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O governo de Goiás registrou uma receita a menor — no valor de 130 milhões em fevereiro —, devido principalmente à queda das vendas no varejo (26%). Ante um cenário de grande instabilidade, o governo considera praticamente impossível a sobrevivência de qualquer tipo de planejamento ou previsibilidade. Tem de administrar o dia-a-dia.
Com intermediação dos secretários Thiago Peixoto e José Eliton, a Adial e o governo de Goiás fecharam acordo sobre os incentivos fiscais. O governador Marconi Perillo avalizou o acordo. Será positivo para Goiás e para os empresários. Os dois perdem e ganham A secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão (tida como excessivamente fiscalista), não participou do acordo e não tem a simpatia da Adial e dos empresários. Prevaleceu o bom senso e a história. Afinal, não se pode negar a contribuição dos empresários para o crescimento e desenvolvimento de Goiás.
Historicamente, eleitor da capital escolhe ciclicamente entre candidatos populistas e candidatos técnicos
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Vanderlan Cardoso e Giuseppe Vecci: o eleitor vai favorecê-los ao buscar candidatos com perfil técnico?[/caption]
Se há um padrão de comportamento do eleitor de Goiânia é exatamente a falta de padrão. Desde o retorno das eleições diretas para prefeitos, ainda na década de 1980, prefeitos populistas e técnicos se sucedem ciclicamente. Ainda assim é possível observar uma tênue linha de atitude do eleitorado. Quase sempre, após administrações tidas como populistas, os discursos considerados mais embasados se destacam na preferência do eleitorado na eleição imediatamente a seguir.
Em 1985, após três anos de administração de Nion Albernaz, um técnico, o então deputado estadual Daniel Antonio se elegeu prefeito. Daniel pertencia à fina flor dos grandes populistas na época. Como a administração de Daniel foi muito complicada, com a cidade vivendo inclusive um período sob intervenção estadual, em 1988 a eleição foi vencida por Nion Albernaz. Em segundo lugar naquele ano foi Pedro Wilson, outro político que nem de perto se assemelha ao que se conhece por populismo. Maria Valadão, esta, sim, de linhagem populista, foi somente a terceira mais votada.
Em 1992, o vitorioso foi Darci Accorsi, com uma tematização de campanha claramente identificada com o populismo. Ele fez e aconteceu na eleição, batendo sem sustos outros dois candidatos da mesma linhagem discursiva, Sandro Mabel e Sandes Júnior.
Darci não fez um mal governo. Ao contrário, saiu da Prefeitura com boa aprovação popular, mas também teve problemas. Em 1996, a cidade vivia um pequeno caos nas ruas, com buracos para todos os gostos e desgostos. Além disso, Darci enfrentou uma série de denúncias contra a sua administração envolvendo especialmente a Comurg — sempre ela. Na eleição, voltou a vencer um candidato com discurso técnico, Nion Albernaz.
Quatro anos depois, a reeleição de Nion Albernaz aparecia como certa, mas o professor anunciou sua aposentadoria. Com isso, ele abriu caminho para Pedro Wilson, que foi o escolhido do goianiense com uma campanha alicerçada em discursos absolutamente técnicos. O segundo colocado naquela eleição adotou o discurso de linhagem populista, Darci Accorsi.
Pedro sofreu durante os quatro anos de sua administração. Apesar de fazer no conjunto um bom governo, ele foi obrigado a conviver com um “fantasma” na forma de comparação com a administração bem mais populista do rival e ex-petista Darci Accorsi (1988-1992), a quem havia derrotado. A popularidade de Pedro só deslanchou na campanha sucessória, em 2004.
Naquela eleição, ele começou a corrida eleitoral na quarta posição, mas se classificou para o segundo turno na reta final, contra Iris Rezende, o craque da mistificação populista. Desde então, a linhagem populista predomina no cenário eleitoral de Goiânia, com a reeleição de Iris em 2008 e a eleição de Paulo Garcia em 2012.
Mas Paulo Garcia pode ser considerado um político de discurso populista? Não. Inclusive a sua campanha foi tematizada com a sustentabilidade, algo que passa muito longe do que se pode considerar como populismo. A questão aqui é outra, a de linhagem de atuação. Paulo foi reeleito após herdar a Prefeitura com decisivo apoio de Iris. Portanto, e de certa forma, é como se o eleitor goianiense tivesse escolhido Iris na figura de Paulo.
Esse, em resumo, é o histórico do comportamento do eleitor goianiense desde a década de 1980, alternando a preferência entre candidatos de linha populista e de atuação técnica. Outro ponto comum nas eleições goianienses nesse período é que geralmente os técnicos tendem a dominar a eleição imediatamente após administrações problemáticas. Isso significa que a tendência deste ano é do discurso técnico.
Há pelo menos três candidatos que se identificam, uns mais, outros menos, com o discurso mais embasado: Giuseppe Vecci, do PSDB, Luiz Bittencourt, do PTB, e Vanderlan Cardoso, do PSB. Eles podem surpreender especialmente os dois adversários populistas, deputado Waldir Soares (PR) e Iris Rezende (PMDB).
É claro que tendência não é premonição. Qualquer disputa eleitoral envolve uma gama de fatores que influencia diretamente o resultado final. De qualquer forma, inclusive pela falta de um comportamento padrão do eleitorado goianiense, não deixa de criar uma perspectiva que pode ou não se confirmar. A realidade é que dificilmente poderá ocorrer um segundo turno reunindo Iris e Waldir. Um deles, pelo menos, ficará do lado de fora. Quem levará a melhor entre eles é quase impossível saber. Em condições normais, provavelmente Iris ficaria com clara vantagem. Mas as condições atuais não podem ser consideradas normais.
Iris foi decisivo na eleição de Paulo Garcia em 2012, e a péssima imagem da administração certamente exercerá algum peso na campanha deste ano. Essa carga negativa obviamente será de Iris, mesmo que ele rompa oficialmente com o “afilhado”. Além disso, a separação entre PMDB e PT pode gerar alguns traumas a mais, como a troca de acusações. Se isso ocorrer, Iris vai percorrer um pântano eleitoral absolutamente imprevisível.
Waldir poderá lucrar com a situação de Iris? Claro que sim, mas não necessariamente. A imagem consolidada do deputado é de delegado linha dura, o que alivia o lado político. O problema pode estar na sua saída do PSDB, onde ele entendeu que não tinha espaço suficiente para consolidar sua candidatura a prefeito de Goiânia, e desembarque no PR. Ou seja, ele liquidou com a tal imagem distanciada que se tinha dele como “não político”. Se isso vai gerar consequências negativas ou não na campanha deste ano é outra história, mas certamente significa uma migração de imagem.
Enfim, na somatória geral que se tem a partir do prisma apresentado, há forte tendência de que a campanha deste ano poderá deslanchar em direção à guinada técnica, cumprindo assim o efeito cíclico do comportamento eleitoral do goianiense ao longo das últimas décadas.
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Foto: Divulgação[/caption]
A respeito das críticas da oposição ao novo secretário de Segurança Pública e das recomendações do MP contra o policial militar Ricardo Rocha, o governador Marconi Perillo diz sempre: “Deixem o José Eliton trabalhar”.
Único goiano a usufruir da imortalidade da Academia Brasileira de Letras, o escritor centenário merece as homenagens do Estado
Marcelo Augusto Parrillo Rizzo São divertidos os posts que dizem mais ou menos assim: “O que esses petralhas safados não entendem é que sou contra corrupção de todos e que todos devem ser punidos!”. E aí, você olha a “timeline” do sujeito no Facebook e vê que é só descendo o verbo no PT. Então, não foi o “petralha” que não entendeu: foi você. Os “petralhas” estão pouco se lixando se vai ser todo mundo preso. Os petistas (uma ínfima parte daquilo que se identifica como “petralhas”), estes sim, devem estar preocupados com o desmantelamento de seu partido; já os “petralhas” estão pouco se lixando para o PT. Eles, na verdade, estão preocupados com algo muito mais importante: o desmantelamento das instituições brasileiras. Quando um “petralha” fala do Aécio, ele não está tentando livrar a cara do Lula ou qualquer outro; ele está preocupado com o fato de que um notório corrupto, além de não ser investigado, é o principal articulador de um movimento anticorrupção que pretende se instalar no poder. O “petralha” se indigna com o fato de que a maioria dos principais políticos oposicionistas já tenha sido delatada sem que isso tivesse gerado investigações policiais, manchetes ou condenações. O “petralha” acredita que, quando a PF, o MPF e outras instituições decidem ultrapassar todo o respeito à lei por um objetivo político, já nos encontramos em um terreno absolutamente perigoso. E ele sabe que não precisa de nenhuma teoria conspiratória para se provar isso: vazamentos de delações são crimes seriíssimos e as autoridades se recusam a fazer qualquer coisa para conter essa tática de cunho golpista. A prova está nos jornais, revistas e TVs que se consomem todos os dias. O “petralha” fica mais estupefato ainda com algo que é cada dia mais óbvio: enquanto quase todos os políticos — tanto da situação quanto da oposição — se encontram sob suspeita, não há nada contra o principal alvo da fúria popular: a presidente Dilma. A não ser que se contem boatos (como aquele em que se diz que ela pretende ‘chipar’ todo mundo) ou coisa parecida. O “petralha” se preocupa com o fato de que o Congresso, sob liderança de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu votar todas as contas de presidentes anteriores de forma expressa para poder julgar as contas da presidente Dilma e, desta forma, dar bucha para um impeachment que não conseguia um grão de evidências legais para tomar o poder. O “petralha” se preocupa quando um policial (o “japonês da Federal”) se torna herói quando ele já foi condenado por contrabando, mas ninguém noticia nada sobre isso. O “petralha” se preocupa com a notícia de implantação de “grampos” (os mesmos que livraram um Daniel Dantas da cadeia) não gerar nenhuma preocupação neste momento. } Dos escândalos do PT o “petralha” sabe os que você tanto cita quanto muitos outros, já que, normalmente, esse “petralha” não é um neófito na discussão política. Mas, os “petralhas” sabem de muitos outros escândalos também, que envolvem tanto os partidos da oposição como de alguns dos que investigam a corrupção. O “petralha” comemorou o fim das doações empresariais porque ele sabe onde se encontra a corrupção. O “petralha” quer discutir o presidencialismo de coalizão e luta por uma verdadeira reforma política. O “petralha” se preocupa tanto quanto você com a crise econômica, mas coça a cabeça quando a oposição decide parar o Congresso. Isso não significaria trabalhar para agravar a crise? O “petralha” está puto com a Dilma, ele quer saber das punições contra a Samarco, quer uma política econômica que saia da armadilha da austeridade, quer que a presidente se posicione frente a diversos problemas, mas o “petralha” não quer golpe. O “petralha” explicita suas posições políticas e não se esconde atrás de um amor amorfo e difuso pelo Brasil. Exposto tudo isso, fica claro: para o “petralha” preocupado, sua indignação contra a corrupção parece golpe. Entendeu?
Marcelo Augusto Parrillo Rizzo é servidor público federal e doutorando em História pela UFG.
Mais uma unidade é entregue ampliada e modernizada. Prefeito Jânio Darrot critica programa partidário que usou imagens de obras de sua administração
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Foto: Renan Accioly/Jornal Opção[/caption]
Vitorioso na Colômbia e no Tocantins, o publicitário Marcus Vinicius fechou contrato para fazer a pré-campanha de Giuseppe Vecci (PSDB) para prefeito de Goiânia.
O golden boy José Paulo Loureiro, que articula financeiramente para o pré-candidato tucano, conduziu a negociação.
Marcus Vinicius é craquíssimo, mas seu talento precisa ser mais bem reconhecido em Goiás. Giuseppe Vecci pode ser o seu “case” de sucesso no Estado.
Marqueteiro hábil e inteligente, Marcus Vinicius dará uma roupagem nova ao candidato, mas sem mexer na estrutura de suas ideias. Porque ele sabe que um político com a estatura de Vecci não pode ser “vendido” como sabonete. Mas pode melhorar o discurso (sua forma), torná-lo mais plástico e acessível para todos. O publicitário costuma surpreender pela qualidade de seu trabalho, pela criatividade e por não desanimar nunca.
Diante do delicado quadro financeiro das contas públicas, saber fazer (e fazer bem) o básico será essencial para o próximo prefeito da capital, não importa quem seja
Setores ilustrados do PMDB procuraram Luiz Bittencourt para ser uma alternativa como candidato a prefeito... se Iris Rezende desistir de pleitear o cargo. Luiz Bittencourt foi filiado ao PMDB e era considerado um de seus deputados federais mais qualitativos.
Dois promotores do Ministério Público de Goiás dizem que o coordenador do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial (Gceap), Giuliano Lima, não deveria ter entrado com representação contra o policial militar Ricardo Rocha para da área de execução. Já no caso do procurador Mário Lúcio de Avelar, um dos maiores talentos do Ministério Público Federal, a dúvida é se abriu procedimento antes de assinar a representação.
"Dédalo da contemporaneidade", o italiano é autor de diversas obras, ensaios e artigos, sendo considerado um dos intelectuais mais cultos do mundo
Relato de um promotor: “Uma procuradora do Ministério Público Estadual esteve no Ministério Público Federal articulando contra a indicação do tenente-coronel Ricardo Rocha para um cargo de chefia na Polícia Militar de Goiás. Mas um procurador federal teria sugerido, como é de praxe, que a procuradora fizesse uma representação por escrito”. A procuradora, segundo o promotor, se recusou a fazer a representação.
O Supremo Tribunal Federal impediu que um representante do Ministério Público da Bahia assumisse o Ministério da Justiça. Por maioria absoluta. Segundo um promotor, a procuradora de justiça Ivana Farina, se a regra do Supremo for seguida à risca, tem de deixar a Comissão de Direitos Humanos. A procuradora atua em Brasília, longe de sua base, Goiânia.
Maurício de Almeida prova ser um autor marcante, ao examinar os efeitos contundentes do retorno inesperado de um pai à família a qual abandonou

