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O deputado federal Alexandre Baldy vive uma situação complicada. Orientado pelo ex-deputado Sandro Mabel, está tentando pavimentar um caminho independente — uma espécie de terceira via — tanto do PSDB do governador Marconi Perillo quanto do PMDB de Daniel Vilela. Mas há “drummonds” no meio do caminho.
Se não apoiar Carlos Antônio, do PSDB, para prefeito de Anápolis, na eleição deste ano, Baldy pode acabar prejudicando seus projetos futuros. Se o tucano for derrotado pelo prefeito João Gomes, por falta de apoio mais amplo, na eleição seguinte, em 2018, ou se for eleito, poderão ocorrer duas coisas. Primeiro, Carlos Antônio pode disputar mandato de deputado federal, o que prejudicará Baldy no seu principal colégio eleitoral. Segundo, se for eleito, o deputado pode bancar outro candidato a deputado federal, o que enfraquecerá ainda mais o líder do PTN. Acrescente-se que o município é reduto eleitoral do deputado federal Rubens Otoni, do PT.
Em gravação que faz parte da delação premiada do ex-presidente Sérgio Machado, Sarney fala ainda sobre Dilma Rousseff e critica o juiz Sérgio Moro
A juíza Maria Umbelina Zorzetti proferiu no dia 20 passado sentença absolutória em favor do advogado Habib Tamer Elias Merhi Badião em autos de ação penal proposta pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção de Goiás, Lúcio Flávio Siqueira de Paiva. O caso Lúcio Flávio imputou a Habib a prática continuada e em concurso material dos crimes de difamação, por 11 vezes, e injúria, por 8 vezes, em ambos os casos com a agravante de haverem supostamente sido cometidos por meio que facilitou a divulgação. A acusação se deu em face de publicações escritas realizadas por Habib na rede social denominada Facebook, no grupo oabgo, e são correlatas a afirmações quanto à fonte de custeio da campanha de Lúcio Flávio para a presidência da OAB, e da pouca atuação deste último como advogado, já que dedicado ao magistério. Decisão A magistrada infirmou a acusação, sob o argumento de que as narrativas imputadas a Habib não atribuem fatos infamantes a honra de Lúcio Flávio, ao cabo de que a difamação consiste em atribuir fato ofensivo e exige o elemento subjetivo do tipo, consistente na especial intenção de ofender a honra alheia. Ainda, segundo a magistrada, a prova produzida nos autos indica que antes mesmo das afirmações proferidas por Habib, a questão incerta ao suposto custeio da campanha de Lúcio Flávio pelo empresário Júnior Friboi já dominava as redes sociais, donde a presença do animus narrandi a afastar a prática delituosa. Salientou mais a magistrada que o fato em si é incapaz de macular a honra de Lúcio Flávio, havendo ainda de se considerar o contexto político e de debate eleitoral à época dos fatos, que também afasta o crime de injúria. Concluiu a magistrada que Lúcio Flávio, como homem púbico, encontra-se sujeito a críticas, comentários, elogios e contestações, sejam elas construtivas ou não, decretando, ao fim, a absolvição de Habib. l
O ex-deputado federal Armando Vergílio, conhecido no país como Mister Seguro — por ser defensor da empresas de seguro, das financeiras e dos bancos —, está articulando, com seu filho, o deputado federal Lucas Vergílio, a expansão do Solidariedade em praticamente todo o Estado. De um pragmatismo absoluto, Armando Vergílio estaria articulando para voltar à base do governador Marconi Perillo, do PSDB. Por enquanto, são sinais, mas estão cada vez mais fortes. Iris Rezende, o PMDB e Ronaldo Caiado, confirmada a volta do filho pródigo, saem perdendo. Quando inquirido por aliados, Armando Vergílio insiste vai permanecer na oposição ao tucano-chefe.
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Marconi Perillo e Maguito Vilela: uma aliança possível para 2018?[/caption]
Pode parecer loucura. Talvez seja loucura. É quase certo que se trata de loucura. Mas há quem acredite — e nada tem de maluco — que, em 2018, se processará um grande acordão político entre o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o PMDB do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Marconi Perillo disputaria o Senado e Maguito Vilela seria o candidato a governador de uma ampla coligação anti-caiadista e anti-irista. Um peemedebista disse ao Jornal Opção: “Quem viver, se quiser, verá”.
A tese é complicada. Mas o peemedebista sugere que há alguma lógica, ou lógicas, como prefere. Ele frisa que o ciclo do tucanato está se esgotando e que uma aliança com Maguito Vilela poderia renová-lo. Ao mesmo tempo, a aliança seria uma maneira de dividir as oposições. Num campo, “encorpados”, marchariam Marconi Perillo e o peemedebista — e, noutro campo, marchariam Ronaldo Caiado, provável candidato a governador, e Iris Rezende.
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Deputada Flávia Morais | Foto: Ananda Borges/Câmara dos Deputados[/caption]
Flávia Morais tem dito aos seus aliados que chegou a um acordo com o presidente do PDT nacional, Carlos Lupi. A deputada federal será advertida, mas não expulsa pela cúpula nacional, por ter apoiado o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Apesar da retórica pública, pelo expurgo, líderes admitem que, se expulsarem seis parlamentares, o partido, de médio, passa a ser nanico e perde força no Congresso Nacional. Flávia é candidatíssima a prefeita de Trindade.
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano (PMDB), diz que o eleitor goianiense não vai perdoar Waldir Delegado Soares (PR) se ele disputar a prefeitura da capital. Agenor Mariano critica: “Não vou dizer que se trata de estelionato eleitoral, porque é uma expressão excessiva e deselegante, mas o delegado foi eleito para mudar as leis do país na área de segurança pública. Seus eleitores podem se sentir órfãos. Além disso, como explicar que, tendo acabado de ser eleito pelo PSDB, já mudou de partido, revelando falta de fidelidade partidária?”
O executivo Edivaldo Cardoso deixa a Ceasa para assumir a Agência Brasil Central. O objetivo é organizá-la — seu prejuízo mensal não é pequeno — e, mais tarde, repassar tanto a Televisão Brasil Central quanto a Rádio Brasil Central para a iniciativa privada. Por ter trabalhando em multinacional americana, nos Estados Unidos, Edivaldo Cardoso é apontado como um gestor eficiente e moderno. Quando chegou ao Detran, José Taveira avaliou que encontraria o caos. Ficou surpreso. Edivaldo Cardoso havia organizado o órgão.
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Vecci e Lucas Vergílio | Fotos: Jornal Opção / reprodução[/caption]
No encontro do presidente Michel Temer com o governador de Goiás, Marconi Perillo, e a maioria dos integrantes da bancada federal do Estado, na terça-feira, 24, o deputado federal Lucas Vergílio agiu de maneira deselegante, segundo os presentes, inclusive integrantes do governo federal.
De repente, como se tivesse acordado de um “transe”, Lucas Vergílio disparou, para a surpresa de Michel Temer, visivelmente irritado: “Eu quero dizer que sou contra a privatização da Celg”.
Entusiasta da privatização da Celg, que representará 2 bilhões de reais no caixa do governo federal, Michel Temer “fechou” a cara. O governo federal, depois do desastre do governo Rousseff, nunca precisou tanto de dinheiro quanto agora.
Percebendo o climão negativo criado por Lucas Vergílio, o deputado Giuseppe Vecci, do PSDB, consertou a gafe do colega: “Nós, a maioria absoluta, estamos aqui, presidente, para dizer que apoiamos os governos federal e de Goiás no sentido de privatizar a Celg. Queremos dinamizar a empresa”.
Imagem de grande realizador que o decano do PMDB construiu teve pouca sustentação nos dois últimos mandatos como prefeito de Goiânia
O governador Marconi Perillo, do PSDB, perguntou para o presidente Michel Temer: “O sr. sabe que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é goiano?”. Bem-humorado, Michel Temer não perdeu a deixa: “Sim. Foi por isso que o convidei para ser ministro”. Todos riram.
Ao saber que a empregada doméstica da casa do deputado federal Sandes Júnior (PP) — Luzia — disse que “tem cara de presidente”, o presidente Michel Temer abriu um sorrisão. Ao final da audiência com os políticos de Goiás, Michel Temer abordou Sandes Júnior mais uma vez e perguntou, deliciado: “Quer dizer que sua funcionária disse que tenho ‘cara de presidente’?”. O deputado confirmou, e o peemedebista sorriu, deliciado.
O ex-presidente Lula da Silva tem se reunido com alguns petistas e advogados para determinar uma linha de atuação. O petista-chefe quer produzir uma imagem intimorata, de firmeza total, de nenhum desalento. Ao mesmo tempo, não quer que o país o perceba como “desatinado” ou “tresloucado”.
Uma das recomendações de Lula da Silva aos petistas é para que critiquem duramente o governo do presidente Michel Temer, sobretudo medidas de caráter impopular, mas, ao mesmo tempo, preservem o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.
Lula da Silva estaria argumentando que ele próprio tentou levar Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda, no governo de Dilma Rousseff, com o objetivo de endurecer o jogo e, deste modo, contribuir para recuperar a economia do país. Portanto, atacar o ministro da Fazenda, sobretudo neste momento, seria um contrassenso.
O secretário de Desenvolvimento do governo de Goiás, Thiago Peixoto, comunicou ao presidente de seu partido, o PSD, que voltará para a Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2017. Eleito pela segunda vez para o Legislativo federal, Thiago Peixoto sempre deixa o cargo para ocupar secretarias do governo de Marconi Perillo. Agora, quer passar pela experiência de Brasília.
Uma das principais bandeiras de reequilíbrio fiscal do governo federal, reforma da Previdência deverá chegar ao Congresso com resistências

