editado em Perth, na Austrália.

Rápidas

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  • O grupo PlenLuno apresenta “As Artimanhas de Scapino” em ruas, praças e pontos de cultura neste mês de outubro e também em novembro.
  • Além da peça de Molière, o grupo realiza um bate-papo com o público, após cada apresentação, que tem entrada gratuita.
  • As cidades escolhidas são Goiânia, com apresentação no sá­bado 17, Aparecida de Goiâ­nia, dia 18, Senador Canedo, dia 24, Trindade, dia 25, Nerópolis, 31, e Goianira, 01 de outubro.

Lançamentos

Livro

LivroComo vejo o mundo Autor: Albert Einstein Com tradução de H. P. de Almeida, “Como Vejo o Mundo” é uma obra que aborda questões humanas, como o sentido da vida, pela ótica do mais memorável físico da história. Preço: R$ 35,90 Editora: Nova Fronteira      

Música

MúsicaHoneymoon Gravado entre Los Angeles e Nova Iorque, o álbum foi inspirado nas inúmeras viagens de carro entre ambas as costas. Segundo a Billboard, é o projeto“mais grandioso e ambicioso de Lana”. Intérprete: Lana Del Rey Pre­ço: R$ 27,90    

Filme

FilmeO Conto da Princesa Kaguya Baseado no conto popular japonês “O corte do bambu”, o filme é sobre Kaguya, uma jovem que se vê cobiçada por cinco nobres, aos quais propõe tarefas impossíveis por não amá-los. Direção: IsaoTakahata Preço: R$ 39,90

Iris pode não ser convocado para a CEI das Pastinhas

Ex-prefeito era cotado para prestar depoimento sobre emissão de alvarás na capital. Agora, ex-procurador Marconi Pimenteira poderá ser ouvido no lugar do ex-governador