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Os três grupos que ganharam o evento Líderes Empreendedores e Talentos a Serviço de Goiás participaram de solenidade no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico
Edição de terça-feira (22/12) tem em sua primeira página o ato do Poder Executivo que sanciona a legislação complementar
Governador realizou último hangout do ano e respondeu perguntas de internautas sobre temas variados
Comissão encerra trabalho de apuração e deixa de fora ex-prefeito, que teria assinado liberações fraudulentas entre 2007 e 2010
O presidente aposta que o partido fará bancada expressiva na Câmara Municipal de Goiânia
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Reprodução[/caption]
Miguel Jorge
Especial para o Jornal Opção
Neste Natal, que não se percam as esperanças,
mesmo entradas em melancólica desarmonia.
Mesmo a se digladiarem entre o sim e o não,
Abrir-se em alegrias para os sonhos
que se têm para sonhar.
Não se percam as vozes no sobrevoo de outras vozes,
Dos que se crêem felizes com o princípio eterno do amar.
Socorrem-nos as rezas a partir do agora. As comezinhas causas
das cozinhas, a segurança de não mais sentir-se armado,
Pois a realidade da vida é igual à própria vida.
(o menino plantou uma árvore de Natal.
Nasceram nela olhos mecânicos. Em um deles
viam-se bombas, como que disfarçadas em pombas.
Em outro, corações partidos, esvaziados de lembranças).
- Vale mais o interior das pessoas, a horizontalidade dos dias,
- O elo das flores, o virar das esquinas sem medo.
- As alvas manhãs sem condenações.
- As alegrias das casas, embora adversidades tantas.
(O menino ficou imaginando: se plantasse outra
árvore, o que nasceria dela? Era bem difícil adivinhar.
Viria outro planeta em seu socorro? Alguém lhe traria
de volta os patins que ontem lhe roubaram? As vozes voltariam
cheias de calor?)
Neste Natal, várias chaves abrirão novas portas, esperamos. Músicas,
murmúrios, milagres a se renovarem, ausentes de qualquer surpresa.
Pois, Natal é dar voltas ao mundo, é dar rimas ao
universo, é iluminar com novas luzes velhas estrelas.
(O menino fechou os olhos, alguém acendeu uma luz.
Era o sonho que voltava, talvez a iluminar seu futuro.
Havia coisas belas, figurações de anjos, campos de céus,
e uma criança a sorrir na manjedoura).
Neste Natal, precisa-se recorrer às harmonias das cores,
todas elas. Esquecer as armas, mesmo as que se havia
imaginado, que bombas são intervalos para pesadelos.
(O menino ajoelhou e rezou. Não sabia por quem, ou
para quem, mas orava. Estava diante dele mesmo a se dizer:
que os homens, os deuses, as religiões não podem pesar-se
em balanças. As almas se reconhecem, os corações abrigam-se
nas cores que os céus apontam. O mesmo céu que dá vida às flores,
nos intriga com seu silêncio).
O menino não se lembrou de mais nada,
nem mesmo dos patins. Sabia que a vida era
cheia de atalhos. Não havia perturbações,
nem desânimo em seu coração. Lá fora, as árvores
arrebentavam-se em florações e quem por lá passasse
certamente ergueria os olhos para elas. Certamente
sorririam. Certamente não teriam mais pensares para absurdas
geografias. Verdadeiramente o dia teria sido.
Natal de 2015
Durante entrega de 500 escrituras, dentro do Programa Casa Legal, governador e prefeito exaltaram relação republicana
Playlist Opção Um pouco mais cedo, a Playlist desta semana vem mais que especial. As canções natalinas são o desejo da equipe do Jornal Opção de um feliz Natal, fresquinho e cristalino que vem por aí. Boas festas, ao som, é claro, de boas músicas! The Beatles - Christmas time Coldplay - Christmas Lights Elvis Presley feat. Martina McBride - Blue Christmas Fifth Harmony - All I Want for Christmas Is You Mariah Carey feat. Michael Bublé - All I Want For Christmas Is You Pato Fu - Boas Festas Roupa Nova - Natal Todo Dia Slipknot - Spit It Out Garotos Podres - Papai Noel
Anúncio foi feito pela assessoria do Palácio do Planalto. Nesta quarta (23/12), ela participa de inauguração no RJ
Relatório divulgado pelo Banco Central mostra que índice baterá as metas do governo também no próximo ano
Coluna de Ancelmo Gois: “A um amigo, o cearense disse que prefere alguém do Sudeste ou do Centro-Oeste. Admitiu que o nome do governador de Goiás, Marconi Perillo, cairia como uma luva”
Senador Acir Gurgacz (PDT-RO) apresentou nesta terça-feira (22/12) o parecer à Comissão Mista de Orçamento (CMO) favorável à prestação de 2014 do governo federal
[gallery size="full" type="slideshow" ids="55049,55050,55051,55048"] Yago Rodrigues Alvim Da tevê ligada, a fumaça. A moça disse que nem a Estação da Luz está aberta. Fecharam tudo, de certo até por luto. As madeiras do Museu da Língua Portuguesa se incendiaram. Lá dentro, as poesias de tinta nas paredes escorrem devido às chamas. Lembro-me, de uma memória não tão amarela assim, da primeira vez e ainda única que o visitei. Já com alguns bons anos nas costas, fui menino tardio. Conheci São Paulo já com 21. O que a mim mais encantou foram os tais encontros. Do que fala Caetano, nem era só a Ipiranga e a Avenida São João. Séculos atrás se abraçam às mais novas referências. O caos mistura tudo ali. Dá medo e foi o que senti. A passagem era única, em casa de amiga eu ficaria. Ela, que tinha a labuta de ir ao trabalho, comigo, só à noite poderia ficar. Guardei no bolso o sentimento bastardo, pois o vislumbre da descoberta era maior. Perambulei as ruas e foi o bendito o primeiro que visitei. Nítido, passa pelos olhos o momento que desci da condução e caminhei, com a mochila carteiro abraçada ao corpo, à Pinacoteca, lugar que visitaria na saída do Museu. Já na entrada, todo o embaraço seguia. Ainda assim, a câmera continuava a mão. Dos registros, pastas e pastas. Precisava que aquilo perdurasse, fosse como fosse. No ínterim, vez e outra me esbabacava pelo que só o tempo do olho apreendia. Ficou a lembrança de uma sala escura, de vozes que ainda escuto declarando-se sobre a vida — o que nada mais é a Literatura dos homens. Constelavam estrelas, pontinhos de luz versados. Hoje, tudo apagado. Pegou fogo o Museu. Sei como não, mas parei de escutar. A moça só gesticula em meio a fumaça. Foi a única, primeira-última vez? E as chamas continuam consumindo páginas e páginas de séculos atrás. Patrimônio incendiado. Cecília, acuda aos anjos. Pegou fogo o Museu. Brinquedos Incendiados * Uma noite houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-los nos mostruários — uns , pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas. Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e verniz! Carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! Piões zumbidores! — e uns bondes com algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia — filhotes que éramos, então, de M. Jordain, fazendo a nossa poesia concreta antes do tempo. Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns bonequinhos de celulóide, modesto cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem possibilidade de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, aqueles batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido feitos. Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem muita noção do valor – porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar cravadas nelas, como setas, os nossos olhos. Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas pelo bairro todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas, fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre jorros d’água. A elas não interessavam nada peças de pano, cetins, cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos e bonecas, os trens e palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas. Brinquedos que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor platônico. O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um fumoso galpão de cinzas. Felizmente, ninguém tinha morrido – diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém? , pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali deixados. E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos, talvez de anjos distantes! * Conto de Cecília Meireles.
Cada pesquisador terá até R$ 50 mil disponibilizados para dar prosseguimento aos estudos na área
Durante solenidade, governador reiterou o salto de qualidade que as escolas poderão ganhar a partir da implantação do novo modelo

